terça-feira

Mulheres: a luta para além dos direitos.

A luta das mulheres é por direitos e vai muito além deles.

Por: Roberta Traspadini

O plano dos direitos
A luta das mulheres é por direitos e vai muito além deles.  No plano dos direitos é fundamental reivindicarmos, como mulheres, uma superação da histórica relação social de dominação masculina sobre nossos corpos e mentes.
Esta dominação passou pelo poder masculino de garantir a política, a evangelização,o trabalho formal (alienado) e a educação em geral, como estruturas naturalizadas da condição de se ser homem e mulher na estrutura de riqueza e poder mercantis.
As lutas sociais por direitos, não tem necessariamente a ver com as lutas por uma transformação do modelo de desenvolvimento. Mas são vitais para garantir as condições políticas mínimas para que a mulher se sinta/veja como sujeito democrático dedireito.

Plantadores de Arroz Vermelho do Vale do Apodi apresentam avanços do Arroz Orgânico.


Arroz Orgânico em Baixa Fechada I
A cadeia produtiva do arroz do Vale do Apodi vai realizar uma importante palestra sobre a produção do arroz vermelho e apresentação de resultados de trabalhos de pesquisa participativa que vem sendo desenvolvidos em Apodi, do projeto: “Avaliação, introdução e difusão de cultivares de arroz de tipos especiais e tecnologia para produção no Vale do Apodi”. Sendo assim a Associação dos Produtores de Arroz do Vale do Apodi (APAVA) e entidades parceiras convidam a toda a sociedade apodiense para participar deste importante evento.
SERVIÇO
O que é? Palestra sobre a produção do arroz vermelho e apresentação de resultados de trabalhos de pesquisa participativa que vem sendo desenvolvidos em Apodi
Data: 09/03/2012 (Sexta Feira)
Horário: 08:00 h   às 14:00 h
Local: Auditório do Sindicato dos Trabalhadores(as) Rurais de Apodi

PROGRAMAÇÃO
1. Apresentação de resultados da produção de Arroz em Transição Agroecologica no vale do Apodi (unidade demostrativa APAVA). Engº Agrônomo José Flaviano Barbosa de Lira –CNPq/UFERSA/COOPERVIDA
2. Os principais desafios enfrentados na Cadeia Produtiva do Arroz vermelho no Vale do Apodi. Francisco Edilson Neto (representante do STTR Apodi).
3. Apresentação de resultados de Experimento com Variedades de arroz vermelho. Prof. Dr. Neyton Oliveira Miranda (UFERSA)
4. A importância da Cultura do Arroz vermelho para agricultura Familiar no Vale do Apodi/RN, com ênfase na classificação pela qualidade - Dr. José de Almeida Pereira –EMBRAPA Meio Norte.
Sua presença é importantíssima para todos nós.
                                    

Mais informações com: José Flaviano Barbosa de Lira
Engº Agr. Bolsista CNPQ/COOPERVIDA
Cel.: (84) 9406-1208

sábado

Agricultores de Apodi participam da IV Conferência Nacional da CSD em São Paulo.


Delegação Potiguar
Entre os dias 2 e 4 de março, a CUT Socialista e Democrática (CSD) está realizando a sua IV Conferência Nacional, em São Paulo. Na oportunidade o município de Apodi/RN, assim como a Agricultura Familiar Potiguar, estará representada pelos companheiros (as) Agricultores (as) Kika e Agnaldo do STTR de Apodi, e a mobilizadora social Wberlhane Cavalcante do STTR de Upanema. Além dos companheiros militantes da área do Comércio que atuam na região oeste do RN, José Rodrigues e Aílson Costa que fazem parte do Sindicato dos Comerciários de Mossoró e Região Oeste (SECOM-RN).
O evento está acontecendo no Hotel San Raphael, na zona central da cidade, e terá como objetivos principais a realização de um balanço dos 10 anos da experiência do sindicalismo combativo na construção da CUT e a preparação da intervenção da corrente sindical no XI Congresso da central sindical, que ocorrerá esse ano.
A abertura da conferência acontecerá na sexta-feira, às 18h, e será transmitida ao vivo pela internet. O link para a transmissão será divulgado posteriormente pelos site da CSD e pelo portal da DS.
Confira abaixo a programação completa: 

IV Conferência Nacional da CUT Socialista Democrática – CSD 
Sexta-feira | 02 de março 
15h00   Início do credenciamento
            Reunião Rurais CSD
18h00   Abertura da IV Conferência Nacional da CSD
            Ato político: CSD 10 anos construindo a CUT para uma nova fase da luta de classes
21h00   Jantar

Sábado | 03 de março 
09h00      Apresentação do Anteprojeto de Resolução
               • Em meio à crise mundial do neoliberalismo, um novo ciclo de desenvolvimento no Brasil
               • A CUT na construção do bloco histórico da revolução democrática
               • O feminismo e a Revolução Democrática
               Exposições: Anderson Campos e Nalu Faria
12h30      Almoço
15h30      Apresentação do Anteprojeto de Resolução
               • CSD: 10 anos construindo a CUT para a nova fase da luta de classes
               Exposição: Rosane Silva
21h00     Confraternização Não me chame pra uma revolução onde eu não possa dançar

Domingo | 04 de março 
09h00  Votação das emendas
                Eleição da Coordenação Nacional da CSD (triênio 2012-2015)

terça-feira

Pulverização de agrotóxicos deixou crianças com deficiência grave na Índia.

Luana Taís Nyland
Blog do Instituto Humanitas Unisinos


Em uma nota para o blog do Instituto Humanitas Unisinos – IHU foram relatadas algumas das consequências de exploração do trabalho infantil, entre elas, crianças que sofreram com acidentes caseiros ou agressões físicas ao precisarem trabalhar para ajudar a família e sobreviver. Além dessas, as explorações de trabalhos agrícolas com crianças, adolescentes e adultos, em alguns vilarejos deKerala, trouxeram consequências da pulverização de pesticidas. Na metade das famílias têm uma criança com deficiência grave. A companhia multinacional Bayer dispôs-se a retirar da Argentina, em 2009, o endosulfan, que já estava proibido em mais de 60 países, incluindo toda a União Europeia. Ele era utilizado de forma massiva nos campos de soja, algodão, girassol, milho e tabaco. E em 2011 a história continua….
A reportagem do sítio The Guardian, traduzida por Moisés Sbardelotto traz a situação do povo de Kerala. “Em uma pequena casa afastada de uma estrada principal cercada por plantações de castanhas de caju, Chandika Raí pega seu filho de 11 anos, Kaushiq, e o carrega para a sala da frente da casa. Por 30 minutos, enquanto o médico, uma enfermeira e um fisioterapeuta estão lá, a sua vida é um pouco mais fácil. Depois que a equipe médica vai embora – para uma casa vizinha, onde outra criança seriamente incapacitada está esperando –, Chandika fica sozinha novamente. O Dr. Asheel tem uma grande demanda no Kattuka, um amontoado de casas de cimento e madeira em uma encosta de terra vermelha e luxuriantes árvores verdes no extremo norte do estado indiano de Kerala. Em 50% das casas do vilarejo, há uma criança ou um adulto com sérias deficiências.”

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Os ativistas dizem que a situação das milhares de pessoas como Chandika e Kaushiq significa que o envenenamento por endosulfan no sul da Índia é um dos desastres mais graves desse tipo no mundo – e um dos menos conhecidos. A Suprema Corte indiana deu continuidade à proibição do uso de endosulfan. Rejeitando os argumentos de dezenas de produtores, que dizem que não há ligação entre o pesticida e as deficiências observadas em Kerala e no estado vizinho de Karnataka, os juízes mantiveram a moratória sobre o uso do produto químico na Índia.
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Durante 20 anos, os helicópteros eram uma visão frequente no céu ao longo dos distritos de Kasagod, em Kerala, e de Dakshina Kannada, em Karnataka. Duas ou três vezes por ano, eles faziam rasantes para pulverizar produtos químicos sobre os cajueiros plantados em fazendas recentemente desmatadas. Muitos dos moradores jamais haviam visto um helicóptero antes e não tinham ideia do que eles estavam fazendo. Havia 60 comunidades no entorno das plantações de caju, que produzem castanhas para o mercado indiano ou para exportação, e, depois de alguns anos, os moradores se acostumaram com a pulverização. Depois, no fim dos anos 1980, os médicos visitantes começaram a perceber uma grande variedade de problemas de saúde, particularmente entre as crianças, e começaram a suspeitar que a culpa era do endosulfan.
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As consequências podem se agravar, pois testes realizados no ano passado encontraram altos níveis de endosulfan ainda no solo. Com isso, dezenas de milhares de crianças não nascidas podem ser afetadas e mais problemas virão com as gerações futuras.

Camponeses lançam manifesto pela Reforma Agrária após encontro histórico.

 Da Página do MST
Os movimentos sociais do campo, que fizeram uma reunião no começo desta semana em Brasília, lançaram um manifesto em defesa da Reforma Agrária, do desenvolvimento rural com o fim das desigualdades, da produção e acesso a alimentos saudáveis, da agroecológica e da garantia e ampliação de direitos sociais aos trabalhadores rurais.
As entidades mais representativas do meio rural no Brasil consideraram a reunião "um momento histórico, um espaço qualificado, com dirigentes das principais organizações do campo que esperam a adesão e o compromisso com este processo".
No manifesto, foi criticado também o modelo de produção de commodities agrícolas baseado em latifúndios, na expulsão das famílias do campo e nos agrotóxicos.
"O agronegócio representa um pacto de poder das classes sociais hegemônicas, com forte apoio do Estado Brasileiro, pautado na financeirização e na acumulação de capital, na mercantilização dos bens da natureza, gerando concentração e estrangeirização da terra, contaminação dos alimentos por agrotóxicos, destruição ambiental, exclusão e violência no campo, e a criminalização dos movimentos, lideranças e lutas sociais", afirmam no manifesto.
O documento é assinado pelo MST, Via Campesina, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), entre outras entidades (veja a lista no final).
Os movimentos sociais prometem "um processo de luta unificada em defesa da Reforma Agrária, dos direitos territoriais e da produção de alimentos saudáveis".
Na tarde desta terça-feira (28/2), os movimentos apresentam o manifesto à sociedade em ato político no plenário 15 da Câmara dos Deputados, em Brasília.

segunda-feira

Via Campesina, Contag e Fetraf realizam ato político na Câmara dos Deputado

Nesta terça (28/2), a Via Campesina, Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e a Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf) farão um ato político às 14h, no plenário 15 da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Na ocasião, as organizações divulgarão as decisões tomadas durante o Seminário Nacional de Organizações Sociais do Campo, que se inicia hoje na sede da Contag.
“É preciso unir forças para que as nossas pautas sejam priorizadas pelo governo federal e construir uma visão conjunta acerca da questão agrária no Brasil. Nossa articulação busca o compromisso de setores do Governo, senadores, deputados e de toda a sociedade para questões como reforma agrária, políticas de crédito, habitação e comercialização”, explica Rosângela Piovizani, integrante da Via Campesina.
O seminário nacional conta com a presença de cerca de 100 dirigentes de movimentos sociais nacionais e regionais, como o MST, MPA, MMC, Contag e Fetraf para aprofundar a articulação e definir os pontos de consenso e as táticas comuns.
Propostas de mobilizações unificadas e o retorno da reforma agrária para a centralidade das políticas do País são as principais questões a serem debatidas. “A ideia é que todos os movimentos presentes apresentem elementos que contribuam na construção de uma unidade em torno desse tema”, completa Willian Clementino, secretário de Política Agrária da Contag.

Dow e Monsanto somam forças para envenenar população dos Estados Unidos


Em um casamento que muitos diriam foi engendrado no inferno, os dois maiores produtores de agroquímicos do país somaram forças em uma parceria para reintroduzir o uso do herbicida 2,4-D, metade do infame desfolhante Agente Laranja, que foi usado pelas tropas norte-americanas para limpar as florestas durante a Guerra do Vietnã. Essas duas gigantes da biotecnologia desenvolveram um programa de administração de semente que, se for bem sucedido, será um grande passo na direção de dobrar o uso do herbicida nocivo no cinturão de milho dos Estados Unidos durante a próxima década.
O problema para os fazendeiros de milho é que as “super sementes” vem desenvolvendo resistência ao Roundup, herbicida campeão de vendas nos Estados Unidos, que é pulverizado em milhões de hectares do centro-oeste e em outros lugares. A Dow Agrosciences desenvolveu uma variedade de milho que ela diz que resolve esse problema. A nova variedade geneticamente modificada tolera o 2,4-D, que vai matar as ervas resistentes ao Roundup, mas deixará o milho em pé.  Os fazendeiros que optarem pelo sistema terão que dar uma dose dupla a suas plantações, com o coquetel mortífero de Roundup mais o 2,4-D, ambos fabricados pela Monsanto.
Mas este plano alarmou os ambientalistas e também muitos fazendeiros, que relutam em reintroduzir um químico cuja toxicidade já foi muito bem documentada. O 2,4-D foi banido por vários países da Europa e em províncias do Canadá. Suspeita-se que a substância seja carcinogênica, e já foi provado, em um estudo conduzido pelo patologista Vincent Garry, da Universidade de Minnesota, que a incidência de defeitos de nascença dobra em filhos de aplicadores de pesticidas.

sexta-feira

Condenação da Monsanto pode abrir caminho para outras acusações


Do Le Monde


A empresa americana Monsanto foi julgada “responsável”, segunda-feira (13), pelo envenenamento por herbicida de um agricultor francês. Esta decisão do Tribunal Superior de Lyon, pela primeira vez adotada na França, poderá abrir caminho para outras condenações similares, de acordo com Stephane Cottineau, advogado especializado em questões ambientais e que trabalha estreitamente com a associação Phytovictimes.

Concretamente, o que esse julgamento vai mudar ?

Por enquanto esta é apenas uma sentença em primeira instância. Eu acho que a Monsanto vai recorrer e, portanto, o caso pode ser prorrogado. Mas esta decisão constitui uma primeira iniciativa na história e vai, mesmo assim, dar idéias para muitas pessoas. Agora isto significa que cada vez que um acidente ou uma doença profissional envolva produtos químicos bem identificados, será possível atacar o produtor. Esta é uma notícia muito positiva, o que poderia permitir a obtenção indenizações em muitos outros casos.

Como são indenizadas as vítimas de produtos fitossanitários ?

Na maioria dos casos é necessário o reconhecido da doença profissional pelos Tribunais de Casos de Segurança Social (Tribunaux des Affaires de Sécurité Sociale - TASS). Isso requer o estabelecimento de causalidade entre a doença e o uso de produtos fitossanitários. Então, quando a causalidade é reconhecida, há indenização. Isto é assegurado na maioria dos casos pela segurança social dos agricultores. Em outras palavras, é a sociedade que paga pela sua doença.

Depois, também é possível, para os interessados, mover uma ação no Tribunal de Grande Instância, como fez Paul François, para estabelecer a responsabilidade das empresas que comercializaram os produtos que originaram a doença. Com o julgamento do tribunal de Lyon, certamente isso irá mudar. Mas será sempre complicado provar a responsabilidade, sobretudo nos casos de doenças profissionais. Elas não resultam de um acidente em um momento preciso, mas são estendidas no tempo e tornam complexa a identificação de um só produto – e por consequência de um só produtor – responsável pela intoxicação.

As vítimas também podem voltarem-se contra o Estado por ter autorizado esses produtos perigosos?

Existe uma condenação nesse sentido na Inglaterra. Uma mulher atacou o governo por falta de proteção às populações vizinhas dos campos onde eram utilizados produtos fitossanitários. Na França, isso seria muito dificilmente aplicável. A legislação francesa é muito mais complexa e um tribunal superior não poderia se pronunciar sobre o assunto.
 

quinta-feira

A alternativa agroecológica

Agricultores e agricultoras da Borborema garantem renovação dos estoques de sementes crioulas 

Mais de três mil agricultoras e agricultores da Região do Pólo da Borborema estão renovando os seus estoques de sementes para a próxima safra por meio do fortalecimento dos Bancos de Sementes Comunitários (BSCs). O apoio para a compra das sementes crioulas veio de um projeto celebrado entre o Pólo da Borborema, a AS-PTA Agroecologia e Agricultora Familiar e a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) que, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), passou a disponibilizar recursos para a compra de sementes produzidas pelas famílias agricultoras da região. 

Atualmente o PAA apresenta-se como uma das poucas possibilidades de aquisição de sementes crioulas da agricultura familiar com recursos governamentais. Esse caráter inovador do programa abre possibilidades importantes para que os agricultores familiares e suas organizações possam cobrar mudanças na política de distribuição de sementes para o semiárido, construindo uma política que seja capaz de valorizar a agrobiodiversidade e as diferentes formas de resistência e costumes das famílias agricultoras.

De acordo com Emanoel Dias, técnico da AS-PTA, a iniciativa ajuda a dar força à rede formada por mais de 80 bancos de sementes e um banco-mãe, existentes em 16 municípios do território da Borborema: “A lei de 2003 que reconheceu as sementes crioulas como apropriadas para o armazenamento e cultivo, somada à implementação do PAA em 2004, ajudou a impulsionar este trabalho com os BSC’s, pois permite que o pequeno agricultor possa acessar recursos para vender e comprar suas sementes”, afirmou. Segundo Emanuel, as vantagens em adquirir sementes crioulas para as famílias agricultoras são muitas: “são sementes adaptadas ao clima e ao tipo de solo de cada local e longe do perigo da contaminação por agrotóxicos ou transgênicos”, explica. 

A criação dos bancos foi uma das alternativas encontradas pelas famílias para manter a autonomia sobre suas sementes, o que garante a produção do próximo plantio no momento certo, principalmente nos períodos de estiagem. Além disso, a estocagem das sementes nos bancos garante a preservação da diversidade. As sementes tradicionais são fundamentais para a reprodução da agricultura familiar camponesa. Elas representam o patrimônio genético e cultural de milhares de agricultores e agricultoras, razão pela qual, na Paraíba, recebem o nome de “Sementes da Paixão”. O trabalho de estruturação dos Bancos de Sementes Comunitários vem sendo desenvolvido de forma articulada com a Rede de Bancos de Sementes da ASA Paraíba, somando um total de 220 bancos comunitários em todo estado.

O agricultor José Luna de Oliveira, conhecido como Zé Pequeno, explica que a rede de bancos de sementes é formada por três tipos de bancos: “o familiar, que é aquele que cada agricultor mantém dentro da sua casa, o banco de sementes comunitário, e o banco-mãe, que é abastecido pelos demais, para que ele possa servir como um reforço a todos”.

Fonte: Site da ASA - Brasil

‘Transposição foi abandonada, virou ralo de dinheiro’

As rachaduras no concreto denunciam a paralisação de uma das obras mais propagandeadas do governo Lula e bandeira de Dilma Rousseff no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Trechos da obra de transposição do Rio São Francisco estão se degenerando. Coordenador da Comissão Pastoral da Terra na Bahia e da articulação São Francisco Vivo, o sociólogo Ruben Siqueira vê na obra um “ralo do dinheiro público”. Confira entrevista:
- A transposição do São Francisco é uma obra da indústria da seca. Há séculos se constroem grandes obras no Nordeste para resolver o problema das secas, mas na verdade estas obras são ralos do dinheiro público.
Os ativistas registraram imagens de rachaduras nos canais próximos a Custódia, em Pernambuco. Há pelo menos seis meses, diz Siqueira, ninguém trabalha mais ali. “Ao longo de vários quilômetros, não há viva alma”, espanta-se.
Os canais degradados terão de ser refeitos, mas o ministério da Integração Nacional afirma em nota que a responsabilidade da reconstrução é das construtoras e que “não há risco de perda ou prejuízo para o Governo”.
O custo previsto do conjunto de obras em 2010 era de R$ 5,04 bilhões, mas em agosto o ministério anunciou que o processo ficaria 36% mais caro, saltando para R$ 6,85 bilhões. Siqueira critica o aumento: “Isso dá a impressão pra gente de que é isso mesmo que se queria. Que é algo para se fazer e refazer e aí lá vai dinheiro”.
Há ainda denúncias de atrasos nas obras de revitalização de regiões já cortadas pelo Rio. No bairro do Quidé, na baiana Juazeiro, o grupo fotografou áreas de esgoto a céu aberto. Uma das principais necessidades é a de saneamento, para evitar maior contaminação das águas do Rio.

quarta-feira

Marcha Mundial das Mulheres define temas para o 8 de março

Na manhã da última quarta feira  ontem a Marcha Mundial das Mulheres da região Oeste do Rio Grande do Norte se reuniu na sede do Centro Feminista, em Mossoró, para preparar e organizar as atividades do dia 8 de março, dia internacional das mulheres.
A plenária começou com as militantes reafirmando o sentido do 8 de Março para cada uma. Os sentimentos estavam todos relacionados que este é um dia de luta, de sair as ruas, de fazer barulho e de ser irreverente. “Esse é um dia que temos que estar nas ruas, dizendo e fazendo muito barulho para que a sociedade nos escute e se convença do nosso direito a igualdade e a liberdade”, expressa Viviana Mesquita, militante da Marcha Mundial das Mulheres de Mossoró.
Para Socorro, da Comissão de Mulheres do STTR de Upanema, esse é um momento para evidenciar as conquistas, mas também denúncia e reivindicação.
Após construírem um sentimento coletivo sobre esse dia tão importante para a luta das mulheres, foi o momento das mulheres darem informe das atividades que serão realizadas em seus municípios como, por exemplo, o processo preparatório ao dia 08 de Março, que terá uma ação regional, na cidade de Mossoró.
Para a atividade regional será organizada uma passeata dividida por alas, que agregará diversos temas relacionados com a realidade cotidiana das mulheres. A primeira ala, que será vermelha e lilás, tem como tema ‘Contra a violência e pela igualdade e liberdade das mulheres’. A segunda ala será verde e lilás e terá como tema ‘Contra a economia verde, pela terra, água e por soberania alimentar. Já a terceira ala será laranja e lilás e tratará do tema ‘Contra a exclusão e pela universalização das políticas públicas’.
A programação deste ano começa no dia 07, com um seminário que abordará os três temas das alas e no dia 08 será organizada a grande Marcha com a presença de trabalhadoras rurais, trabalhadoras urbanas, pescadoras, marisqueiras, jovens, lésbicas, negras e o conjunto de diversidades das mulheres da região Oeste.
“Queremos continuar com um 8 de Março que reforce a luta das mulheres, que dialogue com a sociedade sobre a realidade das mulheres e que cobre do poder público medidas e políticas que promovam a igualdade entre homens e mulheres”, conclui Conceição Dantas, coordenadora nacional da Marcha Mundial das Mulheres.
“Seguiremos em Marcha até que todas sejamos livres!!!
Mais informações:
+558433161537 | 33213800 | 88494002

segunda-feira

Agricultor apodiense colhe macaxeira que mede aproximadamente 2,5 metros.

O agricultor   Francisco José de Morais Júnior, mais conhecido como Júnior de Seu Chiquinho Galdino, além de sobreviver do que cultiva em sua pequena propriedade planta em seu quintal alguns legumes utilizados na alimentação da família.
O Fato é que surpreendentemente ao colher uma macaxeira em seu quintal na comunidade rural de Trapiá II localizada a 10 km da cidade de Apodi, ele foi surpreendido pelos cerca 2m40cm de comprimento que o tubérculo media.
A macaxeira gigante virou atração na comunidade depois que o agricultor resolveu compartilhar a novidade com seus vizinhos, onde várias pessoas registraram o fato inusitado.
De acordo com Júnior, essa é a primeira vez que isso acontece; questionado sobre o motivo da grandeza da macaxeira, ele ressalta que não usa agrotóxicos e muito menos fertilizantes, mas que cuida fielmente, com cuidado e muita água, além disso o nosso o nosso solo que é bastante fértil – disse Júnior.
Confira as imagens abaixo: 
Júnior - Agricultor Familiar da Comunidade de Trapiá II

Júnior e Tica (sua esposa) medindo o Tubercúlo

Medição exata

Macaxeira Gigante
  Por: Agnaldo Fernandes
Fotos extraídas do Blog Trapiá Apodi

sexta-feira

2012: o Ano Internacional das Cooperativas.


Por João Previattelli

Da Página do MST

O ano de 2012 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Ano Internacional das Cooperativas. Enquanto forma de organização democrática, as cooperativas podem ser utilizadas como um meio de redução da pobreza, inclusão econômica e social de grupos que historicamente são excluídos da sociedade capitalista como, por exemplo, os indígenas, as mulheres e os pequenos agricultores.
Para Milton Fornazieri, da coordenação de produção nacional do MST e presidente da Confederação Nacional das Cooperativas de Reforma Agrária no Brasil (Concrab), essa decisão da ONU se torna uma oportunidade para que esse modo de organização avance com mais força. “É um reconhecimento do processo cooperativo que está presente no mundo inteiro e isso pode incentivar sua continuidade”, acredita.
Fornazieri explica que há duas formas de organizar a produção: a individual – e que a cada dia vem se torna mais difícil -, e a outra é de maneira organizada e coletiva.
“Dentro desse campo (organizada) é que entra a cooperativa. Ela é uma ferramenta que expressa o trabalho cooperado. Outro elemento central é a aglutinação do trabalho que existe não só dentro dos assentamentos, mas também entre os assentamentos”, pontua.
São diversos os benefícios trazidos por essa prática, principalmente para os pequenos produtores rurais, que encontram nas cooperativas uma força maior para negociar e compartilhar seus alimentos.
De acordo com a ONU, há no mundo mais de 800 milhões de associado, gerando cerca de 100 milhões de empregos - 20% a mais do que gera as empresas multinacionais. Nesse sentido, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) aponta o modelo de cooperativas enquanto uma premissa essencial para eliminar a fome dos cerca de 1 bilhão de famintos que existem no mundo inteiro.
No entanto, de acordo com Fornazieri, apenas esse reconhecimento da ONU não é suficiente para que esse modelo de produção se desenvolva com mais vigor. É necessário que haja, sobretudo, políticas públicas mais eficazes voltadas para o setor, “principalmente junto ao Ministério da Agricultura, que visa apenas às grandes cooperativas tradicionais, que de cooperação tem pouca coisa além do nome”, ressalta.
Isso implica na mudança do modelo predominante de agricultura praticado no Brasil e na maior parte do mundo: o agronegócio, cuja base produtiva não se respalda na produção de alimentos, e sim no monocultivo de commodities voltada para o mercado externo, com a utilização de enormes quantidades de agrotóxicos, sem a geração de grandes quantidades de emprego e se utilizando da mão de obra barata, fomentando a precarização do trabalho.