segunda-feira

STTR de Apodi/RN premiou seus sócios e sócias em sua assembleia anual.


No ultimo sábado (30) o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi esteve realizando sua assembleia anual e em sua programação sorteou três prêmios com seus sócios e sócias que estão em dias com suas obrigações sociais.


Os ganhadores dos prêmios foram os seguintes: 
Marcia Edinéria Medeiros Oliveira do Sítio João Pedro, ganhou um moto POP 110cc Zero Km.
Vanderlucia Alves da Silva da Rua Oiti, ganhou uma geladeira Duplex. 
Maria Gorete Torres Silva do sítio Juazeiro, ganhou um televisor 32”.




Ganhadora da POP 110cc - Edinéria.

Ganhadora da Geladeira Duplex - Vanderlúcia
 
Esposo da Ganhadora da TV 32" - Gorete

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi realiza Assembléia Anual


O Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi realizou na manhã deste sábado (30) Assembleia Anual. Durante o evento aconteceu a prestação de contas aos sindicalizados, também houve a inauguração de 06 apartamentos e mais um bingo entre os presentes.
Assembleia anual do STTR de Apodi/RN 2016. “Somos muito grato a todos e todas que estiveram presente neste grande evento”, disse Edilson Fernandes

Fonte: ApoDiário 

terça-feira

STTR de Apodi/RN inaugurará apartamentos construídos com recursos próprios.

No próximo dia 30 de janeiro de 2016 dentro da programação da assembleia anual do STTR de Apodi estará ocorrendo o momento de inauguração de seis apartamentos construídos na sede da entidade sindical pela atual gestão do órgão.
Os recursos usados para a construção dos apartamentos são de origem própria do STTR de Apodi/RN advinda das contribuições sociais de seus sócios. “A construção desses apartamentos é um sonho antigo nosso, é uma forma de organizar melhor nossa estrutura física para atender melhor aos agricultores de Apodi, com o conforto e a atenção que o trabalhador merece” destaca Kika (vice presidente do STTR-Apodi/RN).

Os apartamentos tem a capacidade de acomodar seis pessoas em cada quarto, onde todos contam com banheiros exclusivos, construídos com elevação de primeiro andar sob a cozinha do STTR de Apodi/RN.

Mais imagens dos apartamentos do STTR de Apodi/RN:  





Mapa interativo mostra onde encontrar feiras orgânicas em todo o Brasil


Mapa interativo mostra onde encontrar feiras orgânicas em todo o Brasil


Comprar alimentos orgânicos direto dos produtores é uma ótima opção para garantir melhores preços e qualidade. De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), comprar em uma feira orgânica pode ser até 463% mais barato do que comprar o mesmo tipo de alimento em um supermercado.
Para facilitar ao consumidor encontrar os locais que comercializam alimentos produzidos sem agrotóxico, a organização criou um Mapa de Feiras Orgânicas. A ferramenta, disponível gratuitamente on-line, conta com endereços em todas as regiões do Brasil.
O mapa inclui feiras orgânicas e agroecológicas, grupos de consumo responsável, agricultura suportada pela comunidade, produtores e agricultores orgânicos e associações e cooperativas de produtores orgânicos. Sendo o Brasil um país com dimensões continentais, o aplicativo não mapeia todos os pontos de comércios orgânicos. No entanto, é possível contribuir com a ferramenta, adicionando novos locais e ajudando a tornar essas informações mais práticas e acessíveis aos consumidores.
O consumo de alimentos produzidos com agrotóxicos ou geneticamente modificados é um fator altamente prejudicial à saúde. Segundo o próprio Idec, conforme dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o brasileiro consome, em média, cinco litros de agrotóxicos ao ano, embutidos na alimentação. Além de ocasionar problemas de saúde, como cânceres, má formação e intoxicação, o uso de produtos químicos em larga escala afeta diretamente o meio ambiente.
Clique aqui para acessar o Mapa de Feiras Orgânicas e aqui para contribuir, enviando informações que ajudem a incluir novas localidades ao mapa, tornando-o ainda mais completo e funcional.
Mais opções para quem mora em SP
O Movimento Urbano de Agroecologia de São Paulo (MUDA) também disponibiliza uma ferramenta semelhante. No entanto, o mapa interativo da organização ainda inclui locais que abrigam hortas urbanas e estabelecimentos que oferecem alimentação orgânica. Clique aqui para mais informações.
Redação CicloVivo

Ufersa recebe intercâmbio do Mercosul de acesso às políticas públicas pelas mulheres rurais

Alimentos produzidos pela Rede Xique Xique |Foto: Reprodução do Facebook da Rede Xique Xique
Alimentos produzidos pela Rede Xique Xique
 |Foto: Reprodução do Facebook da Rede Xique Xique

Durante toda esta semana, de 25 a 30, representantes de Governo e de organizações da agricultura familiar de sete países do Mercosul estarão em solo brasileiro para conhecer experiências de acesso às políticas públicas pelas mulheres rurais. O local escolhido para o encontro, promovido pela Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul – REAF é a região Oeste do Rio Grande do Norte.
A Ufersa sediará a abertura do encontro, agendado para esta terça-feira, dia 26, às 8h, no auditório da Pró-reitoria de Extensão. O intercâmbio faz parte do II Programa de Fortalecimento de Políticas Públicas de Gênero para a Agricultura Familiar, Campesina e Indígena para América Latina e Caribe.
O objetivo é contribuir na promoção e no fortalecimento de políticas de apoio a organização produtiva, assistência técnica para mulheres, transição e produção agroecológica e convivência com o semiárido nos países do Mercosul.
De acordo com a encarregada de gênero da secretaria técnica da REAF, Caroline Molina, a região Oeste do Estado foi escolhida por ser um território emblemático no tema de luta por igualdade e organização das mulheres rurais e no acesso às políticas públicas. “Além de conhecer as experiências de outras mulheres e poder levá-las para suas realidades, as participantes dos outros países também vão contar suas histórias, em rodas de conversa, por exemplo. Serão momentos de troca”, explica.
O intercâmbio conta com apoio da Diretoria de Política para as Mulheres Rurais e Quilombolas – DPMRQ do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que é o ponto focal do Grupo Temático (GT) de Gênero da REAF no Brasil. Para a coordenadora-geral de Organização Produtiva e Comercialização da DPMRQ/MDA, Michela Calaça, a iniciativa viabiliza a troca de ideias entre lideranças e governos – o que beneficia toda a sociedade. “Mulheres de diversos países poderão ver claramente, que quando o Estado faz a opção de ter políticas voltadas para as mulheres rurais, ele melhora a vida no campo e potencializa a produção de alimentos para todo o país”.

SUSTENTABILIDADE NA PRODUÇÃO –

No projeto de assentamento Monte Alegre I, em Upanema (RN), a mesma água que é utilizada em atividades domésticas é usada para cuidar da lavoura. A iniciativa garante água adequada para o cultivo agrícola no semiárido brasileiro, já que livra a água cinza – aquela que foi usada para enxaguar a roupa ou lavar a louça, por exemplo – de bactérias prejudiciais e conserva alguns nutrientes como fósforo e cálcio, adubando melhor a terra para a produção.
O projeto denominado ‘Água Viva: Mulheres e o redesenho da vida no semiárido do Rio Grande do Norte’, desenvolvido pelo Centro Feminista 08 de Março (CF8) em parceria com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido é uma das experiências que serão conhecidas por representantes de governo e organizações da agricultura familiar durante o intercâmbio.
Para a engenheira agrônoma do CF8 e responsável pelo projeto, Ivi Aliana, o ‘Água Viva’ também ameniza o esforço das mulheres responsáveis por buscar água para abastecer o lar, contribui para o escoamento da produção e para o saneamento do quintal e garante mais segurança alimentar e renda para a família. “Quando as mulheres se sentem fortalecidas, se sentem capazes de criar, produzir e reinventar a vida”, finaliza.

SERVIÇO –


Abertura, dia 26, no Auditório da PROEC – UFERSA, às 8h.
Ocorrerá a abertura simbólica do projeto “Jetirana – Mulheres, Agroecologia e Direitos Humanos”, aprovado em 2015 e executado pela UFERSA em parceria com o CRDH Semiárido e o MDA.
Experiências visitadas: Rede Xique-Xique; Associação Comunitária de Rio Novo; Água Viva: Mulheres e o redesenho da vida no Semiárido do RN e Grossos – A luta das mulheres no mar.

Fonte: Site da UFERSA

segunda-feira

Contrariando institutos climatológicos, início do período chuvoso começa promissor em Apodi/RN.


Agricultores plantam na comunidade de Bamburral.

Nos últimos 15 dias o tempo mudou completamente no município de Apodi/RN, trazendo um cenário de alegria e prosperidade aos camponeses do município. O fim de semana foi de bastante chuva, onde desde a semana passada já tinha chovido de forma considerável, se configurando assim um cenário cada vez mais favorável ao agricultor familiar do município. Algumas chuvas chegaram registrar na casa dos 100 ml de precipitação.
As quatro regiões do município estão bem chovidas (Regiões da Pedra, Areia, Chapada e Vale), onde em várias comunidades rurais os agricultores já preparam o solo e iniciam seus plantios. E visitas as comunidades rurais é visível a alegria no rosto do camponês e camponesa, que acreditam que o inverno de 2016 vai ser totalmente do que preveem os institutos de climatologia. Vários profetas populares acreditam num ano bom de inverno através de suas experiências adquiridas ao longo dos anos.      

STTR de Apodi/RN se prepara para mais uma grande Assembleia Anual.

Assembleia anual de 2015.

No próximo dia 30 de janeiro de2016 o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi estará realizando mais uma assembleia anual. Como de costume todos os anos sempre no mês de janeiro a direção do STTR de Apodi/RN tem convocado sua assembleia anual.

Assembleia sempre tem sido bastante prestigiada pelos agricultores e agricultoras sócios da entidade sindical, além da presença de várias organizações parceiras que atuam no campo potiguar. As expectativas são boas para a assembleia que ocorrerá no próximo sábado, “nossas expectativas são as melhores, nossa assembleia anual sempre tem sido bastante visitada, além da classe trabalhadora que tem sempre marcado presença, vários outros segmentos foram convidados” explicou Ivone Brilhante - segunda tesoureira do STTR de Apodi/RN.

Convite - clique na imagem para ampliar.
Já Edílson Neto – presidente do STTR de Apodi/RN, explicou que a reunião será aberta a toda sociedade apodiense e enfatizou sobre a alegria de ver, principalmente os trabalhadores e as trabalhadoras rurais de Apodi lotarem o auditório do sindicato.

O evento será contemplado com vários momentos: prestação de contas exercício 2015; inauguração da construção de seis apartamentos na sede do STTR de Apodi/RN; Sorteio de uma moto zero quilômetro, geladeira duplex e televisor 32 polegadas com os sócios e sócias que estão em dias com suas contribuições sindicais. 

terça-feira

Associações comunitárias e STTR de Apodi debatem situação hídrica de Apodi

Por: Agnaldo Fernandes.

Na tarde de ontem (25) dezenas de agricultores e agricultoras, pequenos proprietários que residem na comunidade de Santa Rosa I e comunidades adjacentes estiverem reunidos debatendo como tema principal a “Situação Hídrica de Apodi/RN”. 

A reunião é fruto de uma serie de debates que tem ocorrido nas reuniões do Fórum da Agricultura Familiar, assim como o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras tem provocado esse debate ao longo dos anos, “diante do quadro atual em que vivemos, onde o agronegócio e as grandes empresas tendem cada vez mais se apropriar de nossa água tornasse cada vez mais necessário nossa articulação em defesa da água para agricultura familiar de Apodi” afirmou Edílson Neto.

O Encontro naquela região faz parte de um serie de reuniões que estarão ocorrendo no intuito de se buscar um planejamento estratégico que reafirme agricultura familiar de Apodi, e que os recursos hídricos de Apodi sirvam para o fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar.

A reunião contou com a presença também da Comissão Pastoral da Terra (CPT – Mossoró) e o SEAPAC – Mossoró, além de agricultores das associações comunitárias de Água Fria e Sítios Reunidos, Sitio Carpina; Sitio Santa Rosa I e II, Sitio Lagoa Rasa, Sitio Várzea da Salina, dentre outras comunidades rurais.

Mais fotos:










quinta-feira

Encontro reunirá 200 mulheres de Apodi para discutir saúde e território

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No dia 30 de maio, o encontro Mulher, Saúde e Território reunirá cerca de 200 mulheres das comunidades rurais de Apodi com o tema “trabalhadoras rurais em defesa da vida e contra o agronegócio” com o objetivo de discutir sobre os impactos do agronegócio na saúde e nos territórios das mulheres. O encontro acontecerá a partir das 8h no auditório do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais – STTR de Apodi.
A parte da manhã será dedicada aos movimentos e organização das mulheres e de seus grupos rumo à 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres que, este ano, ocorre em todo o território nacional, finalizando com ações no Ceará, Apodi e Mossoró em outubro com o tema: Corpos e Territórios: Resistências e Alternativas.
Acontecerá ainda pela manhã, o lançamento oficial da Marcha das Margaridas, marcha que reunirá mulheres camponesas de todo o Brasil em Brasília entre 11 e 12 de agosto, lutando para fazer o Brasil avançar no combate à pobreza, no enfrentamento à violência contra as mulheres, na defesa da soberania alimentar e nutricional e na construção de uma sociedade sem preconceitos de gênero, de cor, de raça e de etnia, sem homofobia e sem intolerância religiosa. Seguimos denunciando, reivindicando, propondo e negociando ações e políticas públicas, que contribuam na construção de um “Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.
A tarde será dedicada à mesa com a representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Lourdes Vicente, que apresentará os resultados da sua pesquisa de mestrado, intitulada “Gritos, silêncios e sementes: As repercussões do processo de des-re-territorialização empreendido pela modernização agrícola sobre o ambiente, o trabalho e a saúde das mulheres camponesas na Chapada do Apodi/CE”. A dissertação de Lourdes apontou para a diversidade de experiências que são desenvolvidas pelas mulheres da Chapada do Apodi mostrando que aquele não é apenas o território do agronegócio, mas um território onde ainda existe resistência.
Ivone Brilhante, da Marcha Mundial das Mulheres e do STTR Apodi fala que: “o momento será de animar, organizar e formar a mulherada pra fortalecer as lutas de todo dia pela agroecologia e igualdade, contra as opressões e invasões de nossas vidas e nossos territórios”.
Fonte: Blog do CF8.

segunda-feira

Sindicato dos Trabalhadores (as) Rurais de Apodi debate o tema da Água como Direito Humano em evento da ABRASCO.

A água enquanto direito humano foi o foco principal das discussões da Jornada Nacional do Meio Ambiente nesta quinta-feira (14/5).  O evento teve como principal conferencista o relator especial sobre o direito humano à água potável e esgotamento sanitário do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e pesquisador da Fiocruz Minas, Léo Heller. O tema foi debatido pelo  presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Apodi (RN), Francisco Edilson Neto, que, em sua fala, apresentou uma visão da realidade da ausência do direito à água.
Ao apresentar a conferência Direito humano à agua e ao esgotamento sanitário, Heller resgatou o histórico dos direitos humanos e situou o direito à água dentro da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). O pesquisador mencionou que o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), aprovado em dezembro de 2013, revela que cerca de 40% da população brasileira (77 milhões de habitantes) não tem acesso adequado à água e que 60% (114 milhões de pessoas) não dispõe de solução adequada para seu esgotamento sanitário. “O direito humano à água obedece a cinco princípios: direito à disponibilidade, qualidade, acessibilidade financeira (ou seja, não pode ser negado o fornecimento de água caso o indivíduo não possa arcar com os custos), acessibilidade física e aceitabilidade. E cabe ao governo prestar contas à sociedade e garantir o cumprimento progressivo do direito à água e a sustentabilidade do acesso. Não basta dar acesso. Esse acesso tem que se sustentar ao longo do tempo”, ressaltou.
As regiões Norte e Nordeste são as menos favorecidas e onde a população, principalmente a mais pobre, sofre com a carência de estrutura institucional e com a falta de acesso adequado. Além disso, as coberturas são mais baixas nas zonas rurais se comparado às zonas urbanas e muito inferiores nas vilas e favelas.Segundo Heller, isso acontece porque as políticas de saneamento têm sido muito oscilantes. Para resolver essas questões, é preciso ter políticas fortes, estruturadas, consistentes e de longo prazo. Atualmente, observamos uma recuperação. Houve um crescimento por volta de 2005/2006 por conta dos Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1 e PAC 2). Outra iniciativa positiva foi o lançamento, no final de 2013, do Plano Nacional de Saneamento. Agora, o grande esforço do Brasil será implantar esse plano”, ressaltou.
Em relação ao problema do acesso à água no Nordeste, Heller afirmou que vários aspectos contribuem para esse quadro. Entre eles, a insuficiência dos esforços governamentais, a alta densidade populacional – é a segunda região do Brasil em população  – e as diversas realidades na região. “Cada realidade exige um olhar próprio. Para melhorar as condições de saneamento é preciso ter prestadores de serviço qualificados e fortes. Por outro lado, a política tem olhado muito para o prestador de serviço. Ao se olhar pela perspectiva do direito humano, a gente passa a olhar para o direito do cidadão”, enfatizou.
O relator da ONU ressaltou, ainda, que o grande problema não é necessariamente a falta de água. Ele garantiu que atualmente existe tecnologia para atender a população que vive em áreas com maior escassez hídrica. “Quando há gestores empenhados e políticas públicas é possível resolver essas questões. Um grande dilema é que a repartição da água nos mananciais nem sempre prioriza o consumo humano. Muitas vezes a agricultura, a mineração, a pecuária e outras atividades econômicas são priorizadas. Pouca água nos mananciais não pode ser sinônimo de escassez”, criticou.
Em geral, de acordo com Heller, algumas parcelas da população são mais vulneráveis e discriminadas. Em sua visão, o modelo de acesso à água e ao esgotamento sanitário em geral é perverso. “São os menos favorecidos que não têm acesso. É preciso ter o forte compromisso de diminuir as diferenças entre situações mais e menos favoráveis. O marco mais importante no Governo Federal é o Plano Nacional de Saneamento Básico. É um bom sinal, já que temos um conceito de como será o saneamento do futuro no Brasil. Mas é preciso ficar atento, porque a atual crise econômica pode colocar em risco a implementação do Plano”, alertou.
Realidade: Francisco Edilson Neto, do Sindicato de Trabalhadores do Apodi, falou do problema da água enfrentado pelos seus companheiros agricultores e emocionou os participantes da jornada (Foto: Diego Camelo)
Realidade: Francisco Edilson Neto (em pé), do Sindicato de Trabalhadores do Apodi, falou do problema da água enfrentado pelos seus companheiros agricultores e emocionou os participantes da jornada (Foto: Diego Camelo)
A meta do milênio estabelecida pela ONU é atingir, até 2030, acesso universal e equitativo da água para todos, de forma segura e acessível financeiramente. No mesmo prazo, também é preciso garantir esgotamento sanitário adequado para todos, com especial atenção para mulheres, crianças e pessoas em situação vulnerável. “É preciso pensar nas estatísticas a partir das desigualdades.  Identificar diferentes grupos para comparar as diferenças de acesso entre eles”, comentou.
Apodi – O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Apodi (RN), Francisco Edilson Neto, participou da conferência como debatedor e emocionou a plateia ao falar sobre os problemas enfrentados pela população do município. De acordo com ele, 22 comunidades da região não têm água para consumo e um decreto do Governo Federal vai desapropriar mais de 13 mil hectares de terra, a serem destinados à agricultura irrigada. “Não é esse o direito que estamos sentindo. O direito a terra e à água nos está sendo negado. Água e terra não são negócios. São vida. Vamos lutar até o fim. Não queremos enriquecer. Não queremos água para o agronegócio. Queremos viver. Queremos que nossos filhos e netos tenham esses mesmos direitos”, declarou.
A negativa ao direito à água tem implicações sobre muitos outros direitos como saúde, moradia, educação, participação. Por isso, segundo Léo Heller, essa relação com os direitos humanos precisa ser mais bem explorada e apropriada como uma ferramenta de mobilização.

Por: Regina Castro
Regina Castro é jornalista da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

quarta-feira

Aumenta a quantidade de agrotóxicos consumido por cada brasileiro: 7,3 litros

agro-sam-6462.jpgPor Alan Tygel*
Do Brasil de Fato

No início de 2011, a Campanha Contra os Agrotóxicos causou estardalhaço ao afirmar que cada brasileiro consumia 5,2 litros de agrotóxicos por ano. À época, o cálculo foi simples: a indústria dos venenos, orgulhosa do sucesso de seu mortífero negócio, alardeou aos quatro ventos que havia vendido 1 bilhão de litros de agrotóxicos. Divididos pelos então 192 milhões de habitantes, nos davam os 5,2 litros por pessoa. Ainda que este volume todo não chegue diretamente à nossa mesa, vai nos encontrar algum dia pela terra, pela água ou pelo ar. O veneno não desaparece, como querem fazer crer aqueles que enriquecem com ele.

Pois bem, depois do baque, as associações patronais agrotóxicas deixaram de divulgar a quantidade de litros vendidos por ano. E dada a escassez de dados oficiais sobre a venda destes produtos no Brasil, ficamos quase sem alternativas para medir o nível geral de intoxicação no país.

Quase. Talvez para atrair mais acionistas-vampiros, a indústria continuou divulgando sua receita anual, que em 2104 representou 12,2 bilhões de dólares, que podemos multiplicar por 3 chegar à exorbitantes 36,6 bilhões de reais.

Quanto custa um litro de agrotóxico?

Agrotóxico é um nome genérico para diversas substância, utilizadas não só na agricultura, mas também no controle de vetores urbanos. Em comum, uma característica: matam a vida. Poderiam, portanto, ser chamados de biocidas.

O Ibama publicou em 2012 a quantidade de princípios ativos de agrotóxicos vendidos naquele ano. Os três entes reguladores – Ibama, Anvisa e MAPA deveriam receber estes dados das empresas e publicar, mas apenas o primeiro o faz, e já com atraso de 2 anos. Por esta lista, vemos que os principais produtos são: glifosato, 2,4-D, atrazina, acefato, diurom, carbendazim, mancozebe, metomil e clorpirifós. Retirando-se o aditivos, eles representam 80% do total de agrotóxicos vendidos.

Uma busca pelos preços de agrotóxicos na Internet revela um cenário assustador. Encontra-se, por exemplo a atrazina (disruptor endócrino) a 34 centavos o litro, enquanto o mais caro, glifosato (cancerígeno), na promoção sai por R$35. Com uma média dos preços ponderada pela participação no mercado chegamos ao valor de R$24,68 por litro de agrotóxico.

A partir da população estimada pelo IBGE em 2013 de 201 milhões pessoas, temos R$36,6 bilhões / R$24,68 por litro de agrotóxico / 201 milhões de pessoas resultando então em 7,36 litros de agrotóxico por pessoa.

E o povo com isso?

Os preços dos produtos variam, o dólar ora sobe, ora desce. Poderíamos ter alguns mililitros a mais ou a menos, mas o certo é que, de 2007 até hoje, 34.282 casos de intoxicação por agrotóxico foram notificados no SUS.

Mesmo assim, qualquer um que viva no campo sabe o quão improvável é que uma pessoa reconheça os sintomas de intoxicação, consiga chegar ao atendimento e que o serviço notifique corretamente. Seja por desconhecimento ou por pressão de quem mandou aplicar os venenos.

Certo também é que além de caros e perigosos, os venenos, assim como os transgênicos, são desnecessários. De Sul a Norte do país, a produção agroecológica ganha força na terra, nas feiras e na mesa da população. A não ser que algum fazendeiro ganancioso inviabilize a produção limpa jogando veneno na lavoura alheia. Infelizmente, acontece, e muito.

O povo precisa de informação.

Anvisa, publique os dados sobre vendas de agrotóxicos. Ministério da Agricultura, faça o mesmo. Ibama, atualize seus dados. CREAs, responsáveis pela emissão de receitas agronômicas, implantem sistemas informatizados em todos os estados, e divulguem quanto, como e onde se aplica veneno neste país. Que tipo de Engenharia vocês fazem, que não se compromete socialmente e não fornece informação vital para a saúde do povo?

Mas mais do que contar os mortos, queremos plantar a vida. Governo Federal, implemente o PLANAPO, e sobretudo o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos, que permitirá a criação de zonas livres de agrotóxicos e transgênicos, além de banir também no Brasil agrotóxicos que já foram banidos lá fora.

Entidades de pesquisa renomadas como a Fiocruz, o INCA e a Abrasco já se juntaram a camponeses e camponesas, que são quem realmente nos alimentam. Mas precisamos ainda de mais apoio da sociedade. Nossa luta diária contra o agronegócio, os agrotóxicos, e os transgênicos só estará completa quando o alimento orgânico não for mais um privilégio, e a agroecologia estiver ao alcance de toda a população.

*Alan Tygel é Engenheiro, e participa da coordenação nacional da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.