quarta-feira

Movimento que resiste ao Projeto do DNOCS é recebido por ministros em Brasília.


Secretaria Geral da Presidência da República e Ministério do Desenvolvimento Agrário recebe agricultores apodienses.
Na quinta feira (04) da semana passada integrantes dos movimentos campesino do estado do Rio Grande do Norte e do país estiveram em uma extensa agenda em Brasília/DF. 
Na oportunidade o presidente do STTR, Edílson Neto e a Vice-Presidente do STTR, Antonia de Lima ou Kika como é mais conhecida, estiveram fazendo parte da comitiva, onde discutiram o projeto de irrigação da Chapada do Apodi/RN colocando as dificuldades vivenciadas pelas famílias da chapada perante ao que vem sendo proposto pelo DNOCS.
 
Ministro do MDA - Pepe.
O movimento camponês foi atendido pelo  Ministro do Desenvolvimento Agrário – Pepe Vargas por volta das 14h00min. Já o atendimento no Gabinete do Secretário Geral da Presidência da República – Gilberto Carvalho se deu por volta das 17h00min.
O estudioso da UFRN professor João Abner esteve também acompanhando a comitiva e apresentou o Projeto Alternativo que viabiliza a utilização das águas da Barragem de Santa Cruz para o fortalecimento da Agricultura Familiar de Apodi e região.
Secretário Geral - Gilberto Carvalho
Foi entregue o Dossiê denuncia que aponta erros técnicos gravíssimos do Projeto que está sendo proposto pelo DNOCS, em meio a tantos destaca-se a incapacidade hídrica da Barragem de Santa Cruz, a não citação no RIMA na presença de comunidades e pessoas que estão morando na área onde está sendo desapropriada, a falta de uma política de "re-manejo" das famílias desapropriadas para outras localidades.
Os ministros se prontificaram em dialogar e transmitir as informações repassadas pelos campesinos a presidente da república Dilma.


Ambas audiências foram acompanhadas de representantes do STTR de Apodi/RN, CUT/RN, ASA-Potiguar, CPT, FETARN, MMM, MST e UFRN-Professor João Abner.

Abaixo mais fotos das reuniões: 




Por: Agnaldo Fernandes

terça-feira

Chuvas marcaram a tarde de ontem (08) no Apodi/RN.

Na tarde de ontem (08) caiu sobre solo apodiense chuvas segnificativas, foram vários registros de chuvas na zona rural do município.
A chuva veio trazer um pouco mais de esperança para o camponês que tem vivido uma das maiores secas dos últimos anos segundo relato de pessoas com mais experiência.
Registro de chuvas por comunidade de Apodi/RN;
Trapiá II - 61mm
Baixa Fechada - 20 mm
São Lourenço - 80 mm
Água Fria - 72 mm
Bamburral - 62




 

segunda-feira

Entidades continuam luta contra ‘Projeto da Morte’.

 Famílias de agricultores e entidades de classe preocupadas com o futuro de mais de seis mil pessoas continuam na luta para tentar impedir a instalação do Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi, intitulado ‘Projeto da Morte’ pela própria comunidade. Ativistas estão aguardando para os próximos dias uma reunião com o ministro Gilberto Carvalho, que já está pré-agendada, para debater sobre o dossiê-denúncia produzido por várias entidades de Mossoró, Apodi e região. O documento já foi apresentado em vários ministérios do Governo Federal e em diversos sites de destaque nacional.
Capitaneado pelo Ministério da Integração Nacional através do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e com investimentos provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi, poderá ser instalado na região da Chapada do Apodi, entre os municípios de Apodi e Felipe Guerra. O referido projeto pretende desapropriar cerca de 13.855 hectares para a implementação de um programa de fruticultura irrigada. No local habitam atualmente cerca de 800 famílias divididas em cerca de 30 comunidades rurais. São grupos populacionais que possuem aspectos culturais, históricos e socioeconômicos próprios, constituindo-se uma referência nacional em produção agroecológica e familiar. A região apresenta, também, características de relevo, fauna e flora peculiares, possuindo uma ampla lista de espécies endêmicas, bem como formações arqueológicas de grande importância para o patrimônio e histórico e cultural brasileiro que, da mesma forma, encontram-se em risco latente de degradação.
No dossiê-denúncia, entidades locais, nacionais e moradores da região apontam diversas violações que serão implementadas caso o projeto seja concretizado: desrespeito aos direitos humanos, culturais, históricos e patrimoniais das comunidades que residem na região; degradação ambiental a uma localidade que possui características de relevo, fauna e flora peculiares, bem como formações arqueológicas de grande importância para o patrimônio histórico brasileiro; investimento de dinheiro público em uma obra onde não há perspectiva de resultado econômico e social, além de servir como propulsora de uma das maiores tragédias do sertão nordestino nos últimos anos.
O custo para construção do projeto ultrapassa os R$ 240 milhões. Em momento algum as comunidades locais foram chamadas para expressar sua opinião. Foram apenas comunicadas sobre a construção do projeto e o consequente  remanejamento das ações indenizatórias que muitas vezes são irrisórias e não compensam todo o prejuízo social, material, cultural e ambiental. Conforme o professor universitário e coordenador do projeto de extensão Sertão, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), João Paulo Medeiros, os agricultores receberão cerca de R$ 700 reais por hectare desapropriado, “o que não será suficiente para que ele possa comprar outra propriedade em outro local, muito menos para dar continuidade a sua atividade de agricultura”, destaca.
O professor, em companhia das alunas Socorro Diógenes e Tayse Palitot, destaca que no próprio projeto ficam evidentes as inconsistências e contradições no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). Não quantifica os impactos e tampouco oferece condições reais que possam dimensionar as agressões ao meio ambiente. As explicitações, segundo o dossiê, se reduzem as imprecisões no âmbito das possibilidades, não apresentando dados concretos que caracterizam as violações ao meio ambiente.
São agressões ao solo por conta do desmatamento de grande área e movimentos de terra, agressões nas reservas hídricas ocasionadas pelo escoamento das águas contaminadas por agrotóxico, defensivos agrícolas e fertilizantes utilizados pela produção da fruticultura irrigada. Em função do desmatamento e do manejo do solo também poderão ocorrer problemas de erosão, assoreamento dos corpos de água e falta de controle no uso de fertilizantes e biocidas, além da salinização do solo decorrente do manejo incorreto da técnica e do sistema de drenagem.
Segundo as entidades denunciantes, o projeto de irrigação configura-se em uma “reforma agrária ao contrário”, uma vez que a região da Chapada do Apodi/RN vem se consolidando como uma das experiências mais exitosas de produção de alimentos de forma agroecológica e familiar do nordeste, destacando o arroz, frutas, criação de caprinos, ovinos e bovinos, projetos de piscicultura, além do mel de abelha, maior produtora de maneira orgânica do País.
Conforme especialistas, a obra é, ainda, hidricamente inviável, já que a água disponível conseguirá irrigar o monocultivo por no máximo cinco anos, representando o mal uso de R$ 280 milhões (duzentos e oitenta milhões de reais) dos cofres públicos, valor orçado até o momento.
No próximo dia 19 de abril será realizado o lançamento de um dossiê integrado contendo denúncias a respeito de diversos projetos da Região Nordeste. O evento ocorrerá em Limoeiro do Norte e mais uma vez o projeto de irrigação em Apodi será debatido.
Assinam o dossiê-denúncia a Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares dos Estados do Rio Grande do Norte e do Ceará – RENAP/RN-CE, Comissão Pastoral da Terra, Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi/RN, Via Campesina, O Grupo de Estudos em 4 Direito Crítico, Marxismo e América Latina–GEDIC, Projeto Sertão, Coopervida, Fetarn, Centro Feminista 8 de março, Centro Terra Viva, Rede Pardal, ASA–Potiguar, Fórum da Agricultura Familiar de Apodi, Associação dos Pequenos Produtores da Agrovila Palmares, Escritório Popular, Centro de Referência em Direitos Humanos–UFRN, Pastoral Operária/RN, Mire, Grito dos excluídos/as.

Impactos ambientais também preocupam entidades

De acordo com o dossiê-denúncia, os empreendimentos como os Perímetros Irrigados, segundo a legislação ambiental vigente, necessitam obrigatoriamente passar por um estudo aprofundado que possa dimensionar as agressões ao meio ambiente, bem como as violações humanas, históricas e sociais, não devendo ser tomado como mero protocolo ou formalidade administrativa no processo de licenciamento.
Segundo o Relatório de Impactos Ambientais (RIMA), no que se refere à identificação e análise dos impactos ambientais, sejam eles diretos ou indiretos, devem haver “pesquisas com dados confiáveis que permitam a quantificar com precisão a magnitude do impacto causado em decorrência da irrigação” prevista no projeto.
No entanto, segundo o professor João Paulo Medeiros, apesar do Rima preconizar a análise exaustiva dos impactos, percebe-se clara inconsistência de dados no decorrer do estudo, pois não quantifica os impactos, tampouco oferece condições reais que possam dimensionar as agressões ao meio ambiente. As explicitações se reduzem às imprecisões no âmbito das possibilidades, não apresentando dados concretos que caracterizem as violações ao Meio Ambiente. “Nesse sentido, com base no próprio Rima, bem como em nossa Carta Magna, os impactos deveriam ter sido avaliados exaustivamente, de modo a garantir a proteção do meio ambiente”, afirma o dossiê.
Professor João Paulo Medeiros e as alunas Socorro Diógenes e Tayse Palitot falam sobre o dossiê
Entre os impactos apontados pelo Rima, porém não aprofundados, contém as agressões ao solo no momento da implantação do projeto, já que, segundo o relatório, haverá desmatamento de grande área e movimentos de terra. Outro ponto importante são as agressões que ocorrerão nas reservas hídricas, ocasionadas pelo escoamento de águas contaminadas por agrotóxico, defensivos agrícolas e fertilizantes utilizados pela produção da fruticultura irrigada.
Fonte: Jornal Gazeta do Oeste.

quinta-feira

Operação Cactus: PF cumpre mandado de busca na casa de ex-diretor do DNOCS.

Policiais deixando a residência com malote (Foto: Paulo de Sousa)
Cinco agentes da Polícia Federal cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa ex-deputado Elias Fernandes, até às 9h30 da manhã desta quinta-feira (21), quando deixaram o local com apenas um malote lacrado. A busca demorou cerca de três horas. Os policiais federais vistoriaram os dois andares da casa, além da garagem onde estavam dois veículos.
Na saída, os agentes confirmaram ser uma operação iniciada no Ceará, portanto, qualquer informação partiria da superintendência daquele estado. Elias Fernandes se encontrava na residência, mas não falou com a imprensa.
A Polícia Federal do Rio Grande do Norte cumpriu dois mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (21) em alguns pontos de Natal como parte da Operação Cactus, desencadeada no Ceará. Um deles, foi na casa do ex-deputado estadual e ex-diretor-geral da Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Elias Fernandes.
Informações repassadas à reportagem do portalnoar.com dão conta que além dessa residência, policiais federais também estariam cumprindo mandados em outro ponto no bairro de Petrópolis. Segundo apurado, a operação acontece simultaneamente em Natal e Fortaleza e estaria apurando fraudes em licitações e empresas fantasmas.
Os agentes chegaram logo no começo da manhã para dar cumprimento ao mandado em carro sem a identificação. Contudo, a reportagem viu dentro do veículo um colete usado pelos policiais Federais.  Dois veículos (um Corolla e um Nissan Tiida) já foram revistados pelos policiais, que continuam no imóvel.
Agentes realizam busca em carros que estavam na garagem da residência (Foto: Paulo de Sousa)
Elias Fernandes foi diretor-geral do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs), Elias Fernandes e pediu exoneração do cargo após suspeita de ter favorecido convênios do órgão no Rio Grande do Norte seu estado de origem em convênios do órgão.
Na esfera política, Elias Fernandes chegou a ser cotado para assumir o cargo de secretário dos Recursos Hídricos no governo Rosalba Ciarlini, mas teve seu nome preterido pelo do ex-prefeito de Pau dos Ferros, Leonardo Rêgo.
A assessoria de comunicação da Superintendência da Polícia Federal explicou que ainda não poderia confirmar sobre do que se trata a operação, nem confirmar se alguém já havia sido preso.

*Atualizada às 9h44
Fotos:albertoleandro
Fonte: http://portalnoar.com/capa/








terça-feira

Em Apodi agricultores/as vão as ruas e cobram medidas de convivência com o semiárido.



Na manhã de hoje (18) cerca de 600 agricultores e agricultoras foram às ruas da Cidade do Apodi/RN. Os agricultores/as levaram as ruas uma proposta de convivência com o semiárido, respaldados de um documento elaborado pelo FOCAMPO – Potiguar e a ASA Potiguar.
Agricultores/as nas principais ruas de Apodi/RN

Agricultores de Apodi, Caraúbas, Janduís, Messias Targino, Campo Grande, Triunfo Potiguar, Upanema, Governador Dixsept Rosado saíram em macha da sede do sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi pelas principais ruas da cidade. Os agricultores fizeram uma primeira parada em frente à Prefeitura Municipal de Apodi onde na oportunidade entregaram a Carta do Campo Potiguar ao prefeito Flaviano Monteiro.
Entrega da Carta do Campo Potiguar ao Prefeito de Apodi/RN.
O segundo momento da mobilização aconteceu no centro da cidade onde os agricultores/as realizaram um ato público denunciando a falta de políticas públicas para convivência com o semiárido nordestino que é uma região bastante povoada, tendo em vista os inúmeros períodos de estiagem vivenciados pelos agricultores.
Agricultores/as no Centro de Apodi/RN.

Os agricultores/as seguiram em marcha até a sede do Banco do Nordeste onde fizerem uma ocupação do órgão e exigirão esclarecimentos da gerencia daquela agencia bancária sobre a burocratização do acesso ao crédito, ainda denunciaram o desrespeito do Banco do Nordeste em tentar executar penhora de terras de pequenos agricultores diante do quadro caótico em que vive a agricultura Familiar. O Gerente da agencia o senhor Maikel fez contato com a superintendência regional do BNB que se comprometeu em agilizar a resolução dos problemas apontados pelos agricultores.
Os Campesinos e entidades que compõe a ASA – Potiguar estão realizando diversos atos dessa natureza em várias cidades do Rio Grande do Norte, esses atos são denominados de “Caminho das águas”.
Agricultores no Interior da Agência do BNB.

segunda-feira

STTR de Apodi e o trabalho de base cada vez mais forte!



O STTR de Apodi desenvolve um trabalho bastante diferenciado no que diz respeito ao acompanhamento das problemáticas enfrentadas pelo homem do campo. O Sindicato sempre está presente através de seus diretores/as nas reuniões mensais das associações comunitárias e associações de assentamentos.
Para o tesoureiro da entidade, Agnaldo Fernandes, “o Sindicato dos Trabalhadores/as Rurais de Apodi é referência a nível de Nordeste por que tem uma base que entende a necessidade de se manter organizada e participa das discussões coletivas, o sindicato é feito por cada um trabalhador/a que entende a importância de estar organizado na luta da classe trabalhadora rural”.
O presidente Edílson Neto afirmou que “o papel do STTR de Apodi é esse, de está junto com a base, pois seria uma covardia o sindicato se ausentar da base e não se fazer presente em meio os debates que se dá em meio à organização das comunidades rurais de Apodi, é dever nosso como integrantes da direção do STTR acompanhar e colaborar com a luta por uma vida digna no campo”, finalizou.
Fotos abaixo de algumas assembleias que aconteceram nesse fim de semana:
 
Assembleia de Trapiá II

Assembleia de Bamburral

Atividade no Auditório do STTR.