segunda-feira

Chuva inesperada não muda período de forte seca em toda a região.


Já fazia mais de 200 dias seguidos que não chovia na região Oeste do Rio Grande do Norte, sobretudo em Mossoró. A seca que assola o Estado e a região foi destaque, inclusive, na última sexta, 22, no Jornal Nacional da TV Globo. Entretanto, um fato climático causou surpresa até mesmo para os meteorologistas. Uma chuva moderada por volta da zero hora de sábado, 23, trouxe alguma esperança, mesmo sabendo que os meses de outubro e novembro são considerados os mais secos do ano.
A Estação Pluviométrica da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) mostra que choveu em Mossoró entre 12,7 (estação da Ufersa) e 24 milímetros (Centro de Mossoró). Para este domingo, a previsão era ainda de mais chuvas, segundo informava a Gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). No entanto, os técnicos da Emparn adiantam que o quadro de seca não deverá mudar na região.
Segundo Gilmar Bistrô, meteorologista da Emparn, a chuva que caiu em boa parte da noite de sexta e no sábado é decorrente de uma frente fria vinda da região Sudeste e que "raramente atinge o Nordeste". Para Gilmar, a chuva em Mossoró causou ainda mais espanto. "Já tínhamos a previsão de alguma pancada de chuva no Estado, mas não imaginávamos que chegaria até Mossoró. Acreditávamos que a frente no máximo chegasse ao Alto Oeste" explica o técnico. A volta de relâmpago do período chuvoso é decorrência direta do fenômeno climático "La Nina", que provoca um resfriamento nas águas do Oceano Pacífico e que atualmente está 2 graus a menos que o normal. "O fenômeno associado à umidade vinda do Atlântico está facilitando a formação de períodos chuvosos no país", diz Gilmar.

ESTRAGOS

Em Mossoró, a chuva da madrugada de sexta para o sábado não provocou maiores estragos. Na Rua Wenceslau Braz, bairro Bom Jardim (zona norte), fios de alta tensão caíram e equipes da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN) passaram toda a manhã de ontem resolvendo o problema. Em alguns pontos da cidade também houve registro de falta de energia, devido ao desligamento automático do sistema, provocado pela queda da fiação.

Fonte: Jornal de Fato.

quarta-feira

ASA já identificou 75% das escolas rurais que terão cisternas

Processo de seleção das escolas termina este mês. Até o momento, as instituições estão situadas em 130 municípios do Semiárido.

Verônica Pragana - ASACom

As organizações que fazem parte da ASA e estão responsáveis pela execução do Projeto Cisternas nas Escolas selecionou 630 escolas rurais de 130 municípios para receber os reservatórios de 52 mil litros. Este número equivale a 75% das cisternas previstas. As 213 escolas restantes serão identificadas até o final deste mês.
O projeto está na fase de mobilização dos atores sociais que responderão pela sustentabilidade futura do projeto - prefeitura, comunidade escolar, comunidades nas proximidades da escola, organizações da sociedade civil, comissões municipais da ASA, entre outros.
A seleção das escolas é feita a partir de um levantamento de 2007 do Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A pesquisa traçou um mapa das escolas a partir de seu acesso à água. As escolas sem nenhum tipo de abastecimento serão as primeiras atendidas pelo projeto Cisternas nas Escolas.
Pelo levantamento do MEC/Inep, em 1.416 municípios de 11 estados (do Espírito Santo ao Maranhão) existem mais de 37,6 mil escolas rurais, das quais mais de 75% (28,3 mil) não têm nenhum tipo de abastecimento de água.
“Reconhecemos que a cisterna na escola é um dos elementos que somarão para a busca de solução dos problemas referentes à educação no Semiárido. O desafio está em nossas mãos. E vamos colocar nosso conhecimento, nossa capacidade de mobilização, técnica e política a serviço das crianças e adolescentes nas escolas da região”, assegura um trecho do documento “Subsídios para trabalho cisternas nas escolas/ASA”, elaborado para as organizações da Articulação empenhadas na ação.
As organizações da ASA contam a seu favor a experiência na execução do Programa Um Milhão de Cisternas, que tem construídos reservatórios de 16 mil litros em casas de famílias agricultoras. Já foram construídas mais de 294 mil cisternas, beneficiando cerca de 1,5 milhão de pessoas.
O projeto Cisternas nas Escolas é realizado pela ASA, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Cooperação Espanhola, e apoio do Unicef.
FONTE: Site da ASA

ASA divulga carta de apoio à Dilma

A Articulação no Semiárido (ASA Brasil), formada por mais de mil organizações da sociedade civil que atuam na região, divulga à sociedade uma carta de apoio à candidata Dilma Rousseff.
Destacando que um dos resultados da ação da rede é a “ruptura com a indústria da seca e com uma tradicional política coronelista, atrasada e cruel, liderada pelas oligarquias locais, que encontram hoje, nos partidos de direita, uma nova roupagem para as mesmas velhas práticas de manutenção do poder”, a ASA reconhece no Governo Lula um espaço de diálogo com os movimentos sociais que permitiu a ampliação da ação da rede e o fortalecimento da luta pela dignidade das famílias do Semiárido. Através do trabalho da ASA, mais de um milhão e meio de pessoas têm garantido o acesso à água de qualidade.
“Não podemos permitir que este segundo turno se torne numa ameaça de retrocesso no campo do diálogo entre governo e sociedade, no controle social das políticas públicas e especialmente no que se refere às políticas de convivência com o Semiárido”, relata a carta. Mais à frente, o documento grifa: “A ASA acredita que estas condições serão continuadas e ampliadas a partir da eleição de Dilma Rousseff para a Presidência do Brasil”


FONTE: Site da ASA


Aluno interessado em entrar no IFRN tem até hoje para pedir isenção de taxa

Os interessados em concorrer a uma das vagas do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (IFRN) em Macau só tem até hoje para requerer a isenção do pagamento da taxa de inscrição ao processo seletivo às vagas disponibilizadas nos cursos de Recursos Pesqueiros e Química. O calendário para o recebimento dos pedidos de isenção foi aberto na segunda-feira, 18.
Segundo o órgão federal, o processo seletivo se voltará para os cursos técnicos de nível médio na forma integrada e compreenderá o primeiro semestre letivo de 2011. Dentre os que podem requerer a isenção do pagamento da taxa constam quem estiver inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais do Governo Federal e for membro de família de baixa renda.
A solicitação deverá ser oficializada até às 17h de hoje, diretamente no Campus do IFRN em Macau. O requerimento deverá estar acompanhado da comprovação de inscrição no CadÚnico e de declaração assinada pelo candidato e seu responsável legal, caso seja menor de 18 anos de idade. No preenchimento do requerimento, será obrigatória a informação do número do CPF do candidato que solicitar a isenção da taxa de inscrição.
O resultado do requerimento será fornecido ao candidato até cinco dias úteis após o término do período previsto para requerer a isenção, de modo a possibilitar, no caso de indeferimento, a inscrição do candidato por meio do recolhimento da taxa de inscrição. A inscrição do candidato dispensado do pagamento da taxa será efetuada no mesmo período dos demais candidatos e seguirá os mesmos procedimentos, exceto o pagamento da citada taxa de inscrição.

VAGAS

São oferecidas 20 vagas no curso de Recursos Pesqueiros e outras 20 no curso de Química na unidade do IFRN em Macau. O órgão destacou que o calendário de atividades do processo seletivo ficou assim estabelecido: solicitação de isenção da taxa de inscrição, de 18 a 20 de outubro; inscrição, de 26 de outubro a 5 de novembro; pagamento da inscrição, de 26 de outubro a 8 de novembro; entrega dos cartões de inscrição, de 29 de novembro a 12 de dezembro; prova, 12 de dezembro; resultado da prova objetiva, 22 de dezembro; resultado da prova discursiva, 11 de janeiro de 2011; resultado final, 18 de janeiro de 2011.

Fonte: Jornal de Fato

sábado

Agrotóxicos: Incidência de leucemia é maior entre agricultores da Chapada do Apodi

A saúde do trabalhador rural da Chapada do Apodi está tão mais vulnerável quanto maior se foi disseminando a prática de aplicação de agrotóxico. Mas o impacto dos agrotóxicos vai além do cercado da plantação e o quadro agravante de doenças se alastrou para os municípios produtores: Limoeiro do Norte e Quixeré. Estudos comprovam que várias doenças, dentre as quais o câncer, estão relacionadas com os malefícios causados pelos venenos. De acordo com levantamento da Universidade Federal do Ceará, os agricultores apresentam índice de leucemia, um tipo de câncer, seis vezes maior que o esperado, em comparação com trabalhadores de atividades não-agrícolas. A incidência de doenças crônicas tem aumentado na região em torno do agropolo, em que já está constatado o abuso de agrotóxicos.
"É a questão de ver que nós estamos sofrendo todo o santo dia, esses produtos químicos são muito, eles são muito fortes! Eu li as bulas desses venenos tudinho. Quando eu entrei na empresa eu comia abacaxi, mas hoje em dia não tem quem faça eu comer abacaxi, porque eu sei, todo santo dia, o que é aplicado ali em cima". O depoimento é de um trabalhador rural da Chapada do Apodi e foi coletado pela equipe de pesquisadores do Núcleo Trabalho, Saúde e Meio Ambiente para a Sustentabilidade (Tramas), da Universidade Federal do Ceará. O maior estudo já realizado no Ceará sobre o impacto de produtos químicos na lavoura e nas comunidades relacionadas apresentou, em Limoeiro, a conclusão da pesquisa de um dos principais objetos de estudo: a plantação de abacaxi.
As centenas de hectares onde antes se encontrava abacaxi são ocupadas, atualmente, por banana, também para exportação aos mercados consumidores dos Estados Unidos e da União Europeia. Alguns dos efeitos crônicos dos agrotóxicos são as dermatites, cânceres, desregulação endócrina (hormônios), efeito no sistema de defesa do corpo, má desenvolvimento da criança, doenças respiratórias e doenças do fígado e dos rins. Já tratado em outras matérias, a polêmica sobre os casos de câncer entre Limoeiro e Quixeré é reforçada pelos dados comparativos do registro da doença entre agricultores e não-agricultores.

FONTE: limoeirodonorte.blogspot.com
Informações: Diário do Nordeste / Reportagem e Foto: Melquíades Júnior

quarta-feira

Vem aí a 1ª Feira Territorial da Economia Feminista e Solidária do RN!

As mulheres de grupos produtivos dos territórios Açu-Mossoró e Sertão do Apodi irão realizar a 1ª Feira Territorial de Economia Feminista e Solidária. O evento é uma idealização do Grupo Mulheres em Ação em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e ocorrerá em Mossoró (RN), nos dias 14, 15 e 16 de outubro, na praça que fica ao lado do espaço Carcará, no centro da cidade.
Durante todo o dia 14, concomitantemente à realização da Feira, ocorrerá o Encontro Estadual das Trabalhadoras Rurais, no espaço do Carcará. Este evento servirá como complementação para a parte de formação da Feira com palestras e mesas-redondas sobre a temática em questão.
Artesanato, alimentos agroecológicos, artigos de reciclagem e alimentícios são alguns exemplos de produtos que já possuem comercialização em feiras municipais e também poderão ser encontrados na Feira Territorial.

Fonte: Centro Feminista 8 de Março

Haverá nesta Quarta Reunião do Forúm da Agricultura Familiar de Apodi

Como é de costume em todas as 2ª Quarta-Feira de cada mês há a realização da Assembléia do Forúm da Agricultura Familiar de Apodi, onde se reune representantes de todas as comunidades e assentamentos rurais do nosso município. Hoje o principal ponto de pauta será a discussão com relação ao Projeto de Irrigação da Chapada do Apodi, no sentido de articular uma ação no municipio com o Projeto da Forma que aí está, pois como sabemos existem grandes riscos de que esse projeto não venha a atender as necessidades dos ue mais precisam dele (que são as famílias que a muito tempo já trabalham na região).  

terça-feira

Dra. Elaine de Azevedo – Orgânicos e Saúde. Você ainda tem alguma dúvida? – Valor Nutricional de Orgânicos

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Um estudo de 10 anos comparando tomates orgânicos versus convencionais sugere que os orgânicos têm quase o dobro de antioxidantes chamados flavonóides que protegem o coração. De acordo com o estudo, níveis aumentados de quercetina e campeferol foram encontrados numa média de 79% e 97% , respectivamente, nos tomates orgânicos. O artigo foi publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry.
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Pesquisa feita com framboesas, morangos e milho de origem orgânica, pesquisadores encontraram um acréscimo de 20 a 58% de flavonóides nesses alimentos.
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Em Março de 2007, três projetos de pesquisa europeus revelaram que tomates, pêssegos e maçãs processadas orgânicos têm melhor valor nutricional que os convencionais.
Os tomates orgânicos têm maior teor de material seca total, açúcares totais, vitamina C , B- caroteno e flavonóides. Os pesquisadores recomendam tomates orgânicos como parte de uma dieta saudável capaz de prevenir câncer.
O estudo francês encontrou que pêssegos orgânicos têm maior conteúdo de polifenol no momento da colheita e conclui que o manejo orgânico apresenta efeitos positivos no sabor dos pêssegos.
O estudo polonês encontrou maior quantidade de substâncias bioativas - fenóis, flavonóides e vitamina C - em purê de maçã orgânico comparado com as conservas convencionais.
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Kiwis orgânicos têm maior nível de vitamina C e polifenóis e, conseqüentemente, maior atividade antioxidante. Além disso, pesquisadores da University of California Davis que fizeram a pesquisa afirmam que todos s constituintes minerais são mais concentrados no kiwi orgânico comparado ao convencional.
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Estudo apresentado no encontro da American Chemical Society mostra que laranjas de origem orgânica contêm até mais de 30% de vitamina C que as de origem convencional.
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Leite de origem orgânica contém 68% mais ácido graxo essencial ômega-3 de acordo com pesquisadores da University of Liverpool. A pesquisa foi publicada no Journal of Dairy Science também mostrou a superioridade do leite orgânico com relação a quantidade de vitamina E e de antioxidante B-caroteno.
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Carne de animais criados a pasto (manejo orgânico) tem maior quantidade de ácidos graxos essenciais polinsaturados ômega -3 e menor taxa de ácidos graxos saturados do que animais criados com grãos e rações. Resultados similares foram encontrados para frangos criados organicamente (38% mais ômega-3 que em frangos convencionais). Além disso, a carne dos frangos foi considerada mais saborosa e uma melhor alternativa de produção devido às condições de bem- estar animal e qualidade do produto. Os estudos foram publicados no Meat Science Journal.
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Outro estudo feito com frangos orgânicos mostram que esses apresentam 25% menos gordura total do que os frangos criados de forma intensiva em granjas. A pesquisa foi realizada no Institute of Brain Chemistry and Human Nutrition na London Metropolitan University.
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Frutas e verduras avaliadas nos EUA contém menor teor de vitaminas e minerais do que há 50 - 60 anos atrás segundo pesquisa da University of Texas. Os pesquisadores foram unânimes em afirmar que ao optar por vegetais orgânicos o consumidor ingere maior quantidade de micronutrients e de antioxidants.
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Uma revisão de 41 estudos apresentado no The Journal of Alternative and Complementary Medicine comparando alimentos orgânicos e convencionais encontrou entre os orgânicos um aumento na taxa de 21 nutrientes analisados. Entre os nutrientes pesquisados estão o ferro, o magnésio, o fósforo e a vitamina C .
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Fontes: SOIL ASSIOCIATION : http://www.soilassociation.org/
Traduzidos e revisados por Dra Elaine de Azevedo

AZEVEDO, Elaine de. Alimentos Orgânicos: ampliando conceitos de saúde humana, socioal e ambiental. Tubarão: Editora Unisul, 2006.

Nota: É proibida a reprodução deste texto em qualquer veículo de comunicação sem a autorização expressa do autor. Só serão permitidas citações do texto desde que acompanhadas com a referência/crédito do autor.

Fonte: Fontes: SOIL ASSIOCIATION : http://www.soilassociation.org/ Traduzidos e revisados por Dra Elaine de Azevedo

Morte de abelhas por pulverização de agrotóxicos

Apicultores da região central de São Paulo acreditam que a pulverização das lavouras vizinhas com agrotóxicos, está provocando a morte de milhares de abelhas. Um grupo de pesquisadores de duas universidades estuda o problema.
Ao abrir a colmeia surge a pior imagem que um apicultor pode esperar. As abelhas estão mortas. As poucas que escaparam estão fracas e não têm muitos dias de vida. Os favos de mel não podem ser aproveitados.
Só sobrou uma das 15 colmeias do criador Lucival Ferreira. "O enxame inteiro está morto, desde a rainha até as operárias. Tudo ao ponto de você apanhá-las com um punhado como se fossem folhas caídas ao chão", contou.
Vinte apicultores de Leme sofrem com a situação. Um deles perdeu 150 colmeias. O problema está sendo analisado por um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista e da Universidade Federal de São Carlos, que estada as consequências dos pesticidas nas abelhas.
Os pesquisadores já fizeram testes com 15 inseticidas e descobriram que quando toda a colmeia aparece morta é grande a chance de a causa ser uma contaminação. A pulverização aérea está agravando o problema.
"Antes, como não tínhamos essas aplicações, a incidência era menor. Mas, ultimamente, principalmente na laranja, aplicações de controle de laranja têm sido feitas por avião", explicou Osmar Malaspina, biólogo da Unesp.
Em Tambaú, milhares de abelhas morreram na criação de 25 anos do apicultor Tadeu e 31 colmeias tiveram de ser descartadas. Ele guardou parte do material e encaminhou para análise.
Quando a abelha recebe o veneno de forma direta a morte é quase certa. Em doses menores, a capacidade de aprendizagem do inseto fica comprometida.
"Não conseguem mais ter a orientação de sair da colmeia, ir ao campo e retornar nós temos perda dessas abelhas no campo. As larvas podem sofrer alterações e vão, é claro, contaminar os produtos das abelhas, principalmente o mel, o pólen e o própolis", alertou Roberta Nocelli, bióloga do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de São Carlos.
De acordo com a bióloga Renata Nocelli, ainda não foi feito nenhum estudo sobre os efeitos do consumo dos produtos contaminados em seres humanos.

Fonte: Globo Rural
NOTA do BLOG: Este fato nos mostra o que poderá ocorrer com as centenas de famílias que sobrevivem da apicultura na Chapada do Apodi com a concretização da Irrigação da Chapada a favor do Agronegócio.  

segunda-feira

Política, uma arte milenar.

O tempo é companheiro da esperança. Esta, perdida em horizontes longínquos remonta à memória de um povo sem história. Povo ordeiro, gente simples perdida no anonimato de sua função. Povo esse cuja nobreza de caráter traduz um sentimento de repugnância quando lesado em seus direitos sociais. Esse mesmo povo abomina a política, mas é governado pelos que dela vivem; pouco entende desse sistema neoliberal, mas é a principal vítima dos desequilíbrios da economia.
Tolhido em sua dignidade, tenta compreender o processo de condução do país e a genialidade de seus representantes no ato da manipulação e na defesa de seus interesses eleitoreiros.
Assim, diante de um salário de fome, vai esmerilando seu dia de aço, enxada, papel, carvão,etc. São mãos trabalhadoras, que laboram a terra, enfrentam o trânsito caótico das grandes metrópoles, pendurados por sobre os trilhos, enjaulados dentro dos metrôs; mãos vazias de esperança.Essas vidas não cabem nas convenções, nas assembléias, nos conchavos. E assim, da política só conhece promessas vãs, medíocres, covardes. Promessas que comprometem o seu tempo, o seu presente, o seu sonho.
Para reconstruir esse sonho, vai virando a página da história, tentando resgatar a esperança perdida, adquirindo novas maneiras de encarar esse processo vil, do qual é o principal alvo. Felizmente já consegue questionar teorias tidas como verdades absolutas e organiza novas formas de defesa e convivência social. E dentro do seu espaço, reconstruindo sua história, essa gente conseguirá sobreviver a mais um período eleitoral. Renegará veementemente as maldades camufladas dos candidatos, porque sabe como ninguém, que a guerra pelo poder não tem preço e nessa batalha omite-se a prática de qualquer virtude.
Esse é o povo brasileiro que se une para conspirar contra a politicagem. Para exigir dos candidatos que não violem o mais inviolável dos seus direitos, algo simples e muito nobre, chamado respeito.
Como dizia o imortal Drummond: “O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”


Dalva Dias Magalhães,
Barbacena - MG - por correio eletrônico
Endereço eletrônico:
dalvadm@yahoo.com.br

Agrotóxicos aumentam índice de câncer no meio rural

MST - [Vanesa Ramos] O modelo de produção agrícola e o comportamento alimentar social podem ser responsáveis pelos problemas de saúde enfrentados hoje pela população brasileira.
Regina Miranda, do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável do Rio Grande do Sul, alerta que "geração atual é a primeira em que os filhos não vão viver mais do que os próprios pais".
Isso vai acontecer porque, ao longo do tempo, o homem permitiu que os hábitos alimentares fossem moldados pelo interesse do capital. O primeiro passo foi a Revolução Verde e, agora, com uma produção agrícola viciada em produtos nocivos à saúde. O resultado disso é, principalmente, um índice crescente de pessoas doentes.
Segundo Regina, a relação social com o alimento era baseada "na busca pela excelência". Em outras palavras, o homem tinha preocupação de consumir alimentos nutritivos e de boa qualidade.
No entanto, no processo de industrialização, o sistema capitalista padronizou os hábitos alimentares.
"Nós nos tornamos seres ociosos e consumidores de alimentos pouco nutritivos. Ou seja, a relação alimentar do homem tornou-se mórbida", afirmou Regina.
"Essas escolhas sociais de alimentação impactam diretamente o modelo de produção vigente, a qualidade do alimento, a maneira de como o indivíduo vai se alimentar e, por fim, o próprio corpo, pois o corpo é desenhado a partir das nossas escolhas", concluiu Regina.

Câncer

Não é a toa que, entre 2000 e 2006, os agricultores tiveram uma maior incidência proporcional de câncer do que a população urbana, mostrou Raquel Maria Rigotto, integrante do Núcleo Tramas, da Universidade Federal do Ceará. "A leucemia é o principal câncer associado ao uso de agrotóxico", afirmou.
Os agrotóxicos podem causar intoxicação aguda – aquelas em que se pode perceber imediatamente após o contato com o produto químico – ou doenças crônicas, que aparecem semanas e meses depois.
Os agrotóxicos podem causar, entre as doenças crônicas,dermatite, câncer, desregulamentação endócrina, neurotoxidade retardada, efeitos sobre o sistema imunológico, doença do fígado, má formação fetal e aborto.
Apesar disso, há uma grande barreira para associar o agrotóxico como causa dessas enfermidades.
"Quando a gente vai discutir com as indústrias que os agrotóxicos são responsáveis pelas doenças, elas dizem que não há problema algum com os produtos químicos. O que dificulta a comprovação de que os agentes químicos são os causadores das doenças crônicas", desabafou a consultora em Estatística e Saúde Publica da Fiocruz, Rosany Bochner.
Para avançar na construção de um banco de dados com informações sobre as intoxicações, Rosany ainda fez um apelo de que "é muito importante que as pessoas nos informem sobre os casos de doenças crônicas causadas pelo contato com agrotóxicos".
A Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica, sob coordenação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Fiocruz, possui um disque intoxicação (0800 722 6001), por onde a população pode informar os centros sobre os casos de contaminação por agrotóxicos.
Para os estudiosos, é necessário que se criem políticas públicas que viabilizem uma produção agrícola sem o uso de agrotóxicos. "O problema do agrotóxico não é mais só do agricultor, mas também do consumidor", afirmou Rosany.
O país é o maior consumidor de agrotóxico do mundo. Cerca de 451 produtos químicos estão registrados hoje no Brasil. Mais de 1090 produtos químicos são comercializados em território nacional e o governo brasileiro ainda faz redução fiscal para o uso de agrotóxico.
O integrante da coordenação nacional do MST João Pedro Stedile apresentou preocupação com a falta de estudos sobre os impactos dos agrotóxicos no meio ambiente nas áreas tropicais, uma vez que as indústrias de agrotóxicos fizeram testes somente em solos de clima temperado.

sábado

Blog ApoDiário e Depósito de Bebidas São João lançam promoção entre leitores

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Trabalhadores preocupados com uso de agrotóxico

Casos de morte e doença levantam suspeita sobre impactos na saúde do manejo dos defensivos agrícolas.

Com mortes de trabalhadores rurais com sintomas parecidos, ocorridas no fim do ano passado, e, atualmente, dezenas deles com relatos de doenças supostamente causadas por agrotóxicos com que trabalham, aumenta a preocupação de médicos e familiares com a possibilidade de contaminação por agrotóxicos nas lavouras da Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte. Fraqueza no corpo, tontura, dor de cabeça, coágulos de sangue no vômito e mudança no tom da pele são alguns dos relatos de quem trabalha na aplicação dos defensivos agrícolas e na colheita de abacaxi.
Uma equipe de 20 médicos voluntários está fazendo consultas e exames nos trabalhadores. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos acompanham a polêmica da contaminação por agrotóxicos na região jaguaribana.
A viúva Jarlene Matos, ao lado do filho, mostra documentos do marido Vanderley Matos da Silva, falecido com suspeita de contaminação por agrotóxico. (Foto: Melquíades Júnior).O agricultor Vanderley Matos da Silva, 31 anos, trabalhava numa empresa multinacional exportadora de frutas em Limoeiro. Sua função era fazer o coquetel de venenos aplicados na plantação. São vários produtos químicos, com princípios ativos que livram as frutas de pragas na lavoura. E dão garantia de colheita ao produtor.
Em julho do ano passado, Vanderley começou a sentir fortes dores de cabeça, falta de apetite e insônia. A pele tinha aspecto amarelado, e em pouco tempo perdeu mais de dez quilos. Em agosto, com a suspeita de hepatite, passou por vários médicos em Limoeiro; enquanto isso, reclamava de fraqueza e, em algumas das vezes em que comia, vomitava, apresentando coágulos de sangue.
Após exames que não acusaram qualquer anormalidade em seu fígado, Vanderley teve resposta diferente em Fortaleza, onde exames comprovaram a necessidade urgente de transplante desse órgão.

Ausência de autópsia

Hospitalizado à espera de solução, o agricultor morreu no trigésimo dia de internação, em novembro passado. Deixou mulher e filho, que sustentava com o que ganhava na Del Monte Fresh Produce Brasil, onde trabalhou por três anos e sete meses. O relato acima foi dado pela esposa e pela irmã de Vanderley à reportagem e em denúncia ao Ministério Público do Trabalho de Limoeiro do Norte. Contudo, até mesmo pela inexistência de autópsia, não é possível comprovar se há relação de causa-conseqüência entre o quadro de saúde do trabalhador e sua atividade na empresa.
A morte de Vanderley foi a segunda de um agricultor que trabalhava na aplicação de veneno entre outubro e dezembro de 2008. Antes, falecera José Valderi Rodrigues, acometido por uma infecção, supostamente causada por bactérias presentes nos venenos que manipulou. Os dois eram moradores no bairro Cidade Alta, o mais populoso de Limoeiro e um dos que mais fornecem mão-de-obra para as empresas da Chapada do Apodi.
Colegas de Vanderley estão preocupados com a saúde. Têm apresentado sinais parecidos com os do agricultor falecido. “Uns colegas dele têm vindo aqui saber dos sintomas, porque trabalham com os venenos e estão apresentando os mesmos sintomas”, afirma a viúva Jarlene Matos.

Saúde debilitada

É o caso de “José” (nome fictício), que pediu para não ser identificado porque trabalha em empresa da chapada e teme represálias. Trabalhando há mais de dois anos perto da área de aplicação de veneno, José tem reclamado, nos últimos meses, de tonturas, fraqueza no corpo, falta de apetite e pele amarelada.
No mesmo bairro, um agricultor de 28 anos, que trabalha na mesma empresa em que José, apresenta doença na pele. As células do tecido epitelial estão ficando degeneradas. A família toda está preocupada, como a de “Francisco dos Santos”, da Cidade Alta, que passou apenas cinco meses trabalhando na colheita de abacaxi e precisou pedir licença médica após freqüentes dores de cabeça e registrar pouca mobilidade de uma das pernas.
Com o agravamento da situação, cerca de 20 médicos do Departamento de Saúde Comunitária da Universidade Federal do Ceará (UFC), nos dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro, realizaram consultas em 40 trabalhadores que atuam na Chapada do Apodi e estão preocupados com o próprio estado de saúde, suspeitando que a causa das doenças tenha sido o contato com os venenos.
Para o médico Antonio Lino, que atuou no município de Quixeré, que divide com Limoeiro o território cearense da Chapada do Apodi, embora não haja dados conclusivos sobre a relação agrotóxicos-doenças, uma série de fatos, que vão da localização do trabalho, da função exercida, dos equipamentos usados pelos trabalhadores aos sintomas “parecidos”, geram suspeita suficiente para se investigar o caso.

SAIBA MAIS

Câncer

Limoeiro do Norte tem um dos maiores índices de câncer do Interior do Ceará. Foram 190 casos registrados nos últimos sete anos. Médicos realizam estudos para verificar se há relação entre os casos e o uso de venenos por produtores. Em 11 cidades do Baixo Jaguaribe, agricultor e dona-de-casa são os mais acometidos por tumores malignos. Os principais casos verificados são de pele, cólo de útero, mama e próstata.

Perímetro

O Perímetro Irrigado Jaguaribe-Apodi, em Limoeiro, é um dos mais importantes do Nordeste, gera mais de 15 mil empregos diretos e produz mais de R$ 60 milhões todos os anos.

Fonte: Diário do Nordeste / Reportagem e Foto: Melquíades Júnior
Mais informações:
Departamento de Saúde Comunitária da UFC
(85) 3366.8044
Del Monte Fresh Produce
(85) 4006.1900

sexta-feira

Abuso no uso de agrotóxicos na Chapada do Apodi

O abuso no uso de agrotóxicos na Chapada do Apodi causa preocupação à população de Limoeiro do Norte, e cidades vizinhas. Mas até agora nada foi feito para controlar esse tipo de atividade.
Em 2005, foram mais de mil casos de internamentos devidos à intoxicação por agrotóxicos no Ceará, segundo revelam dados sistematizados pelo Núcleo de Epidemiologia da Secretaria Estadual de Saúde (SESA). O número de internações por intoxicação por pesticida no Ceará passou de 639 em 2004, para 1.106 em 2005.
Embora estes números já sejam bastante elevados, há indícios de que eles estejam subestimados, segundo reconheceu Luciano Pamplona, técnico responsável pela Análise em Saúde do Núcleo de Epidemiologia (NUEPI), da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará. Foram tomados apenas os dados relativos ao Sistema de Informações Hospitalares, que não registra os casos que não necessitaram de internação para tratamento, como pode ser o caso de intoxicações sub-agudas ou crônicas, ou mesmo os casos agudos leves.
Conforme os dados de 2005, os municípios de Limoeiro do Norte, Tabuleiro do Norte e Jaguaribe apresentaram os maiores números de casos: respectivamente, 414, 117 e 99. Foi detectado um alto número de casos também nos municípios de São João do Jaguaribe (70), Alto Santo (69), Quixeré (63), Pereiro (45), Potiretama (37), Jaguaribara (34) e Ererê (30). Todos eles estão na área de implantação de grandes projetos de agronegócio, envolvendo empresas produtoras de abacaxi e outras frutas para exportação.
É preciso que as autoridades públicas responsáveis pela saúde, o trabalho, o meio ambiente, tomem as providências para conhecer melhor esta situação e interromper este ciclo de contaminação, adoecimento e, quem sabe, morte.
A Del Monte Fresh Produce Brasil Ltda., localizada na fazenda Ouro Verde IV, na Chapada do Apodi, Limoeiro do Norte, seria a empresa que mais usa os venenos indiscriminadamente. Além dos prejuízos à saúde, famílias tiveram suas terras desapropriadas, passaram a ser funcionárias das empresas ou foram expulsas para as periferias da cidade.