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Agricultores acampados reclamam que não há calendário para reassentamentos e indenizações
A Barragem de Oiticica tem valor global de R$ 311 milhões, dos quais R$ 292 milhões provenientes de recursos federais e R$ 19 milhões do Governo do RN. De acordo com o levantamento de dados sociais do consórcio, dos 763 imóveis existentes na área, 725 já estariam com o cadastro físico finalizado em novembro, inclusive de quase 250 imóveis em Barra de Santana. No entanto, os moradores afirmam que não há o entendimento sobre qual será o valor pago, a data para o pagamento e para acomodação das famílias em novas residências.
De acordo com José Procóprio, membro da Coordenadoria de Defesa dos Atingidos pela Barragem de Oiticica e do Serviço de Apoio aos Projetos Alternativos Comunitários, todos os moradores são favoráveis à obra e entendem a importância do projeto para a região Seridó. Contudo, ele afirma que a preocupação do grupo é com o atendimento aos que serão atingidos. “O problema é que a obra física tem prazo de 720 dias e está em ritmo avançado, indo bem, mas o Governo do Estado não teve a mesma preocupação com as ações humanas. Não há um calendário para os reassentamentos e indenizações”, disse Procópio.
Os agricultores que estão na região farão ‘vigília’ na obra para a barragem até que a governadora discuta com o grupo. Houve, inclusive, o pedido para que o Arcebispo Dom Jaime intercedesse para que a chefe do Executivo fosse até a cidade e conversasse com o grupo, mas ainda não há a confirmação quanto à presença de Rosalba na região.
Concluída, a Barragem de Oiticica beneficiará diretamente meio milhão de potiguares de 17 municípios das regiões Central, Seridó e Vale do Açu. A obra está em curso sobre o rio Piranhas-Açu, entre os municípios de Caicó e Jucurutu.
Fonte: Site do Tribuna do Norte.
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