sexta-feira

Agricultores realizam dia de campo.



Do Blog da COOPAPI
No ultimo dia 20/08(Segunda), Núcleo de produtores da Cajucultura da região da Areia – ACOPASA realizaram dia de campo esse momento foi dando continuidade uma Formação de Cajucultura Orgânica que os mesmo já estão participando, nesse 3º momento, o instrutor Roberto Brígito, do SEBRAE, mostrou aos produtores como fazer a pratica de Composto, e Biofertilizantes para usa nas Propriedades de Produção Orgânica, essa atividade aconteceu na Propriedade do Srº, Francisco viera de Souza (Zominho), no Sítio Lagoa Amarela, e contou com a participação dos demais agricultores que estão no processo de Certificação das comunidades de Sítio Lagoa do Mato, Retiro, Córrego, Urbano, e Portal da Chapada, todos do Município de Apodi/RN.






quinta-feira

Rio Grande do Norte realiza Plenária Estadual de Economia Solidária


Acontecerá em Natal, nos dias 24 e 25 de agosto, a Plenária Estadual de Economia Solidária. O evento, que terá lugar no Centro de Treinamento João Paulo II, localizado na rua João Rodrigues Oliveira, 149, no bairro de Ponta Negra, é organizado pelo Fórum Potiguar de Economia Solidária e o Fórum Brasileiro de Economia Solidária.
Tendo como tema “Economia Solidária: o bem viver, a cooperação e a autogestão para um desenvolvimento justo e sustentável”, o encontro vai reunir entidades que trabalham nesse segmento nas diversas regiões do Rio Grande do Norte.
Estarão presentes representantes de grupos produtivos, cooperativas e sindicatos, membros de organizações governamentais e não governamentais de todo o estado que trabalham e apóiam a construção da economia solidária.
O principal objetivo do encontro é debater sobre as experiências postas em prática para, a partir dessa análise, traçar novos caminhos no fortalecimento da economia solidária, bem como ampliar articulações estratégicas com diversos segmentos e movimentos sociais, na construção de uma sociedade justa, solidária e sustentável.
Para a concretização da plenária em nível estadual foram realizadas 04 (quatro) plenárias inter-territoriais envolvendo os dez territórios da Cidadania do Rio Grande do Norte (Assú Mossoró, Sertão do Apodi, Alto Oeste, Sertão Central, Potengi, Agreste, Litoral Sul, Mato Grande, Terras dos Potiguaras, Trairi e Seridó). Destas foram delegadas 90 pessoas representantes de instituições e movimentos para participar da Plenária Estadual.
Deste evento estadual sairá um balanço do Rio Grande do Norte, que será levado à V Plenária Nacional de Economia Solidária, que acontecerá em Brasília, no período de 09 a 13 de dezembro deste ano.
Na programação do encontro teremos mesa temática com análise de conjuntura e trabalhos em grupo para debate e proposições a partir dos eixos norteadores da plenária: Orientação Política do movimento,Orientação das ações do movimento e Organicidade do movimento.

Militantes do Encontro Unitário ocupam a praça dos Três Poderes, em Brasília


encontro unitario 05
Cerca de 10 mil pessoas marcharam na manhã de hoje, 22 de agosto, do Parque da Cidade em direção ao Palácio do Planalto. Essa ação é resultado do Encontro Unitários dos Trabalhadores, Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas.


Ao chegar à Praça dos Três Poderes os militantes ocuparam a praça e construíram barracos, com o objetivo de chamar a atenção da presidenta Dilma para a lentidão da reforma agrária no país, entre outras pautas. Cerca de 15 mulheres, representantes dos vários movimentos que fazem parte desse momento de unidade das lutas do campo, foram recebidas pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ao qual foi entregue a Declaração Final do Encontro Unitário.
O documento ressalta a importância da agricultura familiar e livre de agrotóxicos para garantir uma alimentação saudável para a população brasileira, além de pautas sobre a necessidade de ações mais efetivas do governo para acabar com a violência no campo, contra trabalhadores, trabalhadoras, comunidade tradicionais e indígenas.
A declaração destaca ainda a necessidade urgente da reforma agrária como política essencial para um desenvolvimento justo, o respeito às mulheres e a superação da divisão sexual de trabalho, além da garantia da educação no campo e a democratização dos meios de comunicação.

quarta-feira

Movimentos sociais do campo realizam marcha contra o agronegócio e a paralização da Reforma Agrária em Brasília

encontro unitario 04Os 7 mil participantes do Encontro Unitário dos Trabalhadores e Trabalhadoras e Povos do Campo, das Águas e das Florestas saem em marcha nesta quarta-feira (22) pela Esplanada dos Ministérios, com a saída marcada às 8h do Parque da Cidade, em Brasília.


Também se somarão à marcha diversos outros servidores públicos em greve, assim como outras entidades da sociedade civil, totalizando mais de 10 mil pessoas nas ruas da capital brasileira.
Os trabalhadores e trabalhadoras do campo partem rumo ao Congresso Nacional, onde farão um ato público para denunciar a paralização da Reforma Agrária e a aliança do estado brasileira com o agronegócio e a complacência do governo federal com tal modelo de produção.
Além disso, os povos do campo também denunciam os malefícios do agronegócio e a inviabilidade econômica, social e ambiental desse modelo, já que sua base de produção está alicerçada na enorme utilização de agrotóxicos, na alta concentração da terra, na ampliação da pobreza, na não geração de emprego no meio rural, na expulsão das famílias do campo e na produção de commodities para exportação.
Em contrapartida, os movimentos sociais exigem a mudança do modo de produção agrícola, levando para o centro do debate a necessidade da realização da Reforma Agrária para a superação da pobreza. Lutam, portanto, pela transição desse modo de produção para um modelo agrícola baseado na agroecologia, sem necessidade de utilização de agrotóxicos, que produz alimentos saudáveis a sociedade brasileira e que gere renda, emprego e dignidade às famílias do campo.

terça-feira

Edílson Neto aniversaria hoje (21).

Edílson Neto - Presidente do STTR de Apodi


Homem determinado! Edilson Neto presidente do STTR de Apodi está aniversariando hoje. A ele os nossos parabéns e que Deus possa encher a sua vida de bênçãos para que continue firme e forte na Luta por dias melhores para os Agricultores e Agricultoras Familiares de Apodi. Ao longo de toda a sua vida Francisco Edilson Neto têm se dedicado a lutar por uma sociedade mais justa e igualitária. 
PARABÉNS que está data possa se repetir cada vez mais.
Estes são os sinceros votos de felicidades de todos (as) os seus Companheiros (as) de LUTA.

segunda-feira

Brasil tem sistema político ruralista, afirma jornalista Alceu Luís Castilho



Uma pesquisa meticulosa do jornalista Alceu Luís Castilho, no livro “Partido da Terra” (Editora Contexto), reativa o debate sobre a força e os interesses dos ruralistas na política brasileira.

Alceu apresenta um mapa dos políticos mais poderosos, que se confundem de maneira perturbadora com o latifúndio.
Com a tese central que a força da influencia ruralista vai muito além de sua bancada mais aparente, Alceu Luíz Castilho analisou por três anos as 13 mil declarações de bens que políticos eleitos apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de 2008 e 2010.
Setenta e sete políticos tem mais de 5 000 hectares cada um – território maior que Porto Rico. Não existe obrigatoriedade de declaração da área total da propriedade. Muitos divulgam apenas o valor em reais, em muitos casos defasado. Mesmo assim, pelo menos 2,03 milhões de hectares estão registrados na Justiça Eleitoral.
"A maior surpresa foi o PSDB ter liderado o ranking de prefeitos com mais hectares de terras", disse Alceu.A pesquisa do jornalista mostra também o peso das empresas do agronegócio no financiamento privada da campanha de parlamentares. Um exemplo é a JBS-Friboi, que “elegeu”, em 2008, 41 deputados federais e sete senadores.
Empresas de apenas cinco políticos – o senador Blairo Maggi (PR-MT), o prefeito de Lucas do Rio Verde (MT), Marino Franz (PPS), o deputado federal Newton Cardoso (PMDB-MG), o prefeito de Pompeu (MG), Joaquim Reis (PPS) e o deputado federal João Lyra (PTB-AL) – somam 1,1 milhões de hectares.
Abaixo, leia a entrevista concedida à Pàgina do MST.
De onde surgiu a ideia do livro?
Nas eleições de 2006, eu era correspondente da Associação Paulista de Jornais, que reúne 16 jornais de circulação no interior de São Paulo e ABC. Nesse ano, surgiu a ideia de levantar dados de deputados federais. Eu li o livro do Fernando Rodrigues, “Políticos do Brasil”. Achei interessante levantar dados fresquinhos dos 513 deputados. Isso virou uma série chamada “Câmara bilionária”, já que o total de bens passava de um bilhão de reais.
Percebi que os bens rurais eram os mais interessantes do ponto de vista jornalístico, porque existiam muitas contradições, como terras a preço de banana. A dimensão era muito grande.
A característica curiosa é que eles gostam de ostentar esses bens rurais. É claro que têm propriedades não listadas. O próprio livro diz isso. Mas muitos deles parecem ter um certo prazer em enumerar essas fazendas. É um fetiche.
Por que você seguiu essa metodologia de analisar bens declarados ao Tribunal Superior Eleitoral? Você encontrou informações incompletas ou defasadas nas declarações?
É algo que eles não podem contestar. No máximo, podem alegar algum erro. Por exemplo: eu vi um caso em 2006 de uma declaração de um deputado mineiro que constava 300.000 hectares. Depois, ele alegou que aquilo era um erro de digitação e disse que era 3.000. Agora, em princípio, é algo que não é uma investigação, uma denúncia jornalística. É uma base sólida para apuração.
Sobre os erros, na dúvida, eu deixava de lado. Me deparei com imprecisões; como no caso do deputado Nelson Mantovani (PSC), do Paraná. Tudo indica que ele tem milhares de hectares também. Cheguei a tentar contato, mas ele não respondeu.
Em outros momentos, dava pra ver que tinha erro, até de vírgula. Aí eu comparei com declarações antigas, no caso de deputados reeleitos. Aliás, eu analisei as declarações de todos aqueles que já tinham anteriores. Foi um meio de checar as informações.
Em algum momento da pesquisa, você pensou em desviar o foco dos ocupantes de cargos eletivos e analisar dos secretários indicados ou do Poder Judiciário, por exemplo?
O livro conta histórias também de políticos não eleitos de 2008 a 2010. Tem uma ou outra referência ao Poder Judiciário. Entretanto, o ponto de partida foi o critério metodológico de mapear os políticos eleitos para cargos vigentes nesse período de realização do livro.
O sistema de transparência na declaração de posses dos políticos em cargos eletivos está retrocedendo. Muitos não falam em tamanho território e, sim, em valor, que é mais facilmente manipulável para parecer menor.
Durante esses três anos de pesquisa, o quanto você se doava para esse projeto?
Em alguns períodos, eu trabalhei muito, algo como 14 horas por dia e nas minhas férias. Se eu tiver que calcular uma média diária, acho que foram umas cinco horas por dia espalhadas nesses três anos, entre pesquisa e texto. A pesquisa tem o trabalho braçal de checar cada uma das 13 000 declarações á procura de propriedades rurais. Foi um trabalho infernal. 
Como seu livro mostra a relação entre opressão de trabalhadores rurais, perseguição a movimentos camponeses e trabalho escravo com a posse de terra desses políticos? Em qual região esse tipo de violência é mais nítida?
Disparado Norte e Nordeste. A região Sul quase não tem relato de político envolvido em trabalho escravo. Tem muita gente no Pará e no Maranhão. Também não é por acaso. Maranhão é o estado que mais exporta trabalhadores aliciados para o trabalho escravo e Pará é o que mais recebe. Essas histórias são conectadas a alguns bens declarados, mas independem deles. O ponto de partida não foi esse necessariamente, mas foi que eles fazem isso. Foi uma tentativa de sistematização dessas histórias que estão dispersas.
Importante é destacar que o arco dos territórios desses políticos bate com o arco do trabalho escravo, do desmatamento, das mortes de militantes. Nem preciso falar do arco de terras griladas já que está espalhado por todo o território.
Em relação ao trabalho escravo, tive a preocupação de fazer a conexão com os bens que eles declaram. Isso porque existe caso de político investigado, que chegou a ir para a lista suja, mas que nunca declarou a fazenda. Então, tem essa novidade, alguns dados são absolutamente inéditos nesse sentido.
Até cruzando dados no meio da pesquisa dá para perceber que tal pessoa é político. Isso em relação a crime ambiental foi mais comum no livro. Saia de  nomes envolvidos em crime ambiental que eram prefeitos.
Como o financiamento de campanha entra nesse jogo de interesses? Você faz o mapeamento das empresas e dos congressistas influenciados por estas nas votações, por exemplo: na aprovação do novo Código Florestal?
No capítulo sobre financiamento de campanha, listo empresas que mais fizeram doações para políticos, caso da JBS-Friboi, e menciono o caso da votação do novo Código Florestal. Da bancada da JBS-Friboi, na votação do ano passado do Código Florestal, só um deputado votou contra o projeto. Em 2012, apenas dois que receberam dinheiro do grupo votaram contra.
O livro mostra que partidos da “esquerda e direita” têm políticos donos de terra. Algum deles surgiu como surpresa para você?
A maior surpresa foi o PSDB ter liderado o ranking de prefeitos com mais hectares de terras. Eu achava que seria o PMDB. Os números são absolutos. Não fiz a conta de proporcionalidade em relação à dimensão do partido. Isso é um dado extremamente relevante, porque o PSDB não é o primeiro nem o segundo partido do país.
O PR não é um partido tão grande e avança muito também, ficando entre os três primeiros na lista. Achei que o DEM teria mais prefeitos latifundiários, por conta do número de parlamentares.
Por um lado, a gente destacar que são partidos tradicionalmente associados com coronéis, como o PMDB e DEM, estão no topo desse ranking, somados ao PSDB, que geralmente não é associado a isso. Em paralelo a essa representação das elites, tem o que eu chamei de esquerda latifundiária, que são políticos do PPS e do PSB.
Se os latifundiários estão espalhados por quase todos os partidos, existem interesses antagônicos à bancada ruralista no Congresso?
Mais que uma bancada ruralista, existe um sistema político ruralista. Essa bancada é maior do que se considera e composta por mais políticos do que esses que se costuma associar à bancada ruralista, como a Kátia Abreu Ronaldo Caiado, Abelardo Lupion. Isso precisa ser desmitificado.
A começar: José Sarney é um ruralista, Renan Calheiros é um ruralista. Presidentes do Senado, simplesmente. O Michel Temer está citado no livro, acusado de grilagem em Goiás. O José Alencar também está citado no livro, por conta da Coteminas (empresa do ramo têxtil fundada por ele) ser acusada de promover trabalho escravo. Então, estamos falando de vice-presidentes da República.
É importante falar disso. Os figurões do PT e PSDB não são caracterizados por isso, já quem orbita em torno deles está, como os ministros de seus governos e os líderes que controlam o Congresso. Os presidentes dependem de maioria no Congresso, então formam e são reféns do que eu chamo de sistema político ruralista. Eles dependem dos políticos de origem patrimonialista e coronelista.
Você fala de famílias tradicionais e até clãs se mantendo nos cargos de poder. Como isso se dá?
Tudo isso tem a ver com o coronelismo. Inclusive é, em muitos casos, anterior à era Vargas e à ditadura de 1964, que se perpetuam por essa questão do apadrinhamento, inclusive o apadrinhamento político.
O livro procura documentar casos de parentesco. Por exemplo, irmãos no Mato Grosso que são senador e deputado federal: Jayme e Júlio Campos. Prefeito e mulher deputada estadual, Cleide Coutinho e o prefeito Humberto Coutinho, que estão entre os maiores latifundiários. Um caso importante é o do Abelardo Lupion, que é neto do Moisés Lupion, ex-governador, que é apontado por mais de um autor com emblemático na grilagem e doação de terras públicas.
Em relação à ditadura militar, esse sistema ruralista independe. Proporcionalmente, filhos do MDB têm mais terras que os filhos da Arena. É só olhar quais são os partidos com maior número de hectares: PMDB e PSDB. São filhos do Arena? Não.
Se a base da maioria desses políticos é regional, como eles continuam sendo eleitos, mesmo tomando medidas impopulares?
Não entro diretamente nesse ponto. No entanto, boa parte das medidas tomadas por esses políticos tem interesse privado. Por exemplo, o prefeito faz uma estrada que leva às propriedades dele ou mantém uma ambulância na sua fazenda. O controle dos coronéis em relação ao seu eleitorado se dá por meio da violência e da pressão econômica e política.
Eu questionaria essa ideia de que as medidas são necessariamente impopulares. São impopulares, sim, para o campesinato conscientizado. Já em outros casos, entra no clientelismo. O eleitor acha que está sendo beneficiado, porque não vê o conjunto e suas consequências.
Políticos eleitos são acusados de manter trabalhadores em situações análogas à escravidão em seus territórios, o que agride os direitos humanos. Provas como essas apontam um desgaste do sistema de representação política no Brasil?
Essas pessoas estão comprometidas com o poder econômico. Não  necessariamente com o das multinacionais. Pode ser até um poder do atraso, ligado ao latifúndio. É preciso haver uma mudança no nosso sistema de representações, sem dúvida. Não serão reformas cosméticas que vão mudar essa lógica política predadora, patrimonialista, clientelista, excludente e violadora de direitos humanos elementares, como no caso do trabalho escravo e dos indígenas e sem-terra mortos e ameaçados.

sexta-feira

Modelo do agronegócio baseado em commodities gera crise alimentar



Por Amy Horton*
 
No início de julho, previa-se para 2012 um recorde mundial na produção de alimentos. Poucas semanas depois, os preços do milho e da soja quebraram os recordes alcançados na crise alimentar de 2007-08, quando revoltas disparadas pela fome espalharam-se por trinta países. Os preços do trigo também subiram, mais de 50% só nas últimas seis semanas.
 
Tudo isso coloca o mundo à beira de uma nova crise alimentar. Quando a ONU lançar seu relatório global sobre a fome, em setembro, é provável que o número de pessoas famintas no planeta – atualmente estimado em 925 milhões – tenha se ampliado.
 
A culpa principal foi atribuída à seca devastadora nos Estados Unidos, que arrasou mais lavouras que qualquer outro fenômeno climático desde 1956. À medida em que a mudança climática evolui, tais extremos estão se tornando normais.

Organizações sociais do campo realizam encontro unitário em Brasília.


encontro unitarioNos dias 20 a 22 de agosto, organizações sociais do campo realizam Encontro Nacional Unitário dos Trabalhadores (as), Povos do Campo, da Águas e das Florestas, no Parque da cidade em Brasília. Mais de 5 mil delegados de todo o Brasil participarão do encontro que relembra o primeiro Congresso Camponês, realizado em 1961.

Do Movimento dos Pequenos Agricultores

O encontro inicia um conjunto de mobilizações articuladas pelos movimentos do campo, como a Via Campesina, o Movimento Camponês Popular (MCP), a Cáritas Brasileira, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), além movimentos indígenas e de pescadores.   O intuito é afirmar a luta dos povos e grupos sociais reunidos no encontro pelo direito à terra e iniciar um processo de unidade dos respectivos movimentos para o próximo período.
“A defesa da construção do encontro unitário perpassa por um denominador comum, o agronegócio. Esse é um modelo excludente que promove não somente a degradação do meio ambiente, como não respeita as relações de trabalho familiar. Essa faceta de que o agronegócio produz alimento não é verdade, 70% do alimento consumido no país vêm da agricultura familiar. O resultado do agronegócio é a degradação produtiva e econômica”, afirma Willian Clementino, secretário de políticas agrárias da Contag.

quinta-feira

Calor provoca defeito em cisternas de plástico.

Material está deformando por não suportar o calor do sertão. Reservatórios foram doados pelo Programa Água para Todos.
Programa Globo Rural
26/07/2012
Clique sobre a imagem para assistir à reportagem.
Os agricultores do Piauí que receberam cisternas de plástico para enfrentar a seca reclamam que o material está deformando por não suportar o calor do sertão.

Depois de muito tempo de espera, a agricultora Francisca Rodrigues ganhou a cisterna de polietileno, um tipo de material plástico. O reservatório foi doado pelo Programa Água para Todos, do governo federal. Mas o presente decepcionou. “Antes de colocar água, ela começou a afundar”, diz.

No assentamento, que fica no município de Paulistana, foram instaladas 27 cisternas, mas 17 delas foram trocadas por apresentar defeito. A cisterna nova que a agricultora Lucílvia Rodrigues recebeu também apresentou deformação.

Muitas cisternas do município estão com a parte de cima do reservatório deformada e outras tiveram rachaduras. O agricultor Francisco Bertoldo, que recebeu uma cisterna com defeito, recusou a troca e fez um empréstimo no banco para construir um reservatório de placas de cimento.

Em nota, a Acqualimp, empresa que fabrica as cisternas, informou que já foram entregues 20 mil cisternas para o governo federal e que os reservatórios que apresentaram o defeito foram substituídos imediatamente.

Em março, o Globo Rural mostrou o drama de agricultores de Pernambuco. No município de Cedro, a cisterna do agricultor Jacinto do Nascimento afundou e precisou ser trocada. Arlindo Mariano teve o mesmo problema.

Um encontro histórico de camponeses


Esperamos que o resultado seja a construção de uma unidade programática, em torno de pontos comuns, para enfrentar os mesmos inimigos

Entre os dias 20 e 22 de agosto, no Parque da Cidade em Brasília (DF), se realiza um encontro nacional de todos os movimentos sociais e entidades que atuam no meio rural brasileiro. Lá estarão os representantes do movimento sindical como a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), a Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), dos movimentos sociais do campo vinculados a Via Campesina Brasil como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). 
Estarãotambém os movimentos de pescadores e pescadoras artesanais do Brasil e representantes das centenas de agrupamentos quilombolas esparramados pelo país. 
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) também marcarão presença com a questão indígena. As pastorais sociais que atuam no meio rural, como Comissão Pastoral da Terra (CPT), Cáritas, Pastoral da Juventude etc, e também dezenas de outros movimentos regionalizados ou de nível estadual se farão presentes.

Assim, será portanto, um encontro unitário, plural e expressivo de todas as formas de organização e representação que existem hoje no meio rural brasileiro, abrangendo desde os assalariados rurais, camponeses, pequenos agricultores familiares, posseiros, ribeirinhos, quilombolas, pescadores e povos indígenas. Todos unidos, independente da corrente política ou ideológica a que se identificam.

Esse encontro será histórico, porque que na trajetória dos movimentos sociais do campo essa unidade somente havia ocorrido uma vez, em novembro de 1961, quando se realizou em Belo Horizonte (MG) o I Congresso Camponês do Brasil. Naquela ocasião também se unificaram todos os movimentos, de todas as correntes políticas-ideológicas, desde o PCB, PSB, esquerda cristã, PTB, brizolistas e esquerda radical. 
A unidade foi necessária, apesar da diversidade, para cerrar fi leiras contra a direita e dar força ao novo governo popular de João Goulart para assumir a bandeira da reforma agrária e elaborar uma lei inédita de reforma agrária para o país. Daí que o lema resultante dos debates e que iria orientar a ação prática dos movimentos foi “Reforma agrária: na lei ou na marra!”

Passaram-se 50 anos para que, mais uma vez, todas as formas de organização da população que vive no campo viessem a se reencontrar. E agora com uma representação ainda maior, acrescida dos quilombolas, pescadores e povos indígenas, que na época nem se reconheciam como formas organizativas de nosso povo.

E por que foi possível realizar esse encontro? Por várias razões. Primeiro, porque o capital está em ofensiva no campo. Sob a hegemonia do capital financeiro e das empresas transnacionais está impondo um novo padrão de produção, exploração e espoliação da natureza: o agronegócio. E o agronegócio construiu uma unidade, uma aliança do capital, aglutinando o capital financeiro, as corporações transnacionais, a mídia burguesa e os grandes proprietários de terra. E essa aliança representa hoje os inimigos comuns para toda a população que vive no meio rural, e que depende da agricultura, da natureza, da pesca, para sobreviver.

Em segundo lugar, porque estamos assistindo à subserviência do Estado brasileiro, em suas várias articulações a esse projeto. O poder Judiciário, as leis e o Congresso Nacional operam apenas em seu favor.

Em terceiro lugar, estamos assistindo a um governo federal dividido. Um governo de composição de forças, que mescla diversos interesses, mas que o agronegócio possui maior influência, seja nos ministérios seja nos programas de governo.

Em quarto lugar, percebeu-se que essa forma de exploração e de produção do agronegócio está colocando em risco o meio ambiente, a natureza e a saúde da população, com o uso intensivo de agrotóxicos, que matam. Matam a biodiversidade vegetal e animal e matam indiretamente os seres humanos, com a proliferação de enfermidades, em especial o câncer, como têm denunciado os cientistas da área de saúde.

Em quinto lugar, porque o país precisa de um projeto de desenvolvimento nacional, que atenda aos interesses do povo brasileiro e não apenas do lucro das empresas. Nesse projeto, a democratização da propriedade da terra e a forma como devemos organizar a produção dos alimentos é fundamental.

Em sexto lugar, é necessário que se reoriente as políticas públicas, de forma prioritária para preservar o meio ambiente, produzir alimentos saudáveis com garantia de mercado, e garantia de renda e emprego para toda a população que mora no interior.

Em sétimo lugar, é necessária colocar na pauta prioritária dos movimentos sociais do campo a democratização do acesso à educação, em todos os níveis. Desde um programa massivo de alfabetização, que tire da escuridão os 14 milhões de adultos brasileiros que ainda não sabem ler e escrever, até garantir o acesso ao ensino médio e superior aos mais de 3 milhões de jovens que vivem no meio rural.

Tudo isso será debatido durante os três dias do Encontro Nacional de Trabalhadores Rurais.

Esperamos que o resultado seja a construção de uma unidade programática, em torno de pontos comuns, para enfrentar os mesmos inimigos, como também se possa avançar para construir uma agenda de lutas e mobilização unitária para 2013.

Salve o II encontro nacional de todos os trabalhadores e populações que vivem no interior do Brasil!
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS JORNAL FLORIPA

Agricultores criam Associação



Assembleia para oficializar a Associação em Apodi foi realizada ontem no STTR de Apodi
Da Pagina do Jornal De Fato
Com o apoio do Projeto Dom Helder Câmara (PDHC), agricultores de Apodi criam a Associação Certificadora no Território Sertão do Apodi.
O evento para oficializar a fundação aconteceu ontem (14), na sede do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais na cidade de Apodi, quando foi realizada a Assembleia Geral de Fundação da Associação de Certificação Orgânica Participativa do Sertão do Apodi (ACOPASA). Para os representantes do segmento rural, o evento é um marco histórico, visto que foi um passo importante na caminhada para a consolidação de um trabalho de certificação orgânica participativa de produtos oriundos da agricultura familiar.
De acordo com o presidente do STTR de Apodi, Francisco Edilson, os produtores e produtoras envolvidos são assistidos pelo PDHC/SDT/MDA em parceria com a Embrapa Algodão, COOPAPI e as PED’s com atuação no Território Sertão do Apodi.
A Acopasa é um Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade – OPAC a nível Territorial que certificará produtos orgânicos produzidos por seus membros e/ou integrantes que por sua vez deverão dialogar com os regulamentos da Lei de Orgânicos 10.831 de 23 de Dezembro de 2003.
Uma organização deste tipo gera confiabilidade de procedência da produção e de conformidade com a lei dos orgânicos, possibilitando a comercialização dos produtos da agricultura familiar em diversos tipos de mercados, gerando inclusão social e renda a partir de sistemas produtivos mais sustentáveis.
A Acopasa foi fundada com a integração de 15 núcleos locais de produção ou OCS’s distribuídas em 5 municípios do Território Sertão do Apodi e será presidida por José Holanda de Morais, agricultor orgânico do Projeto de Assentamento Moacir Lucena, no Município de Apodi/RN. O mesmo afirmou que irá primar pela ética e seriedade para conquistar confiabilidade ao organismo. Além do presidente, foram eleitos secretário, tesoureiro, comissões de Avaliação e de Recurso, além de conselhos fiscal e técnico, fundamentais para o processo.
Associação beneficiará mais de 200 produtores e produtoras orgânicos
De acordo com os dirigentes eleitos para gerenciar a Acopasa, o próximo passo será encaminhar o dossiê da associação ao MAPA solicitando seu credenciamento com a previsão de ser devidamente reconhecida como OPAC, por esse órgão, até o final do ano. Se essa expectativa se confirmar, a associação beneficiará uma rede com 200 produtores e produtoras orgânicos.
A Acopasa, após credenciamento junto ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) poderá conferir certificação e selo orgânicos à produção de seus integrantes por meio de um Sistema Participativo de Garantia (SPG) da Conformidade Orgânica. Esse selo orgânico e a marca da Acopasa deverão ser utilizados nas embalagens dos produtos certificados, habilitando sua comercialização como orgânico. O fato possibilitará a colocação dos produtos em mercados diferenciados, sejam diretos ou indiretos.

quarta-feira

Agricultores (as) do Território do Sertão do Apodi constituem Associação Certificadora Orgânica.


Coodenação geral da ACOPASA
Do Blog da COOPAPI
Aconteceu hoje 14/08/2012 no Auditório do STTR de Apodi/RN, As 8:00 hs da manhã, a assembleia de constituição da Associação de Certificação Orgânica Participativa do Sertão do Apodi - ACOPASA, uma organização de agricultores composta por núcleos de varias comunidades e Projetos de Assentamentos os municípios do Território a saber: Apodi, Olho D’água dos Borges, Governado Dix Sept Rosado, janduís Caraúbas e Upanema. O objetivo  desta associação e construir e validar o processo de certificação participativa com base na Lei 10.831, de 23 de Dezembro de 2003 que foi criada para regulamentar a produção orgânica, assim como oportunizar o agricultor a certificar o seu próprio produto.
      

Composição da mesa

Plenária dos produtores da Cajucultura e Projeto Algodão.

Senadora da Bancada Ruralista processa o Greenpeace.


Da Página do MST
A senadora Kátia Abreu, uma das maiores representantes da bancada ruralista e dos interesses do agronegócio no congresso, processou a organização ambiental Greenpeace pela entrega da “motossera de ouro” no ano de 2009 e por chamá-la de “miss desmatamento”. Abaixo, a nota do Greenpeace sobre o ocorrido:

Liberdade de expressão já!
 
Há duas semanas, o juiz Robson Barbosa de Azevedo condenou o Greenpeace por danos morais contra a senadora Katia Abreu, presidente da CNA, que ajuisou a ação após protesto realizado no Senado.
 
Em 2009, nós chamamos a líder do agronegócio de “miss desmatamento” por apoiar um novo Código Florestal que estimula o aumento da destruição de nossas florestas. Vamos recorrer, confiante na Justiça e em nosso direito constitucional de trabalhar pela proteção do meio ambiente. O Brasil merece uma agricultura mais sustentável, justa e com maior produtividade, e não precisa acabar com a vegetação natural para isso.
 
Se condenados, cumpriremos a decisão. Mas não nos calaremos contra aqueles que não respeitam o bem comum e o direito da sociedade de ter um Brasil verde, limpo e justo.
 
Não se cale também. Mande seu recado para os políticos de Brasília: chega de destruir as florestas do Brasil. Assine a petição por uma lei do desmatamento zero.
 
Assumimos a responsabilidade por nossas ações, e reiteramos nossa natureza pacifista e a legitimidade de nossos atos. O Greenpeace é uma organização independente, que expõe situações que ameaçam o nosso planeta por meio de ações não-violentas.

terça-feira

Ditadura ruralista e os rios intermitentes


Confira artigo de Roberto Malvezzi, o Gogó, sobre as propostas da bancada ruralista para o novo Código Florestal e os impactos que essas teriam nos rios e na vida das pessoas.

Roberto Malvezzi
Estamos atravessando uma cíclica e grande seca no Nordeste. Quem vive por aqui sabe que, ao andar pela caatinga, se avistar um conjunto de árvores verdes, é porque elas devem estar à beira de um riacho intermitente. No cerrado essa vegetação também é chamada de mata de galeria.  Costuma ser mais frondosa que a vegetação ao redor.
O próprio povo do sertão aprendeu a fazer cacimbas - pontos de coleta de água de minação - no leito dos riachos temporários. Eles só "botam água",como diz o povo, quando chove. Mas, mesmo intermitentes, é em seus subsolos que muitas vezes se busca água em tempos de seca.
Além do mais, quando não existe mata ciliar ao redor desses rios com características tão próprias, as suas enchentes costumam ser mais abruptas e violentas, como aconteceu no sertão pernambucano, região de Palmares e outras cidades, quando uma chuva torrencial arrasou cidades que ainda hoje estão sendo reconstruídas.
O Conselho Nacional de Recursos Hídricos fez uma oficina para debater a questão da outorga da água nos rios intermitentes. Fui representar a sociedade civil na oficina. Decidimos o óbvio: "outorga só para coleta de águas, jamais para lançamento de dejetos". É que nesses rios estão importantes mananciais de abastecimento das populações do semiárido.
Pois bem, a ditadura ruralista imposta ao povo brasileiro pela Câmara dos Deputados, quer eliminar qualquer proteção aos rios intermitentes nas novas regras do Código Florestal. A proposta é defendida pela senadora Kátia Abreu que afirmou, em toda sua ignorância, que "se precisasse dessa matas, na Europa não haveria mais rios". Alguém precisaesclarecer à senadora o que é um rio, o que é um bioma, o que é um continente e a diferença entre eles.
O senador do Acre, Jorge Viana, reagiu dizendo que isso é prejudicar 50% dos rios brasileiros. O senador deveria saber que no Nordeste 99,99% dos nossos rios são intermites, à exceção do São Francisco, Parnaíba e alguns outros rios menores.
Assim, sem interferência do mundo científico, desprezando as seguidas advertências dostécnicos da Agência Nacional de Águas (ANA), contra a vontade de 80% do povo brasileiro, a bancada ruralista, numa ditadura via Congresso, fulmina nossas florestas, nossos rios e o promove o solapo das bases naturais que sustentam nossas riquezas.

sexta-feira

Pastoral da Terra denuncia a situação de 38 ameaçados de morte no Pará

Por Leonardo Sakamoto
A Comissão Pastoral da Terra divulgou um levantamento sobre a situação de 38 lideranças e trabalhadores rurais ameaçados de morte na região Sul-Sudeste do Pará. O estudo, realizado entre janeiro a junho de 2012, traz uma descrição do conflito e das medidas que estão sendo tomadas ou não pelas autoridades competentes e aponta a situação em que se encontra cada pessoa ameaçada. O diagnóstico foi enviado para o Ministério Público Federal, Incra, Ibama, Ministério Público do Trabalho, entre outras instituições, com uma série de recomendações para a proteção aos trabalhadores e ao meio ambiente.


De acordo com nota divulgada pela CPT, as causas estruturais das ameaças envolvem o “desmonte da reforma agrária”, a “impunidade” e a “ineficiência na defesa do meio ambiente”.



Entre os ameaçados de morte que constam do relatório, está Laísa Santos Sampaio. As ameaças de morte que ela tem sofrido seguem um roteiro conhecido: recadinhos, invasões da própria casa, ter o cachorro alvejado por balas. E o final de uma história semelhante foi visto quando assassinaram sua irmã, Maria do Espírito Santo da Silva, juntamente com o marido dela, José Claudio Ribeiro da Silva, ambos lideranças do Projeto de Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, localizado a cerca de 50 quilômetros da sede do município de Nova Ipixuna, Sudeste do Pará. O caso ganhou repercussão internacional em maio do ano passado.  A professora é o próximo alvo dos pistoleiros porque manteve a luta da irmã. O projeto em Nova Ipixuna garante o sustento de mais de 500 famílias com a produção de óleos vegetais, açaí e cupuaçu.



O documento cita mortes anunciadas, como as de José Dutra da Costa, o Dezinho, Pedro Laurindo, José Pinheiro Lima, além das de José Claudio e Maria. Todos já haviam informado às autoridades as ameaças que sofriam. De acordo com a CPT, entre 1996 e 2010, 799 trabalhadores rurais foram presos, 809 foram ameaçados de morte e 231 assassinados no Estado do Pará. Nesse mesmo período, 31.519 famílias foram despejadas ou expulsas de 459 áreas que eram reivindicadas para assentamentos da reforma agrária. A nota da CPT também informa que há cerca de 130 fazendas ocupadas por 25 mil famílias de trabalhadores rurais sem terra na região, uma disputa de mais de um milhão de hectares.