Agindo como uma “cobra cascavel das mais peçonhentas”, o pesquisador, nos últimos 15 anos, zoou o guiso denunciando na internet as deficiências do projeto em questão, fazendo uma síntese das principais características ambientais da região e uma análise crítica dos impactos que o projeto já vem causando na natureza nordestina. Além do mais, o projeto não é a fundo perdido, e quando chegar a hora de se pagar a conta, todos irão pagá-la, independentemente de classes sociais, raças ou crenças. Nesses aspectos, Suassuna sempre deu provas de estar do lado da coerência e da razão. Com o lançamento de seu livro, o pesquisador deflagra o “bote fatal” nessas questões, elucidando, de vez, os pontos mais polêmicos do projeto e apontando saídas mais viáveis para os entraves existentes no abastecimento do povo, fazendo cair a máscara de seus responsáveis, os quais sempre se mostraram favoráveis ao uso da água do rio São Francisco para o agro e hidronegócio, fato que vem iludindo a população, a qual sempre se mostrou aberta às alternativas mais simples de convivência com o Nordeste seco, notadamente aquelas voltadas para o setor hídrico.
quarta-feira
Sugestão de Leitura:Transposição do Rio São Francisco na perspectiva do Brasil real
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