quinta-feira

Nota sobre os atentados e mortes dos últimos dias de lutadores do povo

logo-renapA Articulação da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares- RENAP, reunida no dia 07 de maio de 2014, em Brasília-DF, vem repudiar os assassinatos e tentativas ocorridas nos últimos dias. A violência promovida pelo agronegócio precisa de um basta.
No dia 02 de maio, dois pistoleiros de moto foram até um acampamento em Ibaretama-CE, que fica nas margens de uma BR, e atiraram em dois acampados. Os tiros atingiram duas pessoas e um dos pistoleiros está preso em Quixadá-CE e o outro encontra-se foragido. O líder do assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) Sétimo Garibaldi de Terra Rica, no noroeste do Paraná, Valdair Roque, foi assassinado em frente a sua casa, no último 4 de mais. Mais uma vítima do latifúndio.
Ontem, 06 de maio, dois trabalhadores rurais foram assassinados em Apodi-RN. Dois homens em uma moto preta sem placa abordaram os dois militantes atiraram em Francisco Laci Gurgel Fernandes, de 34 anos, mais conhecido por Chacal, e Francisco Alcivan Nunes de Paiva, de 46 anos, o Civan. As mortes foram em decorrência do acampamento em área que estava sendo construído o perímetro irrigado do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Os Sem Terra sofrem ameaças constantes de jagunços armados e seguranças da empresa que faz a obra. Esta violência do agronegócio se vê do outro lado da Chapada do Apodi-CE. Em 2010, a liderança José Maria do Tomé foi assassinada por denunciar o agronegócio na região do Limoeiro do Norte-CE. Agora, a justiça concede liminar pra despejar acampamento no Perímetro Irrigado neste Município. A ocupação no Ceará denuncia 10 mil hectare do projeto de irrigação na região, 4 mil estão invadidas e griladas por empresas nacionais e transnacionais do agronegócio.
A luta social não pode ser criminalizada, e nem se deve naturalizar estes atentados, estas mortes. A RENAP se coloca ao lado das lutas populares e se indigna com este quadro de injustiças, muitas vezes chancelado por ações e/ou omissões das Instituições do Estado, que deveria ser Democrático de Direito.
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Enviada para Combate Racismo Ambiental por Rodrigo de Medeiros Silva.

Nota de Solidariedade em apoio as famílias que ocupam o Perímetro Irrigado da Chapada do Apodi.

Famílias que ocupam o Perímetro
Irrigado na Chapada do Apodi/CE.

NOTA DE SOLIDARIEDADE

Nós, CA de Agronomia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Ceará, campus Limoeiro do Norte, repudiamos a violência e irresponsabilidade com que o governo trata as reivindicações dos produtores rurais da Chapada do Apodi -maio/2014 -, ameaçados de despejo através da polícia. Lá se encontram famílias com idosos e crianças. Utilizar da força quando na verdade durante anos e anos se busca a solução do que é de direito será vergonhoso e arriscado para todos que se encontram na ocupação.

Defendemos que qualquer transformação social só virá através da luta da classe trabalhadora, por isso manifestamos nosso apoio e solidariedade às comunidades da Chapada do Apodi que defendem o direito às terras e águas PÚBLICAS. São mais de dez mil hectares, sendo que quatro destes estão em poder de propriedades PRIVADAS. Esperamos uma melhor solução por parte do governo federal, estadual e municipal para que os produtores rurais tenham o que lhes é de direito: A terra, a água e local para viver, plantar e alimentar a população com fruto do seu trabalho.

C.A de Agronomia, IFCE – Campus Limoeiro do Norte.
Limoeiro do Norte, 07 de maio de 2014

quarta-feira

ASA Potiguar prepara o IX ENCONASA

Seminário da ASA Potiguar em Mossoró (Foto: José Bezerra)

A coordenação da ASA  realizou seminário de preparação para o IX Encontro Nacional da ASA (ENCONASA), neste dia 6 de maio, das 9h30 às 17 horas, no auditório de Fitotecnia da UFERSA, em Mossoró. O objetivo foi apresentar uma memória do VIII ENCONASA, realizado em Januária-MG, em 2012 e definir o que se pretende do IX ENCONASA, que será realizado em Mossoró, em 2015. Objetivos, metodologia, comissões e subcomissões e desafios fazem parte da estrutura de construção do evento. À tarde, houve um encontro de Monyse Ravena, nova comunicadora encarregada de acompanhar a comunicação no Rio Grande do Norte com os comunicadores populares das Unidades Gestoras de projetos e programas executados através da ASA. Os comunicadores decidiram realizar um encontro de planejamento da comunicação, dias 29 e 30 de maio, em Natal, e formar uma rede de comunicação para interação e partilha de saberes e experiências.

Marcha estadual do MST denuncia a violência no campo



Por Wesley Lima
Da Página do MS
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O estado da Bahia inicia mais uma jornada pela Reforma Agrária. Cerca de 3 mil trabalhadores rurais Sem Terra de nove regiões marcharam na tarde desta segunda-feira (05/05) pelas ruas de Camaçari, no recôncavo baiano, denunciando a violência no campo e a paralisação das desapropriações de terras.

Neste ano, a marcha homenageia o companheiro D. Tomás Balduíno, que faleceu nesta ultima sexta-feira (02/05).

D. Tomás dedicou sua vida na defesa dos povos indígenas, negros e dos camponeses e auxiliou na construção de várias organizações de trabalhadores, aproximando a igreja dos movimentos sociais e do povo.

Apoiando esta atividade, o MST contou com a participação de diversos movimentos, como Consulta Popular, Marcha Mundial de Mulheres (MMM) e o Levante Popular da Juventude.

Diversas representações públicas a nível municipal, federal e estadual também demonstraram seu apoio, levantando a bandeira da Reforma Agrária. Evanildo Costa, da direção estadual do MST afirmou que “marchamos pela vida, pela terra e por Reforma Agrária”.

Os trabalhadores iniciam a marcha para Salvador nesta terça-feira (06/05) e pretendem realizar o percurso até o Centro Administrativo da Bahia (CAB) em três dias, percorrendo cerca de 47 km.

De acordo com Maria Aparecida, acampada na região do extremo sul, este momento deve ser encarado com muita força e garra por todos os Sem Terra. “A luta sempre será feita com muita resistência e marchar sempre será necessário para garantir nossos direitos”.

Reivindicações

Este ato de abertura da marcha procurou dialogar com a sociedade e reivindicou mais uma vez o retorno da Reforma Agrária à pauta do Governo Federal.

O movimento denuncia que o governo prioriza o agronegócio, realizando poucas desapropriações de terras: em 2013, apenas 100 áreas foram desapropriadas.

Segundo dados do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), atualmente há mais de 180 milhões de hectares classificados como grande propriedade improdutiva no país, mas o governo Dilma não se mexe para promover a democratização da terra.

Os trabalhadores também denunciaram os conflitos agrários, ameaças e práticas violentas por parte do latifúndio diante das ocupações de terra.

O assassinato do Militante Fábio Santos foi relembrado, e se exigiu justiça aos mandantes e executores do crime, que completou em abril um ano de impunidade.

Para além deste triste ocorrido, os povos Indígenas Tupinambás, ao qual o MST se solidariza, pedem a demarcação de uma área de 480 km², localizada em Ilhéus, Una e Buerarema, terra originária deste povo.

Diariamente as famílias indígenas vem sofrendo ameaças, sendo que no ano passado quatro índios foram mortos. Recentemente, os conflitos se intensificaram, mais uma liderança Indígena Tupinambá foi brutalmente assassinada na região de Santana em Buerarema e mais dois indígenas foram mortos.


Em apoio à marcha e a luta pela Reforma Agrária, o militante e deputado federal Valmir Assunção (PT/BA) afirma que “a luta pela terra no Brasil sempre foi marcada pela repressão, mas isto nunca foi e nem será motivo para desanimarmos ou baixarmos a cabeça diante das diversas situações que nos exigirá resistência. Nossa luta só se encerrará quando toda a propriedade de terra for desapropriada”. 

terça-feira

MST ocupa BR-405 no município de Apodi/RN.


Clique nas imagens para ampliar.

Na manhã de hoje (06) centenas de agricultores sem terras que estão acampados a margem da BR-405, mais precisamente no km 69, paralisaram o trânsito na rodovia numa forma de reivindicar ações pertinentes para os trabalhadores que ocupam a área do Perímetro Irrigado Santa Cruz do Apodi.
Os camponeses que estão acampados há vários meses na Chapada do Apodi e denunciam os absurdos do “Projeto da Morte” assim denominado pelo agricultores, pedem agilidade do governo federal para que seja realizada a vistoria da área onde eles ocupam.
Os agricultores, juntamente com o Movimento dos Sem Terra (MST), e várias organizações da sociedade civil estão se organizando na luta de resistência contra a tomada da chapada do Apodi. A luta em defesa da Chapada do Apodi se tornou uma luta nacional de todos aqueles e aquelas que defendem a dignidade das comunidades camponesas. Essa força é expressa inteiramente pelo clamor dos agricultores: Lutar, lutar, lutar e resistir. Lutar e resistir pela Chapada do Apodi!

Durante toda a manhã o trânsito foi bloqueado pelos trabalhadores.

Fotos: Davi Lopes

Agricultura Familiar de Apodi em destaque.


A realidade da prática da agricultura familiar camponesa do município de Apodi é retratada em cartilha elaborada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), além do município de Apodi vários outros municípios da região Oeste do Rio Grande do Norte possuem suas histórias cotidianas paginadas na Cartilha: APRENDI OUTRO JEITO DE VIVER, tradições e novos conhecimentos nas terras oeste do Rio Grande do Norte.

Caravana leva jovens rurais a perceber potencial das experiências agroecológicas.

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Concentrados na comunidade de Lagoa do Urubu, em Ouricuri, os 110 jovens participantes da “Caravana Agroecológica e Cultural das Juventudes do Nordeste – Rumo ao III Encontro Nacional de Agroecologia (III ENA)” apresentaram um pouquinho da identidade cultural das suas respectivas localidades. Essa foi a programação do primeiro dia da Caravana, nesta quarta-feira (25).  Os participantes vêm dos municípios de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Bahia, Maranhão e Alagoas.  São filhos de agricultores familiares, com idade entre 14 e 25 anos, que nasceram e vivem em 80 localidades rurais, cuja principal fonte de renda é a agricultura.

A Caravana é uma ação de mobilização das populações rurais que provoca – através de visitas a experiências agroecológicas e projetos do agronegócio num mesmo território – reflexões sobre os modelos agrícolas e suas respectivas consequências na qualidade de vida das famílias agricultoras.
No segundo dia (26), os participantes da Caravana visitaram a experiência do grupo de jovens Renascer, em Riacho Queimado, distrito de Parnamirim. Depois seguiram para o assentamento Né Laranjeira, localizado na Fazenda Dourado, também em Parnamirim. Na oportunidade, os participantes conheceram tecnologias que captam e guardam água da chuva para produção de alimentos, como a cisterna-enxurrada e o barreiro-trincheira, implementadas pelo Cecor e Caatinga, organizações que fazem parte da ASA e atuam na promoção do desenvolvimento rural sustentável. No assentamento, as famílias também têm uma casa de sementes crioulas e um viveiro de mudas de plantas, além de um criatório de galinhas.
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Depois do almoço, foi a vez do grupo conhecer a história de Robson Gonçalves, que serviu de inspiração para nomear uma das cinco rotas da programação da Caravana. Embaixo do pé de umbuzeiro e acompanhados pela equipe do programa TV Patativa, da produtora TV Viva, eles e elas também ouviram atentos a história das famílias das localidades Riacho Queimado I e II , Alvacan, Rolo de Pau e fazenda Dourado.

Essas famílias, mobilizadas pelo projeto Riachos do Velho Chico, produziram 70 mil mudas de plantas nativas. Satisfeito com a visita, Robson falou sobre a produção de estacas, cercas, banco de sementes e da revitalização dos riachos. A visita terminou com um animado forró pé de serra.
Ontem (27), as rotas da caravana incluíram visita à feira livre do município de Granito, à comunidade Serra da Baixa, em Ipubi, à comunidade do Espírito Santo, em Trindade, à Feira do Gado, à comunidade Agrovila Nova Esperança e ao grupo de jovens de Santa Maria, em Ouricuri. As rotas passam por região com empreendimentos do agronegócio que provocam grandes impactos ao meio ambiente, como o Polo Gesseiro, e também por iniciativas de convivência com o Semiárido, como os sistemas produtivos agroecológicos na região, as feiras dos produtos agroecológicos, a produção de algodão agroecológico, unidades de beneficiamento, dentre outras experiências.
As caravanas permitem observar e vivenciar as experiências agroecológicas em suas dimensões econômicas, sociais, ambientais e culturais e as ameaças ao seu desenvolvimento. Várias mobilizações como essa acontecem desde maio de 2013 como eventos de preparação para a realização do III Encontro Nacional de Agroecologia, que será realizado de 16 a 19 de maio, em Juazeiro da Bahia, e deve reunir cerca de duas mil pessoas.
A Caravana Agroecológica e Cultural das Juventudes do Nordeste – Rumo ao III ENA é uma realização da Rede Ater Nordeste, Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Articulação Semiárido (ASA), Associação em Área de Assentamento no Estado do Maranhão (Assema), Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não Governamentais Alternativas (Caatinga), Centro de Estudos de Trabalho e de Assessoria ao Trabalhador (Cetra), Centro de Desenvolvimento Agroecológico Sabiá, ActionAid e  Terre des Hommes Schweiz.
Por Kátia Gonçalves – comunicadora popular da ASA

segunda-feira

Mobilizações do MST/RN fecha BR no Rio Grande do Norte.

O MST trancou hoje pela manhã (05) a BR 304 que liga Natal a Mossoró. A mobilização tem caráter de denuncia e reivindicação. Com cerca de 500 pessoas o intuito é denunciar o descaso da reforma agrária no estado, o sucateamento do INCRA cobrar mais celeridade nas desapropriações de terras. Além disto, fazer a denuncia da prioridade do Governo para o agronegócio em detrimento com o descaso com a agricultura camponesa.
Na realidade agrária potiguar ainda existe as multinacionais da energia eólica que vem com tudo para dentro dos assentamentos de reforma agrária fazendo com que muitas famílias fiquem impossibilitadas de trabalhar em seus lotes.
Veja imagens: 












[IMAGENS] OCUPAÇÃO DO PERÍMETRO IRRIGADO NA CHAPADA DO APODI/CE.





Fotos: Elitiel Guedes.

Movimentos sociais ocupam perímetro irrigado na Chapada do Apodi.

DO LADO DO CEARÁ...
Cerca de mil trabalhadores ligados à movimentos sociais ocupam perímetro irrigado na chapada do Apodi em Limoeiro do Norte no Ceará. O objetivo da ação é denunciar a ofensiva do agronegócio na região, o assentamento de famílias acampadas e exigir o julgamento e condenação dos responsáveis pelo assassinato de trabalhadores rurais.
Os trabalhadores denunciam que dos 10 mil hectare do projeto de irrigação na região, 4 mil estão invadidas e griladas por empresas nacionais e transnacionais do agronegócio. Os movimentos sociais exigem a retomada dessas áreas pelas famílias camponesas.
De acordo com o dirigente estadual, Marcelo Matos, o acampamento tem caráter permanente. “Vamos ficar acampados e queremos audiência com representantes do Governo”. Os manifestantes aguardam negociação com o Departamento Nacional de obras Contras Secas (Denocs), Secretaria de Desenvolvimento Agrário (S.D.A), Ministério da Integração Nacional e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
A ação que faz parte da Jornada Nacional de lutas é realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Cáritas, Movimento 21, Sindicato dos Trabalhadores de Apodi e tem apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Núcleo Tramas e da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Fafidam.
 
Fonte: http://racismoambiental.net.br/

Projeto de irrigação é ocupado por 400 famílias.

Por terra e água, 400 famílias ocupam projeto de irrigação na Bahia.

Por Wesley LimaDa Página do MST

Desde a última terça-feira (29), cerca de 400 famílias do oeste, norte e nordeste da Bahia ocupam o Projeto de irrigação do Baixo de Irecê, no município de Xique-Xique, próximo a comunidade Boa Vista.
 
A ocupação visa garantir que os pequenos agricultores e Sem Terra que residem ao redor do empreendimento tenham acesso à terra e a água, concentrados nos canais da empresa.

O projeto é coordenado pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), responsável por privatizar a terra e a água da região em 1999.

Os Sem Terra denunciam que existe uma campanha realizada pela empresa que veicula a disponibilização de lotes para os agricultores produzirem, porém, até agora nada foi feito. Há mais de 700 famílias acampadas no perímetro da Codevasf há mais de um ano.

A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, que este ano concentra a maior parte de suas ações entre os dias 28 a 10 de maio.

Promessa não cumprida

A demanda de destinar boa parte do perímetro irrigado para o assentamento de novas famílias Sem Terra foi encaminhada em fevereiro deste ano à Presidente Dilma Rousseff, que se comprometeu em analisar a situação, mas nada foi realizado até agora.


Nesta quinta-feira (1), o coordenador estadual da Codevasf, Lourival Gusmão, se comprometeu em discutir junto à presidência da empresa a liberação de um perímetro irrigado. Enquanto isso, os trabalhadores continuam mobilizados.

Para Domingas Farias, da direção estadual do MST, as áreas do perímetro irrigado “é um direito do camponês de produzir nestas terras, que hoje estão privatizadas”, acredita, ao dizer ser possível assentar cerca de 1000 famílias nessa área.

 

sábado

NOTA DE FALECIMENTO - Dom Tomás Balduino, fundador da CPT, fez a sua páscoa

“Para tudo há uma ocasião certa;
há um tempo certo para cada propósito
debaixo do céu: Tempo de nascer e tempo de morrer,
tempo de plantar
e tempo de arrancar o que se plantou...

tempo de lutar e tempo de viver em paz”. 
(Eclesiastes 3:1-8)


É com grande pesar e muita tristeza que a Comissão Pastoral da Terra (CPT) comunica a todos e todas o falecimento de Dom Tomás Balduino. Fundador da CPT, bispo emérito da cidade de Goiás e frade dominicano, Dom Tomás lutou por toda sua vida pela defesa dos direitos dos pobres da terra, dos indígenas, das demais comunidades tradicionais, e por justiça social. Nem mesmo com a saúde debilitada e internado no hospital ele deixava de se preocupar com a questão da terra e pedia, em conversas, para saber o que estava acontecendo no mundo.

Aos 91 anos, completados em dezembro passado, Dom Tomás Balduino, o bispo da reforma agrária e dos indígenas, nos deixa seu exemplo de luta, esperança e crença no Deus dos pobres. Ficamos, hoje, todos e todas um pouco órfãos, mas seguimos na certeza de quem Dom Tomás está e estará presente sempre, nos pés que marcham por esse país e nas bandeiras que tremulam por esse mundo em busca de uma sociedade mais justa e igualitária.

Dom Tomás faleceu em decorrência de uma trombo embolia pulmonar, às 23h30 de ontem, 02 de maio de 2014. Ele permaneceu internado entre os dias 14 e 24 de abril último no hospital Anis Rassi, em Goiânia. Teve alta hospitalar dia 24, e no dia seguinte foi novamente internado, porém desta vez no Hospital Neurológico, também em Goiânia. 

O Corpo será velado na Igreja São Judas Tadeu, no Setor Coimbra, em Goiânia, até às 10 horas do domingo, dia 4 de maio, momento em que será concelebrada a Eucaristia, e logo em seguida será transladado para a cidade de Goiás (GO), onde será velado na Catedral da cidade até às 9 horas da segunda-feira, 5 de maio, e logo em seguida será sepultado na própria Catedral. 

Biografia de Dom Tomás Balduino

Dom Tomás Balduino nasceu em Posse, Goiás, no dia 31 de dezembro de 1922. Ele é filho de José Balduino de Sousa Décio, goiano, e de Felicidade de Sousa Ortiz, paulista. Seu nome de batismo é Paulo, Paulo Balduino de Sousa Décio. Foi o último filho homem de uma família de onze filhos, três homens e oito mulheres. Ao se tornar religioso dominicano recebeu o nome de Frei Tomás, como era costume.

Até os cinco anos de idade viveu em Posse. Depois a família migrou para Formosa, onde seu pai se tornou promotor público, depois juiz e se aposentou como tal.

Fez o Seminário Menor – Escola Apostólica Dominicana – em Juiz de Fora, MG. Fez os estudos secundários no Colégio Diocesano, dirigido pelos irmãos maristas, em Uberaba.  Cursou filosofia em São Paulo e Teologia em Saint Maximin, na França, onde também fez mestrado em Teologia.

Em 1950, lecionou filosofia em Uberaba. Em 1951 foi transferido para Juiz de Fora como vice-reitor da então Escola Apostólica Dominicana e lecionou filosofia, na Faculdade de Filosofia da cidade.

Em 1957, foi nomeado superior da missão dos dominicanos da Prelazia de Conceição do Araguaia, estado do Pará, onde viveu de perto a realidade indígena e sertaneja. Na época a Pastoral da Prelazia acompanhava sete grupos indígenas. Para desenvolver um trabalho mais eficaz junto aos índios, fez mestrado em Antropologia e Linguística, na UNB, que concluiu em 1965. Estudou e aprendeu a língua dos índios Xicrin, do grupo Bacajá, e Kayapó.

Para melhor atender a enorme região da Prelazia que abrangia todo o Vale do Araguaia paraense e parte do baixo Araguaia mato-grossense, fez o curso de piloto de aviação. Amigos solidários da Itália o presentearam com um teco-teco com o qual prestou inestimável serviço, sobretudo no apoio e articulação dos povos indígenas. Também ajudou a salvar pessoas perseguidas pela Ditadura Militar.

Em 1965, ano em que terminou o Concílio Ecumênico Vaticano II, foi nomeado Prelado de Conceição do Araguaia. Lá viveu de maneira determinante e combativa os primeiros conflitos com as grandes empresas agropecuárias que se estabeleciam na região com os incentivos fiscais da então SUDAM, e que invadiam áreas indígenas, expulsavam famílias sertanejas, os posseiros, e traziam trabalhadores braçais de outros Estados, sobretudo do nordeste brasileiro, que eram submetidos, muitas vezes, a regimes análogos ao trabalho escravo.

Em 1967, foi nomeado bispo diocesano da Cidade de Goiás. Nesse mesmo ano foi ordenado bispo e assumiu o pastoreio da Diocese, onde permaneceu durante 31 anos, até 1999 quando, ao completar 75 anos, apresentou sua renúncia e mudou-se para Goiânia. Seu ministério episcopal coincidiu, a maior parte do tempo, com a Ditadura Militar (1964-1985).

Dom Tomás, junto à Diocese de Goiás, procurou adequar a Diocese ao novo espírito do Concílio Ecumênico Vaticano II e de Medellín (1968). Por isso sua atuação, ao lado dos pobres, no espírito da opção pelos pobres, marcou profundamente a Diocese e seu povo. Lavradores se reuniam no Centro de Treinamento onde Dom Tomás morava, para definir suas formas de organização e suas estratégias de luta. Esta atuação provocou a ira do governo militar e dos latifundiários que perseguiram e assassinaram algumas lideranças dos trabalhadores. Em julho de 1976, Dom Tomás foi ao sepultamento do Padre Rodolfo Lunkenbein e do índio Simão Bororo, assassinados pelos jagunços, na aldeia de Merure, Mato Grosso. Em sua agenda estava programada uma outra atividade. Soube depois, por um jornalista, que durante esta atividade programada, estava sendo preparada uma emboscada para eliminá-lo.

Alguns movimentos nacionais como o Movimento do Custo de Vida, a Campanha Nacional pela Reforma Agrária, encontraram apoio e guarida de Dom Tomás e nasceram na Diocese de Goiás.

Dom Tomás foi personagem fundamental no processo de criação do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em 1972, e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975.  Nas duas instituições Dom Tomás sempre teve atuação destacada, tendo sido presidente do CIMI, de 1980 a 1984 e presidente da CPT de 1999 a 2005. A Assembleia Geral da CPT, em 2005, o nomeou Conselheiro Permanente.

Depois de deixar a Diocese, além de ser presidente da CPT, desenvolveu uma extensa e longa pauta de conferências e palestras em Seminários, Simpósios e Congressos, tanto no Brasil quanto no exterior. Por sua atuação firme e corajosa recebeu diversas condecorações e homenagens Brasil afora. Em 2002, a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás lhe concedeu a medalha do Mérito Legislativo Pedro Ludovico Teixeira. No mesmo ano recebeu o Título de Cidadão Goianiense, outorgado pela Câmara Municipal de Goiânia. 

Foi designado, em 2003, membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, CDES, do Governo Federal, cargo que deixou por sentir que pouco ou nada contribuía para as mudanças almejadas pela nação brasileira. Foi também nomeado membro do Conselho Nacional de Educação.
No dia 8 de novembro de 2006, Dom Tomás recebeu da Universidade Católica de Goiás (UCG) o título de Doutor Honoris Causa, devido ao comprometimento de Dom Tomás com a luta pelo povo pobre de Deus.

No dia 18 de abril de 2008 recebeu em Oklahoma City (EUA), da Oklahoma City National Memorial Foudation, o prêmio Reflections of Hope. A organização considerou que as ações de Dom Tomás são exemplos de esperança na solução das causas que levam a miséria de tantas pessoas em todo o mundo. A premiação Reflections of Hope foi criada em 2005 para lembrar o 10º aniversário do atentado terrorista de Oklahoma – quando um caminhão-bomba explodiu em frente a um edifício, matando 168 pessoas – e para homenagear aqueles que representam a esperança em meio à tragédia e dedicam suas vidas para melhorar a vida do próximo.
De 22 até 29 de março 2009 foi em Roma para participar das palestras em homenagem de Dom Oscar Romero e dos 29 anos do seu assassinato.

Em 2012 a Universidade Federal de Goiás (UFG) também lhe outorgou o título de Doutor Honoris Causa. Em dezembro do mesmo ano, durante as comemorações dos seus 90 anos, a CPT homenageou-o dando o seu nome ao Setor de Documentação da Secretaria Nacional, que passou a se chamar “Centro de Documentação Dom Tomás Balduino”.

Maiores informações:
Assessoria de Comunicação CPT Nacional – Cristiane Passos (62) 4008-6406 / (62) 8111-2890 / (62) 9268-6837

segunda-feira

Projeto Escola das Águas capacita 360 jovens rurais do Sertão pernambucano.

Aula ao ar livre | Fotos: Kátia Gonçalves
 “Os jovens têm que sair e se fazer valer; sair e lutar por seus valores.” Esta frase de Padre Francisco lembra a força de vontade dos 60 jovens agricultores familiares que moram na zona rural dos municípios de Serra Talhada, Flores e Santa Cruz da Baixa Verde, em Pernambuco. São jovens que têm expresso nos olhos um desejo de aprender, um pulsar pelo conhecimento e a certeza de que só com a educação há transformação. Essa vontade os uniu no Projeto Escola das Águas.

A iniciativa de educação contextualizada formará 360 jovens agricultores familiares, com idade entre 18 e 29 anos, moradores da zona rural dos municípios de Araripina, Exú, Flores, Granito, Ouricuri, Parnamirim, Santa Cruz da Baixa Verde, Santa Filomena e Serra Talhada.

O curso é organizado em cinco módulos, três teóricos e dois práticos, totalizando 200 horas. Os momentos presenciais acontecem a cada dois meses. Nesse momento, os jovens visitarão áreas de produção agroecológica que contam com tecnologias que armazenam água da chuva para produção de alimentos, como as cisternas-calçadão, barreiros trincheiras e barragens subterrâneas construídas pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA). No intervalo entre os módulos, os alunos receberão assessoria e assistência técnica para implantação de algumas tecnologias vivenciadas durante o curso em suas propriedades, em propriedades vizinhas ou em comunidades próximas onde residem.

No primeiro módulo, com o material didático em mãos, os/as aprendizes debateram os princípios gerais do conceito “convivência com o Semiárido” e vários assuntos relacionados à convivência: características da precipitação pluviométrica do Semiárido, poluição das águas, saúde e prevenção das doenças, legislação básica do código de águas, dentre outros temas.

No segundo módulo, a turma saiu da sala para conhecer os Sistemas Simplificados de Produção Agroecológica e, também, o passo a passo para a construção de uma cisterna de placas de cimento, na comunidade Caldeirão dos Barros, em Santa Cruz da Baixa Verde.

Wyldiane França, 23 anos, mãe de dois filhos e moradora do Sítio São Paulo, em Santa Cruz da Baixa Verde, é uma das alunas. “[Se] sem filhos as coisas são mais difíceis e quando se têm dois, bate um desespero, uma vontade de correr atrás do tempo pedido, de estudar, trabalhar, ter uma renda familiar que nos torne mais livres da dependência de esposo, pais. Vejo que apreendendo as tecnologias hídricas adaptadas à agricultura familiar é um passo para a liberdade financeira.”

Com 19 anos, Lucimar Maria da Silva resume as dificuldades em permanecer no campo e da sua intenção de superá-las. “Vários amigos e amigas depois que completaram 18 anos foram embora para outras cidades em busca de emprego. Aquilo sempre me deixava péssima porque todos/as choravam quando alguém se despedia. Tirei como lição e prometi para mim que buscaria conhecimentos, mas que seriam aplicados, repassados para as pessoas do Sítio Carvalhada, localidade onde moro”, garantiu.


Jovens mulheres que fazem parte da primeira turma do curso.
De acordo com o educador social do Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor), Valdir Vieira, o projeto vai capacitar 360 jovens em tecnologias hídricas adaptadas à agricultura familiar, tornando-os aptos a implantar sistemas de captação e manejo de água e pequenas áreas de irrigação nas áreas rurais do semiárido. “Através das capacitações, queremos garantir que os/as jovens tenham bagagem teórica e prática suficiente para se tornarem profissionais autônomos e eficientes, formados para ingressarem no mercado de trabalho”, explicou.

O projeto Escola das Águas é desenvolvido pelo Centro de Habilitação e Apoio ao Pequeno Agricultor do Araripe (Chapada), em parceria com o Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores e Instituições Não Governamentais Alternativas (Caatnga) e Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor), e tem o patrocínio da Petrobras, através do Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania.

Kátia Gonçalves - comunicadora popular da ASA

quinta-feira

Agricultores de Apodi/RN conhecem de perto o perigo do agronegócio ao participar de Romaria em Limoeiro do Norte/CE.

No ultimo dia 21 de Abril uma delegação composta por mais de 50 agricultores e agricultoras do município de Apodi estiveram participando da 4ª Semana Zé Maria do Tomé, que acontece na comunidade de Tomé localizada no município de Limoeiro do Norte/CE.
As atividades da Semana Zé Maria do Tomé são organizadas pelo Movimento 21 que se articulou na Chapada do Apodi/CE depois do assassinato do Camponês José Maria, que criticava veementemente o uso demasiado dos agrotóxicos pelas empresas do agronegócio que estão instaladas.
A Caravana de agricultores do município de Apodi teve a oportunidade de conversar com agricultores residentes da Comunidade de Tomé, onde foi relatado que o perímetro irrigado instalado por lá está servindo somente ao grande capital, e que dezenas de famílias vivem a margem do processo que foram excluídos pelas empresas do agronegócio ao decorrer da implantação de tal perímetro Irrigado.

MAIS SOBRE ZÉ MARIA DO TOMÉ
Zé Maria foi assassinado com mais de vinte tiros, à queima roupa, próximo a sua residência, na comunidade de Tomé, zona rural de Limoeiro do Norte (CE). O defensor de direitos humanos destacou-se na luta contra a pulverização aérea de agrotóxicos, na Chapada do Apodi, Ceará. Essa atividade, promovida por grandes empresas do agronegócio, causa a contaminação da água, plantações e solo das comunidades da região. Além disso, provoca diversas doenças nos trabalhadores das empresas e moradores. Essas denúncias encontraram repercussões em ações judiciais, procedimentos do Ministério Público (Estadual, Federal e Trabalhista) e em inúmeras pesquisas acadêmicas.

No dia 21 de abril de 2010, o defensor de direitos humanos foi assassinado, a poucos metros da sua casa, em típica ação de pistolagem. A lei que proibia a pulverização aérea foi revogada em dia 20 de maio de 2010, um mês após o assassinato de Zé Maria.


FOTOS DA ROMARIA:



















Fotos de Talvacy Chaves e Ana Flávia Fernandes.

Agricultores de todo Brasil irão se encontrar em Juazeiro da Bahia para discutir agroecologia.

 
O III Encontro Nacional de Agroecologia (III ENA) será realizado de 16 e 19 de maio de 2014, em Juazeiro (BA), com o lema “Cuidar da Terra, Alimentar a Saúde, Cultivar o Futuro”. Cerca de 2 mil pessoas de todo o país, dentre elas 70% agricultoras e agricultores, e diversos segmentos da sociedade, participarão de seminários, debates e atividades culturais. Encontros como este são espaço de organização e pressão política fundamentais para a expressão democrática de uma significativa parcela da sociedade brasileira.
O evento organizado pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), com a participação de diversas entidades que compõe esta rede, além de movimentos sociais do campo, da saúde, da economia solidária e do feminismo, é o resultado de um processo de mapeamento e visita a experiências concretas por meio de Caravanas Agroecológicas e Culturais, que começaram em 2013.
Programação variada - O centro do III ENA será a “Feira de Saberes e Sabores”, espaço aberto aos moradores de Juazeiro e região, com produtos agroecológicos da agricultura familiar e das populações tradicionais de todo o país. Lugar ideal para a troca de mercadorias, para conversa e amizade, e sobretudo ambiente propício à troca de conhecimento, a Feira será instalada na Universidade Federal do Vale São Francisco (Univasf) e vai narrar também a diversidade das práticas agroecológicas a partir dos territórios por onde passaram as Caravanas e a interlocução das diversas práticas com as políticas públicas existentes – e que garantem ou deveriam garantir a ampliação da produção de alimentos agroecológicos.
Estão previstas, ainda, palestras com intelectuais brasileiros e estrangeiros, e um grande show na noite de sábado. A programação (veja versão provisória anexa) vai ajudar a responder: “por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia?”. Os diversos seminários temáticos ajudarão a compreender o emaranhado de relações entre a produção de alimentos e o cotidiano de toda a população. Estão em pauta temas como o acesso universal e livre às sementes em contraposição aos transgênicos; agrotóxicos, contaminação e saúde; reforma agrária e direitos territoriais; acesso à mercados locais e institucionais; agricultura nas cidades e ainda os direitos das mulheres e à comunicação.
Ao final do evento será entregue aos representantes do governo uma carta política sobre as discussões nas atividades e demandas do movimento agroeocológico.
Caravanas agroecológicas e culturais - Para a ANA, as experiências concretas dos agricultores e agricultoras são fundamentais e é por meio delas que encontramos caminhos para a produção de alimentos saudáveis e sem agrotóxicos, a partir da agricultura familiar, que fortalece as redes locais da economia e se importa com a igualdade de gêneros e a vida do trabalhador e do consumidor. É por causa deste método de trabalho que as Caravanas Agroecológicas e Culturais ganharam centralidade no processo de mobilização do III Encontro Nacional de Agroecologia entre 2013 e 2014.

Planejadas pela ANA com organizações locais, foram pelo menos 12 territórios visitados em todo o país, envolvendo mais de 2,5 mil pessoas. Divididas por rotas, as visitas às experiências promoveram uma troca de saberes intensa entre os agricultores, técnicos, estudantes, gestores públicos, dentre outros.
As variadas experiências mostraram a capacidade da agroecologia de promover o desenvolvimento dos territórios e o bem-estar da população. Também evidenciaram que há uma série de projetos oposto aos princípios postulados pela agroecologia disputando os territórios, como é o caso do perímetro irrigado a ser implantado na Chapada do Apodi (RN-CE), o crescimento da mineração na Zona da Mata (MG), as hidrelétricas previstas para o rio Tapajós, em Santarém (PA) e o uso intenso de agrotóxicos no Mato Grosso, inclusive na região de Cáceres. Assim como em todo o país, entre outros projetos que impossibilitam a existência da agricultura familiar agroecológica. As atividades garantiram um panorama de realidades muito distintas e que traduzem, em sua diversidade o que é agroecologia. Foi documentada a agricultura no modo de vida na beira dos rios na Amazônia, os mercados de alimentos orgânicos na região Sul e as lutas pela terra no Tocantins e em tantos territórios que ainda sofrem com a dívida histórica da reforma agrária.
Participação - Os participantes no III Encontro Nacional de Agroecologia (III ENA) deverão necessariamente estar inscritos nas delegações compostas nos estados ou nas delegações organizadas pelas redes, organizações e movimentos sociais que compõem a coordenação da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) ou que sejam parceiras no Processo Diálogos e Convergências. Não haverá abertura de inscrições avulsas, pois a estrutura prevista é capaz de atender adequadamente a 2.000 pessoas. O III ENA é direcionado especialmente a agricultores (as) envolvidos nas experiências em agroecologia, bem como a membros das organizações vinculadas à ANA. Para obter mais informações sobre a composição das delegações estaduais, segue a relação das pessoas nos estados designadas para coordenar essa atividade.
SERVIÇO:
III ENCONTRO NACIONAL DE AGROECOLOGIA
16 a 19 de maio
Campus da Universidade Federal do Vale São Francisco (Univasf)
Juazeiro, Bahia.
Outras informações: www.agroecologia.org.br