A senadora Kátia Abreu, baluarte na defesa do agronegócio, em entrevista ao jornal Opção, do Tocantins, ressaltou a identidade com a presidenta Dilma, na defesa do agronegócio. Kátia diz que Lula não tinha uma compreensão tão clara da agropecuária brasileira como Dilma
tem. A seguir, trechos da entrevista que foi publicada originalmente no
final de abril de 2013, mas pouco repercutiu no sudeste.
A informação é publicada pela Agência Petroleira de Notícias, com informações do Jornal Opção, do Estado de Tocantins.
A senadora e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu (PSD), foi uma das vozes mais críticas do governo Lula e hoje se tornou uma aliada de primeira hora da presidente Dilma Rousseff.
Questionada sobre o que mudou, a líder do agronegócio garante que não
foi ela. “Meu ponto de vista não mudou em nada. Os governos anteriores
não tinham uma compreensão tão aberta da agropecuária brasileira como a presidente Dilma tem demonstrado”, ressalta a senadora, para completar que quem mudou foi o governo do PT.
Kátia Abreu faz questão de destacar que sua
aproximação com a presidente não se deu no campo político-ideológico, e
sim no campo das ideias na defesa do agronegócio brasileiro. Mas afirma
que considera Dilma uma petista diferente. “Não só eu como um grande
segmento do país, não identifica a presidente Dilma
como petista na sua essência, ela é quase uma mandatária
suprapartidária, que defende os interesses do país de forma racional
conversando com todos os segmentos”, defende a senadora, que afirma
ter muitas semelhanças com a presidente da República.
A líder ruralista anuncia que a CNA abriu escritório
de negócios na China para tentar conquistar mercado para os produtos
brasileiros e captar recursos para financiamento das obras de
infraestrutura que o País precisa para ampliar a sua produção de
alimentos. A senadora observa que o Brasil não pode repetir o erro do
passado (quando perdeu a ALCA) e perder novamente a oportunidade de conquistar um mercado gigantesco. “A China
está insistindo para que o Brasil seja o mercado e o parceiro
preferencial e eu acho que as iniciativas estão ainda lentas nesse
sentido”, reclama a presidente da CNA, dizendo que tem procurado fazer a
sua parte.
Nesta entrevista exclusiva ao Jornal Opção, a
presidente da CNA fala ainda da grande transformação que vem acontecendo
no campo. A dirigente lembra que no passado o sonho dos governantes era
ver o Brasil industrializado. “O Brasil tinha vergonha da sua
vocação rural. Hoje esse jogo virou, hoje nós somos a fazenda do
mundo, só que uma fazenda tecnificada, uma fazenda de inovação, com alta
produtividade e que é orgulho para o mundo inteiro.” (Jornal
Opção/Tocantins)
Dilma atende pleito de Kátia Abreu
Em notícia mais recente, de 2 de junho, o Jornal Opção divulga que a parceria entre o governo federal e a porta-voz dos ruralistas vai de vento em popa. Katia Abreu anuncia a liberação de verba para a construção de 16 mil casas populares na região do Bico do Papagaio, dentro do Programa Minha Casa Minha Vida
com recursos do Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU). Anúncio
feito na terça-feira, 28/5, pela senadora depois de encontro com a
presidente Dilma Rousseff, em Brasília. O Tocantins
passa a ser o primeiro Estado a ter um conjunto de municípios, ao todo
são 25, atendidos integralmente pelo programa.
Fonte: Site IHU.
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