quinta-feira

Mercado dos agrotóxicos é dominado por 13 empresas transnacionais

"O desafio é maior do que a gente imaginava". A constatação do deputado padre João (PT-MG), ao ser apresentado ao quadro atual do mercado de agrotóxicos - dominado hoje por apenas 13 empresas responsáveis pela movimentação de cerca de US$ 48 bilhões ao ano no mundo e US$7,1 bilhões no Brasil - indica que as causas e efeitos da produção e consumo dos venenos agrícolas têm dimensões ainda desconhecidas pela maioria da população.

Em ausculta técnica realizada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (12/7), a gerente de Normatização e Reavaliação da Anvisa e responsável pelas reavaliações toxicológicas dos agrotóxicos, Letícia Silva, e Vinicius Freitas, representante do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e dirigente do SINPAF, expuseram aos parlamentares da subcomissão especial sobre o uso de agrotóxicos aspectos da produção e comercialização dessas substâncias no Brasil e no mundo.

Pressão

A especialista da Anvisa apresentou um balanço da indústria brasileira de agrotóxicos no último período. Em 2009, o país contava com 2.195 marcas de agrotóxicos registradas, relacionadas a 434 tipos de agrotóxicos. Naquele ano, foram vendidas 789.974 toneladas de defensivos. Entre 2000 e 2009, o crescimento das vendas no Brasil foi o maior em todo o mundo, atingindo valores superiores a 100% a partir de 2007 - quando o Brasil assumiu o posto de maior consumidor de agrotóxicos do globo. As importações tiveram aumento de 391,68% no período. Os agrotóxicos - muitos deles banidos em outros países - vêm principalmente dos EUA, Alemanha e China.

Segundo Letícia, essa situação se relaciona à dificuldade de atuação dos órgãos fiscalizadores e avaliadores, que têm seu trabalho reiteradamente obstruído pela pressão que as empresas fabricantes exercem sobre as diferentes esferas do poder público. "Recebo e-mails com acusações de que as avaliações são ideológicas, mas todas foram realizadas pela Fiocruz, por doutores. Há vários pedidos por parte de parlamentares para a retirada da competência de avaliação da Anvisa", relata.

As tentativas de impedir o prosseguimento das avaliações também acontecem no campo jurídico. “A Anvisa conseguiu concluir a reavaliação de seis substâncias com cinco ações judiciais. Infelizmente, o Judiciário é despreparado e desconhecedor desse tema”.

Limites

Um quadro comparativo entre o organograma da divisão de agrotóxicos da Agência de Proteção ambiental dos EUA, que conta com 854 técnicos, e o da Anvisa, que abarca apenas 23 técnicos e 4 gestores revela os limites de atuação do órgão. "Somando Ibama, MAPA e Anvisa, são menos de 80 técnicos. São as mesmas equipes que fazem a fiscalização das fábricas e coordenam o programa de análise de monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos, além de várias outras atividades. Isso demonstra a extrema fragilidade das instituições brasileiras para fazer esse controle", conclui.

A diferença entre as taxas cobradas para pleitos de registro de novos ingredientes ativos também pesa. “Nos EUA, as taxas são muito maiores que as do Brasil”, conta.

"Essa comissão pode nos trazer muitas luzes, e nosso desejo é buscar fortalecimento das estruturas adequadas para que se possa cumprir com o papel estabelecido pela Constituição", concluiu Letícia, destacando a necessidade de priorização da análise de pleitos que cumpram com determinados requisitos de interesse para a agricultura nacional, associada ao estabelecimento de mecanismos públicos de controle.

O representante do Fórum Nacional de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos, Vinícius Freitas - que também é dirigente do SINPAF - apresentou a estrutura e funcionamento do grupo de trabalho, do qual participam organizações governamentais e não-governamentais, sindicatos, universidades e o Ministério Público.

Para ele, entre os aspectos mais preocupantes relativos aos agrotóxicos estão a manutenção, no Brasil, do uso de substâncias proibidas em vários países, o impacto da expansão dos transgênicos sobre o uso de agrotóxicos – no Brasil, 80% das liberações de transgênicos estão associadas ao uso de herbicidas – e a velocidade crescente na liberação dos Organismos Geneticamente Modificados. “Estas questões exigem ação imediata”, avalia.

Na avaliação de Vinícius, não existe consumo seguro de agrotóxicos em um universo que abrange 5,2 milhões de estabelecimentos agropecuários, ou 36,75% do território nacional.

Para ele, a agroecologia se configura como alternativa viável de segurança alimentar e justiça ambiental em oposição ao modelo que utiliza agrotóxicos. “A gente sabe que quem produz alimentos é a agricultura familiar, cuja potencialidade é produzir num país diverso em espécies, animais e plantas, como o nosso. Precisamos promover a vida, as relações sociais no campo, fortalecer circuitos curtos de comercialização como solução para a fome - inclusive para a fome no campo”. O dirigente acredita ser preciso investir, por exemplo, na reformulação dos cursos de agronomia e no resgate da assistência técnica pública. Assim como foi desenvolvido, por parte do Estado, um modelo baseado na dependência de pacotes tecnológicos, por que não mudar o aporte para a agroecologia?”, questiona.

Como propostas do Fórum para o Parlamento, estão a revisão e melhoria das leis no que tange à propaganda e publicidade de agrotóxicos, pulverização aérea, incentivos fiscais e transição agroecológica.

Apoio do Parlamento

Os deputados presentes ao debate se mostraram surpresos com as informações apresentadas. "Sabemos que o agronegócio muitas vezes se coloca como vítima, quando na verdade quer manter esse cenário que vocês expuseram para continuar lucrando em prejuízo da saúde humana. Essa comissão vai ter de rever estruturas de alguns órgãos, como a Anvisa", defendeu o deputado Amauri Teixeira (PT-BA).

Para Nazareno Fonteles (PT-PI), os dados “precisam ser mais socializados e atualizados para aqueles que se interessam pela causa, quer pela questão da saúde, ambiental ou defesa da agricultura alimentar. Sabemos da resistência da oposição desta casa sempre que se quer fortalecer o Estado, mas vemos que na área da saúde não pega, porque a população sabe da importância”.

Na avaliação de Padre João, proponente da ausculta, o atrelamento do capital com outros poderes fragiliza a fiscalização. “Há muitos esforço para desmoralizar serviços técnicos. Agora temos desafios e não podemos recuar”.
Por Maria Mello
Do Sinpaf
Fonte: Site do MST

Trabalhadoras pedem ações para melhorar vida no campo.

BRASÍLIA - Uma comissão de representantes de trabalhadoras rurais entregou nesta quarta-feira, 13, ao Planalto uma pauta de reivindicações para melhorar a vida no campo. A lista inclui pedidos de investimentos em assentamentos rurais e projetos sociais para reduzir os problemas nas cidades que abrigam grandes obras de infraestrutura. No próximo dia 17, durante a Marcha das Margaridas, as líderes do movimento serão recebidas pela presidente Dilma Rousseff.

quarta-feira

Superintendente do INCRA participa da Assembléia do Fórum da Agricultura Familiar de Apodi.




Hoje (13), Valmir Alves – Superintendente do INCRA/RN esteve atendendo a Solicitação feita pelas várias Lideranças dos Projetos de Assentamentos da Chapada do Apodi que através de Ofício enviado via Fórum da Agricultura Familiar de Apodi solicitaram a presença do mesmo para juntos debaterem a cerca de alguns problemas pelos quais os P.A’s estão enfrentando no momento, entre eles os que merecem destaque o mal estado em que se encontram as estradas.
Valmir Alves encontra-se em apenas seu terceiro dia de Atividade no INCRA, onde sua cerimônia de posse foi realizada no Último dia 11 (Segunda). Na oportunidade Valmir fez questão de firmar que o INCRA estará sempre aberto para o Debate que se refere a melhoria da qualidade de vida do Trabalhador e da Trabalhadora Rural, se colocando a disposição dos Movimentos para Intermediar em qualquer discussão que traga melhoria para as Comunidades/Assentamentos Rurais. Valmir ainda afirmou que as áreas de Assentamentos eu inda não dispõem de Assistência Técnica no Município de Apodi ainda neste ano serão contempladas com esse importante serviço.
Por Agnaldo Fernandes      

terça-feira

Campanha dos agrotóxicos lança caderno de formação.

A Campanha Permanente contra os Agrotóxicos acaba de lançar o primeiro caderno de formação.
O caderno apresenta um material de subsídio sobre os efeitos dos agrotóxicos na agricultura, na saúde humana e no meio ambiente.
O prefácio da caderno foi escrito por Jean Pierre Leroy, assessor da Fase e membro da Rede Brasileira de Justiça Ambiental.
"Este livro quer nos colocar em movimento, nos armar para o bom combate, nos colocar em campanha não só contra este modelo agrário, mas a favor de outro desenvolvimento, minando por dentro o capitalismo que desumaniza o mundo e desnatura o planeta", avalia Leroy.

Da Página do MST.

Trabalhadoras e trabalhadores rurais denunciam os impactos dos agrotóxicos em Audiência Pública no Recife.

Acontece hoje (dia 11/07) no Recife, a Audiência Pública sobre os impactos causados pela utilização dos agrotóxicos em Pernambuco, suas consequências para a saúde da trabalhadora, do trabalhador, do meio ambiente e de quem consome. A Audiência será realizada no auditório da Procuradoria Geral de Justiça, a partir das 14h.
A ação é fruto da mobilização de diversas entidades e movimentos sociais que compõem o Comitê Pernambucano da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e em Defesa da Vida, como a Via Campesina, Cimi, Terra de Direitos, Centro Sabiá, entidades estudantis, ambientalistas, entre outras organizações.
Na ocasião, trabalhadoras e trabalhadores rurais, além das organizações e movimentos sociais apresentarão uma série de casos e denúncias sobre os efeitos devastadores da utilização desenfreada dos agrotóxicos no Estado. Também será apresentado um documento contendo relatos e depoimentos de trabalhadores assalariados sobre a aplicação dos agrotóxicos na cana-de-açúcar, os impactos da pulverização aérea dos agrovenenos nas lavouras de assentamentos, ameaçando a produção agroecológica das famílias assentadas no estado, além de outras denúncias. A Audiência Pública também será um momento para debater as saídas ao atual modelo de produção, com a luta pela Reforma Agrária e a defesa da agricultura camponesa.
Além das organizações que fazem parte da campanha permanente contra os Agrotóxicos, também participam dessa audiência o pesquisador de resíduos sólidos, Sebastião Pinheiro, o Procurador Regional do Trabalho e coordenador Nacional do Fórum de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos, Pedro Serafim; o Procurador do Ministério do Trabalho no Fórum Pernambucano de Combate aos Efeitos dos Agrotóxicos na Saúde do Trabalhador, no Meio Ambiente e na Sociedade, Dr. Leonardo Mendonça; o Secretário da Secretaria de Agricultura Familiar, Aldo Santos, parlamentares, entre outros.
Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e em Defesa da Vida
Desde 2008, o Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. De acordo com o último Censo agropecuário, realizado em 2006, cerca de 80% dos grandes proprietários rurais usam veneno em suas plantações. Só em 2009, foram mais de 1 bilhão de litros de agrotóxicos utilizados nas lavouras do Brasil. É como se cada brasileira ou brasileiro consumisse em média cinco litros de veneno por ano.
Assumida por diversas organizações, sindicatos, associações e movimentos sociais de todo o país, a campanha pretende estimular o debate sobre os danos causados ao meio ambiente e à saúde - tanto das agricultoras e agricultores, quanto de consumidoras e consumidores – causados pela utilização desenfreada dos agrovenenos. Para as organizações da Via Campesina, que integra a Campanha, as altas taxas de consumo estão relacionadas ao modelo de produção imposto no país, o agro-hidronegócio e a campanha é um esforço coletivo de combater a utilização desses agrovenenos, explicitando as contradições geradas por este modelo de produção.
Fonte: Site da CPT

segunda-feira

Assentamento Milagre mostra que O DESENVOLVIMENTO na Chapada Não precisa a Presença do Agronegócio por lá.

O DESENVOLVIMENTO que a Chapada do Apodi Merece.
Quando se fala no Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi algumas pessoas se firmam em um discurso Hipócrita, onde estes insistem em dizer que na Chapada do Apodi não há desenvolvimento é que é preciso a instalação do Agronegócio para esse “desenvolvimento” Chegar.
Ora, a Verdadeira intenção é a Instalação do Agronegócio naquela região para a Produção em larga Escala para a exportação, pois como sabemos além das Famílias tradicionais que vivem na Chapada do Apodi existe várias áreas de Assentamentos que fazem o DESENVOLVIMENTO SUSTENTAVEL acontecer.
O Projeto de Assentamento Milagres localizado a cerca de 15 KM do centro Urbano de Apodi é Referência a Nível  nacional, pois além da sua grande Produção Orgânica através da Agricultura Familiar o Assentamento é Pioneiro da questão de Saneamento Básico da Localidade.
Conheça a Chapada do Apodi e entenda por que resistir ao “Projeto da Morte” que irá desapropriar uma Área de mais 13.800 hectares.
A seguir Imagens do DESENVOLVIMENTO no P. A Milagres:

"Isso é Desenvolvimento Sustentável". 

Coentro totalmente Orgânico

Criação de Suínos

Mamão Orgânico

Produção de Mudas

Isso é DESENVOLVIMENTO.

Agricultores colhendo as Hortaliças

Apicultura


“Diga Não ao “Projeto da Morte”/Irrigação da Chapada do Apodi, E Sim a Agricultura Familiar Potiguar”

Por Agnaldo Fernandes

Entrevista: "As garras das transnacionais sobre o sistema alimentar são a causa profunda da crise" .

Pesquisadora aponta fatores comuns entre a crise alimentar de 2007 e a atual

No início deste mês a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) divulgou relatório que aponta a permanência da alta dos preços dos alimentos no mundo até 2012.O documento citou o aumento da demanda da carne e fatores climáticos como algumas das causas dessa instabilidade dos preços. A pesquisadora Silvia Ribeiro, do grupo ETC, considera que esses elementos interferem sim na crise alimentar, mas que há um modelo de concentração corporativa no setor alimentício que é a raiz do problema.
Ainda de acordo com a FAO, os preços internacionais dos alimentos subiram no início do ano até alcançarem os índices da última crise, em 2007-2008. Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Silvia Ribeiro nos ajuda a entender os elementos estruturais que perpassam as duas crises.
Fonte: Site da CPT NE.

sábado

Cenas da luta de classes na administração do Estado

Imagem retirada da Internet.

O país precisa urgente de um mutirão de debates sobre a necessidade de um projeto de desenvolvimento para o país

Nos últimos dias assistimos a vários episódios que revelam como se desenvolve a luta de classes em torno do controle dos recursos públicos e da forma de administrar o Estado brasileiro. A análise desses fatos mostra claramente que é preciso mudar a estrutura do atual modelo. Vamos aos fatos.
BNDES e o grupo Pão de açúcar
Os jornais da burguesia, até pelos interesses de frações de classe que cada um deles representa, escancararam a vergonhosa operação em que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) - empresa pública federal - esteve envolvido, no financiamento por meio de transferência de recursos públicos para que se resolvessem as batalhas internas da burguesia, entre três setores. De um lado o maior grupo brasileiro da burguesia comercial, do empresário Abílio Diniz, que opera a rede de supermercados Pão de Açúcar e, de outro lado, dois grupos do capital francês, disputando entre si quem seria o privilegiado de abocanhar e repartir a taxa de lucro que os Diniz conseguem com o oligopólio do comércio varejista no território brasileiro. Do capital francês, o grupo Casino – recomenda-se colocar o acento no final, assim: casinô, para não confundir com a jogatina, mas que na prática é quase a mesma coisa - e o conhecido grupo Carrefour.
Até hoje ninguém sabe ao certo qual dos dois grupos franceses vai ser sócio privilegiado da taxa de lucro brasileira, pois de qualquer maneira o Casino já possui parte das ações do grupo Diniz. E o mais provável é que a novela inter-burguesa termine com os três sócios do mesmo butim. Mas a gravidade não está aqui. A gravidade é que o BNDES, com recursos públicos, originários do tesouro, está financiando esta verdadeira jogatina inter-burguesa.
Esperamos que o governo federal intervenha, para evitar que ocorra essa malandragem. Por muito menor valor outros administradores públicos caíram!
Corrupção nos Transportes
Todos sabemos (até as pedras sabem!) que no Brasil as obras públicas financiadas com dinheiro público, no governo federal e na maioria dos governos estaduais, pagam pedágio aos políticos corruptos. Isso pode aparecer no superfaturamento, no financiamento das campanhas e outros subterfúgios que só Deus sabe. Mas que existem, existem. Frequentemente são denunciados, quando uma das partes, na hora de dividir o butim, se sente prejudicada. Agora, os refletores se voltam para cenas no Ministério dos Transportes: a denúncia de um esquema baseado na cobrança de propinas de 4% das empreiteiras e de 5% das empresas de consultoria que elaboram os projetos de obras em rodovias e ferrovias. O governo agiu rápido. Trocou alguns jogadores mais fracos, mas o time continua o mesmo. A sociedade brasileira está cansada disso.
Falta de recursos para a saúde
Não precisa ir aos rincões do país para assistir cenas de tristes episódios vivenciados pelo povo brasileiro, devido à falta de atendimento público na área da saúde. Basta ir a qualquer hospital da periferia das grandes cidades: enormes filas, desatenção, descomprometimento, e o povo largado à sua própria sorte. Uma vergonha! Claro que os recursos sempre serão limitados. Mas saúde e educação devem ser prioridade absoluta em qualquer sociedade.
A classe dominante brasileira, irresponsável, tirou o único imposto justo desse país que era a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que ajudava a aumentar as verbas para saúde. A classe média, egoísta, se protege nos convênios particulares. Há hoje no Brasil mais de 50 milhões de brasileiros que pagam convênios particulares para fugir das filas do Sistema Único de Saúde (SUS). E, mesmo assim, são espoliados, com taxas absurdas. As administradoras de convênios exploram duas vezes: de um lado, os consumidores de classe média, que pagam taxas absurdas; de outro, os profissionais de saúde que prestam atendimento, que recebem abaixo do valor justo.
Projeto de desenvolvimento
Esses três fatos demonstram as disputas da luta de classes na administração dos recursos públicos e do Estado brasileiro. Revelam também que a aliança eleitoral do PT-PCdoB-PSB com o PMDB-PTB-PDT-PP-PR , pode dar votos suficientes para eleger a presidenta da República, mas não consegue ser uma aliança político-social, de classes, para sustentar um projeto de desenvolvimento nacional sério. Isso porque a maioria dos políticos dos partidos burgueses não passam de lúmpen-burgueses, que apenas querem cargos públicos para se locupletarem e aumentarem seus patrimônios pessoais.
O país precisa urgente de um mutirão de debates sobre a necessidade de um projeto de desenvolvimento para o país, que atenda às necessidades do povo, e não apenas aos interesses de partidos e seus políticos. E o primeiro passo é as forças populares, sindicais, sociais, tomarem a iniciativa. Por isso são muito importantes as iniciativas como a jornada de mobilização da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em julho, e as demais mobilizações da classe trabalhadora organizada previstas para o período. Precisamos nos juntar – unidade em torno da classe trabalhadora – para gerar as energias e movimentar a construção de um projeto popular para o Brasil.
Matéria enviada por Valdivan Almeida - CONSULTA POPULAR/MST.

Presidente do Sindicato de Apodi visita a comunidade de Bamburral e faz mobilização acerca do movimento que discute o projeto de Irrigação da Chapada de Apodi

Foto:Agnaldo Fernandes

Foto:Agnaldo Fernandes

No fim da tarde de ontem, na assembleia da comunidade de Bamburral, o agricultor Edilson Neto, que é presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi, esteve fazendo articulação junto aos agricultores da comunidade, para que estes estejam participando de um movimento liderado pelo STTR, que acontecera no dia 25 de julho, dia do agricultor. Esse evento fara uma mobilização em busca da sensibilização dos políticos para que não seja implantado o atual modelo do projeto de Irrigação da Chapada, que desapropriara varias famílias daquela região.

“Sempre lutamos por reforma agraria na chapada do Apodi, e essa discussão tem levado anos e anos, sendo que dificilmente conseguimos um pedaço de terra para o pequeno agricultor, mas por incrível que pareça em uma canetada só, será desapropriado mais de 100 mil hectares para o agronegócio, que vai de encontro à produção familiar que existe naquela região” afirmou Edilson Neto.


O presidente do Sindicato deixou bem claro que o movimento não está contra a ida da água da Barragem de Santa Cruz a Chapada do Apodi, ele afirmou que o movimento está contra o modelo que será implantado, que desapropriará varias famílias, que implantará no solo da chapada a produção escalonada do agronegócio.


A mobilização dos agricultores acontecerá na manhã do dia 25 de julho.
Fonte: Marmota Apodiense 

quinta-feira

O DESENVOLVIMENTO que a Chapada do Apodi Merece.


Algumas pseudopessoas tem se apoiado no Discurso que O Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi trará DESENVOLVIMENTO para o município de Apodi, surge então as Perguntas:

1ª - Que tipo de Desenvolvimento estas pessoas está se referindo? Será que é Aquele de Desenvolvimento mascarado prometido pelos Grandes Burgueses do nosso país que Estão no mais alto patamar da Pirâmide Social do Nosso país?

2ª - Ou é um tipo Desenvolvimento que realmente traga Benefícios na Área Econômica e Social comprometido com o Meio Ambiente e as Culturas dos povos que ali residem?

Está mais do que claro que o Desenvolvimento que é ditado pelos ideais Neo Liberais está a serviço da concentração de renda, o que aumenta cada vez mais as Desigualdades Sociais e divide a Sociedade em DOMINANTES e DOMINADOS. Como sabemos que está na mais Alta Classe Social (DOMINANTES) está pouco preocupado com os males assolam a Baixa Classe Social (DOMINADOS).
Dizer sim ao Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi é afirmar a hegemonia do agronegócio em nosso município e decretar a falência da Agricultura Familiar/Camponesa e barrar DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL que já existe em várias áreas de Assentamentos que ali existem.
Portanto, é preciso que ficamos bem atento com essa “História de Desenvolvimento ” que está sendo prometida por aí, pois a Única VERDADE que se sabe é que em toda a história do Nosso Brasil não ouve sequer um Grande Projeto destinado a quem é pequeno(Valor total do Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi 280 milhões de Reais); Basta ver os exemplos do Vale do Assú, O “Famoso” Projeto da MAISA, Baixo Jaguaribe dentre uma infinidade de Projetos que serviram para a concentração de renda e destruição por onde passaram.
O Modelo de Desenvolvimento que se quer para Chapada do Apodi já está em Curso(Só não ver quem não quer enxergar), pois várias Famílias que ali Moram colocam o estado do RN como o Segundo maior produtor de Mel do País, dando exemplo de conservação Caatinga fazendo o Manejo adequado deste Bioma.
Confira nas Imagens a Seguir o que se ver em uma breve Visita em um Quintal de uma Família Assentada na Chapada do Apodi:    

Agricultor mostra o fruto do Cajueiro

Caju Orgânico

Isaías e sua Esposa Cuidando do Quintal

Hortaliças Orgânicas

Plantação de Pimnetas de Cheiro.

Plantação de Mamão

Quintal Cheio de Riqueza e DESENVOLVIMENTO.

Plantação de Bananeiras.
Esse é o Desenvolvimento que a Chapada do Apodi Merece.
"FORA DNOCS E PELA VIDA EM APODI"  


Por Agnaldo Fernandes

quarta-feira

Sindicatos e movimentos realizam Dia Nacional de Mobilização

Dia 6 de Julho, nesta quarta-feira, os trabalhadores de todo o País já tem compromisso agendado.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimentos sociais, entre os quais o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Marcha Mundial de Mulheres, Via Campesina e Central de Movimentos Populares,  realizam o Dia Nacional de Mobilização da CUT.
Cutistas de todas as categorias, urbanos e rurais, paralisarão atividades, atrasarão a entrada em seus locais de trabalho, promoverão panfletagens e passeatas para defender um novo modelo de desenvolvimento em que todos conquistem ganhos reais com o crescimento brasileiro.
As mobilizações do dia 6 de julho têm como objetivo pressionar os patrões e o governo federal, os governos estaduais, as prefeituras, os deputados e os senadores para que eles atendam as reivindicações e promovam as mudanças.

"Lutas demonstram que modelo não corresponde às necessidades dos trabalhadores", afirma Jaime Amorim

 Por Luiz Felipe Albuquerque
Da Página do MST

 

Os trabalhadores assentados e acampados organizados no MST participam das lutas do Dia Nacional de Mobilização em Defesa da Classe Trabalhadora, marcado para quarta-fera (6/7), a partir de proposta da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Trabalhador assassinado em Cachoeira do IPA– Sertão de Pernambuco.

O trabalhador rural acampado José Luiz da Silva foi assassinato neste último sábado, 2 de julho, às 8h da manhã, no acampamento da fazenda conhecida como Cachoeira do IPA, onde residia com sua família, localizado no município de Sertania, sertão pernambucano.

O trabalhador era casado e pai de três filhos. A fazenda pertence ao Governo do Estado e é administrada pelo IPA, Instituto de Pesquisa Agropecuária. A área de 700 hectares é preservada pelas famílias acampadas, onde eles desenvolvem produção agroecológica e criam caprinos.
As famílias acampadas atribuem o crime a pessoas de fora do acampamento que, de forma ilegal, desmatam o local. A área também passou a ser utilizada de forma ilegal para a caça e pesca. Em assembleia as famílias decidiram dialogar com os depredadores com o objetivo de proibir a extração de madeira e a caça. O trabalhador José Luiz da Silva era um dos que mais fiscalizavam a área e denunciava os fatos.
O trabalhador já havia sofrido ameaças no dia 14 de junho, sendo registrada em Boletim de Ocorrência  no dia 15 de junho na delegacia de Sertania. A ameaça se deu quando um homem não identificado apareceu na casa do acampado e, na ocasião, deixou avisado à vizinha de seu Luiz de que iria matar o trabalhador.  Como forma de prevenção, seu Luiz além de fazer a queixa na delegacia, saiu do acampamento onde vivia, mas no dia 28 de julho, não acreditando na concretização da ameaça, voltou ao acampamento, e o assassinato acabou se concretizando, quando dois homens em uma moto dispararam contra Luiz, quando este estava na frente de sua casa. A família e os agricultores que vivem no acampamento registraram um boletim de ocorrência (BO) na delegacia de Sertania ainda no sábado à noite. Após o assassinato e o registro do B.O. na delegacia, a comunidade, formada por 13 famílias, vem sofrendo com a iminência de mais episódios de violência. A trabalhadora rural que testemunhou a ameaça de morte, já foi procurada em sua casa por homens desconhecidos em motos e em carros, durante o sábado e o domingo, dias 2 e 3.
As famílias que vivem no acampamento reivindicam, há mais de 10 anos, a regularização da área que pertence ao Governo do Estado. Várias reuniões foram realizadas com a presença do governo do Estado e do INCRA. O Incra já chegou a realizar um laudo técnico inicial, mas as negociações estão paralisadas há mais de três anos. Para Denis Venceslau, da CPT Pajeú, por causa da inoperância do governo do estado e do Incra em agilizar o processo, as famílias não podem exercer seu pleno direito de acesso a terra e estão vivendo em situação de violência iminente.
Maiores informações:
Denis Venceslau (CPT Pajeú): (87) 9964-3438
Fonte: Site da CPT NE 

segunda-feira

Agricultura Familiar de Apodi terá participação Na Abertura da X-SEAGRA

O Presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Trabalhadoras Rurais de Apodi, Edilson Neto, estará participando hoje (04) da Mesa de Abertura da X-SEAGRA. A Mesa terá como tema: “Código florestal com o avanço dos agrotóxicos.” Para Edilson “É muito importante esses momentos que a Universidade tem proporcionado, ou seja, parado para escutar os Movimentos Sociais e a Agricultura Familiar. Essa parceria de academia e Meio rural todos ganham".   
Debatedores da Noite de Hoje - Sengunda Feira:
Procópio( ASA)
Edilson(STTR)
Junior (CPT)
Local: Auditório do Prédio Administrativo da UFERSA.
Por Agnaldo Fernandes

GVAA REALIZA X-SEMANA DE AGRICULTURA ALTERNATIVA.


GRADE DO EVENTO
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Por Agnaldo Fernandes