quarta-feira

STTR de Apodi/RN sorteou duas motos zero quilômetro com seus sócios.



A Esposa de Françuá e Seu "Pedinho" - Ganhadores.
No sábado passado, dia 31 de Janeiro, o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi esteve realizando mais um sorteio para seus sócios e sócias que estão em dias de acordo com as normas estatutárias que rege a entidade.
No final da assembléia os sócios e sócias concorreram ao sorteio de duas motos Shineray Fire 150cc zero quilometro, que tiveram como ganhadores os associados Françuá da comunidade de Lagoa Rasa e seu “Pedinho” do Assentamento Milagres.

Notícias do Campo: escute o programa de rádio do STTR de Apodi/RN.



 
Se você quer se manter bem informado de tudo que acontece no meio rural do município de Apodi/RN e região escute todas as semanas o programa de rádio do STTR de Apodi/RN.

 
O programa Notícias do Campo vai ao ar todas as quartas feiras na rádio Vale do Apodi 1030 AM no horário das 11 horas até ao meio dia.  Já na Sexta feira o programa vai ao ar a partir do meio dia até as 13 horas na Lagoa FM 87,9.

Manejo da caatinga em Apodi se torna exemplo para o mundo.


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Foto: Programa Semear/Manuela Cavadas
Métodos de manejo da Caatinga contribuem para a convivência com o Semiárido.
Com o desafio de mudar a cultura do desmatamento e das queimadas na região, o Projeto de Assentamento Moaci Lucena, localizado no município do Apodi, Rio Grande do Norte, aposta no manejo da Caatinga. Quem conta é o agricultor familiar José Holanda de Morais, que integra a Associação de Produtores da comunidade. Para ele, “é importante deixar de desmatar para aprender a conviver dentro da mata” O primeiro passo, apontou, foi conhecer o Semiárido, principalmente, suas potencialidades. Só assim, conhecendo as singularidades da região, se tornou possível realizar o manejo da Caatinga. O motivo? “Ou a gente mudava, ou a gente ia ter a propriedade completamente desmatada, nua. Queremos criar nossos filhos e netos aqui, ver eles plantando com a gente”, diz.
O manejo da Caatinga é uma estratégia de convivência com Semiárido que, para ser bem sucedida, precisa seguir algumas recomendações. Entre elas, estão: preservação de até 400 árvores por hectare, ou o equivalente a 40% de cobertura arbórea, utilização máxima de 60% da forragem disponível e preservação da mata ciliar.
Manter uma cobertura arbórea em áreas de Caatinga contribui para preservar a biodiversidade da vegetação nativa; melhorar a absorção da água da chuva no solo, ajudando a evitar a erosão e as enxurradas; e, também,  para a produção de forragem, importante para a alimentação dos rebanhos.
Entre os métodos do manejo, José de Holanda destaca o raleamento e o rebaixamento. O primeiro é o apropriado à criação de bovino e ovinos e consiste  no controle seletivo de espécies lenhosas com a finalidade de reduzir o sombreamento e a densidade de árvores e arbustos indesejáveis e contribuir com o incremento da produção de fitomassa do estrato herbáceo. Uma dica é picotar os garranchos – parte dura do tronco – no local para que possam se decompor mais rápido. É preciso lembrar: sugere-se reduzir a densidade para um patamar acima de 400 plantas por hectare e conhecer as plantas nativas da região.
Assim como o raleamento, o rebaixamento também deve ocorrer durante a estiagem. Para rebaixar, a orientação é escolher espécies com alto valor forrageiro. Como resultado, a família agricultora poderá ter forragem e madeira que pode ser utilizada para diversos fins. A técnica é própria para a criação de caprinos em pastoreios ou combinado com ovinos e bovinos.
José de Holanda destaca que ter participado de um processo de capacitação, junto com outros agricultores, foi fundamental para que o Assentamento Moaci Lucena conseguisse investir na preservação da terra. “Tivemos o apoio do Dom Helder Camara com um acompanhamento técnico e nossa principal questão foi: como trazer o conhecimento técnico para cá, como aplicar?”, conta.
Para saber qual foi o resultado da experiência do Assentamento Moaci Lucena, você pode acessar o Banco de Saberes e Atores do Semiárido, disponibilizado no Portal Semear. São vídeos, imagens e sistematizações de experiências que contribuem para a convivência no Semiárido. Ou, se preferir, clique aqui e veja agora:
Sistematização Diversificação e beneficiamento da produção para conviver melhor com o Semiárido: as experiências dos assentamentos Moaci Lucena e Laje do Meio
Vídeo – Depoimento do agricultor José de Holanda
Para saber mais de manejo da Caatinga, é possível acessar e fazer o download da publicação Manejo Pastoril Sustentável da Caatinga, de João Ambrósio Filho. Clique aqui.











segunda-feira

STTR de Apodi/RN realiza mais uma grande Assembleia anual.



Por Agnaldo Fernandes
Fotos: Carmelo Fioraso 
No ultimo sábado (31) o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Apodi/RN esteve realizando sua assembleia anual que sempre ocorre no primeiro mês do ano.
As atividades tiveram início logo às 7h30min. da manhã com um café compartilhado onde todos os presentes na assembleia tiveram a oportunidade de tomar café da manhã de forma coletiva, onde agricultores, representantes de pastas em governos e políticos compartilharam deste momento.
Continuando iniciou-se a assembleia anual do STTR de Apodi/RN, sendo aberta com um momento místico proporcionado pelos agricultores (as) de Apodi/RN, em seguida Edílson Neto (Presidente do STTR) deu as boas vindas a todos os presentes e falou da satisfação de ver o auditório do sindicato lotado. A assembleia contou com o lançamento do documentário que conta a história dos 50 anos de existência do STTR, intitulado de “Lutas, Conquistas e Desafios”.
A Assembleia contou ainda com a prestação de contas exercício 2014, onde foi apresento o balancete anual e os dados contábeis da instituição para assembleia, sendo a prestação de contas aprovada por unanimidade.
No final das atividades os sócios e sócias que estão em dias com as obrigações sindicais concorreram ao sorteio de duas motos zero quilometro ofertadas pelo STTR.
A Assembleia foi bastante prestigiada por representantes de governo, pelo movimento social e sindicalista e pela classe política.
A direção do STTR agradece a todos que se fizeram presentes na assembléia e avalia o momento como muito importante e significativo para a agricultura familiar de Apodi/RN.
A seguir mais fotos  da assembleia, veja:



Francina Mota recita versos de sua autoria.



Edílson Neto - Presidente do STTR

Dario Andrade - Delegacia do MDA

Cesar Oliveira - EMATER/RN

Vinicius - INCRA/RN

Flaviano Monteiro - Prefeito de Apodi/RN

Raimundo Costa - SEARA


Fernando Mineiro - Deputado PT/RN


José Rodrigues - CUT/RN


Manoel Candico - FETARN

Raimundo Canuto - FETRAF/RN

Romana Neta - MST

Mesa de Prestação de Contas


Aprovação da prestação de contas de forma unânime




Motos Sorteadas.

Grupo de trabalhadoras rurais produzem coletivamente e geram renda.

Grupo de Mulheres “Unidas para Vencer”
ANDRÉ ARAÚJO / DIACONIA
A 20 km da cidade de Caraúbas, no Rio Grande do Norte, um grupo de mulheres do Projeto de Assentamento Primeiro de Maio, composto por oito agricultoras, compartilha uma área produtiva de um hectare. Assessoradas pela Diaconia, Dona Luzimar, Vera Lúcia, Rita Alexandre, Maria Aparecida, Vanuzia Vieira, Ivanuzia do Nascimento, Antônia Damiana e Antônia Luzia, utilizam métodos agroecológicos para produzir coentro, cebola, alface, goiaba, couve, hortelã, mamão e plantas medicinais.

O que no começo era apenas para o consumo das famílias, tornou-se uma boa fonte de renda. Agora, além de vender na própria comunidade para os vizinhos e amigos, os produtos são comercializados na feira agroecológica da cidade.

Em dia de feira, elas viram à noite, organizando o material. Cada sábado, duas mulheres ficam responsáveis por ir a Caraúbas vender o que foi produzido coletivamente durante a semana. O dinheiro que ganham tem dado para custear despesas com luz, água e transporte, e ainda gerar uma renda extra para as famílias.

“Para levar os produtos para a feira, a gente aluga um carro por R$ 50,00. Além disso, a gente ainda paga uma taxa para montar e manter a barraca; no final das contas, faz diferença no lucro. Mas, pelo menos o rapaz se dispõe a transportar os produtos”, relata a agricultora de 51 anos, Vera Lúcia Pereira. Do apurado da feira, elas ainda separaram uma pequena quantia em dinheiro para colocar no cofrinho do grupo, que funciona como uma reserva para pagar despesas com consertos e manutenção.

“Já tivemos muitas melhorias aqui. A maior dificuldade sempre foi a falta d’água. Até que conseguimos um poço que tem água suficiente para plantarmos nosso roçado”, conta a agricultora Antônia Damiana, que junto à outras mulheres vem buscando alternativas sustentáveis de manejo d’água para produção.

Através do Projeto Semiá, desenvolvido pela Diaconia em parceria com a União Europeia e a agência de cooperação inglesa Tearfund, elas conseguiram implantar um sistema de irrigação por microaspersão, alternativa que possibilita uma maior economia de água, comparada a sistemas tradicionais.

Cada mulher organiza seu horário de trabalho de acordo com a sua disponibilidade. “Algumas só podem estar na área de manhã cedo. Outras, só depois de deixar as crianças na escola”, diz dona Ivanuzia, atual coordenadora do grupo. Mensalmente, elas se reúnem para tomar decisões e resolver questões administrativas. “Na reunião, a gente também decide quem vai ficar responsável pela irrigação da área produtiva. Cada dia da semana é uma mulher diferente”, conta. Por enquanto, as reuniões acontecem na sede da Associação Comunitária do Primeiro de Maio, mas elas já necessitam de um espaço próprio para se reunir e guardar as várias ferramentas de trabalho.

A formação do grupo de mulheres contribuiu bastante para a autoestima das agricultoras do Assentamento. A maioria delas não possuía renda, dependia dos maridos ou tinha como única fonte de rendimento os benefícios sociais do governo federal. Hoje, contribuem com as despesas de casa e se tornaram referência na comunidade, pela atuação que têm nos espaços de incidência política. Além da Associação Comunitária, também participam da Associação de Agricultores/as Agroecológicos do Oeste Verde – AAOEV.

Filha de agricultores, Dona Luzimar conta que trabalha no campo desde muito nova e sempre dependeu do marido. Só depois do grupo, passou a receber o próprio dinheiro. “Antes, eu achava que lugar de mulher era dentro de casa. Hoje, sinto que consegui conquistar o meu espaço. A cozinha ficou pequena para mim”, conta. Apesar da resistência que enfrentou na família e na comunidade quando nasceu a iniciativa de formar o grupo de mulheres, atualmente, o marido da agricultora é um dos maiores incentivadores de sua participação nas atividades do grupo, assim como nas viagens de capacitação e intercâmbio promovidas pela Diaconia nas áreas de economia solidária e cooperativismo.

A agricultora se orgulha da quantidade de cidades que já conheceu. “Eu perdi as contas de quantas vezes eu viajei. Antes, não saia de casa para lugar nenhum. Nos últimos anos, participei de vários intercâmbios e cursos de capacitação. Fomos para a Marcha das Margaridas e para a Marcha Mundial das Mulheres. Tive a oportunidade de conhecer vários estados e aprender bastante nesses encontros, mas também transmitir um pouco do conhecimento que adquiri durante toda minha vida dedicada à agricultura”, finaliza.

“Unidas para vencer”, as mulheres do Primeiro de Maio encontraram no trabalho coletivo a principal arma para conviverem com o Semiárido e resistirem ao machismo. O sorriso que se espalha pelos olhos das agricultoras ao ver que a terra seca se transformou em frutos é o mesmo que as mantém vivas. Depois de dez anos organizadas, estão conseguindo, aos poucos, se transformar em mulheres protagonistas de suas próprias vidas, que lutam pela garantia dos seus direitos e que trazem, marcadas na pele, a coragem e a vontade de ser mulher.
Fonte: Site da Diaconia

Mensagem do STTR de Apodi de Natal e Fim de Ano.

Clique na imagem para ampliar.

Modelo exterminador do Agronegócio põe em risco a soberania da Agricultura Familiar na Chapada do Apodi.

Aquíferos entram em colapso e compromete produção de frutas na Chapada do Apodi


O volume de água nos aquíferos Jandaíra (60 a 80 metros) e Açu (120 a 150 metros) está se exaurindo na região da chapada do Apodi, que engloba parte do Rio Grande do Norte e do Estado do Ceará, comprometendo principalmente a fruticultura irrigada. O colapson nos dois aquíferos foi notícia do Globo Rural deste domingo, 21.

Sem água, grandes plantações de bananeira, melão, maracujá, mandioca, cebola, manga, milho, entre outros produtos, estão se perdendo. Alguns já não existem mais. É o caso das plantações de Leonardo Moura, no município de Baraúna, que parou de produzir.

Leonardo Moura disse que muitos produtores estão rebaixando as bombas, ou seja, perfurando mais os poços para tentar encontrar água em profundidade maiores, mas mesmo assim não estão mais conseguindo água. Os poços dele eram de 60 metros e agora nem com 100 metros tem água.