quinta-feira

Movimento da região discute políticas públicas de convivência com o Semiárido

Na manhã de ontem (26), centenas de agricultores, várias lideranças do movimento sindical e movimento campesino do RN estiveram reunidos em uma grande assembleia no município de Caraúbas/RN. Abaixo print da matéria divulga na manhã de hoje no Jornal de Fato elaborada pelo jornalista Fabiano.

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terça-feira

Obras da Indústria da Seca mostram sua ineficiência no Nordeste.

Canal de transposição desmorona em cidade do Nordeste

A chuva que banhou o município na quinta-feira, em torno de 20mm, foi suficiente para destruir cerca de dois quilômetros do canal em obra

Mais um exemplo de desperdício de recursos federais vem deste município, na região Centro-Sul do Ceará. O canal de adução ou transposição de água no Perímetro Irrigado Icó – Lima Campos não suportou a primeira chuva. Cerca de dois quilômetros foram totalmente destruídos. As placas de cimento foram arrastadas.

Segundo o Diário do Nordeste, o fato gerou revolta entre os agricultores que reivindicam o projeto há mais de 15 anos. A obra está orçada em R$ 15 milhões e é construída pelo consórcio formado pelas empresas Cosampa e Britânia. Os recursos são oriundos do Ministério da Integração Nacional, por meio do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs). O prejuízo ainda não foi calculado, mas foram pelo menos seis meses perdidos de trabalho, além do material.

sexta-feira

Sementes crioulas X transgênicos: a agricultura familiar e o agronegócio nos próximos quatro anos

entrevista gabrielPor Débora Britto, do Centro Sabiá
Em 2014, o Brasil elegeu deputados e senadores que renderam ao Congresso Nacional o rótulo de “mais conservador” desde a redemocratização do país. A bancada ruralista na Câmara Federal reelegeu 64% de seus deputados e, no Senado, haverá pelo menos 21 parlamentares afinados com os interesses do setor do agronegócio brasileiro.

O cenário político nacional ainda amarga as nomeações para o Executivo federal, a exemplo do Ministério da Agricultura com a ex-senadora Kátia Abreu (PMDB), que surpreenderam as organizações e movimentos de defesa da Agricultura Familiar, da Agroecologia que apoiaram e tiveram papel decisivo no desfecho da campanha da presidenta Dilma Roussef (PT). Por outro lado, Patrus Ananias (PT) escolhido para assumir o Ministério de Desenvolvimento Agrário, já deu declarações que fazem frente à postura de Abreu.

Chuvas tem marcados os últimos dias no município Apodi.



Assentamento Aurora da Serra - Foto: Damião Menezes

 

Nos últimos dias precipitações têm banhado o solo das comunidades rurais de Apodi/RN, desde o período momesco que o tempo tem melhorado no sentido da amenização da situação do camponês principalmente.


Nas diferentes regiões de Apodi foram registradas chuvas o que deixa cada vez o camponês apodiense esperançoso. Tendo em vista as poucas chuvas que caíram nos últimos anos.


Alguns institutos climatológicos tem apontado que o cenário para o período chuvoso de 2015 será comprometedor, afirmando que o período invernoso será rápido e que os agricultores fiquem atentos para não perderem as poucas chuvas.  

quarta-feira

Em reunião bastante produtiva agricultores/as de Apodi/RN esquematizam plano de LUTAS para 2015.

Na manhã de hoje (11) várias representações de associações comunitárias e áreas de assentamentos do município de Apodi estiveram participando da reunião mensal do Fórum da Agricultura Familiar de Apodi (FOAFAP), na oportunidade foi elaborado o planejamento anual do fórum, onde os presidentes de associações e lideranças comunitárias debateram sobre estratégias para o enfrentamento de problemáticas que dificultam a vida do camponês.

Grupo de Trabalhos - Elaboração de Demandas
O fórum conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi, onde auxilia na coordenação do espaço de debate proporcionando momentos de construção coletiva, para Edílson Neto (presidente do STTR) “o momento é oportuno para traçarmos metas e buscar o diálogo com órgãos que são responsáveis de solucionar nossos problemas, se as instituições competentes não se abrirem ao diálogo e não demonstrarem interesse em resolver os problemas que nos aflige, aí teremos que partir pra ações mais concretas” finalizou. 

O momento de planejamento foi assessorado pelo Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC) núcleo de Mossoró, através do Agrônomo Fabrício Edino, que também explanou um diagnóstico recém elaborado sobre a realidade do associativismo no município de Apodi.

Outras entidades que atuam em assessoria ao homem e a mulher do campo apodiense também se fizeram presentes, como o Centro Terra Viva e a COOPERVIDA. 

A reunião ainda contou com a presença dos vereadores Genivan Varela e Soneth Ferreira e a equipe que coordena a secretaria de agricultura do município.
Por Agnaldo Fernandes

Confira a baixo fotos do planejamento realizado hoje pela manhã:
Grupo do Vale - Elaborando demandas da região

Grupo da Pedra - Elaborando demandas da região

Grupo da Areia - Elaborando demandas da região

Grupo da Chapada - Elaborando demandas da região

Planejamento do Fórum da Agricultura Familiar de Apodi acontece hoje.

Fórum das Associações do Apodi (foto cedida)
Fórum das Associações do Apodi (foto cedida)

Seapac assessora planejamento do Fórum de Associações do Apodi/RN. 

O Fórum das Associações do Apodi está reunido hoje, 11 de fevereiro, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi, para fazer o planejamento das atividades de 2015. Estão participando representantes de aproximadamente 40 associações da sociedade civil daquele território.

O planejamento está contando com a assessoria do Agrônomo Fabrício Edino, do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC), núcleo de Mossoró. O planejamento se estende por todo o dia de hoje.

Fonte: http://seapac.org.br/

terça-feira

Fórum da Agricultura Familiar de Apodi debaterá plano de lutas nesta quarta feira (11).

Assembléia de Janeiro de 2015 do FOAFAP
Amanhã (11) pela manhã estará acontecendo à assembléia mensal do fórum da agricultura familiar de Apodi (FOAFAP), como de costume a reunião ocorrerá no auditório do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi.

Na oportunidade os presidentes de associações irão pautar um plano de ação para que seja executado em 2015, a idéia é que surjam várias pautas e proposta de enfrentamento no sentido de gerar mobilização para pressionar as autoridades responsáveis pela execução de política e programas voltados para a agricultura familiar. Segundo a coordenação do fórum, “essa é uma demanda que as comunidades vinham sendo citadas nas reuniões anteriores, e agora é o momento de organizar e partir para o plano de ação”, afirmou José Holanda (coordenador do fórum).

A reunião do fórum é contemplada por dezenas de presidentes de associações comunitárias e áreas de assentamentos de Apodi, assim como é prestigiada por vários movimentos e representações que atuam no campo, já que a reunião é um fórum de debates aberto a todos os públicos interessados.

Por: Agnaldo Fernandes 

segunda-feira

"Projeto da Morte" atrasa pagamento a trabalhadores.



Apesar da grande maioria da classe política defender o projeto de Irrigação da Chapada do Apodi como sendo a redenção do município, os fatos tem demonstrado que para os trabalhadores que estão contratados nos serviços do de tal projeto a vida não tem sido fácil. De volta e meia os trabalhadores tem seus salários atrasados e de uma forma justa os mesmo tem “cruzados os braços” diante do não pagamento de seus salários.
Foto extraída da rede social - do Blogueiro Josemario.

Na manhã de hoje o blogueiro e repórter do município de Apodi/RN, Josemário Alves, publicou em sua rede social que os trabalhadores do das obras do perímetro pararam devido o atraso salarial provocado pela empresa EIT.
PROVOCAÇÃO: Por que os políticos defensores do Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi não fazem se quer um pronunciamento em defesa dos trabalhadores que tiveram seus salários atrasado?
Por: Agnaldo Fernandes  

A crise é hídrica, não energética.

 crise hidricaPor Roberto Malvezzi (Gogó),
Desde o apagão de 2002 no governo Fernando Henrique, ficou provado que o sistema brasileiro de geração de energia a partir da água não se sustenta mais. Modificamos o regime das chuvas, os volumes de água reservados estão sujeitos a estiagens mais prolongadas e mais constantes todos os anos. Tanto é que o nível de 85% dos reservatórios brasileiros em janeiro de 2015 é considerado mais baixo que o do apagão de 2002. Não é por acaso que temos problemas de abastecimento de água até para consumo humano e industrial, quanto mais para gerar energia.

O Brasil insiste em construir hidrelétricas para resolver seus problemas de energia. Hoje o cidadão comum tem claro que quem impõe a agenda de obras no Brasil são as empreiteiras. Elas financiam as eleições e depois recebem o cêntuplo com os investimentos em grandes obras. As hidrelétricas estão entre as maiores obras desse país.
Nosso desafio não é construir mais barragens, mas ter água para locupleta-las. Na data que escrevo esse texto o nível dos reservatórios está em média nacional girando em 20%. Portanto, há uma ociosidade (déficit) de 80%. Com 50% dessa capacidade locupletada o governo e empresas do ramo estariam rindo à toa. Portanto, não é mais uma Belo Monte, uma Teles Pires, ou outra barragem qualquer que vai resolver esse desafio. Nosso problema fundamental está nas águas, não na capacidade instalada dos reservatórios.
Quem quiser a prova é só visitar a barragem de Xingó, no Baixo São Francisco. Na parede da barragem está a infraestrutura para se instalar 11 turbinas, mas só seis estão instaladas. Quando se pergunta aos técnicos porque não instalar as demais, ao contrário de construir novas barragens, a resposta é simples: não temos água para acionar onze turbinas.
Certas reportagens insistem que se outras obras estivessem feitas – Belo Monte, Teles Pires, etc. –, nós não estaríamos passando pelo problema da crise energética, originada pela crise hídrica. Portanto, para esse setor midiático, é no atraso das obras, na dificuldade dos licenciamentos ambientais, na inoperância das empreiteiras que reside o problema.
O fato é que, se hoje temos 22% de nossa matriz energética baseada nas termoelétricas, é simplesmente porque nossas hidrelétricas já não são mais capazes de garantir a energia que esse modelo de desenvolvimento demanda. Portanto, vamos construir todas as hidrelétricas da Amazônia, vamos devastar nossos últimos rios, vamos remover nossas populações, mas vamos ter que construir novas termoelétricas para garantir energia, cada vez mais cara – cortamos o consumo e a conta do mês só aumenta -, cada vez mais escassa.
A crise hídrica tem consequências para o abastecimento humano, a dessedentação dos animais (vide Nordeste e região do Rio de Janeiro), indústria, agricultura, a geração de energia e todos os múltiplos usos da água. Será que nem por amor à galinha dos ovos de ouro somos capazes de rever os rumos predadores de nossa civilização?
Enquanto isso o sol do Nordeste brilha doze horas por dia e os ventos sopram forte na costa e no sertão nordestino.  
(*) Artigo publicado originalmente na página da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

sexta-feira

É crítica a situação da Bacia Hidrográfica Pianco-Piranhas-Açu


 “A situação atual da Bacia Hidrográfica Piancó-Piranhas-Açu é crítica. É uma situação de muito aperreio, de muita agonia”. As afirmações são de José Procópio de Lucena, Agrônomo do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC) e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica Piancó-Piranhas-Açu (CBH PPA). Mas, segundo afirmou, é também de muita expectativa com a possibilidade de inverno neste ano de 2015.
José Procópio de Lucena, Agrônomo do Seapac e presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica Piancó-Piranhas-Açu (Foto: José Bezerra)
José Procópio - Agrônomo do SEAPAC e Presidente do Comitê de Bacia.
Segundo Procópio, a preocupação maior é porque os açudes pequenos já secaram, os médios estão praticamente secos e os grandes açudes estão caminhando para a reserva técnica. “Isso é assustador, porque mexe com a economia, com a qualidade de vida, com as populações, e pode desencadear doenças e outras questões mais sérias ainda. Esse é o momento em que o Governo Brasileiro, o Estado, os municípios e as organizações da sociedade precisam parar para fazer uma grande reflexão diante dos dados que estão postos, que é de possibilidade de um inverno abaixo da média”, realçou José Procópio.
Ele afirmou que se o inverno for dentro da média, haveria a possibilidade de carregar os grandes açudes em torno de 40% da capacidade. “Mas isso, também, não garante muita coisa. Continua o risco de escassez para a frente”, pondera. Para ele, esse é o momento de se fazer grandes campanhas educativas, reuso de água, racionamento em todos os setores e buscar outras fontes de captação de água, como poços, pequenas adutoras interligando reservatórios, para se ter a garantia de ultrapassar esse momento difícil. Procópio defende rever as regras de irrigação e até suspender as irrigações. “Alimentos se traz de carreta do centro oeste, do sul e outras regiões, mas água não dá pra se trazer de carreta”, concluiu.
Fonte: Site do SEAPAC
Foto: José Bezerra

Ações que constroem a convivência com o Semiárido no país.

Conheça a história dos programas da ASA pela narrativa do MOC, uma organização que integra a ASA desde a criação da rede

Muitos conhecem o sertão nordestino pela literatura, com clássicos como “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto e “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, ou pelas mazelas contadas pela imprensa. Outros sabem que nos últimos anos a paisagem do sertão vem mudando graças a um movimento iniciado em 2003, pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), uma rede que reúne centenas de organizações não governamentais, uma rede de organizações da sociedade civil que influencia nas políticas de convivência para o Semiárido como parte do processo democrático. “O debate na ASA Nacional e na ASA Bahia é que a política de estoque da água é algo essencial para a convivência com o Semiárido. As atividades mais diretas da ASA começaram então pelo processo de estoque da água de beber e de consumo humano e se criou então o P1MC. Passo histórico e que estamos perto do um milhão de cisternas de placas”, afirma Naidison Baptista, coordenador geral da ASA.
 
Política de Estoque - Financiado pelo Governo Federal, o Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) a que Naidison se refere, foi iniciado pela ASA em 2003 e desde então vem desencadeando um movimento de articulação e de convivência sustentável com o ecossistema do Semiárido. Cisternas de consumo humano, com capacidade de armazenar 16 mil litros, e suprir uma família com cinco pessoas, por nove, 10 meses. Entretanto, o fundamental estava na maneira como construir as cisternas e como escolher as famílias que participariam do programa. Ou seja, não se tratava de uma iniciativa de construção, onde uma empresa, ou um grupo de pedreiros é contratado para fazer a obra. Sim de uma atividade de mobilização, onde as comunidades discutem o problema, elegem uma família e depois constroem a cisterna, comprando produtos locais, para movimentar a economia da localidade, da comunidade. Nada de empresas.
Apoiado inicialmente pela Agência Nacional de Águas (ANA), o P1MC foi incorporado como política pública pelo Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome (MDS), tendo como suporte o apoio do Conselho Nacional Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). O objetivo do P1MC é beneficiar cerca de cinco milhões de pessoas em toda região semiárida, com água potável para beber e cozinhar, através das cisternas de placas.
Com o passar dos anos a ASA percebeu que o estoque apenas de água para consumo humano não era suficiente para a convivência. Foi daí que surgiu a ideia da segunda água para a produção, através de variadas tecnologias.  Nascia assim o Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) que no último dia 02 de fevereiro completou oito anos com 80.903 tecnologias de água para produção já construídas.
O P1+2 iniciou suas atividades com apenas 11 organizações e contou com o financiamento da Fundação Banco do Brasil (FBB) e Petrobras, tendo como meta a construção de 144 implementações como formas de captação e armazenamento da água da chuva, para produção de alimentos. Surgiu com a proposta de contribuir com a segurança alimentar e geração de renda dos/as agricultores/as através da valorização, construção e intercâmbio de conhecimentos.
O aniversário do Programa é comemorado nessa data, pois nos dias 02 e 03 de fevereiro de 2007 foram definidos os modelos de gestão, monitoramento do Programa e o calendário das atividades, durante o I Encontro Nacional do P1+2, que aconteceu em Recife. 
Assessoria de Comunicação do MOC.
Fotos: Arquivos MOC
 

RN Sustentável abrirá ainda neste semestre Edital de certificação sanitária para os agricultores familiares.



O anúncio foi feito hoje durante Seminário Regional de Sensibilização para Implantação do Serviço de Inspeção Municipal SIM, em Pau dos Ferros.
Os agricultores familiares do Estado estão angustiados porque não estão conseguindo vender seus produtos no âmbito do programas institucionais: PNAE e PAA. De acordo com o artigo 14 da Lei 11.947/90, no mínimo 30% dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) devem ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural ou suas organizações. Para ter acesso ao programa os agricultores familiares precisam se adequar as exigências sanitárias do programa, este tem sido o principal entrave para os pequenos produtores do Estado.

Diante dessa realidade, o RN Sustentável está elaborando um edital de certificação para que os agricultores que beneficiam alimentos possam acessar esse Mercado. O que a gente percebe é que um agricultor produz polpa de fruta, por exemplo, não está conseguindo vender seus produtos, pelo fato de não ter o selo de certificação. Para ele obter o selo, a unidade de produção precisa cumprir as normas sanitárias e os agricultores não tem recursos financeiros para fazer essas adequações. Sendo assim, o Edital de Certificação do RN Sustentável vai financiar essas pequenas obras para que o agricultor possa cumprir as exigências do mercado e obter o SIM- Selo de Inspeção Municipal, explica Ana Guedes, gerente do Projeto.
As prefeituras municipais também precisam agilizar o processo de certificação dos agricultores, hoje na cidade de Pau dos Ferros aconteceu um Seminário Regional de Sensibilização para Implantação do Serviço de Inspeção Municipal SIM, por inciativa do Ministério Público Federal que reuniu no auditório do IFRN, várias entidades como: Idiarn, Emater, Secretaria de Educação, Fetarn, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Conab e Colônia de Pescadores Z22 e RN Sustentável.

O procurador da República Marcos de Jesus recomendou aos 38 prefeitos da área de atuação da Procuradoria de Pau dos Ferros, que no prazo de 90 dias criem o serviço de inspeção municipal.

O procurador também deu prazo de 120 dias para que as Prefeituras promovam sua adesão ao Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa). Atualmente, apenas 11 das 38 cidades já aprovaram leis tratando do SIM, mas somente duas regulamentaram essa legislação, porém, nenhuma aderiu ao Suasa.
Sem o devido funcionamento do serviço de inspeção municipal, é certo que haverá o enfraquecimento da agricultura familiar na região, pois os agricultores não poderão vender seus produtos no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

Além disso, os municípios que não cumprirem as normas do PNAE serão retirados do programa e deixarão de receber recursos federais para alimentação escolar. Desta forma, o incentivo e o esforço para a regularização dos agricultores é fundamental para sustentabilidade do programa, tanto no âmbito dos agricultores, como no âmbito das escolas que poderão oferecer aos alunos alimentos mais seguros.

quinta-feira

Preparação para a 5ª Marcha das Margaridas – Agosto de 2015


f2228cartazmarchajpg2015 

Mulheres de todo o Brasil, trabalhadoras do campo, da floresta e das águas, mulheres trabalhadoras das cidades, SEGUEM EM MARCHA! Com a nossa experiência, garra e criatividade, este é um ano de mobilização das mulheres em todos os municípios e estados do País para realizarmos a Marcha das Margaridas 2015.
Segundo a organização, a conjuntura que se desenha pós-eleições exige que as margaridas assumam a mesma postura que lhes exigiu coragem e ousadia para reconduzir Dilma Rousseff à Presidência da República, para que continuem afirmando-se como sujeitos de direitos e sujeitos políticos a fim de garantir reformas políticas capazes de proporcionar mudanças em estruturas históricas que ainda sustentam as desigualdades e a discriminação no Brasil.
Lutar para fazer o Brasil avançar no combate à pobreza, no enfrentamento à violência contra as mulheres, na defesa da soberania alimentar e nutricional e na construção de uma sociedade sem preconceitos de gênero, de cor, de raça e de etnia, sem homofobia e sem intolerância religiosa são bandeiras destas mulheres que seguem denunciando, reivindicando, propondo e negociando ações e políticas públicas, que contribuam na construção de um “Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.
A Marcha das Margaridas convida a todas as mulheres do campo, da floresta e das águas, todas as companheiras que queiram se juntar para integrar esta grande mobilização. Esta será a 5º Marcha das Margaridas, o que demonstra a necessidade de fazermos um forte monitoramento das conquistas de luta, identificando os desafios a serem enfrentados e fortalecendo a incidência em todos os níveis, do local ao nacional, a fim de que estas conquistas aconteçam na vida das mulheres. Na Marcha 2015 o debate da realidade, necessidades e anseios, nas comunidades e municípios, aprofundarão a reflexão sobre problemas enfrentados pelas mulheres. A expectativa é estabelecer e consolidar parcerias e, com capacidade organizativa, traduzir os problemas em propostas de mudanças para uma vida digna no campo e na floresta.
“Seguimos acreditando que a ousadia, a solidariedade e a criatividade da cada Margarida florescerão ainda mais fortes, jogando sementes férteis para mudar a vida de cada mulher trabalhadora do campo, da floresta e das águas. Em 2015, nós Margaridas de todos os cantos do país, vamos ocupar nossos municípios, capitais, e Brasília, acreditando que é possível construir um Brasil soberano, sustentável, mais democrático, justo e igualitário na cidade e no campo. Junte-se a nós! Mobilize outras mulheres! Venha fazer parte da luta das Margaridas!”
Fonte: Contag

Movimento da Barragem de Oiticica remarca data da plenária que avaliará a proposta do governo.

Movimento e Equipe do Governo, no final da plenária de ontem, 04 de fevereiro (Foto: José Bezerra)
Movimento e Equipe do Governo, (Foto: José Bezerra)



A plenária do Movimento dos Atingidos pelas obras da Barragem Oiticica, acertada para acontecer hoje, foi remarcada para a próxima terça-feira, 10 de fevereiro, às 19 horas, na Igreja de Barra de Santana. A mudança foi articulada depois do encerramento da plenária de ontem, em que o Governo apresentou a proposta de trabalho e agendamento de datas para firmar um termo de compromisso com o Movimento. Enquanto isso, as obras da barragem continuam paralisadas.
O documento do Governo será analisado ponto a ponta, inclusive as datas, no próximo dia 10, para só então os agricultores, proprietários e famílias da área da barragem se posicionarem. O principal questionamento do Movimento é em relação ao não recebimento das indenizações depositadas em Juízo. “Secretário, queremos o dinheiro no bolso. Nós ainda não recebemos nenhum centavos desses recursos depositados em Juízo. Quando vamos receber, alguém diz que não podemos receber, porque falta alguma coisa”, disseram os proprietários ao Secretário da SEAMARH, Mairton França, e ao Procurador Francisco Sales, depois de encerrada a plenária de ontem.
Diante desse argumento, o Secretário Mairton França e o Procurador Francisco Sales decidiram disponibilizar um advogado para ver caso a caso e identificar o que está impedindo os proprietários de receberem as indenizações dos processos já concluídos. O Procurador também entregou ao movimento uma relação com os nomes de todos os proprietários com processos de indenização concluídos.
Apesar do clima tenso entre os integrantes do Movimento e a equipe do Governo, no final da plenária, o diálogo entre as partes permanece aberto. O Bispo de Caicó, Dom Antônio Carlos, disse que a visita do Secretário da SEMARH, antes da plenária, e o encontro do Governador e equipe com os integrantes do movimento são sinais de possibilidade de diálogo. “Agora precisamos olhar com calma, ver o que o governo do Estado está dizendo, explicitamente. Nesse momento, com essa multidão, se sobressai a emoção. É preciso ver o que está sendo proposto para que a comunidade possa se posicionar”, afirmou Dom Antônio Carlos. Ele disse que nutre a esperança de que se chegará a um bom diálogo. “Porque, como já foi dito várias vezes, ninguém é contra a barragem. Mas o avanço das obras tem que ser proporcional ao avanço do diálogo com a comunidade e com os que serão atingidos pelas águas da barragem”, concluiu o Bispo de Caicó.
Fonte: Site do SEAPAC

Mulheres agricultoras de Apodi/RN trabalham com esforço e dedicação buscando melhorias de vida.




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Ater Mulheres e os trabalhos coletivos das mulheres de Rio Novo: Do pé de algaroba pra lá, sem parar de mexer.

As mulheres do campo, cada qual com suas histórias e trajetórias, trabalham com esforço e dedicação buscando melhorias de vida. Mulheres de Rio Novo, comunidade de Apodi, RN, unem forças e se organizam em trabalhos coletivos a fim de fortalecer a produção e garantir sua renda. Dois exemplos de grupos de mulheres nos mostram o quanto o trabalho coletivo pode favorecer a auto organização e a autonomia das mesmas.
A seguir, veremos que do pé de algaroba pra lá não se para de mexer, as experiências de mulheres de Rio Novo que e sua organização coletiva.

Do pé de algaroba pra lá…
Foi assim que Izabel, agricultora desde criança falou: “dali daquele pé de algaroba pra lá, é tudo trabalho nosso”. Izabel Lima de Oliveira, Maria Alves e Francisca Edileusa Melo, são vizinhas na comunidade de Rio Novo, Apodi, RN e com uma terra emprestada, resolveram plantar milho e batata doce para somar na renda familiar.

DSC00025Maria tem 51 anos, não casou e não tem filhos e hoje, além do trabalho com as vizinhas, cria galinhas e perus. Izabel começou a ajudar os pais no roçado aos dez anos e gosta do que faz. Edileusa, de 32, a mais jovem do grupo e com ensino médio completo, deixa de ser apenas dona de casa e afirma que: “a gente nunca teve coisa fácil. A rotina de ir pro cercado é pesada porque aumenta muito o trabalho da gente que duplicou porque temos que dar conta das coisas de casa também. Mas trabalhar e poder ajudar no lucro lá de casa é muito bom”.
As três amigas estavam trabalhando somente em casa quando decidiram fazer o cultivo de milho. Maria destaca que a participação na associação comunitária de Rio Novo e adjacentes e também em outros espaços de decisões foram essenciais para elas se mobilizarem para o trabalho coletivo e para facilitar o acesso às políticas públicas voltadas para elas.
Quando elas acessaram o projeto ATER Mulheres, seus projetos já estavam em suas cabeças: melhorar e aumentar a produção que já haviam começado. Com o projeto compraram luvas, canos, aspersores de irrigação e fizeram o planejamento de outros cultivos como a batata doce e já planejam acrescentar a macaxeira.

DSC00013Sobre o trabalho na agricultura Izabel diz que: “vendo as fotos das mulheres agricultoras que as meninas apresentavam nas reuniões do projeto, a gente ficava pensando: será que um dia a gente vai ser assim? Aí a gente vê isso tudo que a gente plantou e sente que tá dando certo e sonha o dia de colher”. Ao que Edileusa completa: “A gente quer mesmo é mostrar que somos agricultoras e que nós podemos fazer tudo isso e muito mais. Juntas ficamos ainda mais fortes e melhores”.
Fonte: http://centrofeminista.com/