terça-feira

Associações comunitárias e STTR de Apodi debatem situação hídrica de Apodi

Por: Agnaldo Fernandes.

Na tarde de ontem (25) dezenas de agricultores e agricultoras, pequenos proprietários que residem na comunidade de Santa Rosa I e comunidades adjacentes estiverem reunidos debatendo como tema principal a “Situação Hídrica de Apodi/RN”. 

A reunião é fruto de uma serie de debates que tem ocorrido nas reuniões do Fórum da Agricultura Familiar, assim como o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras tem provocado esse debate ao longo dos anos, “diante do quadro atual em que vivemos, onde o agronegócio e as grandes empresas tendem cada vez mais se apropriar de nossa água tornasse cada vez mais necessário nossa articulação em defesa da água para agricultura familiar de Apodi” afirmou Edílson Neto.

O Encontro naquela região faz parte de um serie de reuniões que estarão ocorrendo no intuito de se buscar um planejamento estratégico que reafirme agricultura familiar de Apodi, e que os recursos hídricos de Apodi sirvam para o fortalecimento das cadeias produtivas da agricultura familiar.

A reunião contou com a presença também da Comissão Pastoral da Terra (CPT – Mossoró) e o SEAPAC – Mossoró, além de agricultores das associações comunitárias de Água Fria e Sítios Reunidos, Sitio Carpina; Sitio Santa Rosa I e II, Sitio Lagoa Rasa, Sitio Várzea da Salina, dentre outras comunidades rurais.

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quinta-feira

Encontro reunirá 200 mulheres de Apodi para discutir saúde e território

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No dia 30 de maio, o encontro Mulher, Saúde e Território reunirá cerca de 200 mulheres das comunidades rurais de Apodi com o tema “trabalhadoras rurais em defesa da vida e contra o agronegócio” com o objetivo de discutir sobre os impactos do agronegócio na saúde e nos territórios das mulheres. O encontro acontecerá a partir das 8h no auditório do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais – STTR de Apodi.
A parte da manhã será dedicada aos movimentos e organização das mulheres e de seus grupos rumo à 4ª Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres que, este ano, ocorre em todo o território nacional, finalizando com ações no Ceará, Apodi e Mossoró em outubro com o tema: Corpos e Territórios: Resistências e Alternativas.
Acontecerá ainda pela manhã, o lançamento oficial da Marcha das Margaridas, marcha que reunirá mulheres camponesas de todo o Brasil em Brasília entre 11 e 12 de agosto, lutando para fazer o Brasil avançar no combate à pobreza, no enfrentamento à violência contra as mulheres, na defesa da soberania alimentar e nutricional e na construção de uma sociedade sem preconceitos de gênero, de cor, de raça e de etnia, sem homofobia e sem intolerância religiosa. Seguimos denunciando, reivindicando, propondo e negociando ações e políticas públicas, que contribuam na construção de um “Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade”.
A tarde será dedicada à mesa com a representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Lourdes Vicente, que apresentará os resultados da sua pesquisa de mestrado, intitulada “Gritos, silêncios e sementes: As repercussões do processo de des-re-territorialização empreendido pela modernização agrícola sobre o ambiente, o trabalho e a saúde das mulheres camponesas na Chapada do Apodi/CE”. A dissertação de Lourdes apontou para a diversidade de experiências que são desenvolvidas pelas mulheres da Chapada do Apodi mostrando que aquele não é apenas o território do agronegócio, mas um território onde ainda existe resistência.
Ivone Brilhante, da Marcha Mundial das Mulheres e do STTR Apodi fala que: “o momento será de animar, organizar e formar a mulherada pra fortalecer as lutas de todo dia pela agroecologia e igualdade, contra as opressões e invasões de nossas vidas e nossos territórios”.
Fonte: Blog do CF8.

segunda-feira

Sindicato dos Trabalhadores (as) Rurais de Apodi debate o tema da Água como Direito Humano em evento da ABRASCO.

A água enquanto direito humano foi o foco principal das discussões da Jornada Nacional do Meio Ambiente nesta quinta-feira (14/5).  O evento teve como principal conferencista o relator especial sobre o direito humano à água potável e esgotamento sanitário do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e pesquisador da Fiocruz Minas, Léo Heller. O tema foi debatido pelo  presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Apodi (RN), Francisco Edilson Neto, que, em sua fala, apresentou uma visão da realidade da ausência do direito à água.
Ao apresentar a conferência Direito humano à agua e ao esgotamento sanitário, Heller resgatou o histórico dos direitos humanos e situou o direito à água dentro da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). O pesquisador mencionou que o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), aprovado em dezembro de 2013, revela que cerca de 40% da população brasileira (77 milhões de habitantes) não tem acesso adequado à água e que 60% (114 milhões de pessoas) não dispõe de solução adequada para seu esgotamento sanitário. “O direito humano à água obedece a cinco princípios: direito à disponibilidade, qualidade, acessibilidade financeira (ou seja, não pode ser negado o fornecimento de água caso o indivíduo não possa arcar com os custos), acessibilidade física e aceitabilidade. E cabe ao governo prestar contas à sociedade e garantir o cumprimento progressivo do direito à água e a sustentabilidade do acesso. Não basta dar acesso. Esse acesso tem que se sustentar ao longo do tempo”, ressaltou.
As regiões Norte e Nordeste são as menos favorecidas e onde a população, principalmente a mais pobre, sofre com a carência de estrutura institucional e com a falta de acesso adequado. Além disso, as coberturas são mais baixas nas zonas rurais se comparado às zonas urbanas e muito inferiores nas vilas e favelas.Segundo Heller, isso acontece porque as políticas de saneamento têm sido muito oscilantes. Para resolver essas questões, é preciso ter políticas fortes, estruturadas, consistentes e de longo prazo. Atualmente, observamos uma recuperação. Houve um crescimento por volta de 2005/2006 por conta dos Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1 e PAC 2). Outra iniciativa positiva foi o lançamento, no final de 2013, do Plano Nacional de Saneamento. Agora, o grande esforço do Brasil será implantar esse plano”, ressaltou.
Em relação ao problema do acesso à água no Nordeste, Heller afirmou que vários aspectos contribuem para esse quadro. Entre eles, a insuficiência dos esforços governamentais, a alta densidade populacional – é a segunda região do Brasil em população  – e as diversas realidades na região. “Cada realidade exige um olhar próprio. Para melhorar as condições de saneamento é preciso ter prestadores de serviço qualificados e fortes. Por outro lado, a política tem olhado muito para o prestador de serviço. Ao se olhar pela perspectiva do direito humano, a gente passa a olhar para o direito do cidadão”, enfatizou.
O relator da ONU ressaltou, ainda, que o grande problema não é necessariamente a falta de água. Ele garantiu que atualmente existe tecnologia para atender a população que vive em áreas com maior escassez hídrica. “Quando há gestores empenhados e políticas públicas é possível resolver essas questões. Um grande dilema é que a repartição da água nos mananciais nem sempre prioriza o consumo humano. Muitas vezes a agricultura, a mineração, a pecuária e outras atividades econômicas são priorizadas. Pouca água nos mananciais não pode ser sinônimo de escassez”, criticou.
Em geral, de acordo com Heller, algumas parcelas da população são mais vulneráveis e discriminadas. Em sua visão, o modelo de acesso à água e ao esgotamento sanitário em geral é perverso. “São os menos favorecidos que não têm acesso. É preciso ter o forte compromisso de diminuir as diferenças entre situações mais e menos favoráveis. O marco mais importante no Governo Federal é o Plano Nacional de Saneamento Básico. É um bom sinal, já que temos um conceito de como será o saneamento do futuro no Brasil. Mas é preciso ficar atento, porque a atual crise econômica pode colocar em risco a implementação do Plano”, alertou.
Realidade: Francisco Edilson Neto, do Sindicato de Trabalhadores do Apodi, falou do problema da água enfrentado pelos seus companheiros agricultores e emocionou os participantes da jornada (Foto: Diego Camelo)
Realidade: Francisco Edilson Neto (em pé), do Sindicato de Trabalhadores do Apodi, falou do problema da água enfrentado pelos seus companheiros agricultores e emocionou os participantes da jornada (Foto: Diego Camelo)
A meta do milênio estabelecida pela ONU é atingir, até 2030, acesso universal e equitativo da água para todos, de forma segura e acessível financeiramente. No mesmo prazo, também é preciso garantir esgotamento sanitário adequado para todos, com especial atenção para mulheres, crianças e pessoas em situação vulnerável. “É preciso pensar nas estatísticas a partir das desigualdades.  Identificar diferentes grupos para comparar as diferenças de acesso entre eles”, comentou.
Apodi – O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do Apodi (RN), Francisco Edilson Neto, participou da conferência como debatedor e emocionou a plateia ao falar sobre os problemas enfrentados pela população do município. De acordo com ele, 22 comunidades da região não têm água para consumo e um decreto do Governo Federal vai desapropriar mais de 13 mil hectares de terra, a serem destinados à agricultura irrigada. “Não é esse o direito que estamos sentindo. O direito a terra e à água nos está sendo negado. Água e terra não são negócios. São vida. Vamos lutar até o fim. Não queremos enriquecer. Não queremos água para o agronegócio. Queremos viver. Queremos que nossos filhos e netos tenham esses mesmos direitos”, declarou.
A negativa ao direito à água tem implicações sobre muitos outros direitos como saúde, moradia, educação, participação. Por isso, segundo Léo Heller, essa relação com os direitos humanos precisa ser mais bem explorada e apropriada como uma ferramenta de mobilização.

Por: Regina Castro
Regina Castro é jornalista da Coordenadoria de Comunicação Social (CCS) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

quarta-feira

Aumenta a quantidade de agrotóxicos consumido por cada brasileiro: 7,3 litros

agro-sam-6462.jpgPor Alan Tygel*
Do Brasil de Fato

No início de 2011, a Campanha Contra os Agrotóxicos causou estardalhaço ao afirmar que cada brasileiro consumia 5,2 litros de agrotóxicos por ano. À época, o cálculo foi simples: a indústria dos venenos, orgulhosa do sucesso de seu mortífero negócio, alardeou aos quatro ventos que havia vendido 1 bilhão de litros de agrotóxicos. Divididos pelos então 192 milhões de habitantes, nos davam os 5,2 litros por pessoa. Ainda que este volume todo não chegue diretamente à nossa mesa, vai nos encontrar algum dia pela terra, pela água ou pelo ar. O veneno não desaparece, como querem fazer crer aqueles que enriquecem com ele.

Pois bem, depois do baque, as associações patronais agrotóxicas deixaram de divulgar a quantidade de litros vendidos por ano. E dada a escassez de dados oficiais sobre a venda destes produtos no Brasil, ficamos quase sem alternativas para medir o nível geral de intoxicação no país.

Quase. Talvez para atrair mais acionistas-vampiros, a indústria continuou divulgando sua receita anual, que em 2104 representou 12,2 bilhões de dólares, que podemos multiplicar por 3 chegar à exorbitantes 36,6 bilhões de reais.

Quanto custa um litro de agrotóxico?

Agrotóxico é um nome genérico para diversas substância, utilizadas não só na agricultura, mas também no controle de vetores urbanos. Em comum, uma característica: matam a vida. Poderiam, portanto, ser chamados de biocidas.

O Ibama publicou em 2012 a quantidade de princípios ativos de agrotóxicos vendidos naquele ano. Os três entes reguladores – Ibama, Anvisa e MAPA deveriam receber estes dados das empresas e publicar, mas apenas o primeiro o faz, e já com atraso de 2 anos. Por esta lista, vemos que os principais produtos são: glifosato, 2,4-D, atrazina, acefato, diurom, carbendazim, mancozebe, metomil e clorpirifós. Retirando-se o aditivos, eles representam 80% do total de agrotóxicos vendidos.

Uma busca pelos preços de agrotóxicos na Internet revela um cenário assustador. Encontra-se, por exemplo a atrazina (disruptor endócrino) a 34 centavos o litro, enquanto o mais caro, glifosato (cancerígeno), na promoção sai por R$35. Com uma média dos preços ponderada pela participação no mercado chegamos ao valor de R$24,68 por litro de agrotóxico.

A partir da população estimada pelo IBGE em 2013 de 201 milhões pessoas, temos R$36,6 bilhões / R$24,68 por litro de agrotóxico / 201 milhões de pessoas resultando então em 7,36 litros de agrotóxico por pessoa.

E o povo com isso?

Os preços dos produtos variam, o dólar ora sobe, ora desce. Poderíamos ter alguns mililitros a mais ou a menos, mas o certo é que, de 2007 até hoje, 34.282 casos de intoxicação por agrotóxico foram notificados no SUS.

Mesmo assim, qualquer um que viva no campo sabe o quão improvável é que uma pessoa reconheça os sintomas de intoxicação, consiga chegar ao atendimento e que o serviço notifique corretamente. Seja por desconhecimento ou por pressão de quem mandou aplicar os venenos.

Certo também é que além de caros e perigosos, os venenos, assim como os transgênicos, são desnecessários. De Sul a Norte do país, a produção agroecológica ganha força na terra, nas feiras e na mesa da população. A não ser que algum fazendeiro ganancioso inviabilize a produção limpa jogando veneno na lavoura alheia. Infelizmente, acontece, e muito.

O povo precisa de informação.

Anvisa, publique os dados sobre vendas de agrotóxicos. Ministério da Agricultura, faça o mesmo. Ibama, atualize seus dados. CREAs, responsáveis pela emissão de receitas agronômicas, implantem sistemas informatizados em todos os estados, e divulguem quanto, como e onde se aplica veneno neste país. Que tipo de Engenharia vocês fazem, que não se compromete socialmente e não fornece informação vital para a saúde do povo?

Mas mais do que contar os mortos, queremos plantar a vida. Governo Federal, implemente o PLANAPO, e sobretudo o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos, que permitirá a criação de zonas livres de agrotóxicos e transgênicos, além de banir também no Brasil agrotóxicos que já foram banidos lá fora.

Entidades de pesquisa renomadas como a Fiocruz, o INCA e a Abrasco já se juntaram a camponeses e camponesas, que são quem realmente nos alimentam. Mas precisamos ainda de mais apoio da sociedade. Nossa luta diária contra o agronegócio, os agrotóxicos, e os transgênicos só estará completa quando o alimento orgânico não for mais um privilégio, e a agroecologia estiver ao alcance de toda a população.

*Alan Tygel é Engenheiro, e participa da coordenação nacional da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

segunda-feira

Agrotóxicos e transgênicos: o rolo compressor imperialista

Agência Internacional de Pesquisa em Câncer classificou o herbicida Glifosato e os inseticidas Malationa e Diazinona como prováveis agentes carcinogênicos.
Global Water Partnership - a water secure world / Flickr
Antigamente a indústria fabricava venenos para a agricultura industrializada e outras empresas produziam sementes híbridas. Há 20 anos este negócio foi profundamente alterado. As plantas se transformaram em veneno e a indústria química virou produtora de semente. Um negócio internacional, que hoje em dia está sendo implantado com o apoio da Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA, a famosa USAID – atuando principalmente na África e na Ásia. O Brasil, além de ser um “fértil mercado de agrotóxicos”, como definiu a Agência Reuters recentemente, é o segundo maior mercado das sementes transgênicas. As últimas duas notícias da CTNBio foram: a liberação do milho transgênico contendo o veneno 2,4-D, também conhecido por ser a porção do bem do Agente Laranja. A Dow Agrosciences fabrica o produto há 60 anos. E o eucalipto transgênico da empresa FuturaGene, um empreendimento britânico, com centros de pesquisa no Brasil, na China e em Israel, e que desde 2010 faz parte da Suzano Papel e Celulose. O eucalipto não será usado apenas para produzir celulose, mas biocombustíveis (etanol) e energia.
 
Na realidade o rolo compressor dos transgênicos já atinge 28 países e uma área de 181,5 milhões de hectares, preenchidos por 10 variedades comerciais, a maior parte de soja, milho e algodão, segundo o ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia), o porta-voz mundial dos transgênicos, mantido pelas transnacionais. Em seu relatório de 2014 ele faz a seguinte citação do Brasil:
 
“- Os transgênicos ocuparam uma área de 42,2 milhões de hectares, aumento de 1,9 milhões, o maior dos últimos cinco anos. Futuramente o Brasil deverá fechar a lacuna com os Estados Unidos. Um sistema eficiente e com base científica de aprovação no Brasil facilita uma adoção rápida das sementes transgênicas”.

sexta-feira

STTR de Apodi e fórum convocam poder público municipal para receber pauta de reivindicação.

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Na manhã de ontem (12 de março) o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi atendendo o encaminhamento proposto na última reunião do Fórum da Agricultura Familiar de Apodi, encaminhou ao prefeito do município um ofício solicitando a presença do mesmo na reunião extraordinária que irá ocorrer na próxima terça – feira (17 de março) no auditório do STTR a partir das 8h30min.

Os agricultores esperam entregar as pautas de reivindicações ao prefeito e aguardam que o mesmo apresente propostas positivas para a classe, tendo em vista as dificuldades enfrentadas principalmente pelo longo período de estiagem por que passa a região.


Dentre as principais pautas de reivindicação estão: Criação do Fundo Municipal de Convivência com o Semiárido, recuperação de caixas d’águas, perfuração de poços, construção de adutoras comunitárias.

quinta-feira

FETRAF entrega pauta de reivindicações ao governador.


João Cabral, Coordenador Geral da FETRAF, com o Deputado Fernando Mineiro e uma comissão sendo recebidos pelo governador Robinson
Mais de dois mil agricultores de todo o Rio Grande do Norte saíram em caminhada na manhã desta quarta-feira (11) da Central de Abastecimento da Agricultura Familiar até o Centro Administrativo, onde foram recebidos pelo governador Robinson Faria. Em seguida, os agricultores seguiram a caminhada com destino ao centro da cidade para realizar um protesto em frente a agência da Caixa Econômica Federal (CEF), como forma de pressionar o banco no processo de celeridade em relação ao Minha Casa Minha Vida Rural. A manifestação de hoje marcou o início da 11ª Jornada Estadual de Luta da Agricultura Familiar do Rio Grande do Norte, organizada pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-RN), que tem como coordenador-geral o potengiense João Cabral.

O coordenador estadual da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf-RN), João Cabral, explicou que a mobilização de hoje faz parte da jornada de luta da agricultura familiar que acontece todos os anos. “Hoje começamos a nossa caminhada e o processo de negociação com o Governo do Estado e com a Caixa Econômica Federal”, explica.

Entre as pautas de reivindicações da categoria, está, primeiramente, o funcionamento da Central de Abastecimento da Agricultura Familiar, que foi inaugurada há cinco anos, mas nunca funcionou para que os agricultores pudessem comercializar os seus produtos.

“Queremos o funcionamento da Central de Comercialização para que os agricultores possam reagir diante desse momento de escassez. Essa Central foi inaugurada, sem conclusão. Lá dentro, só tem o prédio, faltam as câmeras frias, dentre outras. Foi uma Central que foi criada para melhorar a vida do agricultor, mas não saiu do papel. Precisamos dela funcionando para que possamos escoar a produção dos agricultores”, afirma João Cabral.

Além disso, o movimento pede que o Governo do Estado viabilize assistência técnica para os mais de 500 projetos agroecológicos que existem atualmente no Rio Grande do Norte. “Queremos também a recuperação e instalação imediata de 550 poços tubulares já perfurados, além disso, temos 300 poços para ser perfurados em 57 municípios”, pontua João Cabral. A Federação também cobra a construção de novos açudes e barreiros de pequeno e médio porte, além da limpeza e reforma dos já existentes, em parcerias com as Prefeituras. “Queremos que o Governo viabilize e disponibilize recursos para que possamos construir duas mil tecnologias de captação de água, como cisterna calçadão e barragem subterrânea”.

“A nossa pauta tem uma série de pontos, mas a questão hídrica é a mais séria, é a principal, pois hoje estamos com uma redução de aproximadamente 60% no rebanho bovino em função da seca dos últimos quatro anos. A nossa grande batalha é que tenhamos um grupo de trabalho oficial, envolvendo as secretarias da área mais as instituições do Estado que discutam permanente a questão do semiárido, tentando integrar as várias políticas públicas para a agricultura familiar”, destaca João Cabral, coordenador da Fetraf-RN.

João Cabral disse que os agricultores estão preocupados com o risco de o inverno deste ano ser irregular, assim como vem acontecendo nos últimos anos. “Isso pode dificultar ainda mais a nossa convivência com o semiárido, pois já estamos com escassez de água para animais, consumo humano e produção. Não podemos apenas esperar pelo âmbito nacional, precisamos avançar essa discussão a nível estadual também”, considera o coordenador da Fetraf-RN.

Em relação ao protesto em frente a Caixa Econômica Federal, João Cabral afirma que há mais de três mil agricultores com projetos do Minha Casa Minha Vida Rural parados. “Queremos cobrar agilidade, celeridade, na análise dos projetos para que possamos pleitear os recursos com o Governo Federal”, explica João Cabral.
Jornal de Hoje

João Cabral (Coordenador-geral da FETRAF) ao lado do deputado Fernando Mineiro. O deputado, líder do governo na Assembleia Legislativa, participou do ato.

Mais de 2 mil agricultores nas ruas de Natal
Mais de 2 mil agricultores nas ruas de Natal

Reivindicações dos agricultores de Apodi é destaque no Jornal de Fato.

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Movimento da região discute políticas públicas de convivência com o Semiárido

Na manhã de ontem (26), centenas de agricultores, várias lideranças do movimento sindical e movimento campesino do RN estiveram reunidos em uma grande assembleia no município de Caraúbas/RN. Abaixo print da matéria divulga na manhã de hoje no Jornal de Fato elaborada pelo jornalista Fabiano.

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terça-feira

Obras da Indústria da Seca mostram sua ineficiência no Nordeste.

Canal de transposição desmorona em cidade do Nordeste

A chuva que banhou o município na quinta-feira, em torno de 20mm, foi suficiente para destruir cerca de dois quilômetros do canal em obra

Mais um exemplo de desperdício de recursos federais vem deste município, na região Centro-Sul do Ceará. O canal de adução ou transposição de água no Perímetro Irrigado Icó – Lima Campos não suportou a primeira chuva. Cerca de dois quilômetros foram totalmente destruídos. As placas de cimento foram arrastadas.

Segundo o Diário do Nordeste, o fato gerou revolta entre os agricultores que reivindicam o projeto há mais de 15 anos. A obra está orçada em R$ 15 milhões e é construída pelo consórcio formado pelas empresas Cosampa e Britânia. Os recursos são oriundos do Ministério da Integração Nacional, por meio do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs). O prejuízo ainda não foi calculado, mas foram pelo menos seis meses perdidos de trabalho, além do material.

sexta-feira

Sementes crioulas X transgênicos: a agricultura familiar e o agronegócio nos próximos quatro anos

entrevista gabrielPor Débora Britto, do Centro Sabiá
Em 2014, o Brasil elegeu deputados e senadores que renderam ao Congresso Nacional o rótulo de “mais conservador” desde a redemocratização do país. A bancada ruralista na Câmara Federal reelegeu 64% de seus deputados e, no Senado, haverá pelo menos 21 parlamentares afinados com os interesses do setor do agronegócio brasileiro.

O cenário político nacional ainda amarga as nomeações para o Executivo federal, a exemplo do Ministério da Agricultura com a ex-senadora Kátia Abreu (PMDB), que surpreenderam as organizações e movimentos de defesa da Agricultura Familiar, da Agroecologia que apoiaram e tiveram papel decisivo no desfecho da campanha da presidenta Dilma Roussef (PT). Por outro lado, Patrus Ananias (PT) escolhido para assumir o Ministério de Desenvolvimento Agrário, já deu declarações que fazem frente à postura de Abreu.

Chuvas tem marcados os últimos dias no município Apodi.



Assentamento Aurora da Serra - Foto: Damião Menezes

 

Nos últimos dias precipitações têm banhado o solo das comunidades rurais de Apodi/RN, desde o período momesco que o tempo tem melhorado no sentido da amenização da situação do camponês principalmente.


Nas diferentes regiões de Apodi foram registradas chuvas o que deixa cada vez o camponês apodiense esperançoso. Tendo em vista as poucas chuvas que caíram nos últimos anos.


Alguns institutos climatológicos tem apontado que o cenário para o período chuvoso de 2015 será comprometedor, afirmando que o período invernoso será rápido e que os agricultores fiquem atentos para não perderem as poucas chuvas.  

quarta-feira

Em reunião bastante produtiva agricultores/as de Apodi/RN esquematizam plano de LUTAS para 2015.

Na manhã de hoje (11) várias representações de associações comunitárias e áreas de assentamentos do município de Apodi estiveram participando da reunião mensal do Fórum da Agricultura Familiar de Apodi (FOAFAP), na oportunidade foi elaborado o planejamento anual do fórum, onde os presidentes de associações e lideranças comunitárias debateram sobre estratégias para o enfrentamento de problemáticas que dificultam a vida do camponês.

Grupo de Trabalhos - Elaboração de Demandas
O fórum conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi, onde auxilia na coordenação do espaço de debate proporcionando momentos de construção coletiva, para Edílson Neto (presidente do STTR) “o momento é oportuno para traçarmos metas e buscar o diálogo com órgãos que são responsáveis de solucionar nossos problemas, se as instituições competentes não se abrirem ao diálogo e não demonstrarem interesse em resolver os problemas que nos aflige, aí teremos que partir pra ações mais concretas” finalizou. 

O momento de planejamento foi assessorado pelo Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC) núcleo de Mossoró, através do Agrônomo Fabrício Edino, que também explanou um diagnóstico recém elaborado sobre a realidade do associativismo no município de Apodi.

Outras entidades que atuam em assessoria ao homem e a mulher do campo apodiense também se fizeram presentes, como o Centro Terra Viva e a COOPERVIDA. 

A reunião ainda contou com a presença dos vereadores Genivan Varela e Soneth Ferreira e a equipe que coordena a secretaria de agricultura do município.
Por Agnaldo Fernandes

Confira a baixo fotos do planejamento realizado hoje pela manhã:
Grupo do Vale - Elaborando demandas da região

Grupo da Pedra - Elaborando demandas da região

Grupo da Areia - Elaborando demandas da região

Grupo da Chapada - Elaborando demandas da região

Planejamento do Fórum da Agricultura Familiar de Apodi acontece hoje.

Fórum das Associações do Apodi (foto cedida)
Fórum das Associações do Apodi (foto cedida)

Seapac assessora planejamento do Fórum de Associações do Apodi/RN. 

O Fórum das Associações do Apodi está reunido hoje, 11 de fevereiro, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi, para fazer o planejamento das atividades de 2015. Estão participando representantes de aproximadamente 40 associações da sociedade civil daquele território.

O planejamento está contando com a assessoria do Agrônomo Fabrício Edino, do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários (SEAPAC), núcleo de Mossoró. O planejamento se estende por todo o dia de hoje.

Fonte: http://seapac.org.br/

terça-feira

Fórum da Agricultura Familiar de Apodi debaterá plano de lutas nesta quarta feira (11).

Assembléia de Janeiro de 2015 do FOAFAP
Amanhã (11) pela manhã estará acontecendo à assembléia mensal do fórum da agricultura familiar de Apodi (FOAFAP), como de costume a reunião ocorrerá no auditório do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi.

Na oportunidade os presidentes de associações irão pautar um plano de ação para que seja executado em 2015, a idéia é que surjam várias pautas e proposta de enfrentamento no sentido de gerar mobilização para pressionar as autoridades responsáveis pela execução de política e programas voltados para a agricultura familiar. Segundo a coordenação do fórum, “essa é uma demanda que as comunidades vinham sendo citadas nas reuniões anteriores, e agora é o momento de organizar e partir para o plano de ação”, afirmou José Holanda (coordenador do fórum).

A reunião do fórum é contemplada por dezenas de presidentes de associações comunitárias e áreas de assentamentos de Apodi, assim como é prestigiada por vários movimentos e representações que atuam no campo, já que a reunião é um fórum de debates aberto a todos os públicos interessados.

Por: Agnaldo Fernandes