sexta-feira

Monsanto é denunciada na Argentina por tráfico de pessoas e trabalho escravo.



A Administração Federação de Receitas Públicas (AFIP, da sigla em espanhol) da Argentina denunciou a Monsanto por tráfico de pessoas e exploração de 65 trabalhadores em condições degradantes com base em uma fiscalização realizada no final do ano passado. A informação é do jornal argentino Página 12, que publicou reportagem sobre o assunto na edição desta terça-feira, 17 (leia o texto em espanhol).  O flagrante aconteceu em um dos campos da Rural Power, empresa contratada pela Monsanto, que também acabou sendo denunciada.
De acordo com a publicação, os camponeses contratados para trabalhar na lavoura de milho foram levados para uma área a 200 km de Buenos Aires, e, então, enganados, endividados e impedidos de deixar o local. À fiscalização, eles disseram, ainda segundo o jornal, cumprir jornadas de até 14 horas seguidas no processo de desfloração do milho.
Na produção de sementes transgênicas, trabalhadores rurais têm que separar manualmente as flores de algumas das espigas para tentar controlar o processo de reprodução e as características desejadas na nova safra. Na Argentina, as denúncias de violações trabalhistas no cultivo de milho transgênico têm sido constantes.
Procurados pela Página 12, os representantes da empresa no país afirmaram que realmente o campo foi inspecionado, mas que a e multinacional não foi informada sobre a denúncia. Eles ressaltaram que a Monsanto mantém “os padrões mais altos para os trabalhadores” e forte preocupação em relação a “direitos humanos”, e que a Rural Power também se adéqua às normas da companhia e à lei argentina.

quinta-feira

Governo não executa 62% orçamento e prejudica famílias de agricultores

Má gestão dos recursos comprometeu a aquisição de terras, assistência técnica, educação no campo e demais projetos da reforma agrária.
(5’33” / 1.27 Mb) - Dos R$ 5,2 bilhões autorizados pelo Congresso Nacional, em 2011, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) liquidou apenas R$ 1,9 bilhão para a consolidação da reforma agrária. Foi o que apontou o estudo divulgado pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).
A má gestão dos recursos prejudicou as famílias acampadas, assentadas e quilombolas. Tamanha ineficiência comprometeu a aquisição de terras, os programas de educação no campo, a assistência técnica e demais projetos que deveriam fortalecer a agricultura familiar.
Em entrevista à Radioagência NP, o cientista político e assessor do Inesc, Edélcio Vigna, revela qual será o destino dos R$ 3,3 bilhões que não foram gastos. Entre outras revelações, ele demonstra que os únicos programas bem executados são aqueles que destinam recursos para o funcionamento da máquina administrativa.
Radioagência NP: Edélcio, em 2011 R$ 3,3 bilhões destinados à reforma agrária deixaram de ser gastos. Esse dinheiro vai ajudar a compor o Orçamento de 2012?
Edélcio Vigna: Não, o governo empenha. Funciona assim: ele diz que tem a intenção de continuar desapropriando e empenha R$ 500 milhões, por exemplo. Mas isso não significa que ele vai cumprir. O empenho foi criado no Governo Fernando Henrique Cardoso para justificar a não-execução da reforma agrária e, também, para não cumprir o princípio da anuidade. O que sobrar vai se somar ao bolo do superávit primário para pagar os juros e serviços da dívida pública. Ou seja, vai para os banqueiros.
Radioagência NP: Na prática, como os agricultores são afetados?
EV: O governo cobra deles um modelo econômico produtivo, sem dar assistência para que ele responda à demanda da produção. Além de não efetivar um direito, o governo ainda cobra por um serviço que ele não presta, que é a Assistência Técnica e Extensão Rural. São dois programas fundamentais para a reforma agrária: o Desenvolvimento Sustentável de Territórios Rurais e o Desenvolvimento Sustentável de Projetos de Assentamento. De R$ 1 bilhão, eles executam R$ 230 milhões.
Radioagência NP: Você pode citar outros setores que ficaram comprometidos?
EV: A educação no campo, que é fundamental para os trabalhadores rurais, está com 28%. De R$ 31 milhões só foram executados R$ 8 milhões. Em relação à paz no campo, tivemos uma série de conflitos e ameaças. Tinha R$ 13 milhões e só foram gastos R$ 3 milhões. E o pior é a questão da Conservação, Manejo e Uso Sustentável da Agrobiodiversidade. Dos R$ 2 milhões disponíveis, não se gastou nada.
Radioagência NP: Existe algum programa que tenha sido bem executado?
EV: Em geral, a execução de todos os programas é muito baixa. Chega a ser irrisório, diante da indiferença e da invisibilidade com que essas populações assentadas e quilombolas são tratadas. Os únicos programas bem executados são aqueles em que a transferência é obrigatória. Por exemplo, o apoio administrativo, pagamento de pessoal, recursos para o funcionamento da máquina administrativa estão com 93% executados.
Radioagência NP: Se há tantos recursos disponíveis, por que no caso dos quilombolas parece mais difícil a desapropriação em terras tradicionais?
EV: O território quilombola é comprado, adquirido pelo governo. Nesse caso, o Incra tem que fazer o projeto de desapropriação e compra daquela área e tem que ser sancionado pela Presidência. As informações que recebemos do próprio Incra é que a Casa Civil não tem assinado esses processos. Isso porque o Judiciário começou a aceitar muitas liminares dos proprietários e muitas dessas áreas estão sendo embargadas.
De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

quarta-feira

Rede Globo: Escândalo é derrubar pés de laranja. Estupro na própria casa não.

 Por Igor Felippe Santos*


A Globo fez um escândalo sem precedente quando, em 2009, trabalhadores rurais derrubaram pés de laranjas (menos de 1% do total na área, contaminados por agrotóxicos, de acordo com ogoverno dos Estados Unidos) em protesto para denunciar que a fazenda era grilada pela Cutrale, as terras ficam no município de Borebi, na região de Iaras (SP).
Foram dias e dias de exposição por mais de uma semana, dia e noite, das imagens (sem contextualizá-las) de um trabalhador rural passando o trator sobre os pés de laranja. Esse escândalo teve como consequência a instalação de uma CPMI contra a Reforma Agrária, a paralisação da criação de assentamentos e tentativa de desmoralização do MST.
Agora suspeita-se que um integrante de um reality show, o BBB12, teria feito sexo sem consentimento com outra participante, desmaiada e sem consciência, o que configuraria estupro. Esta denúncia não vai aparecer no Jornal Nacional, no Bom Dia Brasil, no Jornal Hoje e no Jornal da Globo? As imagens, inclusive, não estão mais no arquivo da Globo…
Escândalo para a Globo é fazer um protesto contra a grilagem de uma empresa transnacional, contra a pobreza no campo e pela Reforma Agrária. Mas a suspeita de estupro dentro da suas instalações, transmitido ao vivo por suas câmeras (com consentimento da produção do programa?), não está sujeita a virar notícia.
Não dá nem para dizer que são dois pesos e duas medidas. Porque o escândalo no caso da Cutrale era a grilagem das terras, que foi omitida, assim como o episódio no BBB12. A Globo cria os escândalos que quer. E com todo o seu poder apaga aqueles que se configuram como tal que não convêm para seus interesses. Aposto que, daqui uma semana, o programa transcorrerá como se nada tivesse acontecido…
Tanto que a “história” e os “procedimentos” para a continuidade da “atração” já foram combinados entre produção e participantes, uma vez que “por volta das 19h30 desta segunda-feira, o áudio do pay-per-view do programa foi cortado e só voltou às 20h20. Às 20h, os brothers que estavam na área externa da casa tiveram que entrar imediatamente” (de acordo com o blog SRZD).
Não há democracia num país que tem uma emissora de TV que manda e desmanda, escandaliza e “des-escandaliza” (transforma verdadeiros escândalos em… nada). É hora da sociedade se movimentar e pressionar para que o governo federal jogue peso no projeto de regulamentação dos meios de comunicação. É preciso colocar amarras nesse monstro criado pela ditadura chamado Organizações Globo, que deveria escandalizar todos aqueles que defendem a democracia.

Igor Felippe Santos é jornalista, editor da Página do MST, do conselho político do jornal Brasil de Fato e do Centro de Estudos Barão de Itararé.
Fonte: Página do MST

Revista Veja defende agrotóxicos: venenos fazem bem para a saúde!

Da Campanha Brasil Ecológico,
Livre de Transgênicos e Agrotóxicos


A revista Veja da última semana publicou uma matéria buscando "esclarecer" os brasileiros sobre os alegados "mitos" que vêm sendo difundidos sobre os agrotóxicos desde a divulgação pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no início de dezembro último, dos dados do PARA – Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos referentes ao ano 2010. A revista se propõe a tranquilizar a população, certamente alarmada pelo conhecimento dos níveis de contaminação da comida que põe à mesa.



Os entrevistados são todos conhecidos defensores dos venenos agrícolas, em sua maioria professores universitários, alguns dos quais com atuação direta junto a indústrias do ramo – como é o caso do Prof. José Otávio Menten, da ESALQ/USP, em Piracicaba, que já foi diretor executivo da ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal), que reúne as empresas fabricantes de veneno (vínculos como esses não são explicitados na matéria). A única exceção entre os entrevistados é Luiz Cláudio Meireles, gerente geral de toxicologia da Anvisa, cuja fala aparece imediatamente contestada por outro especialista.



A revista começa por afirmar que chamar os venenos da agricultura de "agrotóxicos" seria uma imprecisão ultrapassada e injustamente pejorativa, alertando os leitores que “o certo” seria adotar o termo (supostamente mais técnico) "defensivos agrícolas". Não menciona que a própria legislação sobre a matéria (tanto a lei federal 7.802/89 como todas as leis estaduais) refere-se aos produtos como agrotóxicos mesmo – uma denominação de fato precisa e importante para alertar os manipuladores dessas substâncias dos ricos que apresentam.



A matéria passa então para a relativização dos resultados apresentados pelo relatório do PARA, elaborado pela Anvisa, fundamentalmente minimizando a gravidade da presença de resíduos de agrotóxicos acima dos limites permitidos. Para isso, cita especialistas alegando que os limites seriam "altíssimos", e que, portanto, quando "um pouco ultrapassados", não representariam qualquer risco para a saúde dos consumidores.

Convite a toda população apodiense, venha participar desta festa!

Convite
Vimos através deste Convidar Vossa Senhoria para participar das  Comemorações das conquistas do Ano de 2011, ou seja, da CONFRATERNIZAÇÃO do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi que estará acontecendo do dia 28 de Janeiro de 2012, a partir das 8h00min da manhã na sede do STTR.
Sua presença neste momento de festa é de suma importância para comemorarmos juntos as conquistas da Agricultura Familiar apodiense.

SERVIÇO:
O que é? CONFRATERNIZAÇÃO DO STTR DE APODI.
Quando? No dia 28 de Janeiro de 2012, a partir das 8h00min da manhã.
Aonde? Na Sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi, Rua Nonato Mota – nº 106 / Bairro Malvinas.

Programação
08h00min - Café da Manhã
09h00min - Abertura
09h20min - Boas Vindas
09h50min - Retrospectiva 2011
10h20min - Assembléia
- Prestação de Contas.
11h00min - Grande Sorteio
11h30min - Encerramento
Atenciosamente a
Direção do STTR de Apodi.

terça-feira

Reforma Agrária perde R$ 3,3 bi para banqueiros, afirma cientista político.

 Por Jorge Américo

Até o início do ano, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) havia executado apenas 37,1% do seu orçamento de 2011. Dos R$ 5,2 bilhões autorizados pelo Congresso Nacional para a promoção da reforma agrária, foram liquidados apenas R$ 1,9 bilhão.

Ao todo, o MDA deixou de executar R$ 3,3 bilhões. Segundo o cientista político e assessor do Inesc, Edélcio Vigna, apenas uma pequena parte desse valor restante será destina à reforma agrária. Ele atribui tamanha ineficiência a um instrumento chamado de “empenho”, que seriam os restos a pagar. Esse recurso é uma promessa e não a garantia de investimentos.

 “O empenho foi criado no Governo Fernando Henrique Cardoso para justificar a não-execução da reforma agrária e, também, para não cumprir o princípio da anuidade. O que sobrar vai se somar ao bolo do superávit primário para pagar os juros e serviços da dívida pública. Ou seja, vai para os banqueiros.”

Edélcio lembra que pelo menos 180 mil pessoas estão acampadas à espera de um lote. Outras 800 mil famílias assentadas não contam com apoio suficiente para garantir a produtividade.

“O governo cobra deles um modelo econômico produtivo, sem dar assistência para que ele responda à demanda da produção. Além de não efetivar um direito, o governo ainda cobra por um serviço que ele não presta, que é a Assistência Técnica e Extensão Rural.”

Para esse setor específico, foram investidos apenas R$ 60 milhões dos R$ 418 milhões previstos apara 2011.
 

segunda-feira

Agrotóxicos: Estados Unidos ameaçam devolver suco da Cutrale. Você quer?

Da Página do MST 
O governo dos Estados Unidos ameaçou suspender a importação de suco de laranja produzido por grandes empresas no Brasil, no final de dezembro, depois de estudos diagnosticarem na bebida o fungicida Derosal (carbendazim) em uma carga comercializada na Flórida.
As grandes indústrias do setor são a Cutrale, Citrosuco, Citrovita (controlada pelo grupo Votorantim) e Louis Dreyfus. A ameaça de suspensão do comércio fez com que os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado disparassem na Bolsa de Nova York.
A Cutrale, sozinha, responde por 80% da produção mundial de suco de laranja concentrado (superior a um milhão de toneladas por ano) e exporta 97% da produção. Além disso, possui sete fábricas e exporta US$ 676,255 milhões.
A utilização desse agrotóxico na produção de laranjas é proibida nos Estados Unidos, mas é usado em grande escala no Brasil. Os Estados Unidos compram 15% de todo o suco brasileiro, maior produtor mundial da bebida, ou cerca de U$ 300 milhões dos US$ 2 bilhões vendidos no exterior pelo País. 


Em 2009, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) cassou a autorização para o uso desse defensivo em citros. Mesmo assim, a indústria brasileira exportava para lá a bebida com esse agrotóxico.

O presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), comandada pelo Christian Lohbauer, admitiu que os Estados Unidos podem vetar a entrada de suco de laranja do Brasil.
O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, afirmou que a indústria de suco de laranja foi "irresponsável" ao não informar os produtores sobre a proibição. "Se essa proibição ocorre desde 2009, é muita irresponsabilidade não haver um alerta ao produtor para que uma solução fosse discutida", disse.

Movimentos sociais se preparam para mobilizações em 2012.

Da Carta Maior
 

O ano mal começou e os principais movimentos sociais brasileiros já antevêem a necessidade de grandes mobilizações populares. Seja para resistir ao que consideram ameaças, seja para lutar por novas conquistas, sindicalistas, estudantes e sem-terra preparam-se para sair às ruas.

Para a Central Única dos Trabalhadores (CUT), maior central sindical do país, a primeira grande batalha será contra a votação de uma lei da terceirização com mecanismos que, na prática, estimulam aquele expediente.

O projeto do deputado-empresário Sandro Mabel (PMDB-GO) recebeu parecer favorável do relator, Roberto Santiago (PSD-SP), que é sindicalista, e é uma das prioridades do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), em 2012.

“O parecer é um grande golpe contra os direitos históricos dos trabalhadores”, afirma o secretário-geral da CUT, Quintino Severo.

Para a entidade, também prioridade luta pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. Na Câmara, já existe um projeto pronto para ser votado, e a CUT tem esperança que Maia, ex-dirigente da CUT, facilite a votação.

É bem provável, segundo a CUT, que o funcionalismo público, em especial o federal, trave grandes batalhas, que envolverão protestos, ocupações, paralisações e greves. “O fato do governo ter defendido e aprovado no Congresso a não previsão de reajuste para a categoria no Orçamento 2012 gerou um descontentamento muito grande”, justifica Severo.

O sindicalista ressalta, ainda, no centro dos embates previstos para 2012, a batalha pelo fim do fator previdenciário, que vem dificultando o acesso à aposentadoria justa para milhões de brasileiros. No campo sindical, a principal bandeira é o fim do imposto sindical que, segundo ele, atrela a luta dos trabalhadores ao estado.
Fonte: Site do MST

Transnordestina ameaça despejar famílias em Afogados da Ingazeira, sertão de PE

Mais famílias de trabalhadores rurais estão sendo ameaçadas de despejo pelas obras da Transnordestina, em Pernambuco. Em Afogados da Ingazeira, sertão do Estado, 29 famílias que vivem às margens da linha férrea, nos sítios Gangorra, Macambira e bairro Borges temem serem expulsas de suas residências para dar lugar às obras da Ferrovia.
A empresa Transnodestina Logística S/A (antiga Companhia Ferroviária do Nordeste – CFN) moveu uma ação de reintegração de posse contra as famílias que vivem no local. A Juíza da Comarca de Serra Talhada, Marília Ivo Neves, já concedeu a liminar à Empresa no último dia 14 de dezembro de 2011 e pode ser executada a qualquer momento. De acordo com a decisão, as famílias deverão ser expulsas do local e todas as casas destruídas.
Segundo um dos moradores que vivem no local, José Nerys Sobrinho, “nós temos gente que mora há vinte anos lá e hoje não sabe o que fazer. Não houve nenhuma conversa, apenas chegaram com a notificação e depois o mandato de reintegração de posse”. De acordo com José Nery, a notificação chegou às famílias no dia 18 de novembro e a liminar de reintegração, no dia 14 de dezembro: de lá até hoje nenhum órgão público procurou as famílias para conversar.
Apenas após o recebimento de notificação, que as famílias puderam se organizar e formar uma Comissão que se reuniu com o prefeito de Afogados da Ingazeira, Totonho Valadares, ainda em novembro. Na ocasião, o Prefeito sugeriu que as famílias fizessem um pedido para estender o prazo de reintegração de posse até que a prefeitura conseguisse um local para reassentar as famílias. No mesmo período, a famílias também foram ao Fórum de Serra Talhada para obter mais informações sobre o processo, mas na ocasião, todos os funcionários estavam de férias.
No momento, as famílias não tem para onde ir,  resistem e querem permanecer em suas casas. Estão vivendo em estado de tensão e medo de despejo. “Queremos saber para onde vamos”, relatou o trabalhador José Nery à Comissão Pastoral da Terra.

Outras informações:
Comissão Pastoral da Terra – Regional NE II
CPT Pajeú
Denis Venceslau
Fone: (87) 3838.1964/ (87) 9644.5857

quinta-feira

Faça o download de documentários sobre a questão agrária e o MST.

 
Estão disponíveis para download da versão original, em alta definição, uma série de filmes sobre a questão agrária. Baixe os vídeos!

O Veneno está na mesa, de Silvio Tendler
Documentário da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, realizado pelo cineasta brasileiro Silvio Tendler, sobre os perigos dos agrotóxicos para a saúde humana.

Lutar Sempre: 5º Congresso Nacional do MST, da Brigada de Audiovisual da Via Campesina
Documentário produzido pela Brigada de Audiovisual da Via Campesina, sobre o 5º Congresso Nacional do MST, ocorrido em junho de 2007 em Brasilia.

Sem Terrinha em Movimento
O documentário Sem Terrinha em Movimento, lançado em maio de 2009, foi construí­do coletivamente pelos Setores de Educação, Cultura e Comunicação do MST. Documentário é pautado por quatro pontos que se entrelaçam: infância e pobreza no Brasil; infância dentro do Movimento Sem Terra, tendo como foco a participação das crianças na luta; acúmulo do MST em relação à infância, ressaltando, principalmente, as Escolas Itinerantes e a Ciranda Infantil; e os desafios, dentro do tema, para contribuir com a construção de uma sociedade justa e igualitária.

ENFF - Uma Escola Em Construção
Video produzido pela Brigada de Audiovisual da Via Campesina - Brasil para a Campanha Fora Syngenta do Brasil. A Syngenta é uma transnacional suiça, que dentre outras atividades ilegais, mantinha um campo de testes com transgênicos dentro da faixa de amortecimento do Parque Nacional do Iguaçu, patrimônio natural da humanidade. Em uma ocupação pacífica da Via Campesina no local, pistoleiros assassinaram o dirigente do MST Valmir Mota, o Keno.

Tucuruí, a saga de um povo
Documentário mostra que os mais de 25 anos de funcionamento da barragem de Tucuruí não significaram desenvolvimento para a região. Centenas de atingidos continuam sem indenização e as famílias que moram perto da hidrelétrica não têm luz elétrica e condições dignas de vida. Enquanto isso, a indústria do alumínio, maior beneficiada com a energia gerada pela barragem, vai lucrando... Além da denúncia, este vídeo se preocupa em mostrar a luta e a esperança do povo de Tucuruí por seus direitos e por uma sociedade menos desigual.

Massacre  de Eldorado dos Carajás 10 anos depois
Documentário realizado pelo Setor de Comunicação do MST sobre o massacre de Eldorado dos Carajás, 10 anos depois da chacina, discute a impunidade, com depoimentos de sobreviventes, estudiosos. A luta dos sem-terras no Pará e as conquistas por justiça e soberania. Direção: Pepe Pereira dos Santos.

O papel do eucalipto Um filme sobre as conseqûëncias do eucalipto e da indústria do papel no Brasil.

Fonte: Site do MST

terça-feira

O Big Brother e a degradação da realidade

Não adianta fugir. A partir de hoje o Big Brother vai invadir sua casa e sua vida. Ao contrário do que se poderia imaginar, não será a curiosidade que te fará manter a atenção para dentro daquela casa. É justamente o inverso. A sua realidade será invadida por este reality show. Nos próximos dias, quando você abrir o site de sua preferência, ainda que não queira, surgirão janelas lhe informado sobre a noite de fulana com fulano embaixo do edredom. Ao ler o jornal, seu colunista preferido irá fazer uma análise sócio-psicológica de algum acontecimento no programa. No ônibus ou no Metrô, você será surpreendido às sete horas da manhã por um debate empolgado sobre a festa do cowboy, ou dos anos 60, ou do cabide, ou do bunda le le ocorrida na noite anterior que você fez questão de não assistir, mas mesmo assim, involuntariamente, estará devidamente informado, memorizando todos os nomes dos personagens deste verdadeiro show de horror.  A promessa até parece ser interessante. Observar tudo o que acontece numa casa durante 24 horas por dia. Mas o que poderia ser o deleite dos voyeurs é na verdade um culto à mediocridade. Os personagens são providos de personalidades histéricas e desinteressantes. As regras do “jogo” provocam o elenco de arrivistas a se enfrentarem em intrigas sórdidas e pequenas . O vencedor não é aquele que aposta no cooperativismo dentro da casa, mas o que elimina os seus brothers um a um, dando vazão à fantasia infantil de eliminar seus irmãos para conquistar a atenção exclusiva da mamãe. Aliás, os gritos, lágrimas e risos forçados são recursos infantilóides para prender a atenção e conquistar apoio do público. Crônicas pobres e vulgares são recitadas para narrar o dia-a-dia dos confinados, a fim de emprestar uma pseudo sofisticação à degradação crua que vemos a olhos nus. E esta degradação da realidade é a face mais sórdida deste programa.Ao estigmatizar os jovens como seres egoístas, estúpidos, fúteis e dissimulados, o programa que se autodenomina show de realidade constrói um arquétipo e forja a geração desejada pela classe dominante. Ou seja, pessoas preocupadas exclusivamente com suas ancas, tendo as paredes de uma casa como horizonte mais amplo de aspiração, abrindo mão da vocação transformadora da juventude. Até então, acreditávamos que a vida imitava a arte. Agora, uma nova “realidade”, absolutamente alienada e pronta para consumir é fabricada nos estúdios de tevê. A arte já não basta. Não cabe mais ao artista interpretar o mundo em sua obra. As fórmulas já estão todas prontas.
Fonte: Site do Correio do Brasil

Contra a criminalização

O Povo - CE
Jerônimo do Nascimento*

Há questões que dificilmente deixam de ser consenso na sociedade. Defender a transparência na utilização dos recursos púbicos bem como aprofundar o debate e aprimorar mecanismos de controle sobre repasses de verbas públicas para ONGs são pontos a serem defendidos por todos que prezam pela lisura e honestidade.

No entanto, em momentos de denúncias, é preciso sempre cautela para separar o joio do trigo e não cair nas armadilhas da injustiça. Afinal, muitas destas instituições promovem um trabalho sério na construção da cidadania e do bem-estar social.

Dentro do universo de mais de 338 mil instituições espalhadas em todo o Brasil – de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há trabalhos que merecem reconhecimento. É o caso da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA), que reúne 750 organizações da sociedade civil voltadas para o desenvolvimento de políticas de convivência com a região semiárida.

O corte nos repasses gerou preocupação. Projetos que viabilizam a construção de cisternas foram ameaçados. De 2003 para cá, mais de 300 mil cisternas beneficiaram cerca de 1,5 milhão de pessoas no semiárido. Em dezembro, a ASA organizou uma caminhada entre Juazeiro da Bahia e Petrolina, em Pernambuco, que reuniu aproximadamente 15 mil pessoas de todo o País pedindo a continuidade das ações.

Com mais de 90% de seu território encravado no semiárido, o Ceará enviou uma delegação que contou com presença de mais de 500 agricultores, além de representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Mobilizações dessa magnitude causam reações imediatas. No fim do mês passado, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) sinalizou a continuidade da parceria com a ASA.

Exemplos como este comprovam que precisamos ficar atentos para que, em situações similares, a sociedade se mobilize cobrando maior transparência, mas também reconhecendo as instituições que fazem o bom uso do dinheiro público e, por isso, não podem ser criminalizadas.
 
*Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT-CE)

Campanha contra os Agrotóxicos lança site


Da Página da Caros Amigos

Está no ar o site da Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que busca equacionar problemas urgentes provocados pela uso e manejo inadequados dos venenos químicos para lavouras.
A campanha tem apoio de várias entidades, entre elas a Comissão Pastoral da Terra (CPT), MST, Via Campesina, Movimento dos Atingidos pelas Barragens (MBA), Assembleia Popular e outras.
O site reúne reportagens, pesquisas e notícias além de trazer um documentário sobre o tema (assista abaixo). De acordo com dados publicados no site, o brasileiro consome até 5,2 litros de agrotóxico por ano.
Entre os objetivos da campanha estão o de conscientizar a sociedade sobre a ameaça que os agrotóxicos representam; criar formas de restringir o uso de venenos e incentivar mudança do atual modelo agrícola para um modelo agroecológico.

Bispo emérito de Mossoró morre aos 83 anos de idade.

Morreu por volta das 5h30 de hoje, no Hospital Wilson Rosado (Mossoró), o bispo emérito dos católicos mossoroenses, Dom José Freire de Oliveira Neto. Ele faria 84 anos no dia 9 de março próximo.

O sepultamento acontecerá amanhã, dia 11 de janeiro de 2012, às 9h, na Catedral de Santa Luzia.
Dom José sofreu uma hemorragia cerebral no dia 30 de dezembro, sendo socorrido ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Passou por cirurgia e foi removido à UTI do Hospital Wilson Rosado.

Biografia

Dom José Freire de Oliveira Neto, 5º bispo de nossa Diocese (1984-2004), nasceu em Apodi (09/03/1928).

Foi ordenado padre em Roma (22/09/1956), cursou Filosofia em São Leopoldo/RS (1950-1952), Teologia em Roma (1952-1956), Especialização também em Roma (1972-1975) e foi sagrado bispo em Roma – Capela do Pontifício Colégio Pio Brasileiro (02/06/1974).

Iniciou sua missão episcopal como bispo auxiliar de Dom Gentil Diniz Barreto (1975-1979), foi bispo Coadjutor (1979-1984) e bispo Diocesano (1984-2004).

Escolheu como lema: “Semelhante a Ele na morte.”

Foi responsável junto a Dom Albano Cavallim, pela elaboração do documento “Catequese Renovada.” São frutos de sua missão a Comissão Pastoral da Terra, o SEAPAC (Serviço de Apoio a Projetos Alternativos) e a Comissão de Justiça e Paz. Era bispo Emérito da Diocese de Mossoró desde 2004.

segunda-feira

Governo insere 52 nomes na “lista suja” do trabalho escravo.




Por Leonardo Sakamoto
Do Blog do Sakamoto

Atualizada nesta sexta (30), o cadastro de empregadores flagrados com mão-de-obra análoga à de escravo cresceu com a entrada de 52 novos registros, chegando ao número recorde de 294 nomes. Entre os que entraram na “lista suja” estão grupos sucroalcooleiros, madeireiras, empresários e até uma empreiteira envolvida na construção da usina hidrelétrica de Jirau. A relação inclui também médicos, políticos, famílias poderosas e casos de exploração de trabalho infantil e de trabalho escravo urbano. Para ver a lista atualizada, clique aqui.

A “lista suja” tem sido um dos principais instrumentos no combate a esse crime, através da pressão da opinião pública e da repressão econômica. Após a inclusão do nome do infrator, instituições federais, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste e o BNDES suspendem a contratação de financiamentos e o acesso ao crédito. Bancos privados também estão proibidos de conceder crédito rural aos relacionados na lista por determinação do Conselho Monetário Nacional. Quem é nela inserido também é submetido a restrições comerciais e outros tipo de bloqueio de negócios por parte das empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo – que representam mais de 25% do PIB brasileiro.