sexta-feira

Está no Portal da CPT NE:Trabalhadores e organizações sociais se mobilizam para impedir a implementação do Projeto de Irrigação da Chapada de Apodi - RN.

Organizações e movimentos sociais do campo do estado do Rio Grande do Norte estão reunidos neste momento (tarde de 17 jun), em Natal, com a diretoria do Departamento Nacional de Obras contra as Secas, o DNOCs, para entregar um manifesto contra a instalação do projeto de irrigação da Chapada do Apodi, Sertão do Estado. No último dia 10 de junho, o Governo Dilma assinou o decreto de desapropriação de uma área de mais de 13 mil hectares na Chapada para a implantação do Projeto, que está sob o comando do DNOCs e com um investimento que ultrapassa mais de 240 milhões de reais. Na área, mais de 150 famílias de pequenos agricultores terão que sair das terras onde tradicionalmente vivem há mais de 60 anos para dar lugar ao Projeto que será destinado ao monocultivo da fruticultura irrigada para exportação.

Além de atingir diretamente as famílias dos pequenos agricultores, o projeto também vai impactar oito assentamentos que estão no entorno. No manifesto, as entidades denunciam que “a Chapada do Apodi encontra-se ameaçada com o projeto de irrigação da Barragem Santa Cruz em Apodi que vem na contramão dessa celebração da Vida, que acontece nas comunidades e nos assentamentos rurais do Sertão do Apodi há mais de 100 anos.” Essa região, destaca Antônio Nilton, da Comissão Pastoral da Terra, “é uma das áreas mais ricas em experiências agroecológicas no Nordeste. É nesta região, por exemplo, onde há uma das maiores produção agroecológica de mel do país. Tem a caprinocultura, manejo da caatinga e diversas formas de experiências desenvolvidas que já são reconhecidas e são referências no Brasil e no mundo”, ressalta.

Com a implementação do projeto, todas essas experiências irão desaparecer. “O Projeto de irrigação da Chapada do Apodi se  dará  a partir da concentração de terras, da destruição da biodiversidade, da caatinga, se dará a partir de uma utilização intensa de agrotóxicos e de insumos, que irá contaminar o solo, a água, o ar. Um projeto desse porte vai impactar e dizimar todas as comunidades camponesas que ali vivem”, complementa Nilton.
Para o Presidente do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais do município de Apodi, Francisco Edilson Neto, “é um absurdo o que está acontecendo na Chapada do Apodi. Dizem que é pra gerar emprego, mas vão tirar o sustento de mais de 150 famílias de pequenos agricultores e de centenas de famílias de 8 assentamentos”.
Segundo Edilson, as famílias estão preparadas e mobilizadas para resistirem à implementação do Projeto. No manifesto entregue hoje ao DNOCs, os trabalhadores rurais, Sindicatos Rurais, organizações e movimentos sociais do campo destacam que “Neste momento, nossa luta central é resistir, denunciar e exigir que o Governo Federal, REVOGUE o decreto que torna de utilidade pública 13.855,13 hectares na Chapada do Apodi para fins de desapropriação pelo DNOCS, e DIALOGUE com os movimentos sociais, outra proposta, que leve em consideração a longa e dura luta dos agricultores familiares camponeses da Chapada do Apodi na convivência com o Semi-árido Potiguar que serve de exemplo em todo Brasil.”

Reforma Agrária ao avesso - “Lula, em seus últimos anos de governo, não chegou desapropriar 13 mil hectares de terra para a Reforma Agrária e é provável que Dilma não desaproprie 13 mil hectares para fins de Reforma Agrária em seu governo, mas desapropriou, tudo de uma só vez, para as grandes empresas.” ressaltou o integrante da CPT.
Fonte Site da CPT NE.

“Fora DNOCS e pela Vida em Apodi”!!!

MANIFESTO DO FÓRUM DO CAMPO POTIGUAR
No dia 16 de junho de 2011 o Fórum do Campo Potiguar – FOCAMPO, organismo criado no início da década de 90 que congrega movimentos de representação política dos agricultores e agricultoras familiares e entidades de assessoria que atuam no meio rural retomam suas ações no Rio Grande do Norte (RN), fortalecido pela unidade das Lutas no Campo, focado na construção cotidiana de uma proposta de convivência com o Semi-árido como um processo de aprendizagem social amplo, marcada pelo respeito à natureza, se contrapondo ao modelo agrícola baseado no agronegócio, no uso de agrotóxico e no monocultivo, concentrador de terra e renda e destruidor do meio ambiente e da Vida.
Nesta Carta, fazemos um registro que no decorrer dos anos no RN os trabalhadores no Campo vivenciaram as experiências falidas e desastrosas dos Grandes Projetos de Irrigação, a exemplo dos Projetos localizados hoje nos Perímetros Irrigados implantados pelo DNOCS nos municípios de Pau dos Ferros, Caicó, Cruzeta e no Baixo Açú.  É constatado por toda sociedade norte-rio-grandense que essas iniciativas provocaram sérios desastres ambientais, econômicos e sociais, acentuadamente com endividamentos dos agricultores familiares, tornando-os reféns dos agentes financeiros, forte contaminação ambiental do solo e da água, e da saúde da população atingida com notável elevação de casos de câncer nas famílias dos trabalhadores, expropriação dos imóveis de famílias que viveram culturalmente há anos, e por fim, casos de trabalho escravo e condições precárias de trabalho.  É esse o cenário nefasto que o DNOCS deseja instalar na Chapada do Apodi.
Diante desses impactos já comprovados pela história, a Chapada do Apodi encontra-se AMEAÇADA com o projeto de irrigação da Barragem Santa Cruz em Apodi que vem na contramão dessa celebração da Vida, que acontece nas comunidades e nos assentamentos rurais do Sertão do Apodi há mais de 100 anos.
Nessa região se concentram as principais experiências de Agroecologia e produção de alimentos da Agricultura Familiar voltada para a segurança alimentar das famílias camponesas e da população das cidades através da caprinocultura, produção de leite, apicultura, cultivos agroecológicos que incluem variedades encontradas somente em Apodi no caso do Arroz Vermelho, certificação orgânica da produção, organização das mulheres, o cooperativismo solidário responsável pelo beneficiamento e comercialização para o mercado institucional e na exportação do mel e da amêndoa da castanha de caju, o manejo da caatinga, a valorização do conhecimento popular e artesanato, a captação e gestão das águas com as cisternas de placas, barragens subterrâneas e o desenvolvimento de práticas que valorizam o sentimento de pertencimento e a integração da população ao semiárido.
É salutar destacar que toda essa dinâmica são frutos da organização dessas famílias e dos investimentos de vários Ministérios do Governo Federal, especialmente pela Reforma Agrária executada pelo INCRA, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – PRONAF, o Programa Nacional de Crédito Fundiário – PNCF, o Projeto Dom Helder Câmara - PDHC, Programa Territórios da Cidadania, entre outros.
Neste momento, nossa luta central é resistir, denunciar e exigir que o Governo Federal, REVOGUE o decreto que torna de utilidade pública 13.855,13 hectares na Chapada do Apodi para fins de desapropriação pelo DNOCS, e DIALOGUE com os movimentos sociais, outra propositura, que leve em consideração a longa e dura luta dos agricultores familiares camponeses da Chapada do Apodi na convivência com o Semi-árido Potiguar, que serve de exemplo, em todo Brasil.
As grandes conquistas sempre foram e será obra do povo organizado. E, nós do Fórum do Campo Potiguar unidos aos demais movimentos sociais libertários deste estado, nos comprometemos a lutar, combater e resistir a toda e qualquer ação que gere injustiça contra o povo trabalhador do campo e da cidade.

“Fora DNOCS e pela Vida em Apodi”!!!

Natal-RN, 16 de junho de 2011

ARTICULAÇÃO DO SEMI-ÁRIDO – ASA POTIGUAR | ASSEMBLÉIA POPULAR (RN) | COMISSÃO PASTORAL DA TERRA – CPT | FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – FETARN | FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS NA AGRICULTURA FAMILIAR – FETRAF | MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – MST | MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DOS SEM TERRA – MLST | REDE NACIONAL DE ADVOGADOS E ADVOGADAS POPULARES – RENAP | SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DE APODI

VEJA: Anônimo Comenta...


A PRESIDENTA DA REPÚBLICA assinou a desapropriação
Saiu o decreto presidencial para a desapropriação das terras pertencentes as famílias da chapada de Apodi e ai ? Essas centenas de famílias ao perderem suas casas e serem expulsos dos seus terrenos vão descer a ladeira da chapada de Apodi e vão para onde ?. Vocês que apoiaram o projeto de desapropriação tem casas para doarem a essas famílias desabrigadas ? Vão construir abrigos improvisados ? Vão dar alimentos, água e educação a eles?. Vocês que defenderam que esse projeto de desapropriação fosse validado vão fazer o que em benefício às centenas de pessoas que vão ficar sem teto ?.
Queria parabenizar os políticos de Apodi por NADA fazerem em defesa dessas famílias carentes que amanhã a situação delas estará pior. Vocês ao dormirem lembrarão com certeza deles que não terão onde dormir, onde trabalhar, onde aconchegar seus filhos, onde sobreviver.
Queria parabenizar parte da população de Apodi que defenderam a desapropriação, pois agora de fato os trabalhadores e agricultores da chapada de Apodi serão despejados das suas casas e jogados as ruas da nossa cidade Apodi sem a mínima chance de continuar a sonhar com dias melhores.
Queria parabenizar os defensores da desapropriação de terras das famílias Apodienses, pois toda a nossa cidade receberá CALDA TÓXICA expelida dos aviões pulverizadores abrangendo uma área de até 18 km do perímetro irrigado fazendo que o CÂNCER amedronte centenas de vitimas conforme FATOS em outros projetos similares a este.
Queria parabenizar a 1° mulher presidenta por assinar a ação de desapropriação das terras onde estão centenas de pessoas morando e que, devido essa assinatura não terão onde viver.
Queria parabenizar parte dos Apodienses estendendo principalmente aos políticos que estão à frente da nossa sofrida Apodi por cruzar os braços diante da barbaria que assolará nosso povo mais humilde.
Queria parabenizar os governantes da nossa cidade por fazer com que nossa cidade venha posteriormente aumentar os índices de prostituição, crimes, furtos, dentre outros delitos acumulados que venham a ser fato na nossa cidade, tomando como exemplo os outros projetos a beira da falência citados nos estados do Ceará e Pernambuco.
A forma que está sendo ventilado o projeto de desapropriação da chapada de Apodi que já está sendo taxado de PROJETO DA MORTE trará desenvolvimento para a nossa cidade ao custo da desumanidade e total abandono estampada nos rostos daquelas famílias humildes que a olhos nus comprovam os fatos. É de entristecer até mesmo os corações mais duros ao ver que sorrisos irônicos são brotados nas faces dos representantes das empresas estrangeiras onde serão entregues as nossas terras, nossas riquezas, para instalarem no nosso município o medo da morte por envenenamento dentre outras doenças cancerígenas, já sabendo que milhões de dólares serão pagos ou dados por baixo das mesas de negociações de órgãos bem como pessoas. Só nos resta rezar para que os rumores na nossa cidade não sejam verdades, onde as famílias irão defender até a morte o seu quinhão.
Desculpe-me senhor leitor por não colocar meu nome nessa postagem por motivo de não ser assassinado como aconteceu com os que ousaram levar alguma defesa das terras tomadas de agricultores simples e entregues as empresas para encharcar de vários tipos de agrotóxicos inclusive alguns proibidos por mais de 40 países por ter levado a morte por envenenamento e câncer até moradores de cidades vizinhas. O ultimo defensor que me recordo (José Maria) foi assassinado no estado do Ceará com 19 tipos na cabeça sendo que até hoje ninguém foi culpado.
Acredito que todos que defenderam o projeto de DESAPROPRIAÇÃO de terras das famílias da chapada de Apodi, iram postar seus nomes aqui de peito lavado por ter dado uma boa contribuição a desgraça dos nossos agricultores bem como nós mesmos residentes nesta cidade.
Espero seus nomes...
Comentário feito por Anônimo na Matéria Grupo de Enfrentamento do Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi está cada Vez mais Organizado.

quinta-feira

Grupo de Enfrentamento do Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi está cada Vez mais Organizado.

Foto: José Bezerra

Hoje (16), muitas Discussões sobre o Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi foram auferidas na Capital do Estado do Rio Grande do Norte.
Os Movimentos estão Articulados, consistentes objetivando o fortalecimento da Agricultura Familiar Camponesa do nosso Estado.
Amanhã maiores Detalhes deste dia Bastante Produtivo no que se diz respeito a Ações Planejadas deste Grupo de Movimentos Sociais do RN. 
Aguardem...

quarta-feira

Outro trabalhador é assassinado no Pará

Obede Loyla Souza foi assassinado próximo à sua residência no Acampamento Esperança, município de Pacajá, no Pará. Obede havia denunciado e discutido com um grupo que extraía madeira ilegalmente na região.
No dia 09/06/2011, por volta do meio dia, foi assassinado no Acampamento Esperança, município de Pacajá, Pará, o trabalhador rural OBEDE LOYLA SOUZA, 31 anos, casado, pai de três filhos, todos menores.
Ao que tudo indica, Obede foi executado com um tiro de espingarda dentro do ouvido, a 500 metros de sua casa.
Seu corpo foi encontrado somente no sábado, dia 11, por volta das 14h, e levado para a cidade de Tucuruí, onde foi registrado o Boletim de Ocorrência Policial.
Após seu corpo ter sido liberado para o sepultamento, já no cemitério, a Força Nacional chegou à região, suspendeu o enterro e levou o corpo para Belém para perícia. Na madrugada de hoje, 14 de junho, o corpo chegou de volta a Tucuruí, para sepultamento.
Ainda não se sabe exatamente o motivo que provocou o assassinato da vítima. Sabe-se somente que pelo mês de janeiro ou fevereiro, Obede teria discutido com alguém que representa na região o interesse de grandes madeireiros, pelo fato de estarem extraindo madeira de forma ilegal, principalmente castanheira, que é proibido por lei e por estarem deixando as estradas de acesso ao Acampamento Esperança e aos Assentamentos da região, intrafegáveis nesse período de chuvas.
No dia do assassinato, pessoas viram uma camionete de cor preta com quatro homens entrando no Acampamento. Os vidros da camionete estavam abaixados. Quando perceberam que estavam sendo avistados, imediatamente suspenderam os vidros. A pessoa que os viu está assustada, pois acha que pode estar correndo perigo.
Na mesma época que Obede discutiu com essas pessoas ligadas a representantes dos grandes madeireiros da região, Francisco Evaristo, presidente do Projeto de Assentamento Barrageira e tesoureiro da Casa Familiar Rural de Tucuruí, também discutiu com eles pelo mesmo motivo.
Francisco afirma que há alguns dias um homem alto, moreno, com o corpo tatuado e em uma moto estava à sua procura no Assentamento Barrageira e que, por duas vezes, já foi avistado nas proximidades de sua residência, porém em nenhuma das vezes ele lá estava.
Francisco, assim como a pessoa que avistou os quatro homens na camionete no dia da execução do Obede, correm perigo de morte.
Fonte: CPT Nacional.

Sustentabilidade: adjetivo ou substantivo?

Leonardo Boff analisa a necessidade de um projeto alternativo e sustentável de desenvolvimento.

Explico-me: como adjetivo é agregada a qualquer coisa sem mudar a natureza da coisa. Exemplo: posso diminuir a poluição química de uma fábrica, colocando filtros melhores em suas chaminés que vomitam gases. Mas a maneira com que a empresa se relaciona com a natureza donde tira os materiais para a produção, não muda; ela continua devastando; a preocupação não é com o meio ambiente mas com o lucro e com a competição que tem que ser garantida. Portanto, a sustentabilidade é apenas de acomodação e não de mudança; é adjetiva, não substantiva.
Sustentabilidade, como substantivo, exige uma mudança de relação para com a natureza, a vida e a Terra. A primeira mudança começa com outra visão da realidade. A Terra está viva e nós somos sua porção consciente e inteligente. Não estamos fora e acima dela como quem domina, mas dentro como quem cuida, aproveitando de seus bens mas respeitando seus limites. Há interação entre ser humano e natureza. Se poluo o ar, acabo adoecendo e reforço o efeito estufa donde se deriva o aquecimento global. Se recupero a mata ciliar do rio, preservo as águas, aumento seu volume e melhoro minha qualidade de vida, dos pássaros e dos insetos que polinizam as árvores frutíferas e as flores do jardim.
Sustentabilidade, como substantivo, acontece quando nos fazemos responsáveis pela preservação da vitalidade e da integridade dos ecossistemas. Devido à abusiva exploração de seus bens e serviços, tocamos nos limites da Terra. Ela não consegue, na ordem de 30%, recompor o que lhe foi tirado e roubado. A Terra está ficando, cada vez mais pobre: de florestas, de águas, de solos férteis, de ar limpo e de biodiversidade. E o que é mais grave: mais empobrecida de gente com solidariedade, com compaixão, com respeito, com cuidado e com amor para com os diferentes. Quando isso vai parar?
A sustentabilidade, como substantivo, é alcançada no dia em que mudarmos nossa maneira de habitar a Terra, nossa Grande Mãe, de produzir, de distribuir, de consumir e de tratar os dejetos. Nosso sistema de vida está morrendo, sem capacidade de resolver os problemas que criou. Pior, ele nos está matando e ameaçando todo o sistema de vida.
Temos que reinventar um novo modo de estar no mundo com os outros, com a natureza, com a Terra e com a Última Realidade. Aprender a ser mais com menos e a satisfazer nossas necessidades com sentido de solidariedade para com os milhões que passam fome e com o futuro de nossos filhos e netos. Ou mudamos, ou vamos ao encontro de previsíveis tragédias ecológicas e humanitárias.
Quando aqueles que controlam as finanças e os destinos dos povos se reúnem, nunca é para discutir o futuro da vida humana e a preservação da Terra. Eles se encontram para tratar de dinheiros, de como salvar o sistema financeiro e especulativo, de como garantir as taxas de juros e os lucros dos bancos. Se falam de aquecimento global e de mudanças climáticas é quase sempre nesta ótica: quanto posso perder com estes fenômenos? Ou então, como posso ganhar comprando ou vendendo bônus de carbono (compro de outros países licença para continuar a poluir)? A sustentabilidade de que falam não é nem adjetiva, nem substantiva. É pura retórica. Esquecem que a Terra pode viver sem nós, como viveu por bilhões de anos. Nós não podemos viver sem ela.
Não nos iludamos: as empresas, em sua grande maioria, só assumem a responsabilidade socioambiental na medida em que os ganhos não sejam prejudicados e a competição não seja ameaçada. Portanto, nada de mudanças de rumo, de relação diferente para com a natureza, nada de valores éticos e espirituais. Como disse muito bem o ecólogo social uruguaio E. Gudynas: "a tarefa não é pensar em desenvolvimento alternativo, mas em alternativas de desenvolvimento”.
Chegamos a um ponto em que não temos outra saída senão fazer uma revolução paradigmática, senão seremos vítimas da lógica férrea do Capital que nos poderá levar a um fenomenal impasse civilizatório.

É de bom tom hoje falar de sustentabilidade. Ela serve de etiqueta de garantia de que a empresa, ao produzir, está respeitando o meio ambiente. Atrás desta palavra se escondem algumas verdades mas também muitos engodos. De modo geral, ela é usada como adjetivo e não como substantivo.
Fonte: Site da CPT Nacional

O leitor (a) Comenta:ADEUS BONS TEMPOS QUE OS AGRICULTORES(AS) DA CHAPADA DO APODI TIVERAM, QUANDO A CHAPADA ERA LUGAR PARA AGRICULTORES(AS)FAMILIARES MORAREM...

ADEUS BONS TEMPOS QUE OS AGRICULTORES(AS) DA CHAPADA DO APODI TIVERAM, QUANDO A CHAPADA ERA LUGAR PARA AGRICULTORES(AS)FAMILIARES MORAREM...ta se indo embora aquele sonho de que a esperança do homen do campo e o ano que vem, por que? o projeto de irrigação que esta pra se instalar na chapada do apodi vai tirar a indentidade do trabalhador(a) rural, dando-se lugar a o agronegocio que predomina as grandes faturas de lucros no nosso pais, porque não se dar vêz a os pequenos agricultores, temos exemplos de que pequenos envestimentos como os PRONAFS A/C e B e C tavam dando resultados nos estados do nordeste, e a visão dos nossos governantes são visualizados em lucros e grandes empeendimentos, e nós da chapada da Apodi, para o nosso desenvolvimento o Sr. garibalde Alves com o recurso da venda da COSERN realizou um sonho de 100 anos que foi a barragem de santa cruz(para a chapada que maudição)para o municipio cria-se espectativas de empregos e renda, claro so implantação entrarar em media 50.000.000,00 no cofres da prefeitura municipal, mas sabemos que tudo que tem chapada não e visto como sustentabilidade pois saibão de que a vivencia destas comunidades ja durão ceclos e os projetos de irrigações ja implnatados no nosso pais mostrem algum que ja teve algum pequeno que resistiu pelo o menos uma decada, finalizo mim despedidos de todos os animais da chapada, as faumas e enpecialmente nossas abelhas e nossos bodes que tantos foram modelos no nosso municipio, e por fim rezamos em sufagio desse trabalhadores futuros escravos do agronegocio.

Hojé é Dia de Notícias do Campo na AM 1030 MHz.

Como de Constume Hoje a partir das 11h00min. estará indo ao ar mais uma Edição do Programa de Rádio Noticias do Campo, que por sua vez tem o intuito de deixar o Trablahador (a) Rural e toda a Sociedade Apodiense Bem informada de tudo que está a contecendo no meio Rural, é Sintonizar AM 1030 MHz e curtir o Programa.
Por Agnaldo Fernandes

terça-feira

A quem Serve a Irrigação da Chapada do Apodi?

Mapa extraído do Portal do DNOCS.
Por Agnaldo Fernandes

Ao analisarmos de forma crítica os fatos e atos que estão acontecendo ao em torno da Implantação do Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi, torna-se claro e evidente a quem realmente este vem a servir.

Basta ver o ato presidencial que anda sendo divulgado de desapropriação da Região onde o Projeto esta previsto pra ser instalado. Se esta “Maravilha” fosse realmente para as Famílias e os Pequenos Proprietários que ali estão não precisaria o ato de desapropriação na Região.

É totalmente inadmissível que Famílias tradicionais que desenvolvem atividades totalmente sustentáveis garantindo geração e renda, percam seu bem mais preciso chamado terra. No fim, tudo aparece como o movimento geral de transformar todo o espaço em mercadoria.
Na verdade o Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi representa um Canal covarde de água, de duvidosa validade econômica e interesse Social, de grande custo financiado por todos nós.

Porém a Luta Continua, não recuaremos e o STTR de Apodi continuará fazendo o papel que centenas de Agricultores (as) lhe delegaram, que é lutar por uma sociedade mais justa e Vida digna pra quem vive no Campo.

STTR de Apodi Realiza ação com Jovens da 3ª Idade na Comunidade de Lagoa Rasa.


No último Sábado (11) O STTR de Apodi esteve realizando uma Atividade com os idosos das Comunidades de Lagoa Rasa e Água Fria que contou com a participação de 13 Idosos (as), entre eles estiveram presentes Francina Mota (Coordenadora da Comissão da 3ª Idade do STTR) e Idilene Fernandes (2ª Secretária do STTR).
Na ocasião foi destacado alguns pontos do Estatuto do Idoso, tratando de forma mais específica os Direitos e Deveres e a Importância da participação dos Idosos na Comissão dos Idosos do STTR. Ainda foi feito um relato das Atividades que o Sindicato tem desenvolvido para o público Idoso.
Esta previsto mais uma atividade desse caráter na Comunidade de Água Fria no dia 09 de Julho de 2011. Para Finalizar só resta os agradecimentos daqueles que participaram deste momento em especial os Idosos de Lagoa Rasa e Água Fria.
Por Agnaldo Fernandes
Com Informações Lili Fernandes

Notas sobre a água.

[Por Luana Copini para o EcoDebate] Nas cartilhas escolares distribuídas pela Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN) aprendemos que: 12% da água doce do mundo está no Brasil.
Além de abrigar o maior rio em extensão e volume de água, o Amazonas, mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios.
O que incide no Brasil, porém, é a má distribuição desta água. Enquanto a Amazônia com baixos índices populacionais possui 78% da água superficial, o sudeste que possui a maior concentração de população do país tem disponível apenas 6% do total da água.
De acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA) a água no país representa apenas 0,3% do total de água do planeta em mais de 8,5 milhões de Km², vários biomas e quase metade do território ocupado pela floresta Amazônica.
Como em toda lógica natural, ou econômica, todo recurso natural é escasso, não seria diferente com a água.
Para Maria de Lourdes Davies de Freitas, pesquisadora e Secretaria Executiva da Rede Brasileira de Agrofloresta, a sociedade ao invés de evoluir está “involuindo”. “O índio no passado sabia aonde ir, era nômade (ainda alguns os são), aonde não existia água, eles não ficavam”.
No Brasil 50% da água captada para uso é destinada à irrigação, em apenas 5% da área total, segundo relatório divulgado pela ANA. Para onde vai o restante, nem o brasileiro sabe, segundo a pesquisadora.
Sem água não há vida, afirma Maria de Loudes acrescentando que a sociedade brasileira tem que acordar para questões que dizem respeito à sustentabilidade e ao uso da água, não apenas quanto ao desperdício mas também quanto ao não desmatamento das florestas.
Levando em consideração a preocupação com a escassez de água, a ANA criou o Atlas Brasil de Abastecimento Urbano de Água que faz o mapeamento e aponta as vulnerabilidades de todas as regiões metropolitanas e de todos os municípios do País.
E o último Atlas (2010) aponta a necessidade de investimentos que ultrapassam R$ 20 bilhões. Indica ainda que se efetuadas as obras, o Brasil terá oferta de água suficiente até 2025. Caso contrário, até 2015 pode faltar água em muitos municípios brasileiros.

Luana Copini é participante do Projeto Repórter do Futuro, que visa à interação de alunos de jornalismo e da sociedade civil sob estudos e experiências com relação à Amazônia e ao meio ambiente.
Fonte: Site EcoDebate.

Mais máquinas, mesma exploração.

Segundo pesquisadora, ainda resta o suplício aos cortadores de cana que permanecem no trabalho
 
A mecanização da colheita da cana-de-açúcar tem levado uma parcela significativa de ex-cortadores de cana-de-açúcar a perderem seus empregos. Desde 2007, foram fechados no estado de São Paulo, cerca de 40 mil postos de trabalho no corte da cana, segundo o professor do departamento de Economia Rural da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), José Giacomo Baccarin.
A mecanização nas lavouras de cana de São Paulo alcançou 70% das usinas e 20% dos fornecedores do Estado na safra 2010/11, segundo balanço da Secretaria de Meio Ambiente.
Esses dados não significam, contudo, que a exploração sobre o cortador de cana que ainda permanece na ativa tenha acabado. É o que defende a professora do departamento de sociologia da Unesp, campus de Araraquara (SP), Maria Aparecida Moraes Silva.

Pressão de empresas dificulta banimento de agrotóxicos

No dia 30 de junho termina o prazo estabelecido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que seja suspensa a  produção do Metamidofós – ingrediente ativo de agrotóxicos. A resolução foi publicada em janeiro deste ano e proibiu de imediato as importações do produto, que no Brasil é produzido pela Fersol Indústria e Comércio S.A.
A empresa questiona a resolução na Justiça por meio de uma ação que pede a permanência da substância no mercado. A gerente de normatização e reavaliação da Anvisa, Letícia Silva, demonstra preocupação, pois há nove anos existem inúmeras restrições para o seu uso na agricultura.
“De 2002 em diante, começaram a aparecer novos estudos, associando esse produto à desregulação hormonal, à neurotoxidade, a efeitos na reprodução e desenvolvimento [de fetos], além da possibilidade de causar déficit de aprendizagem em crianças e perdas cognitivas em adultos. Assim, ele passou a ser proibido em vários países.”
O banimento de uma substância considerada tóxica não é simples. Letícia revela que, quando não conseguem comprovar a segurança do produto que está em processo de reavaliação, as empresas utilizam diversos meios para pressionar os técnicos.
“Apesar de a gente abrir espaço para as empresas se manifestarem – para que possam exercer o contraditório, a ampla defesa –, todos esses processos de reavaliação acabam sendo muito desgastantes. As empresas vão buscar suporte em parlamentares e em outros órgãos de governo, elas vão buscar pareceristas para tentar desqualificar os estudos que foram feitos”.
O Metamidofós é usado no cultivo de feijão, soja, amendoim, batata, tomate, algodão e trigo. Dos seis agrotóxicos com a reavaliação concluída pela Anvisa, apenas a Cihexatina e o Triclorfom estão fora de circulação. Estima-se que o mercado mundial dos agrotóxicos movimente cerca de U$ 50 bilhões por ano (aproximadamente R$ 80 bilhões).