sexta-feira

Chapada do Apodi recebe visita dos estudantes do Curso Técnico em Meio Ambiente com Ênfase em Saúde Ambiental FIOCRUZ, TRAMAS/UFC, MST.




Intercâmbio/Troca de experiências.
Por Agnaldo Fernandes
No último fim de semana entre os dia 12 e 13 de julho o município de Apodi esteve recebendo a CARAVANA AGROECOLÓGICA DA CHAPADA DO APODI CURSO TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE COM ÊNFASE EM SAÚDE AMBIENTAL, caravana esta que é composta por estudantes de vários estados brasileiros, dentre eles Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Norte dentre outros.

Roda de conversa.
A caravana esteve chegando à cidade do Apodi no dia 12 de Julho, onde nesse primeiro momento foi realizado um momento de recepção e interação dos estudantes com os movimentos sociais que atuam no município de Apodi. Na tarde os estudantes visitaram as experiências agroecológicas que são desenvolvidas na chapada do Apodi visitando as áreas de assentamento Milagres e Moacir Lucena, lá tiveram contato com hortaliças orgânicas, Saneamento Básico, áreas de manejo da Caatinga, quintais produtivos e demais atividades desenvolvidas pela agricultura familiar. Durante a noite os grupo de estudantes estiveram presentes no assentamento Aurora da Serra onde em um momento místico lançaram a Jornada Socialista.

Professora Ms. Andrezza Pontes apresenta seu trabalho.
No segundo dia de caravana em território apodiense os estudantes juntamente com agricultores/as, lideranças e estudantes de Apodi proporcionaram um momento muito rico em debate. A professora Ms. Andrezza Pontes apresentou dados do seu trabalho de pesquisa de mestrado que teve como foco os impactos do Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi na vida dos agricultores familiares que ali residem em seguida o Advogado João Paulo Medeiros apresentou o dossiê denuncia elaborado pela Rede Nacional de Advogados Populares do RN (RENAP-RN) que aponta as várias valhas que o projeto contém.


Os estudantes ainda visitaram a Agrovila Palmares fazendo uma conversa com as famílias resistentes ao perímetro irrigado proposto pelo Governo Federal.

A caravana continuou a percorrer a chapada do Apodi na parte que compreende o estado do Ceará entre os dias 14 e 15 de julho.

Os dois dias de atividades representaram um momento bastante rico na troca de saberes, onde os estudantes e agricultores/as dialogaram sobre os impactos dos grandes projetos desenvolvidos no país em detrimento a negação dos direitos dos atores sociais locais.

A caravana tem o apoio e articulação da FIOCRUZ, do TRAMAS/UFC (Núcleo de Estudos da Universidade Federal do Ceará) e do Movimento Sem Terra – MST, além das entidades locais STTR de Apodi/RN, Centro Terra Viva, COOPERVIDA e Comissão Pastoral da Terra – CPT.

Com agronegócio, Brasil precisa importar 200 mil toneladas de feijão.

Da Página do MST* O imposto sobre a importação do feijão foi zerado na última segunda-feira (24) pelo governo federal. O objetivo é suprir a falta de oferta do alimento no mercado brasileiro e evitar uma  pressão inflacionária sobre esses itens alimentícios.

Com isso, o governo federal pretende importar 200 mil toneladas de feijão até o final de outubro, segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Antônio Andrade.

Nesta terça-feira, Andrade disse que poucos países têm condições de vender o produto ao Brasil, além da Argentina, China e do México. “Há dificuldades porque (o feijão) está mais para hortifrutigranjeiro. Não dá para estocar, porque perde qualidade. Devemos importar 112 mil toneladas, mas precisamos [ao todo] de 200 mil”.

A justificativa da falta de alimento dada pelo ministro foi a seca que atingiu boa parte do nordeste brasileiro. Entretanto, especialistas no assunto relacionam o problema com fatores estruturais da agricultura brasileira. 

Em recente artigo, Gerson Teixeira, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária (ABRA), destaca que o fato do governo não regular a ocupação da área agrícola do país, acaba cedendo terreno ao agronegócio. Isso faz com que se prossiga a expansão das áreas com os produtos nobres do agronegócio para exportação, e a redução daqueles mais importantes da dieta básica da população.

Produtos como farinha de mandioca, feijão, arroz e trigo, portanto, ficam entre os líderes de alta dos preços. “Claro que a seca no Nordeste influenciou os preços da farinha, mas a oferta relativa do produto vem reduzindo desde 1990”, acredita.

Dados da Abra apontam que, de 1990 para 2011, as áreas plantadas com alimentos básicos como arroz, feijão, mandioca e trigo declinaram, respectivamente, 31%, 26%, 11% e 35%. Já as de produtos do agronegócio exportador, como cana e soja, aumentaram 122% e 107%.

Em entrevista concedida à página do MST em abril deste ano, o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Guilherme Delgado, disse que é preciso pensar melhor em como atender a demanda interna e externa para resguardar a estabilidade de preços nos produtos alimentares.

“Pensamos em resolver o equilíbrio externo, exportar a qualquer custo para obter superávit na balança comercial e o menor déficit possível na balança corrente. E o resíduo das exportações fica com o mercado interno para resolver as questões de estabilidade. Essa equação está equivocada e precisa ser reformulada”, afirmou Delgado.

Esse cenário faz com que o Brasil dependa de importações de alimentos básicos para suprir seu mercado interno. No ano passado, o país importou US$ 334 milhões em arroz, equivalente a 50% do valor aplicado no custeio da lavoura em nível nacional. No caso do trigo, o valor das importações foi de US$ 1,7 bi, duas vezes superior ao destinado para o custeio da lavoura, e a produção de mandioca atualmente é a mesma de 1990.

Na próxima quinta-feira, ele se reunirá com secretários de quatro estados produtores – Bahia, Goiás, Minas Gerais, além do Distrito Federal – para estudar medidas de incentivo à produção.

* Com informações da Agência Brasil

FMJ realiza III Acampamento de férias em Guaramiranga CE.

Nessa terceira edição do Acampamento de Férias, que será realizado no município de Guaramiranga, Ceará, localizado a 340 quilômetros de Apodi/RN.

Guaramiranga é um município brasileiro do estado do Ceará, localizado na região serrana do estado, microrregião de Baturité e mesorregião do Norte Cearense.

Localizado no Maciço de Baturité, tem uma vegetação diversificada, variando desde a caatinga arbustiva densa, floresta subcaducifólia tropical, floresta úmida semi-perenofólia, floresta úmida semi-caducifólia, floresta caducifólia à mata ciliar. 

O município de Guaramiranga oferece:
- Trilhas Ecológicas com cachoeiras e vegetação diversificada;
- Tirolesa;
- Lagos;
- Rapel;
- Pontes;

A data:
O Acampamento 2013 será realizado nos dias 26, 27 e 28 de julho de 2013.

As vagas:
Serão destinadas 50 vagas para a terceira edição do Acampamento 2013. Essas vagas serão preenchidas por meio de fichas de pré-inscrições disponíveis neste blog.

As inscrição:
As pré-inscrições para o Acampamento de Férias 2013, poderão ser realizadas a partir das 15h do dia 17 de julho até as 23h59min do dia 21 de julho, serão somente via INTERNET, pelo diretório do blog: http://acampamentodeferiasfmj2013.blogspot.com.br/p/inscricoes.html.

OBS: A pré-inscrição não garante a participação no Acampamento. Após o candidato enviar sua ficha de pré-inscrição, esta será submetida a uma equipe de avaliação de critérios. Estando de acordo e dentro dos critérios, será validada a inscrição e encaminhada ao setor de finanças do projeto para emitir data de pagamento de taxa de inscrição. 

A taxa de inscrição:
Será cobrado do acampante uma taxa de inscrição no valor de R$ 35,00 (trinta e cinco reais), referente ao material de consumo do beneficiário no projeto. Essa taxa dá o direito da participação de todas as atividades previstas na terceira temporada do Acampamento de Férias.

OBS: Essa taxa não terá devolução por hipótese nenhuma, visto que é uma taxa de adesão, portanto, não reposta ao candidato mesmo que esse venha a desistir por algum motivo.

Forma de pagamento:
Após a validação da inscrição, que se dará por meio de avaliação de critérios, a coordenação do Acampamento fará contato via TELEFONE com todos os aprovados e informará data e a forma de pagamento, que se fará imediatamente 24h depois de encerrada as inscrições.

A substituição por deiscência:
Durante a avaliação de critérios (pontuação) os candidatos serão colocados em ordem crescente, e os aprovados para o acampamento serão os 50 primeiros colocados, ou seja, serão aqueles classificados entre 1º a 50º, dessa forma, no caso de desistência, em tempo hábil, ou seja, 8h antes do horário de saída dos ônibus, serão convocados os candidatos subsequentes, ou seja, os candidatos enumerados a partir do 51º.

Contamos com vocês. A coordenação


Informações repassadas por: Caubí Torres
Projeto de Acompanhamento a Gestão dos Territórios Rurais MDA/CNPq/UERN/UFERSA(84) 8145-3776 (vivo)
(84) 9839-6406 (tim)
(84) 9103-6855 (claro)

quinta-feira

Padre Theodoro participa da reunião do Fórum da Agricultura Familiar de Apodi/RN.


Pe. Theodoro Snijders

Por Agnaldo Fernandes
No dia de ontem (17) esteve acontecendo mais uma assembleia mensal do Fórum da Agricultura Familiar de Apodi/RN (FOAFAP), na oportunidade compareceram a reunião mais de 60 representações de associações comunitárias e de áreas de assentamentos, além da participação de várias entidades que atuam na acessória de várias famílias rurais de Apodi/RN.
Outro detalhe que marcou a assembleia do fórum foi a presença ilustre do Pe. Theodoro Snijders. O Padre Theodoro foi acolhido com muito carinho pelos presentes na reunião, onde na oportunidade todos que ali estavam presentes puderam trocar um “dedo de prosa” com o Padre.
Theodoro Snijders além de ser bastante religioso desempenhou grande trabalho social nas comunidades rurais do município de Apodi, onde juntamente com várias entidades auxiliou o/a agricultor/a apodiense na organização social de base, fundando associações, grupos de jovens e construindo capelas e sede de associação Comunitária.
O homem e a mulher do campo de Apodi/RN têm motivos para sorrir em ver o padre em seu meio, tendo em vista problemas de saúde que passara ultimamente. O povo de Apodi/RN principalmente o/a agricultor/a tem muito agradecido a Deus pela oportunidade de ter Theodoro em seu meio novamente.

Imagem retirada do Blog http://tudodeapodi.blogspot.com.br

segunda-feira

II Conferência Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário irá acontecer próxima quarta.



TERRITÓRIO DO SERTÃO DO APODI

CONVITE

A Comissão Organizadora Territorial- COT, tem a honra de convidar Vossa Senhoria para participar da II Conferência Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, que tem como objetivo construir um Plano Nacional, Estadual e Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, com metas de curto, médio e longo prazo.
A referida Conferência será realizada no dia 10 de julho de 2013, com início às 08h00 no auditório do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi, Apodi/RN.

Atenciosamente,
Coordenação Organizadora Territorial – COT
Coordenação do Comitê Territorial do Sertão do Apodi



DO TEMÁRIO
A 2ª CNDRSS tem como tema geral “Por um Brasil Rural com Gente do Jeito que a Gente Quer”.
A 2ª CNDRSS debaterá os seguintes eixos temáticos nas conferências territoriais, intermunicipais, municipais, setoriais, estaduais e nacional:

      I – Desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Brasil Rural e fortalecimento da agricultura familiar e agroecologia.
      II – Reforma Agrária e democratização do acesso à terra e aos recursos naturais.
      III – Abordagem territorial como estratégia de desenvolvimento rural e promoção da qualidade de vida.
      IV – Gestão e participação social.
      V – Autonomia das mulheres.
      VI – Autonomia e emancipação da juventude rural.
      VII – Promoção do etnodesenvolvimento.

sexta-feira

Centrais sindicais e MST marcam ato unitário para 11 de julho em todo país.

Por Marize Muniz
Da CUT

A CUT, as demais centrais sindicais (CTB, Força, UGT, CSP/Conlutas, CGTB, CSB e NCST), e o MST decidiram, em reunião realizada nesta terça-feira (25), em São Paulo, organizar atos conjuntos – do movimento sindical e social — no próximo dia 11 de julho em todo o País – e também os itens da pauta que serão levados à presidenta Dilma Roussef, em audiência que será realizada amanhã (26), no Palácio do Planalto, em Brasília.

As paralisações, greves e manifestações terão como objetivo destravar a pauta da classe trabalhadora no Congresso Nacional e nos gabinetes dos ministérios e também construir e impulsionar a pauta que veio das ruas nas manifestações realizadas em todo o país dos últimos dias.

“Vamos chamar à unidade das centrais sindicais e dos movimentos sociais para dialogar com a sociedade e construir uma pauta que impulsione conquistas, as reivindicações que vieram das ruas à pauta da classe trabalhadora”, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Segundo o dirigente, além de mais investimentos em saúde, educação e transporte público de qualidade, como os manifestantes pediram e que é também uma pauta dos trabalhadores e das trabalhadoras, os atos de julho irão reivindicar o fim dos leilões do petróleo, o fim do fator previdenciário, a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução do salário, a reforma agrária e o fim do Projeto de Lei 4330 – “esse PL nefasto que acaba com as relações de trabalho no Brasil e é, na verdade uma reforma trabalhista escondida atrás de uma proposta de regulamentação da terceirização”, de acordo com Vagner.

“O que motivou a população a ir às ruas, a princípio, foi a revogação do aumento da tarifa do transporte coletivo. Concordamos que o transporte coletivo tem de ser subsidiado pelos governos, mas isso não pode impedir investimentos em saúde, educação e segurança e transporte de qualidade para a classe trabalhadora”, apontou o presidente da CUT.

quinta-feira

Fórum Microrregional da ASA Potiguar discute Caravana Agroecológica preparatória para o III ENA.

Município de Governador Dix Sept Rosado/RN sedia Fórum Microrregional da ASA Potiguar.

Aconteceu na manhã de hoje, 27, no município de Governador Dix Sept Rosado, o 4º Fórum Microrregional Médio Oeste da ASA Potiguar. O evento aconteceu nas dependências do auditório da Câmara Municipal de Vereadores do referido município, e contou com representações de várias ONGs e representantes do movimento sindical e fóruns de associações dos 17 municípios que compõe a microrregional do Território Sertão do Apodi.
A pauta principal hoje discutida foi a discussão de preparação da Caravana Agroecológica (rumo ao III ENA) do Sertão do Apodi, que foi facilitada pelo Sindicalista Agnaldo Fernandes, do STTR de Apodi. A Caravana, está prevista para acontecer nos dias 23 a 26 de outubro de 2013, e terá como objetivo central dar ênfase as experiências agroecológicas, ou situações de conflito que impedem a ampliação da agroecologia na região, como o Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi, projeto do DENOCS, por exemplo.
A Caravana, terá a participação de agricultores, técnicos e movimentos de outras regiões e outros estados do Brasil, que numa 'caravana' farão um percurso no Território Sertão do Apodi, com a finalidade de levar às pessoas do território a refletir sobre suas próprias experiências. O intercâmbio cultural também é um dos propósitos da caravana. Será possível perceber como desde as pequenas propriedades são criadas importantes redes econômicas, que contribuem muito para o desenvolvimento local. A visita também permitirá avaliar o contexto da agricultura e do desenvolvimento rural no Brasil e a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, cujo decreto foi assinado pela Presidência da República em agosto de 2012.
Foi encaminhado então pelos presentes na Microrregional, que as organizações sociais, movimentos de feirantes, ONGs e Sindicatos estarão participando de uma reunião de preparação da Caravana, que acontecerá dia 02 de julho, na Cúria Diocesana de Mossoró, onde será elaborado o roteiro da caravana e a composição da coordenação que estará a frente das principais discussões.

RUMO AO III ENA

Após o I Encontro Nacional de Agroecologia, no Rio de Janeiro, em 2002, foi criada a ANA. O ENA é um momento de culminância do processo de mobilização dos agricultores e organizações que trabalham na promoção da agroecologia em todo o Brasil. Celebração, troca de experiências, apresentação para a sociedade e governos das inquietações e propostas do movimento agroecológico, são questões abordados nos encontros.

Se o primeiro encontro serviu para mapear as experiências que estavam dispersas Brasil afora, o II ENA, que ocorreu em 2006, em Recife, foi o momento de consolidação e apresentação das propostas que a ANA tem para que as políticas públicas incorporem o enfoque agroecológico. De acordo com Denis Monteiro, secretário executivo da ANA, o III ENA será um momento de apresentar a agroecologia como proposta para o desenvolvimento da agricultura no Brasil.

Por Jerlândio Moreira
Comunicador Popular
Centro Terra Viva/ASA Potiguar

Informações: http://www.agroecologia.org.br/

quarta-feira

Centro Terra Viva continua a todo vapor com as capacitações em Gerenciamento de Água para Produção de Alimento.

Clique na Imagem para Ampliar 

Clique na Imagem para Ampliar 

Continua nessa semana as capacitações em Gerenciamento de Água para Produção de Alimentos (GAPA) nas comunidades e regiões onde serão implantadas as tecnologias sociais de convivência com o Semiárido do Programa Uma Terra e Duas Águas, através da Articulação com o Semiárido Brasileiro - ASA POTIGUAR - MDS/Petrobrás.

As capacitações estão sendo realizadas simultaneamente nos  municípios de Apodi, Felipe Guerra e Severiano Melo, onde em média 70 famílias serão capacitadas. Outra capacitação já está agendada para a primeira semana de julho, sendo que esta capacitação será com os pedreiros que serão responsáveis pela construção das tecnologias sociais do P1+2.

Está no ar.

E neste dia 02 de julho estaremos veiculando através das ondas  de rádio para toda região Oeste do Estado do Rio Grande do Norte, o programa TERRA VIVA, com o objetivo de difundir e acentuar cada vez mais as discussões relacionadas a convivência com o Semiárido Brasileiro através de experiências, rodas de conversas e um dedo de prosa com os agricultores experimentadores e com a equipe técnica do Centro Terra Viva. O Programa vai ao ar toda terça-feira, com a equipe de Comunicação do Centro Terra Viva, de 11h30min às 12h00min na Rádio Vale do Apodi, AM 1030. Serão trinta minutos de formação semanal através do Rádio. Não perca!

Por Comunicação Terra Viva

terça-feira

"Precisamos disputar corações e mentes. Quem não entrar, ficará fora da história", diz Stedile.

Por Nilton Viana
Do Brasil de Fato
É hora do governo aliar-se ao povo ou pagará a fatura no futuro. Essa é uma das avaliações de João Pedro Stedile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sobre as recentes mobilizações em todo o país. Segundo ele, há uma crise urbana instalada nas cidades brasileiras, provocada por essa etapa do capitalismo financeiro.
"As pessoas estão vivendo um inferno nas grandes cidades, perdendo três, quatro horas por dia no trânsito, quando poderiam estar com a família, estudando ou tendo atividades culturais”, afirma. Para o dirigente do MST, a redução da tarifa interessava muito a todo o povo e esse foi o acerto do Movimento Passe livre, que soube convocar mobilizações em nome dos interesses do povo.
Nesta entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Stedile fala sobre o caráter dessas mobilizações, e faz um chamamento: devemos ter consciência da natureza dessas manifestações e irmos todos para a rua disputar corações e mentes para politizar essa juventude que não tem experiência da luta de classes. “A juventude está de saco cheio dessa forma de fazer política burguesa, mercantil”, constata.
E faz uma alerta: o mais grave foi que os partidos da esquerda institucional, todos eles, se moldaram a esses métodos. Envelheceram e se burocratizaram. As forças populares e os partidos de esquerda precisam colocar todas as suas energias para ir para a rua, pois está ocorrendo, em cada cidade, em cada manifestação, uma disputa ideológica permanente da luta dos interesses de classes. “Precisamos explicar para o povo quem são os principais inimigos do povo”.

Como você analisa as recentes manifestações que vem sacudindo o Brasil nas últimas semanas? Qual é base econômica para elas terem acontecido?
Há muitas avaliações de porque estarem ocorrendo estas manifestações. Me somo à analise da professora Erminia Maricato, que é nossa maior especialista em temas urbanos e já atuou no Ministério das Cidades na gestão Olivio Dutra.
Ela defende a tese de que há uma crise urbana instalada nas cidades brasileiras provocadas por essa etapa do capitalismo financeiro. Houve uma enorme especulação imobiliária que elevou os preços dos alugueis e dos terrenos em 150% nos últimos três anos.
O capital financiou sem nenhum controle governamental a venda de automóveis, para enviar dinheiro pro exterior e transformou nosso trânsito um caos. E nos últimos dez anos não houve investimento em transporte público. O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, empurrou os pobres para as periferias, sem condições de infraestrutura.
Tudo isso gerou uma crise estrutural em que as pessoas estão vivendo num inferno nas grandes cidades, perdendo três, quatro horas por dia no trânsito, quando poderiam estar com a família, estudando ou tendo atividades culturais.
Somado a isso, a péssima qualidade dos serviços públicos em especial na saúde e mesmo na educação, desde a escola fundamental, ensino médio, em que os estudantes saem sem saber fazer uma redação. E o ensino superior virou lojas de vendas de diplomas a prestações, onde estão 70% dos estudantes universitários.

segunda-feira

Estratégia de convivência com o Semiárido garante safra mesmo em ano de chuva irregular

Tecnologia social garante água para produção de alimentos | Foto: Ranilson Saldanha
A família de Sr. Zé Maria e D. Espedita Almeida fez o alargamento do barreiro no ano de 2012. Este aumento na capacidade de armazenamento de água permitiu maior segurança hídrica no sistema produtivo que foi implantado ao lado da casa em aproximadamente dois hectares cultivadas com feijão, milho, melancia e sorgo. Os três aspersores são acionados toda vez que Sr. Zé Maria percebe as plantas murchando. Isto é irrigação de salvação e vai possibilitar que a família obtenha produção mesmo em um ano de chuvas irregulares como foi 2013.

O melhoramento foi feito com baixo custo de investimento e descentralização das ações através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), idealizado e conduzido pela Articulação Semiárido Brasileiro (ASA). Essa iniciativa acredita que é possível preparar as famílias que vivem no Semiárido para a convivência com as condições climáticas da região. O que deve ser feito é substituir iniciativas emergenciais paliativas por medidas permanentes e resolutivas.

A concepção é que as tecnologias sociais aliadas às capacitações das famílias rurais nas temáticas de gestão de água e das produções podem reforçar os conhecimentos das famílias para atravessarem as secas sem transtornos. A primeira etapa desta estratégia começou com as construções das cisternas de 16 mil litros para garantia da água para o consumo humano. O novo passo é este da construção de tecnologias que possibilitem água para as produções serem realizadas mesmo nos anos de poucas chuvas.

O Núcleo Sertão Verde é uma das entidades executoras do P1+2 de convivência com o Semiárido, no Médio Oeste Potiguar. Em 2012 a entidade implantou 179 tecnologias sociais nos municípios de Assu, Campo Grande, Patu e Caraúbas. Neste ano a nova meta é 644 tecnologias sociais distribuídas nos municípios de Serrinha dos Pintos, Portalegre, Caraúbas, Carnaubais, Upanema, Tibau, Paraú e Campo Grande.
 
Fonte: Site da ASA Brasil.