sexta-feira

APODI: Pesquisador diz que Distrito Irrigado é inviável em todos os sentidos.

Prof.: Dr. João Abnmer
O distrito irrigado que o PMDB, através do DNOCS está querendo impor na Chapada da Apodi é inviável economicamente, tecnicamente e ambientalmente falando. Contraria todos os princípios da lógica, fere diretamente a vontade popular, o cidadão de Apodi.

A opinião é do professor/doutor João Abner Guimarães, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que foi convidado pelos pequenos produtores rurais de Apodi para auxiliá-los fazendo um estudo a respeito da possibilidade de irrigar a chapada.

Primeiro João Abner destacou que tecnicamente não tem como a Barragem de Santa Cruz ter água para irrigar 5, 9 ou 13 mil hectares em local nenhum e é por um fator simples e fácil de entender. A barragem tem capacidade de fornecer 4 metros cúbicos de água por segundo.

Sendo que destes 4, 1 é reservado a questão ambiental, o outro para abastecimento humano, ficando 2 metros cúbicos por segundo para irrigar na Chapada do Apodi. Observe que 2 metros cúbicos dão apenas para irrigar no máximo 2,5 mil hectares.

Ou seja, tecnicamente não é possível.

Do ponto de vista econômico, João Abner explicou que é economicamente inviável transpor água para uma altura superior a 60 metros. A Chapada do Apodi, para onde o PMDB quer impor, através do DNOCS instalar o distrito irrigado fica 80 metros de altura. Logo, o custo da energia para abastecer os canais deste distrito seriam bem altos.

Do ponto de vista ambiental e saúde pública, quem sustenta a tese é a também professora/doutora Raquel Rigotto, pesquisadora da Universidade Federal do Ceará. Ela disse que o veneno usado pelo agronegócio está matando as pessoas e no caso da Chapada do Apodi, seguindo o exemplo do distrito irrigado do Ceará, vai destruir a natureza.

É imoral e inaceitável o fato do DNOCS do PMDB está querendo desapropriar 150 pequenas propriedades, inclusive áreas de assentamento rural para entregar estas áreas para grandes empresas do agronegócio produzir frutas usando agrotóxicos.

Digamos que o PMDB consiga impor, através do DNOCS, a instalação do Distrito, será que o cidadão de Mossoró e também de todo o Alto Oeste sabe que vão pagar parte da energia usada pelas empresas de fruticultura que vão atuar no distrito, assim como acontece no assentamento “modelo” no Estado do Ceará?

A solução apresentada pelos pesquisadores e também dos agricultores de Apodi, é transpor os 2 metros de água por segundo disponível na Barragem para distritos irrigados na região da Varzea, beneficiamento também território do município de Caraúbas.

Se o PMDB insistir com este investimento de R$ 280 milhões, numa obra que vai prejudicar a todos e ainda, segundo João Abner, representa uma falência total do sistema de controle do Estado. “Como o IDEMA licenciou este distrito irrigado sabendo de tudo isto?”
Por: Cesar Alves
Portal: No Minuto

Decomposição da Transposição.

O pior na Transposição ainda está por vir, isto é, se um dia essa obra for concluída, o povo vai ver que a água que corre pelos canais não era para ele.
Roberto Malvezzio_colunistaRoberto Malvezzi (Gogó)
 

Não foi por falta de alerta da sociedade, de protestos, até de greves de fome. A Transposição sempre foi tida como absurda, mesmo que fosse concluída, porque atenderia muito mais aos grandes interesses que à sede das populações necessitadas.
Agora, anos depois de iniciada, vai comprovando uma por uma todas as preocupações da sociedade: já devorou 3,5 bilhões de reais, precisa de mais 1,8 bilhões em aditivos, obras paralisadas, decomposição das obras já realizadas, péssima indenização das comunidades (até de 160 reais para uma velha senhora), rachaduras nas casas das comunidades próximas por explosões de dinamites, emprego temporário e problemas permanentes, desfazimento dos consórcios, novas licitações, uma ladainha sem fim de problemas.
Mas a Articulação do São Francisco Vivo não se ilude, isto é, o governo vai voltar. Mas, agora, a prioridade são as obras da Copa, os aeroportos, estádios e metrôs. A sociedade civil estima em mais de 600 mil pessoas relocadas por essas obras. Parece que o Brasil calculou mal, não tem pernas para enfrentar decentemente tantas iniciativas. Pior, as empreiteiras, acostumadas a esse jogo de subornos, aditivos, recontratações, estão podendo optar onde podem ganhar mais do que nunca.
O pior na Transposição ainda está por vir, isto é, se um dia essa obra for concluída, o povo vai ver que a água que corre pelos canais não era para ele. Vai ver canais enormes cercados por arame farpado, guardas motorizados impedindo o acesso das populações, ainda que seja para roubar um balde de água. Aí a crueldade do processo mostrará todas as suas evidências.
Por outro lado, o que precisa ser feito não está sendo feito, ou está sendo mal feito. A presidente Dilma, agora para favorecer seu ministro da Integração, Fernando Coelho, permitiu que a Codevasf implante cisternas de plástico no lugar das cisternas de placas. As adutoras do Atlas do Nordeste não estão sendo feitas, ou apenas algumas, e milhares de municípios nordestinos poderão entrar em colapso de água até 2025, como prevê a Agência Nacional de Águas (ANA) em seu Atlas do Nordeste.
Por isso, nos diferenciamos mais uma vez da grande mídia nacional e da oposição de direita no Brasil. Mantemos nossa posição original. Não estamos interessados na continuidade da Transposição, mas na aplicação desses recursos no que deve ser feito, priorizando as populações efetivamente necessitadas. A grande mídia se entende com as empreiteiras, que se entendem com o governo. Nessa equação povo nordestino continua de fora.
A decomposição da Transposição fala por si mesma.
Fonte: Brasil de Fato

quarta-feira

Bispos católicos do RN estão preocupados com projeto de irrigação da Chapada do Apodi.

Nota dos Bispos da Igreja Católica no Rio Grande do Norte
sobre o Projeto de Irrigação do DNOCS para a Chapada do Apodi

A Igreja Católica no Rio Grande do Norte, ao tomar conhecimento do Projeto de irrigação que o DNOCS deseja implantar na Chapada do Apodi, amparado pelo Decreto Nº 0-001 de 10 de Junho de 2011, que torna de utilidade pública 13.855,13 hectares para fins de desapropriação, vem, através de seus Bispos, manifestar a sua preocupação acerca da implementação do referido Projeto.
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Nota foi assinada por Dom Matias, Dom Heitor, Dom Delson e Dom Mariano
Todos somos sabedores que, naquela região, se concentram as principais experiências de agroecologia e produção de alimentos da Agricultura Familiar Camponesa do nosso Estado. Essa realidade nos interpela para a consciência de se preservar o modo de viver destas comunidades, bem como a sadia qualidade de vida dessas famílias e do meio ambiente, sem interferir em suas práticas culturais e socioambientais.

Sabemos da grande importância do aproveitamento das águas da Barragem de Santa Cruz do Apodi, garantindo, em primeiro lugar, o abastecimento humano de todas as comunidades rurais e urbanas da região, como também na utilização para a produção de alimentos saudáveis, sem uso de agrotóxico, geração de emprego, renda, segurança e soberania alimentar para as famílias de agricultores/as familiares.
Após diálogo com as famílias na região, movimentos sociais, serviços e pastorais sociais da Igreja Católica, que há muitos anos atuam na Chapada do Apodi, compreendemos que a proposta de projeto defendida pelo DNCOS trará enormes prejuízos aos agricultores familiares ali residentes, pois terão de deixar suas casas e as terras, onde vivem há mais de um século, praticando agricultura baseada na agroecologia, para dar lugar a um grupo de empresas cujo modelo de produção baseia-se na monocultura e no uso intensivo de agrotóxico que, como sabemos, contamina a água, a terra e o ar, com consequências graves diretas na saúde das pessoas e no meio ambiente.
Lamentavelmente, ao alimentar esse padrão de desenvolvimento, o atual governo inviabiliza a justa prioridade que atribuiu ao combate à miséria em nosso país, tendo como eixo estruturante o crescimento econômico pela via da exportação de commodities. Esse padrão gera efeitos perversos que se alastram em cadeia sobre a nossa sociedade. Na Chapada do Apodi, a expressão mais visível da implantação dessa lógica econômica é a expropriação das populações de seus meios e modos de vida, acentuando os níveis de degradação ambiental, da pobreza e da contínua dependência desse importante segmento da sociedade potiguar às políticas sociais compensatórias.

Não temos dúvidas de que esse modelo, aqui adotado desde o início de nossa formação histórica, ganhou forte impulso nas últimas décadas com o alinhamento dos seguidos governos aos projetos expansivos do capital. Materialmente, ele se ancora na expansão do hidro agronegócio e em grandes projetos de infraestrutura implantados para favorecer a extração e o escoamento de riquezas naturais para os mercados globais.

A Igreja Católica, à luz de sua doutrina social, entende que a implantação de um projeto desta magnitude não pode ser motivada por uma lógica meramente econômica e produtivista, que não leva em consideração a proteção da vida humana e da sociobiodiversidade. Não temos o direito de subordinar a agenda do bem viver das comunidades campesinas à agenda econômica do modo de produção e consumo vigente.
Neste momento, como pastores do Povo de Deus, que está sob o nosso cuidado pastoral, somos chamados a ser solidários aos agricultores/as familiares da Chapada do Apodi e a sensibilizar o Governo Federal para REVOGAR o Decreto Nº 0-001 de 10 de Junho de 2011 e abrir diálogo na construção de novo projeto com os recursos já disponibilizados no PAC, que seja capaz de integrar a Chapada e Vale do Apodi visando fortalecer a agricultura familiar camponesa de base agroecologica, incluindo todos os assentamentos que estão nesta região.

Por fim, pedimos que Nossa Senhora da Apresentação, a Senhora Santana e Santa Luzia, padroeiras de nossas dioceses, intercedam junto a Deus para iluminar nossos governantes, para que promovam o bem comum, a paz e a justiça socioambiental.

Natal-RN, 05 de dezembro de 2011
Dom Matias Patrício de MacedoArcebispo Metropolitano de Natal

Dom Mariano Manzana
Bispo de Mossoró


Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz
Bispo de Caicó

Dom Heitor de Araújo Sales
Arcebispo Emérito de Natal
Presidente do Seapac

terça-feira

Qual o Apodi que nós queremos? Com Crescimento Econômico, Desenvolvimento Econômico ou Desenvolvimento Sustentável?

Inicialmente, é preciso diferenciar esses três tipos de processos de evolução que pode ocorrer em qualquer região. Nesse sentido, entende-se por crescimento econômico como o aumento da produção de uma região, ou seja, pela maior oferta de bens e serviços, sem levar em consideração a equidade social. Já por desenvolvimento econômico, compreende como o crescimento econômico somado a melhoria da qualidade de vida da população da região, através da divisão das riquezas produzidas de forma equitativa. Enquanto desenvolvimento sustentável consiste no modelo econômico que as gerações atuais satisfaçam suas necessidades sem comprometer que as gerações futuras também satisfaçam suas próprias necessidades, sendo este baseado no tripé da eficiência econômica, justiça social e prudência ambiental.

Assim, se pensarmos o modelo atual que nossos representantes públicos (nas três esferas – municipal, estadual e federal) estão querendo incentivar através do perímetro irrigado da Chapada do Apodi, verificamos que trata-se do tipo crescimento econômico, uma vez que consiste num crescimento que baseia-se no incentivo à concentração de renda, através do fomento da presença de grandes organizações do agronegócios que já estão presentes em solos potiguares.

Cabe ressaltar, que o referido projeto consiste num modelo excludente, já que tem como característica marcante, a desapropriação de pequenos agricultores, gerando assim, problemas de ordem socioambiental, como o êxodo rural, que trás inúmeras conseqüências, tais como: inchaço dos centros urbanos, aumento da marginalização, aumento da população vulnerável aos impactos ambientais urbanos (esgotamento sanitário, drenagem urbana, resíduos sólidos e controle de zoonoses) e, maior índice da violência.

No âmbito ambiental, constatam-se ainda outras implicâncias relacionadas principalmente, a potencialidade de contaminação/poluição do solo e da água, redução da biodiversidade, afugentamento da fauna, aumento dos riscos de extinção da biota local, desperdício dos recursos hídricos e, vulnerabilidade de contaminação/poluição dos ecossistemas por metais pesados.

Com isso, verifica-se que o atual modelo vigente não sustentável, fazendo necessário adotar um modelo que oriente o desenvolvimento da região em consonância com as variáveis sociais e ambientais. Nesse sentido, aponta o modelo denominado desenvolvimento sustentável como o mais viável, já que pode ser adotado através de técnicas sustentáveis, tais como: utilização de zonas amortecedoras para áreas irrigadas, incentivo ao plantio de espécies nativas, técnicas de proteção do solo – curvas de níveis, plantio de leguminosas, quebra-ventos, consórcio de culturas, rotação de culturas – e valorização ao pequeno agricultor.

Enfim, cuidado senhores representantes dos poderes públicos (executivo, legislativo e judiciário) com os atos adotados com relação ao perímetro irrigado da Chapada do Apodi, pois vocês serão responsáveis pelo destino das vidas de milhares de pessoas que se situam na região. Assim, não façam como vocês fizeram com o Plano Diretor do município, que de forma irresponsáveis colocaram em risco a qualidade ambiental urbana de Apodi-RN (Deixa esse tópico para outro momento de Parecer Ambiental de Apodi-RN).

Jorge Luis de Oliveira Pinto Filho
FONTE: ApodiBaixo do Pano

segunda-feira

Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi ganha repercusão Internacional.

A luta campesina contra a proposta apresentada para implantação do Perímetro Irrigado de Apodi ganhou repercussão internacional. Além das duas mil cartas enviadas pelas agricultoras da Chapada, a presidente Dilma Rousseff recebeu ainda mais de 50 correspondências de lideranças sociais de mais de 50 países diferentes. A articulação foi feita durante o 8º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres realizada nas Filipinas, entre os dias 20 e 25 de novembro.

quarta-feira

O DESENVOLVIMENTO QUE A CHAPADA DO APODI MERECE.

 
Mesa Solidária com diversas representações

Antonio Macaé fazendo fala de agradecimentos e encerramento

Plantação de forragem.

Apresentação do Projeto Estação de tratamento de esgoto.

Estação de tratamento de esgoto.

Atividade em Milagre - Padre Theodoro e Pedro Cabral

Estação de tratamento de esgoto.

Professor Miguel Ferreira Neto – UFERSA

Na última sexta-feira (25/11) o Assentamento Milagre, em Apodi/RN realizou um Dia de Campo em comemoração aos trabalhos relacionados à implantação do projeto piloto da estação de tratamento de esgoto doméstico viabilizado em parceria com a UFERSA/ UNP e UERN.

Esse projeto iniciou em 2008/2009 a partir de uma parceria estabelecida com o Centro de Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar – TERRA VIVA que já tem atuação nessa área há mais de 10 anos. A UFERSA através dos professores Miguel Ferreira Neto e Nildo Dias buscaram viabilizar uma pesquisa que já há algum tempo tinham em mente. Após inúmeras visitas para escolha do local ficou definido esse assentamento e a partir daí as atividades não pararam de acontecer para realização desse tão sonhado protejo. Foram meses de trabalho envolvendo professores, alunos de mestrados e as famílias beneficiárias, mostrando que somente a ação coletiva é capaz de fazer acontecer e transformar o local. Hoje o assentamento está 100% saneado, coisa que não é comum em grande parte das cidades brasileiras. O modelo adotado pelos professores se baseia em experiências exitosas de países europeus que buscam sustentabilidade em suas ações e melhoria na questão ambiental.

Durante a atividade foram apresentados os projetos já desenvolvidos no assentamento, a parte da estação de tratamento bem como a produção de milho e girassol foi explicada pelo Professor Rafael Batista, a produção de flores ornamentais pela Professora Sandra Alves e a produção de forragens (capim elefante) e fruteiras (acerola) pelo assentado Zito.

Logo após foi formada uma mesa solidária composta pelo Professor Miguel Ferreira Neto – representado todos os professores da UFERSA, Antônio Gonzaga Lima – Presidente da Associação de Milagre, Francisco Edilson Neto – Presidente do Sindicato dos Trabalhadores/as Rurais de Apodi, Cláudia Mota – Centro Terra Viva, Valmir Alves da Silva – Superintendente do INCRA, Gonçalo Filho – Projeto Dom Hélder Câmara, Evandro Mendes – representante do Secretário de Agricultura do RN Betinho Rosado, Eron Costa - representante da Prefeita de Apodi Maria Goreti da Silveira Pinto e José Ivanaldo Xavier – UERN.

Todos os presentes parabenizaram a UFERSA e os parceiros pelo excelente trabalho realizado na área, tendo em vista que os recursos aportados nesse protejo foram mínimos (em torno de R$ 123.000,00) para realizar uma grande ação. Os demais projetos em execução estão sendo financiados por parceiros como o Banco do Nordeste (em tono de R$ 49.000,00) que apostam na ideia, sendo esse um exemplo a ser seguido.

Também estiveram presentes a representante da EMPARN Najara Melo, o querido Padre Theodoro, o Presidente da COOAFAP Irapuan Ângelo, os assentamentos vizinhos Laje do Meio, Portal da Chapada Nova Descoberta e Moacir Lucena e a comunidade de São Francisco.

Para o Professor Miguel o grande resultado é ao final ter relatórios comprovando que foi gerada saúde para a população, relembrou que há cada um real aplicado em saneamento básico diminui quatro reais em saúde publica. “A comunidade tem que ter direito a viver com dignidade e é para isso que precisa ser investido dinheiro publico, temos que acabar com essa ideia de que as famílias do campo tem que viver na lama. Se as pessoas passarem a viver melhor nesse sentido já estaremos satisfeitos, mesmo que não gere nenhuma produção”.

Segundo o professor Rafael na parte de reuso a preocupação foi como aplicar isso de forma sustentável no ambiente sem representar risco para as pessoas que trabalham com essa técnica e sem representar riscos para o produto agrícola que está sendo gerado e que pode ser comercializado. Esse é o grande desafio do projeto!

Ao final do evento o presidente Antônio Macaé agradeceu aos presentes pela participação e o apoio da UFESRA e de todos que contribuíram para a realização desse projeto, aproveitou para fazer solicitação à prefeitura de Apodi com relação à recuperação de estradas, a doação de bomba e a instalação de uma antena celular e lamentou a ausência da prefeita em não ter vindo conhecer tão importante trabalho. No encerramento foi servido um delicioso almoço com produtos da agricultura familiar, tendo-se a certeza que o campo continua sendo um bom lugar para viver e produzir com qualidade.

Enviado por Claudia Mota

terça-feira

FOCAMPO CONTINUA O DIÁLOGO COM GOVERNO FEDERAL SOBRE O PROJETO DA “MORTE” E PROMETE MUITAS MOBILIZAÇÕES


FOTO: Reunião do FOCAMPO
Cresce a insatisfação dos movimentos sociais e organizações diante das mais recentes medidas da implantação do Projeto do Perímetro Irrigado com as águas da barragem de Santa Cruz a ser instalado na Chapada do Apodi executado pelo DNOCS.

Os movimentos e Organizações em reunião realizada nestes últimos dias no Fórum do Campo Potiguar – FOCAMPO reafirmou a sua posição de enfrentamento ao Projeto, conseqüente de um modelo falido de Agricultura dita “Moderna”, por isso o FOCAMPO estará atento a qualquer medida de execução do projeto.

Para os Movimentos e Organizações (FOCAMPO), a proposta atual destrói os Agroecossistemas local presentes na Chapada do Apodi, expulsa as famílias camponesas residentes há dezenas de anos, e ainda vai de encontro com o Projeto de Desenvolvimento Sustentável e Solidário que tem como principal pilar a Agricultura Familiar Camponesa.

No último sábado (26/11) em Reunião com a Secretaria Geral da Presidência da República foi reafirmado pelo representante da Presidência que não haverá assinatura da Ordem de Serviço para inicio das obras e que será interlocutor juntamente com o MDA e os Mandatos Federal de Fátima Bezerra e Estadual de Mineiro (PT) do diálogo com o Ministério da Integração Nacional (MIN), a fim de apresentar e aprofundar sobre o Projeto “Pe. Pedro Neefs”, como alternativa de desenvolvimento da região de Apodi, integrando o Vale e Chapada do Apodi.

Diante disso, as organizações do FOCAMPO indicam atividades de Luta e grandes mobilizações para o próximo período em caso do Projeto do DNOCS avançar e as negociações não derem os resultados esperados para a Agricultura Camponesa.

Entre as organizações e movimentos socais que assinam as ações atuais estão: ARTICULAÇÃO DO SEMI-ÁRIDO – ASA POTIGUAR, ASSEMBLÉIA POPULAR (RN), CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – CUT, COMISSÃO PASTORAL DA TERRA – CPT, FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES NA AGRICULTURA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – FETARN, FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS NA AGRICULTURA FAMILIAR – FETRAF, MARCHA MUNDIAL DE MULHERES – MMM, MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA – MST, MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DOS SEM TERRA – MLST, REDE NACIONAL DE ADVOGADOS E ADVOGADAS POPULARES – RENAP E SINDICATO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS DE APODI.

“A Mãe Terra está grávida. Não deixem a esperança morrer...” Ir. Vera Lúcia Palermo (SC)

sábado

O PERÍMETRO IRRIGADO (DNOCS) NA CHAPADA DO APODI NÃO ESTARÁ NA AGENDA DA PRESIDENTE DILMA

Assim como a imprensa potiguar e alguns Blogs de circulação em nosso estado haviam divulgado há algumas semanas atrás, a agenda da Presidenta Dilma teria como uns de seus pontos a assinatura da Ordem de serviço do perímetro Irrigado da Chapada do Apodi, e até agora o certo será a assinatura da concessão de funcionamento do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante-RN. 

O Movimento Sindical e os movimentos sociais e outras instituições articuladas através do Fórum do Campo Potiguar – FOCAMPO com apoio de Estudiosos Professores Universitários da UFRN vem se mobilizando e elaborando uma Proposta alternativa para provocar mudanças no atual projeto apresentado e que está em pleno andamento através do Departamento Nacional de Obras e Combate a Seca – DNOCS do Ministério da Integração Nacional.

Para os Movimentos e Organizações (FOCAMPO) a proposta atual destrói os Agroecossistemas locais presente na Chapada do Apodi, expulsa as famílias camponesas residentes há dezenas de anos, e ainda vai de encontro com o Projeto de Desenvolvimento Sustentável e Solidário que tem como principal pilar a Agricultura Familiar Camponesa.

Diante disso, toda sociedade precisa ficar atenta para conhecer MAIS, pois todos os dias comemos alimentos envenenados vindos desses modelos de agricultura, principalmente dos perímetros irrigados, já falidos em todo Nordeste, e que a vida no Campo na Chapada do Apodi é a prova viva de que a Agroecologia e os produtos saudáveis podem chegar à mesa de todo povo potiguar.

Enviado por: Valdivan Almeida - IDS

Urgente! Mulheres da MMM do Brasil pedem solidariedade a Apodi


Companheiras,
A Marcha Mundial das Mulheres do Brasil solicita a solidariedade de companheiras e companheiros de todo o mundo em sua luta para revogar o Decreto Nº 0-001 de 10 de Junho de 2011. Esse decreto irá desapropriar mais de 13 mil hectares de terra na região da Chapada do Apodi, na região Nordeste brasileira, expulsando mais de 150 famílias, que correspondem a cerca de 500 pessoas.
A maioria dessas famílias e grupos é constituída de militantes da Marcha Mundial das Mulheres e de outros movimentos sociais brasileiros que serão expulsos de suas casas, de suas terras e de uma história de afirmação da agricultura camponesa, baseada na agroecologia e na soberania alimentar, que vem sendo construída por esses trabalhadores e trabalhadoras há mais de 60 anos.
 
O objetivo desse projeto de desapropriação, coordenado pelo Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS), um departamento do governo Brasileiro, é beneficiar 5 (cinco) grupos de empresários do hidro e agronegócio, desviando as águas da Barragem de Santa Cruz do Apodi para a irrigação. A ação dessas empresas em regiões próximas já mostrou seus efeitos perversos: contaminação da água da terra e do ar com veneno usado nas plantações e exploração do trabalho das mulheres no campo..
Solicitamos sua solidariedade urgente por meio do envio de manifestações contrárias á aprovação deste projeto, diretamente para a Secretaria-Geral da Presidência da República antes da data de 27 de novembro de 2011. Encaminhamos abaixo um modelo de mensagem. Por favor, podem copiar o conteúdo e enviar assinado por seu movimento ou entidade para o email: sg@planalto.gov.br com copia para info@marchemondiale.org
Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!
 
Marcha Mundial das Mulheres - Brasil
 
Enviado por : Adriana - CF8

Trabalhadores decidem hoje se realizam protesto na vinda de Dilma


FOTO: STR de Apodi
Líderes sindicais e do movimento campesino do Rio Grande do Norte se reúnem amanhã, às 9h, em Natal, para decidir se farão protestos durante a passagem da presidente Dilma Rousseff pelo Estado na segunda-feira, 28, quando assinará o projeto do Perímetro Irrigado da Chapada do Apodi. O encontro será acompanhado pela equipe de preparação da vinda da presidente.
Desde o início, os trabalhadores se opõem ao modelo que está sendo apresentado, alegando que sairão prejudicados e que, possivelmente, serão obrigados a deixar suas terras em nome do agronegócio.
Ainda na quinta-feira, 24, lideranças de Apodi, representadas pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR), Francisco Edílson Neto, e do Fórum do Campo Potiguar, fizeram uma reunião de emergência com a equipe presidencial para expor suas reclamações. Edílson Neto disse ter saído da discussão mais confiante de que agora e os agricultores serão ouvidos. "Ainda acreditamos que tem uma luz que vai mudar essa história", disse.
Edílson enfatizou ainda que sentiu uma sensibilização maior por parte dos representantes públicos, tanto que espera agora que os próximos diálogos sejam traçados diretamente com a Casa Civil da Presidência da República e não mais com o Ministério da Integração Nacional.
O projeto do Perímetro Irrigado de Apodi será realizado com recursos da ordem de R$ 280 milhões, oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ao todo, serão beneficiados 5.200 hectares com perspectiva de gerar pelo menos 15.600 empregos diretos. A água será retirada da barragem Santa Cruz do Apodi, que fica localizada na região do Vale.
Ainda nesta semana, duas mil cartas foram endereçadas ao Palácio do Catete, pedindo à presidente Dilma que revogasse a decisão que desapropria áreas para a instalação do projeto. Com todas essas mobilizações acontecendo, as autoridades continuam afirmando que os problemas de entendimento com os campesinos já foram resolvidos.

Fonte: Jornal de Fato

sexta-feira

O veneno está na mesa

Uma pesquisa realizada com 62 mães em processo de amamentação na cidade de Rio Verde (MT) revelou que 100% delas tinham agrotóxicos no leite materno. O diagnóstico – assustador – feito pelo dr. Wanderlei Pignati e pela mestranda da saúde Danielly Palma, da Universidade Federal do Mato Grosso, faz parte do filme “O veneno está na mesa”, do documentarista e cineasta Silvio Tendler, que denuncia o uso abusivo de agrotóxicos no país. 80% das mães pesquisadas tinham DDE, que é proibido no Brasil há mais de uma década, o que significa que elas consumiram e foram impregnadas na infância ou há o uso clandestino do agrotóxico. O documento lançado em agosto último é impactante, assustador, porém providencial, para que o tema seja colocado no debate do dia. Em entrevista à revista “Nordeste Vinteum”, editada no Ceará, Tendler fez o alerta que os agricultores estão morrendo nas plantações, em consequência de uma sociedade predatória que é capaz de matar em troca de lucro. Ele revela que no campo a população é obrigada pelas circunstâncias a conviver e manipular o veneno, o que gera muitas doenças profissionais e mata. Na cidade, as pessoas consomem a comida “envenenada”. O impacto na saúde reflete no orçamento do país. Tendler revela que “as doenças profissionais consomem 50 milhões de reais por ano dos brasileiros, o que equivale a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.” Grande parte desse valor, segundo pesquisa, é destinada para tratamento de vítimas de agrotóxicos. Um contraponto forte para a tese de que a agricultura com agrotóxico é mais barata e rentável. O Sistema Único de Saúde (SUS) paga a conta. O mais grave, alerta o cineasta, é que o governo brasileiro não está fazendo nada. Os fabricantes de agrotóxicos ditam as regras. Venenos que são proibidos na China, nos Estados Unidos, na Europa e na África são permitidos no Brasil, obrigando o brasileiro a viver numa sociedade que é capaz de matar em troca de lucro. “Os transgênicos e os agrotóxicos são garantia exigida pelos bancos para financiar a safra do agricultor. Nós comemos comida podre porque os bancos pedem isso como garantia”, denuncia Tendler.
Fonte:Coluna do Cesar Santos
do Jornal de Fato

segunda-feira

Agricultoras apodienses enviam 2.000 Cartas a Presidente da República.

As mulheres de Apodi lutam contra o agro e hidronegóio na Chapada do Apodi


Foto: STTR de Apodi

Na manhã da última sexta-feira (18),  a Comissão de Mulheres do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras rurais do município de Apodi enviaram cerca de 500 cartas, endereçadas à Presidência da República, pedindo a Presidenta Dilma  Rousseff  a revogação do Decreto Nº 0-001 de 10 de junho de 2011 para desapropriação de mais de 13 mil hectares de terra na região da Chapada do Apodi que expulsará de suas casas, terras e de sua história mais de 150 famílias.

Quem coordena o projeto de desapropriação e, ao mesmo tempo, de expulsão dessas dezenas de famílias é o Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS). “O DNOCS em tese deveria lutar juntamente com trabalhadores e trabalhadores do Nordeste para a convivência sustentável no Semiárido, no entanto o que a instituição está fazendo com esse projeto é se juntar com as empresas do agro e hidronegócio para nos expulsar de nossas casas, nossas terras e nossa hostória que temos construído ao longo de mais de 60 anos somente nessa região”, declara Francisca de Lima, mais conhecida como Kika, coordenadora da Comissão de Mulheres do STTR Apodi.

“O envio destas cartas para a nossa presidenta, que é uma mulher de luta, é para mostrar que nós não quermos esse projeto aqui em Apodi, pois não vai trazer benefícios para nós pequenas agricultoras e apicultoras, ao contrário vai envenenar nossas abelhas, vai enevenenar nossa comida e nossa água”, declara Francisca, trabalhadora rural do Assentamento Sítio do Góis.

De acordo com Kika a iniciativa de escrever tantas cartas para a Presidenta Dilma surgiu em uma das reuniões da Comissão de Mulheres do STTR Apodi quando se discutia as alternativas de barrar esse projeto no município. “Foi um desafio muito grande para as mulheres escreverem essa carta, pois a maioria sabe escrever muito pouco e muitas vezes tínhamos que dizer letra por letra para que todas pudessem expressar em suas próprias palavras sua luta e indignação contra o projeto”, afirma Kika.

Enviadas essa última remessa, de um total de 2.000 cartas, começa agora uma nova fase, o momento para outras pessoas que não são de Apodi enviarem cartas para o planalto se solidarizando com a luta da Chapada.

Para o envio de cartas a presidência o endereço é: Presidência da República | Palácio do Planalto | Praça dos Três Poderes | Zona Física Administrativa | Cep.: 70150.900 | Brasília/DF.

Fonte: Bolg do Cetro Feminista 8 de Março.