- Philippines
- Feminist flashmob in Manila
quinta-feira
Resistência ao Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi/RN é destaque em todo Brasil.
ESTATUTO DAS MULHERES DE APODI aprovado em 10.12.12
![]() |
| Placa erguida pelas Mulheres em Ato Público. |
Art.1º
Fica decretado que o governo federal, o DNOCS e a sociedade reconhecerá
a Chapada do Apodi TERRITÓRIO DA AGRICULTURA FAMILIAR CAMPONESA.
Art.2º Fica decretado que de hoje em diante Nenhuma mulher saíra de suas
terras por imposição do agronegócio e do capital e das transacionais. E
que a agroecologia, a soberania alimentar. E a convivência com o
semiárido,continuarão sendo a realidade da Chapada do Apodi
Art. 3º
Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar a natureza:A
terra, a água, o ar, as florestas, as pessoas e nem o sol das manhãs.“O
dinheiro se transformará em uma espada fraternal Para defender o
direito de tentar e a festa do dia que chegou”.
Art. 4ºFica decretado que as mulheres, os homens, a terra e a água
estão livres do agronegócio, do agrotóxico, do capital, e da imposição do Estado.
A terra será morada da justiça, da igualdade, da liberdade, da paz e da solidariedade.
Art. 5º Fica estabelecido durante 100 séculos, a prática sonhada da
soberania alimentar, da igualdade entre homens e mulheres e o fim da
divisão sexual do trabalho.
Art. 6º Fica decretado que o cheiro do
sertão exalado pela florada do pereiro, da catingueira, do mufumbo, da
aroeira, do juazeiro,
Continuará com sua pureza e livre da contaminação do agrotóxico, do agronegócio, das empresas e da imposição do estado.
Art. 7º Fica decretado que a Chapada do Apodi não voltará a ser
patrimônio do latifúndio. Nenhuma mulher voltará a trabalhar de meeira,
não haverá trabalho escravo e as empresas símbolo do capitalismo, não
controlarão nosso território.
Art. 8º Fica decretado que a luta em
defesa da Chapada do Apodi é uma bandeira de todos aqueles e aquelas que
defendem uma sociedade de igualdade. E que a Chapada continuará com sua
beleza, com sua gente e com sua alegria.
Art. 9ºFica acordado entre
todas as mulheres do Brasil, que estaremos sempre em marcha,e não
permitiremos que o capital controle nossas vidas, nossos corpos e nossos
territórios.
Art. 10ºFica decretado que seguiremos em marcha até
que todas sejamos livres.No Brasil isso significa também, até que o
campo seja livre do agronegócio.
A terra será morada da justiça, da igualdade, da liberdade, da paz e da solidariedade.
Art. 5º Fica estabelecido durante 100 séculos, a prática sonhada da soberania alimentar, da igualdade entre homens e mulheres e o fim da divisão sexual do trabalho.
Art. 6º Fica decretado que o cheiro do sertão exalado pela florada do pereiro, da catingueira, do mufumbo, da aroeira, do juazeiro,
Continuará com sua pureza e livre da contaminação do agrotóxico, do agronegócio, das empresas e da imposição do estado.
Art. 7º Fica decretado que a Chapada do Apodi não voltará a ser patrimônio do latifúndio. Nenhuma mulher voltará a trabalhar de meeira, não haverá trabalho escravo e as empresas símbolo do capitalismo, não controlarão nosso território.
Art. 8º Fica decretado que a luta em defesa da Chapada do Apodi é uma bandeira de todos aqueles e aquelas que defendem uma sociedade de igualdade. E que a Chapada continuará com sua beleza, com sua gente e com sua alegria.
Art. 9ºFica acordado entre todas as mulheres do Brasil, que estaremos sempre em marcha,e não permitiremos que o capital controle nossas vidas, nossos corpos e nossos territórios.
Art. 10ºFica decretado que seguiremos em marcha até que todas sejamos livres.No Brasil isso significa também, até que o campo seja livre do agronegócio.
terça-feira
Milhares de Mulheres ocupam as ruas de Apodi e exigem do governo abertura de diálogo e suspensão do projeto.
Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi é ataque ao meio ambiente e aos direitos culturais, históricos e patrimoniais das comunidades da região.
Escrito por: William Pedeira
Cerca
de três mil pessoas, em sua grande maioria mulheres, tomaram as ruas do
município de Apodi, no Rio Grande do Norte, para expressar seu
descontentamento e revolta ao Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi,
conhecido como “projeto da morte”. Um grito de denúncia ecoado pelas
centenas de famílias, na iminência de serem expulsas de suas terras e
terem sua história apagada, em conjunto com população local e
representações políticas nacionais da CUT, Contag, Marcha Mundial das
Mulheres e de outros movimentos sociais.
O ato expressivo fez parte das “24 horas
de ação feminista” organizada pela Marcha Mundial de Mulheres nesta
segunda-feira, 10 de dezembro, quando foi celebrado o Dia Internacional
de Direitos Humanos.
A concentração teve inicio às 8h com a
caminhada partindo às 9h30 e ocupando as ruas de Apodi. Logo após,
ocorreu um ato político no centro do município com a presença de Carmen
Foro, vice-presidenta da CUT e coordenadora de Mulheres da Contag;
Rosane Silva, secretária da Mulher Trabalhadora da CUT; Nalú Faria,
coordenadora da Marcha Mundial de Mulheres; Francisca Antônia de Lima
Carvalho (Kika), vice-presidenta do Sindicato dos Trabalhadores e
Trabalhadoras Rurais de Apodi; e Francisca de Paiva (Ika), moradora da
comunidade local. Estas duas últimas companheiras que têm sido
referência na luta contra o projeto. O ato foi finalizado na chapada do
Apodi, quando a manifestação fechou a estrada por alguns minutos em
forma de protesto. “Foi um grande ato com presença de trabalhadores
rurais, sindicatos urbanos, especialmente do SINTE, estudantes, MST e
claro milhares de mulheres da Marcha Mundial e sua batucada”, relatou
Rosane Silva.
Capitaneado pelo Ministério da
Integração Nacional através do Departamento Nacional de Obras Contra as
Secas (DNOCS) e com investimentos provenientes do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), o Projeto pretende desapropriar uma área com
cerca de 14 mil hectares, que equivale a 14 mil campos de futebol, para a
implementação de um programa de fruticultura irrigada. Ali, habitam
atualmente cerca de 800 famílias divididas em cerca de 30 comunidades
rurais. São grupos populacionais que possuem aspectos culturais,
históricos e sócio-econômicos próprios, constituindo-se uma referência
nacional em produção agroecológica e familiar.
População de Apodi se solidariza com as comunidades afetadas
Em dossiê-denúncia, entidades locais,
nacionais e moradores da região apontam diversas violações que serão
implementadas com projeto: desrespeito aos direitos humanos, culturais,
históricos e patrimoniais das comunidades que residem na região;
degradação ambiental à uma localidade que possui características de
relevo, fauna e flora peculiares, bem como formações arqueológicas de
grande importância para o patrimônio histórico brasileiro; investimento
de dinheiro público em uma obra onde não há perspectiva de resultado
econômico e social, além de servir como propulsora de uma das maiores
tragédias do sertão nordestino
nos últimos anos.
“Este é o mesmo local onde o
ex-presidente Lula anunciou em 2005 o conjunto de programas Pronaf
(Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) Mulher e
Pronaf Agricultura Familiar. Portanto, é uma contradição muito grande. É
a expressão da disputa do modelo de produção agrícola. É outro programa
contrapondo ao projeto de convivência com o semi-árido e de produções
agroecológicas construído ao longo de vários anos pelas comunidades
locais e reconhecido nacional e internacionalmente. Sabemos que quando o
capital quer se estabelecer passa por cima de tudo”, critíca Carmen.
Carmen Foro cobra do governo
canal de diálogo
O
custo para construção do projeto ultrapassa os R$240 milhões. Em
momento algum, cita Carmen, as comunidades locais foram chamadas para
expressar sua opinião. Foram apenas comunicadas sobre a construção do
projeto e o consequente remanejamento das ações indenizatórias que
muitas vezes são irrisórias e não compensam todo o prejuízo social,
material, cultural e ambiental.
De acordo com a dirigente da CUT, após a
Marcha das Margaridas realizada no ano passado, a presidente Dilma
suspendeu a assinatura do projeto. Mas essa suspensão foi logo revista.
“Infelizmente, não temos um canal de diálogo aberto.
Há toda uma preocupação, um empenho nacional em buscar este diálogo com
o governo. Nossa esperança é que com este ato expressivo e sua
repercussão o governo convoque uma conversa com os atores envolvidos. É
um processo incansável de luta até que seja respeitado os direitos da
população local com a suspensão permanente do projeto.“
Informações inconsistentes – segundo
a legislação ambiental vigente, empreendimentos como os perímetros
irrigados precisam passar obrigatoriamente por um estudo aprofundado que
possibilite dimensionar os ataques contra o meio ambiente, assim como
as violações de direitos humanos, históricos e sociais.
Acontece que no respectivo projeto ficam
evidentes as inconsitências e contradições no Estudo de Impacto
Ambiental (EIA) e no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA). Não
quantifica os impactos e tampouco oferece condições reais que possam
dimensionar as agressões ao meio ambiente. As explicitações, segundo o
dossiê, se reduzem as imprecisões no âmbito das possibilidades, não
apresentando dados concretos que caracterizam as violações ao meio
ambiente.
São agressões ao solo por conta do
desmatamento de grande área e movimentos de terra, agressões nas
reservas hídricas ocasionadas pelo escoamento das águas contaminadas por
agrotóxico, defensivos agrícolas e fertilizantes utilizados pela
produção da fruticultura irrigada. Em função do desmatamento e do manejo
do solo também poderão ocorrer problemas de erosão, assoreamento dos
corpos de água e falta de controle no uso de fertilizantes e biocidas,
além da salinização do solo decorrente do manejo incorreto da técnica e
do sistema de drenagem.
Há na área de influência indireta do
empreendimento grande associação fossilífera do período cretáceo, com a
presença de fósseis de grupos vertebrados e invertebrados, cuja
importância se ressalta em função de seu valor histórico, científico e
cultural para o estado do Rio Grande do Norte.
Tais problemas foram apontados no EIA-RIMA somente de maneira artificial, sem nenhuma análise profunda dos impactos.
- Veja aqui o dossiê completo sobre as consequências do Projeto para as comunidades da região.
Fonte: Site da CUT Nacional.
segunda-feira
Mulheres protestam contra “Projeto da Morte em Apodi”.
“Aqui, somos todas Apodi”. É com esse slogan que feministas da
Marcha Mundial das Mulheres de todo o País vão protestar na próxima
segunda-feira, 10, contra o projeto do perímetro irrigado da Chapada do
Apodi. Caso seja implementado o “Projeto da Morte”, como está sendo disseminado entre ativistas, as terras produtivas de famílias camponesas serão entregues ao agronegócio.
Para a militante Conceição Dantas, da Marcha Mundial das Mulheres, é
preciso barrar esse projeto e impedir que ele seja colocado em prática. “Apodi
é um território onde existem várias experiências de convivência com o
semiárido. É um local onde a agricultura familiar está dando muito
certo, cultivando de maneira limpa e preservando o meio ambiente. Esse
projeto vem destruir tudo o que foi construído e conquistado pelas
mulheres de famílias agricultoras de Apodi”, comenta.
Inicialmente, 60 famílias serão atingidas e desapropriadas de suas
terras, mas esse número pode chegar a 800 famílias que moram nas 30
localidades rurais da região quando o projeto estiver em fase
conclusiva. “O projeto está sendo arbitrário, ninguém chegou para
essas famílias, que vivem da agricultura, e perguntaram se elas
aceitavam entregar as suas terras”, explica a militante Camila Paula.
Na tentativa de amenizar a perda, o Departamento Nacional de Obras
Contra as Secas (DNOCS), órgão executor do projeto, está realizando um
reordenamento agrário das terras em troca de indenização. Para cada 100
hectares estão sendo pagos R$ 1 mil, um valor considerado ínfimo diante
das perdas das famílias. “São pessoas que vivem da agricultura e não
têm para onde ir ou outra ocupação. A cidade não tem condições de
empregar todo mundo. Como essas famílias vão ficar? Tem família que vai
receber R$ 7 mil, o que é isso diante do que elas vão perder?”, indaga Camila Paula.
Fonte: http://apodiariooblog.blogspot.com.br/
sexta-feira
Derrubada de placas demonstra insatisfação com projeto de irrigação na cidade de Apodi.
Para a militante da Marcha Mundial das Mulheres, Conceição Dantas, esse ato demonstra a insatisfação da população com a execução do projeto de irrigação projetado pelo Dnocs para a região.
"Esse projeto tem muitos inimigos, pois pretende roubar a terra e a água da cidade de Apodi. Não só as famílias prejudicadas, mas diversos segmentos da sociedade estão convencidos de que o projeto é inviável", salienta Conceição Dantas .
A autoria do ato de vandalismo ainda é desconhecida. Para o tesoureiro do Sindicado dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi, Agnaldo Fernandes, esse é um fato obscuro e ninguém sabe como aconteceu.
"Nós ficamos sabendo que as placas haviam sido derrubadas, mas a origem é desconhecida, pode ter sido qualquer pessoa", afirma.
Agnaldo Fernandes explica que técnicos do Dnocs invadiram as terras das famílias agricultoras da Agrovila Palmares, a mais atingida pelo projeto, no último dia 20 de novembro.
"Eles entraram por trás, sem permissão, através de um terreno privado para iniciar as obras do projeto. No entanto, isso não significa que foram as famílias que derrubaram essas placas. Esse projeto só acumula inimigos", destaca.
Movimento feminista se une em protesto contra o projetoNa
próxima segunda-feira, cerca de duas mil mulheres irão se reunir das 8h
às 13h, em Apodi, para dizer "não" ao projeto do perímetro irrigado da
Chapada do Apodi.
A atividade, denominada "24 Horas de Ação Feminista", será realizada concomitantemente em outros lugares do país, dentro das atividades em conjunto de integrantes da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil, onde todas estarão apoiando as mulheres e famílias apodienses na luta pela defesa da Chapada do Apodi.
A ação tem como objetivo fortalecer a solidariedade entre as mulheres e, ao mesmo tempo, dialogar com a sociedade, mostrando os prejuízos provocados pelo projeto, caso ele seja colocado em prática.
O projeto do perímetro irrigado da Chapada do Apodi prevê entregar as terras da região e a água da barragem de Santa Cruza a cinco grandes empresas da fruticultura irrigada, causando a desapropriação de famílias de camponeses apodienses.
A atividade, denominada "24 Horas de Ação Feminista", será realizada concomitantemente em outros lugares do país, dentro das atividades em conjunto de integrantes da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil, onde todas estarão apoiando as mulheres e famílias apodienses na luta pela defesa da Chapada do Apodi.
A ação tem como objetivo fortalecer a solidariedade entre as mulheres e, ao mesmo tempo, dialogar com a sociedade, mostrando os prejuízos provocados pelo projeto, caso ele seja colocado em prática.
O projeto do perímetro irrigado da Chapada do Apodi prevê entregar as terras da região e a água da barragem de Santa Cruza a cinco grandes empresas da fruticultura irrigada, causando a desapropriação de famílias de camponeses apodienses.
quinta-feira
Luta e resistência da Chapada do Apodi/RN é destaque no VIII ENCONASA
Conversa sobre a apresentação teatral e resistência na Chapada do Apodi
Após apresentação artística no segundo dia do VIII Enconasa, a comunicadora Paula Andreas conversou com o grupo teatral Escarcéu e o com o sociólogo Antônio Bezerra Júnior, da Comissão Pastoral da Terra no Rio Grande do Norte, sobre a necessidade de evitar a continuidade do projeto de perímetros irrigados na Chapada do Apodi (RN).
| [Entrevista] | 10117 Kb |
quarta-feira
Resistência ao Perímetro Irrigado da Chapada do Apodi será discutido em Seminário realizado pela UFERSA.
Segundo
o Coordenador do GEDIC e do curso de Direito da UFERSA, professor
Daniel Valença, o objetivo do encontro é discutir temáticas referentes
aos Direitos Humanos no Semiárido. “A abordagem será no contexto do
Agronegócio, Agrotóxicos e as violações decorrentes do modelo de
produção rural atual, bem como o Estatuto da Criança e do Adolescente e o
Sistema de Garantia de Direitos, de modo a contribuir na construção de
uma cultura de direitos no estado”, frisou. Já o professor Thiago Dias,
coordenador da INCUBAOESTE, destaca a importância da economia solidária
como modelos alternativos para o desenvolvimento rural.
O
evento contará com duas mesas, com a participação de diversos nomes
nacionais e locais da área de Direitos Humanos, Agroecologia, História,
Psicologia e do Ministério Público como Frei Gilvander (CONEDH-MT), a
Socióloga Alzira Medeiros, a Profa. Jovelina Santos (História/UERN),
além da participação do Promotor da Infância e Juventude Sasha Alves
(MP/RN). Após as plenárias vão haver momentos de discussão em GD’s sobre
diversas temáticas no âmbito dos Direitos Humanos.
A primeira mesa debaterá o Perímetro Irrigado da Chapada do Apodi/RN onde o DONCS tem proposto desapropriar 13.800 ha de terras atingindo cerca de 800 famílias tradicionais que sobrevivem na Chapada do Apodi/RN.
Lembrando: POR QUE SOMOS CONTRA O PROJETO DE IRRIGAÇÃO EM APODI?
O projeto vai entregar as terras da chapada e a água da Barragem de
Santa Cruz para 05 empresas do agronegócio; O projeto vai expulsar
centenas de famílias de pequenos agricultores e agricultoras de suas
terras; O projeto irá fazer desaparecer várias comunidades; O projeto
vai provocar o envenenamento das terras, das águas e da população; O
projeto vai acabar com a produção de mel, da caprinocultura, da
avicultura, etc; O projeto vai acabar com a produção agroecológica das
comunidades; O projeto vai provocar a escassez de água para os
produtores de arroz do vale; O projeto vai provocar, a exemplo de outros
perímetros irrigados, a miséria, a prostituição e a violência no
município de Apodi.
Informações extraídas do site da UFERSA.
Assinar:
Postagens (Atom)


