quarta-feira

Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi é pautado na 2ª Conferencia Nacional de Juventude.

2ª Conferencia Nacional de Juventude Aprova Moção de Repúdio Contra Uso De Agrotóxicos e Em Defesa da Vida Com Emenda Sobre o Projeto do Perímetro Irrigado de Apodi.
A 2ª Conferencia Nacional de Politicas Publicas de Juventude aprovou por unanimidade Moção de Repúdio Contra o Uso de Agrotóxicos e em Defesa da Vida. Por iniciativa da delegação do Rio Grande do Norte na Conferência foi aceita uma emenda que inclui O Projeto do Perímetro Irrigado da Chapada do Apodi, encampado pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS), como uns dos pilares do Agronegócio e do fortalecimento de injeção de veneno na mesa dos Brasileiros.
A Moção foi apresentada pelo movimento sindical, movimentos sociais e camponeses representados por suas juventudes na conferência e teve a proposta de emenda apresenta pela delegação Potiguar. Wberlhane mobilizadora Social que é natural de Upanema  esteve representando o Território do Sertão do Apodi na Conferência e integra a Comissão Estadual de Jovens da FETARN (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte).
Máteria Enviada por: Wberlhane - Mobilizadora Social
Fonte: Upanema News

terça-feira

Gabinete Pessoal da Presidente da República confirma recebimento de Cartas de Agricultoras Apodienses.

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Na manhã de Hoje (13) a Coordenadora da Comissão de Mulheres do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi/RN, Francisca Antonia de Lima Carvalho, recebeu o Ofício 671/2011 assinado pela Diretora de Gestão Interna, a Senhora Elisa Smaneoto, que Coordena o Gabinete-Adjunto de Gestão e Atendimento confirmando o recebimento da Correspondência enviada a Presidente da República Dilma Rousseff. 

Por: Agnaldo Fernandes

segunda-feira

Lideranças do FOCAMPO conversam com o Arcebispo de Natal sobre Perímetro Irrigado na Chapada do Apodi

Na manhã desta segunda-feira (12), integrantes do Fórum do Campo Potiguar (FOCAMPO) estiveram reunidos com o Arcebispo de Natal Dom Matias Patrício na FETARN. O Arcebispo disse que está solidário às famílias atingidas e que permancerá do lado dos pequenos agriculores da região. Na semana passada, os bispos do Rio Grande do Norte divulgaram uma carta se posicionando contra o projeto de agricultura apresentado para a região.

Mais de 40 lideranças estiveram reunidas debatendo os próximos passos do movimento contra o modelo de projeto apresentando pelo DCNOCS para a Chapada de Apodi. Também foi definido a pauta da conversa do FOCAMPO com a governadora, adiada para quinta-feira. Serão cobradas explicações acerca da responsabilidade do executivo estadual no projeto.
Ainda este mês, a frente do FOCAMPO contra o projeto terá audiência com o Governo Federal para dialogar sobre o projeto e apresentar uma proposta alternativa, o Projeto Padre Pedro Neefs.
Fonte: http://jornaldegilberto.wordpress.com

Uso dos Agrotóxicos é denunciado pelo Fantástico.

O pimentão, o pepino e o morango são os vilões do momento. Na lista divulgada esta semana pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária os três aparecem como os campeões em contaminação por agrotóxicos. Mas você aí em casa sabe exatamente o que são os agrotóxicos?
Clique aqui e veja o Vídeo: Pimentão, morango e pepino são campeões em contaminação
A especialista em vigilância sanitária em alimentos Hilda Barros explica: “São substancias químicas que, na realidade, têm o papel de não deixar que o alimento seja consumido por insetos, pelas pestes da agricultura. Essa é a função dos agrotóxicos”.

A análise feita em 25 estados e no Distrito Federal revelou que vários legumes, frutas e verduras comuns na mesa do brasileiro também estão com níveis elevados de agrotóxicos.

“Pode causar câncer. Afeta ao fígado, afeta a hipófise, hipotálamo, todas as glândulas sexuais. A população deve não se preocupar, mas se cuidar mais”, diz Hilda Barros.

Além do pimentão, do morango e do pepino, também estão no ranking o alface, a cenoura, o abacaxi, a beterraba, a couve, o mamão e o tomate. Mas o estudo também trouxe boas notícias. Os níveis de contaminação da batata caíram para zero.

Um dos dados mais alarmantes dessa pesquisa é que quase um quarto das amostras continha agrotóxicos proibidos ou sem regulamentação no Brasil. “É um sinal de alarme, de alerta, que as autoridades devem investigar”, afirma Hilda Barros.

Esse resultado deixou muita gente preocupada. Uma senhora quer saber se deve parar de comer pimentão. Hilda responde: “Parar de comer eu não diria. Se for somente como tempero eu não vejo impedimento”. Ou seja: pimentão, só em pequenas quantidades. 
Fonte: Site do Fantástico

NOTA DO BLOG:
*Enquato isso o DNOCS com sua velha especialidade de Irrigar para grandes Empresas/Multinacionais, tenta a todo custo implantar o Agronégocio na Chapada do Apodi, a Chapa.da que por sua vez possuí uma vasta experiência no que se fere a produção Agroecologica baseado em sistema familiar de Produção. Aceitaremos esta "vergonha"?
Vamos nós todos juntos por um projeto alternativo que respeite as práticas existentes e valorize a Agricultura Familiar de Apodi que é referência Nacional.
Por: Agnaldo Fernandes

sábado

Pimentão, morango e pepino lideram lista de contaminação por agrotóxicos.

Da Página da Anvisa

O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico, durante o ano de 2010. É o que apontam dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa),  divulgados nesta quarta-feira (7/12). Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas pelo Programa apresentaram problemas.

No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 63% e 58%, respectivamente. Os dois problemas detectados na análise das amostras foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.

A alface e a cenoura também apresentaram elevados índices de contaminação por agrotóxicos. Em 55% das amostras de alface foram encontradas irregularidades. Já na cenoura, o índice foi de 50%.

Na beterraba, no abacaxi, na couve e no mamão foram verificadas irregularidades em cerca de 30% das amostras analisadas. “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.

Por outro lado, a batata obteve resultados satisfatórios em 100% das amostras analisadas. Em 2002, primeiro ano de monitoramento do programa, 22,2% das amostras de batata coletadas apresentavam irregularidades.

Balanço

No balanço geral, das 2.488 amostras coletadas pelo Para, 28% estavam insatisfatórias. Deste total, em 24, 3% dos casos, os problemas estavam relacionados à constatação de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada.

Já em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados.  “Esses resíduos indicam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, evidencia Álvares.

Nos 1,9% restantes, as duas irregularidades foram encontradas simultaneamente na mesma amostra.

Para

Em 2010, o programa monitorou o resíduo de agrotóxicos em 18 culturas: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate. As amostras foram coletadas em 25 estados do país e no Distrito Federal. Apenas São Paulo não participou do Programa em 2010.

“Essas culturas são escolhidas de acordo com a importância do alimento na cesta básica dos brasileiros, no perfil de uso de agrotóxicos para aquela cultura e na distribuição da lavoura pelo território nacional”, explica Álvares. Depois, as amostras foram encaminhadas para análise nos seguintes laboratórios: Instituto Octávio Magalhães, Laboratório Central do Paraná, Laboratório Central do Rio Grande do Sul e Laboratório Central de Goiás.
A metodologia analítica empregada pelos laboratórios é a multiresíduos, capaz de identificar a presença de até 167 diferentes agrotóxicos em cada amostra analisada. “Trata-se de uma tecnologia de ponta e é utilizada por países como Alemanha, Austrália, Canadá, EstadosUnidos e Holanda para monitorar resíduos de agrotóxicos em alimentos”, diz o diretor da Anvisa.
Cuidados

Para reduzir o consumo de agrotóxico em alimentos, o consumidor deve optar por produtos com origem identificada. Essa identificação aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com adoção de boas práticas agrícolas.

É importante, ainda, que a população escolha alimentos da época ou produzidos por métodos de produção integrada (que a princípio recebem carga menor de agrotóxicos). Alimentos orgânicos também são uma boa opção, pois não utilizam produtos químicos para serem produzidos.

Os procedimentos de lavagem e retirada de cascas e folhas externas de verduras ajudam na redução dos resíduos de agrotóxicos presentes apenas nas superfícies dos alimentos. “Os supermercados também tem um papel fundamental nesse processo, no sentido de rastrear, identificar e só comprar produtos de fornecedores que efetivamente adotem boas práticas agrícolas na produção de alimentos”, afirma Álvares.

Em 2010, apenas 2,1% das amostras analisadas pelo Para não tiveram qualquer rastreabilidade. Na maioria dos casos (61,2%), foi possível rastrear o alimento até o distribuidor.

Confira a íntegra dos resultados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de 2010.

Deputado Padre João denuncia: mais agrotóxico é mais câncer

 
Da Agência Câmara
 
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta quarta-feira relatório da subcomissão que analisou as consequências do uso de defensivos químicos para a saúde humana e o ambiente. O relatório será transformado em projetos de lei e em recomendações para os órgãos de governo.
Resultado de seis meses de trabalho, o parecer do deputado Padre João (PT-MG) aponta a correlação entre o aumento da incidência de câncer e o uso desses produtos na agricultura. A cidade mineira de Unaí está entre os exemplos. Com presença marcante do agronegócio, o município registra 1.260 novos casos da doença por ano a cada 100 mil habitantes. A incidência mundial média é de 600 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.
Contaminação
O texto aprovado menciona também estudo realizado na cidade de Lucas do Rio Verde (MT) que constatou a presença desses compostos no leite de 100% das nutrizes (mulheres que estão amamentando) analisadas. “Além das proteínas, vitaminas e anticorpos, a amamentação dos recém-nascidos de Lucas do Rio Verde também fornece agrotóxicos”, afirma Padre João.
Na pesquisa também foram observadas, segundo o relatório, malformações em 33% dos anfíbios de um curso d’água da região e de 26% em outro. No grupo de controle, o índice teria ficado em 6% de casos.
Propostas
Como forma de reduzir o que chama de “crescente envenenamento dos campos”, o relator apresentou proposta para reduzir de forma gradativa os benefícios fiscais e tributários concedidos aos agrotóxicos. Segundo o texto, hoje o produto conta com redução de até 60% do ICMS e isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/Pasep e Cofins.
Sugere-se ainda a adoção de incentivos – como mecanismos tributários e linhas de crédito e financiamento público – à produção agroecológica. “Há exemplos de que no longo prazo esse tipo de agricultura é viável”, sustenta o relator.
Recolhimento de embalagens
Padre João explicou que há problemas sérios relacionados a registro, comercialização e rotulagem dos agrotóxicos no País.
Apesar de exigido por lei (9.974/00), o recolhimento e a destinação adequada das embalagens de agrotóxicos também seriam falhos, de acordo com a subcomissão. O relator destacou que existem também irregularidades no recolhimento obrigatório de embalagens vazias desses produtos. Os deputados da comissão constataram que no Amapá, por exemplo, não existe sequer sistema de recolhimento. "As pessoas acham que estão se alimentando bem porque na mesa tem verdura, legumes, frutas, mas todos têm certo percentual de agrotóxico e alguns com percentual além do tolerável, além do permitido. Em algumas culturas, os resíduos são de agrotóxicos proibidos para aquela cultura."
Segundo a Anvisa, o pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com maior número de amostras contaminadas por agrotóxico em 2010.
Controle rigoroso
A subcomissão constatou ainda que não há segurança no controle da comercialização dos agrotóxicos, porque as informações do receituário agroeconômico, previsto em lei, simplesmente não chegam até os órgãos do governo. Com isso, nem estados nem União possuem dados concretos sobre o mercado dos agrotóxicos no Brasil.
O relatório aprovado recomenda que o controle e a fiscalização do setor sejam mais duros. O texto aponta também a necessidade de mais técnicos e fiscais, que hoje não chegam a 100 para cuidar de todo o território nacional.
Padre João também propõe que a receita, hoje em duas vias, seja emitida com cinco cópias – uma para o agricultor, uma para o comerciante, e as três outras para os órgãos de fiscalização do governo.
Há ainda uma sugestão para que se adote para os agrotóxicos um sistema de controle semelhante ao existente para os remédios controlados.
Consumo de agrotóxicos
O relator lembrou que atualmente o Brasil ocupa a primeira posição no volume consumido de substâncias agrotóxicas em todo o mundo. “Sendo a nossa agricultura fortemente embasada no uso de substâncias químicas para o controle de pragas e doenças vegetais e de ervas invasoras, quanto maior a produção e a área plantada, maior vem sendo o volume de agroquímicos utilizados. Mas o fato a ser destacado é que no Brasil, o aumento do consumo é superior ao aumento da produção agrícola, ampliando ainda mais a preocupação quanto ao tema.”
Padre João ressaltou ainda em seu relatório que paralelamente ao aumento no consumo, o Programa de Avaliação de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem constatado a presença de resíduos de agrotóxicos em alimentos acima dos limites máximos recomendados e a presença de produtos não permitidos para determinados alimentos. “Afora isso, nas fiscalizações junto às empresas produtoras se observam recorrentemente algumas irregularidades. Os desvios são certamente sentidos pelo solo, pela água, pelo ar e nas condições de saúde dos seres humanos”, acrescentou.
Fonte: Site do MST