quarta-feira

Está chegando a Hora: É neste Sábado A Festa do Cal.

As senhas já estão sendo vendidas na FM LAGOA em soledade ao preço de R$ 10,00 e você ganha um CD. Venha participar. Haverá escolha da garota do CAL infantil e juvenil além de sorteio de uma habilitação categoria " a " e um celular desbloquedo.

terça-feira

Mulheres do Trapiá dão Show de Criatividade.

A Comunidade de Trapiá II, Localizada a cerca de 8 Km do centro urbano de Apodi conta com um Grupo de Mulheres que produzem peças artezanais usando como matéria prima a Palha e o Talo da Carnaubeira, trata-se do Grupo de Mulheres Art´palha, veja a seguir peças produzidas por este grupo:





Baixa Fechada I irá inaugurar uadra Esportiva nesta Sexta Feira.

É nesta sexta- feira dia 26 de novembro a inauguração da Quadra de Esporte de Baixa Fechada I, em meio as comemorações haverá um forró sexta-feira a noite, com a banda NAMORAL e no sábado torneio de futebol com as  equipes locais e interessados. Se você deseja participar do torneio faça sua inscrição até sexta-feira com Bebé ou Bartô. Aguardamos e agradecemos a sua presença.

Unidade de Beneficiamento de Arroz da Agricultura Familiar de Apodi encontra-se em ritímo acelerado.

Em breve os agricultores que cultivão o Arroz no município de Apodi poderão contar com uma grande estrutura de beneficiamento deste importante grão na região do Vale do Apodi. A Associação dos Produtores de Arroz da Vale do Apodi (APAVA) conta com um contingente de 80 famílias, o que significa melhoria para todos esses atores que são envolvidos de forma direta, além de fortalecer a cadeia produtiva do Arroz que por muito tempo viveu "escravizada" nas mãos de atravessadores. 

segunda-feira

Emparn prevê bom inverno para 2011

Os agricultores potiguares têm uma boa notícia para 2011. O monitoramento climático da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) aponta sinais concretos de um bom período chuvoso para o próximo ano, principalmente por conta do resfriamento do Oceano Pacífico. Como se sabe, em termos de clima, os modelos não são exatos e algo pode mudar. Mas esse é o cenário que emerge dos mapas e imagens de satélite da Emparn, segundo o meteorologista Gilmar Bristot.
Gilmar conversou com a reportagem da Tribuna do Norte e alertou para o extremo oposto da situação de 2010: ao invés de seca, enchentes. A ocorrência de chuvas normais ou acima do normal pode ocasionar enchentes em regiões como o Vale do Açu e o Vale do Apodi. "É uma informação importante para os gestores tentarem diminuírem os efeitos negativos nessas duas áreas críticas", aponta.

Como está o monitoramento para o período chuvoso do próximo ano?
Uma das variáveis mais importantes para detectar e estudar o clima é a temperatura dos oceanos. O que se pôde ver até outubro de 2010 é um cenário favorável no que diz respeito ao Oceano Pacífico. O Pacífico é o maior oceano do planeta e tem mais influência do que o Atlântico, que é mais relevante para o Nordeste e o litoral brasileiro. O que temos visto até então é um resfriamento da superfície do Oceano Pacífico e, caso esse cenário se mantenha, podemos dizer que há grande probabilidade de um inverno normal em 2011. Sempre lembrando que o primeiro diagnóstico oficial desse processo será possível somente em dezembro desse ano.

Que outras variáveis são importantes?
Há o Oceano Atlântico, que é muito mais dinâmico. Não há como dizer muito a esse respeito nessa época do ano, mas caso a situação no Atlântico fique mais favorável, com resfriamento de algumas regiões específicas, haverá um inverno entre normal e acima do normal. Observações da última semana mostram essa tendência. Se isso for concretizado, teremos plenas condições para um período chuvoso entre normal e acima do normal.

Quais as conseqüências diretas disso?
Condições favoráveis para a agricultura, para o armazenamento de água nos grandes reservatórios e a ocorrência de problemas de enchentes em algumas regiões. No Rio Grande do Norte, são principalmente duas: o Vale do Assu e do Apodi. Nesses dois locais, com chuvas entre normal e acima do normal poderá haver problemas de inundações, como já foi verificado. Isso acontece principalmente por problemas ambientais, como a ocupação do solo, remoção de matas ciliares e assoreamento de rios, como também pela característica desses dois vales. São duas bacias com embasamento cristalino, o que propicia o escoamento da água e não a infiltração. Por isso, essas são áreas críticas, com potencial de alagamento. Numa situação de enchente, haveria prejuízos para a agroindústria, para a carcinicultura, entre outras atividades. São informações que precisam ser levadas em consideração pelos gestores para evitar prejuízos ainda maiores.

Nesse ano, a Emparn fez orientação no que diz respeito à seca?
Sim, fizemos um trabalho com a Secretaria de Agricultura para orientar os agricultores. É importante dizer que a Emparn, neste ano como em outros, acertou 100% nos seus prognósticos. Dissemos que não se deveria investir em culturas que necessitam de chuvas mais bem distribuídas e por mais de 60 dias. Orientamos a distribuir sementes de feijão, em detrimento de outras culturas como girassol e milho. O resultado é que quem plantou girassol, por exemplo, perdeu tudo, porque o período chuvoso não foi favorável.

Em 2010, tivemos o fenômeno "El Niño", responsável pela diminuição das chuvas. E neste ano? Existe uma periodicidade para o El Niño?

Não há ainda como estabelecer um padrão. Somente com o monitoramento é possível afirmar algo com um certo grau de certeza. O que há de certo é o resfriamento e o esfriamento dos oceanos. No caso do Pacífico, ora ele esfria ora ele esquenta. Quando esquenta, temos o El Niño, com probabilidade de menos chuva, e quando ele esfria temos o fenômeno "La niña". O mais provável é que haja "La niña" em 2011 por conta do resfriamento do Oceano Pacífico. Somente com o monitoramento é possível afirmar com certeza, principalmente com o aquecimento global.

Há algum projeto específico da Emparn sobre esse assunto?

Sim, estamos finalizando um estudo sobre a relação entre o aumento da temperatura e a agricultura no Estado. Justamente para saber qual o panorama para daqui a 20 anos, por exemplo, como as mudanças climáticas vão influenciar nas principais culturas atualmente. O algodão, por exemplo, não tem como ser cultivado como era há alguns anos no semi-árido. Um aumento de um grau significa muita coisa, haverá menos água disponível no solo porque a água irá evaporar mais rápido com a temperatura mais alta.

Voltando à questão do 'inverno', o que dizer em relação às chuvas de dezembro e janeiro?
Caso a atual situação persista, é normal que haja chuvas no litoral e no interior no mês de dezembro, embora essas sejam chuvas um tanto quanto imprevisíveis. Um dado interessante é que tivemos o mês de outubro mais chuvoso desde que a Emparn começou a fazer essa medição em algumas regiões do Estado. Tivemos locais com acumulado de chuva de mais de 100 milímetros. Fizemos um levantamento aqui na Emparn e nos cinco anos onde o mês de outubro teve chuva acima da média, o ano subseqüente também foi agraciado com um bom inverno. Esse tipo de estatística não é considerado seguro, mas em conjunto com os outros fatores, é uma boa notícia.

A medição que a Emparn faz pelo Estado é segura?
O estado não tem custo algum para conseguir essa medição. Os pluviômetros estão distribuídos em mais de 200 pontos pelo Rio Grande do Norte e voluntários fazem essa medição. Todos os dias, no início da manhã, policiais, funcionários da Emater e outros voluntários vão até o medidor e passam os dados para a Emparn. O sistema tem falhas? Claro que tem. Poderia ser mais profissional? Com certeza. Mas é o que temos para oferecer nesse momento. A Emparn adquiriu 10 medidores automáticos, que enviam esses dados diretamente para os nossos computadores. Esses medidores serão instalados em breve, mas por enquanto usaremos o atual sistema.
Fonte: Jornal de Fato.

sábado

20 de Novembro. Dia da Consciência Negra.

O Dia da Consciência Negra é uma data para a reflexão de todos nós brasileiros. Durante o período da escravidão, os negros sofreram inúmeras injustiças. E ás custas do seu sofrimento nas senzalas, nos campos e nas cidades, foi erguido tudo o que havia no Brasil daquela época. Os negros resistiram de diversas formas, nas muitas revoltas, fugas e com a formação de quilombos em várias partes do país. Assim, surgiu o Quilombo dos Palmares e o seu sonho de liberdade, que teve como principal líder Zumbi.
Veio a Abolição em 1888, o Brasil mudou e hoje é uma das maiores economias do mundo. No entanto, os negros continuaram em situação de desigualdade, ocupando as funções menos qualificadas no mercado de trabalho, sem acesso às terras ancestralmente ocupadas no campo, e na condição de maiores agentes e vítimas da violência nas periferias das grandes cidades. Sua luta, inspirada em Zumbi e em outros heróis negros que tombaram ao longo do caminho, precisava continuar.
Zumbi foi morto em 20 de novembro de 1695, e seu corpo foi exibido em praça pública para semear o medo entre os escravos e impedir novas revoltas e fugas. Mas o efeito foi oposto, despertando em muitos a consciência de que era preciso lutar contra a escravidão e as desigualdades, como Zumbi ousou fazer. A memória deste herói nacional, no Dia da Consciência Negra, nos compromete com a construção de uma sociedade na qual todos tenham não apenas a igualdade formal dos direitos, mas a igualdade real das oportunidades.

Incra encaminha procedimentos para titulação de territórios

Na semana em que se comemora o Dia da Consciência Negra, festejado hoje, 20, a Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) no Rio Grande do Norte dá mais um passo para titular os territórios remanescentes de quilombos no Estado, conforme informações da Assessoria de Comunicação do Incra.
São sete comunidades - Jatobá (Patu), Acauã (Poço Branco), Boa Vista dos Negros (Parelhas), Capoeiras (Macaíba), Macambira (Lagoa Nova), Sibaúma (Tibau do Sul) e Aroeiras (Pedro Avelino) - cujas famílias estão materializando o sonho de ganhar a titularidade definitiva das terras oriundas de quilombos.
Na próxima semana, um grupo de servidores da entidade irá à comunidade de Jatobá para fazer o georreferenciamento e a colocação dos marcos que delimitam a área. Paralelo a isso, serão pagas as indenização de áreas desapropriadas de particulares, a chamada "desintrusão de ocupantes não quilombolas". A colocação dos marcos e o pagamento das indenizações são os últimos passos para a entrega, em definitivo, dos títulos de posse e uso da terra às mais de 40 famílias que moram no local.
No Rio Grande do Norte, o processo de titulação da comunidade Jatobá é o que está mais avançado. A comunidade conta com o recebimento do Decreto Presidencial, que declarou o interesse social para fins de desapropriação. O documento foi entregue à comunidade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em novembro passado, numa cerimônia realizada em Salvador (BA).
Ainda de acordo com as informações da Assessoria de Comunicação, o superintendente do Incra/RN, Paulo Sidney Gomes Silva, acredita que a entrega dos títulos de Jatobá ocorrerá até o fim deste ano.
Outra comunidade com processo de regularização de área quilombola avançado é Acauã. Na próxima terça-feira, 22, a comunidade irá ser declarada como de interesse social, para fins de desapropriação, conforme ocorreu com Jatobá. A titulação deverá ocorrer até março do próximo ano, sendo, portanto, as duas primeiras comunidades a serem regularizadas no Rio Grande do Norte. Um estudo preliminar mostra que existem no Estado cerca de 30 comunidades remanescentes de quilombos, com uma população de aproximadamente seis mil famílias.
Fonte: Jornal Gazeta do Oeste.

sexta-feira

Falta de ação do governo provoca mobilização de agricultores.

A falta de chuva em 2010 deixou os pequenos agricultores em situação precária. Estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a produção caiu mais de 80%, comprometendo o fornecimento de alimentos e provocando o aumento de preços no mercado. Diante de tamanha crise, até agora o Estado não depositou sua contrapartida para garantir aos agricultores o Programa Garantia-Safra, que paga parcela em dinheiro para os prejudicados.
No município de Caraúbas, sem resposta governamental, a alternativa que as entidades acharam para pressionar as autoridades foi mobilizar os trabalhadores, no que eles chamaram de 1ª Marcha do Campo. Pelo menos 400 agricultores e agriculturas saíram às ruas na quarta-feira, 17, em protesto contra a falta de recursos e ação do poder público estadual frente à grave situação da seca.
A marcha percorreu a cidade, com paradas estratégicas em frente à sede da Prefeitura, onde foi recebida pelo vice-prefeito Alcivan Viana, que integrou o movimento, e em frente ao Banco do Brasil.
A terceira tesoureira do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caraúbas, Antônia Neta, disse que entre as reivindicações apresentadas estavam: a construção de barragens no Umari, abastecimento da água nas comunidades que teve 60% do serviço interrompido, participação do Estado no Garantia-Safra, reabertura da Secretaria de Agricultura, melhor atendimento no Banco do Brasil para a terceira idade, além da renegociação das dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), na agência, que ainda não disponibilizou o serviço. "A situação dos agricultores é complicada com a seca, sem água fica difícil sustentar o rebanho, além de que tem muita comunidade que não tem água sequer para o consumo", disse a tesoureira.
O presidente do STR, José Maria Júnior, disse esperar que o ato público de ontem surta algum efeito positivo para o homem do campo. "A zona rural de nosso município é extremamente grande, diversificada e cada comunidade tem sua realidade, mas se igualam quando o assunto é o descaso dos governantes para esse segmento", acrescentou.
A 1ª Marcha do Campo foi realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caraúbas, Associações Rurais (Focampo), da Marcha das Mulheres, Associação de Pescadores, ATOS e trabalhadores em geral.
Fonte: Jornal de Fato

terça-feira

O pasto acabou e agora?

O abastecimento na zona rural das cidades da região do Alto Oeste está comprometido em decorrência do inverno fraco. Os açudes de pequeno porte estão secos e os de médio porte, em sua maioria, estão com o volume de água imprópria para consumo humano. Já os grandes reservatórios oscilam entre 40% e 60% de sua capacidade total de armazenamento. O rebanho está sendo alimentado com farelo de milho e as casas abastecidas com carro-pipa.
Na zona urbana, o abastecimento é feito pela Companhia de Água e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) em dias alternados. Não preocupa. Mas na zona rural, o cenário é preocupante. Se não chove, a safra não vinga e o alimento dos animais fica escasso. No caso da região Oeste do RN, água até existe (às vezes provenientes de poços), tanto para o abastecimento humano como animal. O que não existe mais é pasto. A vegetação secou.
Entre os pecuaristas, os prejuízos variam conforme o tamanho do rebanho. O fazendeiro Raimundo Lucas Moreira, conhecido na região de Apodi por Bebé de Luca Abreu, já viu reduzir o seu rebanho em 20%. Ele tinha mais de mil cabeças divididas em quatro fazendas, sendo que três em território de Apodi e uma na região do Vale do Jaguaribe. "Aqui só tem água de um poço e o gado se vira na mata procurando bagaço", diz Bebé de Luca Abreu.
O fazendeiro informou que por dia tem conhecimento de que morre cerca de 40 rezes na região. Atualmente, com rebanho de 800 cabeças, Bebé de Luca Abreu disse que abastece a fazendo do Mulungu com água de um poço, na região de Apodi e da várzea, tem cacimbões e pequenos reservatórios. O mesmo na região do Vale do Jaguaribe. "O que falta é pasto. O gado tá comendo areia", reclama o criador.
Entre os pequenos criadores, a reportagem do JORNAL DE FATO conversou com Sebastião Paulino de Carvalho, de 53 anos, residente no sítio Melancias, em Apodi. Ele disse que tinha 22 cabeças, mas já vendeu 14 para alimentar as outras e a família. Assim mesmo está com dificuldades para encontrar alimento para o seu pequeno rebanho. "Não existe milho no mercado pra gente comprar, fazer o farelo, misturar ao resíduo e ao capim seco para o gado", reclama.
Em situação parecida, está o pequeno criador Francisco Jorge dos Santos, de 62 anos, residente no sítio Baixa Fechada, em Apodi. O pecuarista diz que vendeu 7 animais e acredita que será preciso vender outros dois para conseguir os recursos que precisa para pagar as prestações do empréstimo no Banco do Nordeste e principalmente para comprar o milho e o resíduo para alimentar o rebanho restante. Cada animal ele vendeu em média por R$ 800,00, 40% a menos do valor de mercado.
O abastecimento humano é feito em todos os municípios da região Oeste por carros-pipas pelas prefeituras e o Exército. Em Apodi, por exemplo, são cinco caminhões distribuindo 400 pipas de água/mês em 114 comunidades. "Este trabalho de abastecimento é feito através de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente e o Ministério da Integração Nacional. Os recursos são liberados através do Exército", conta o secretário Eron Costa.
Entre as comunidades atendidas, está Mulungu, que fica entre Mossoró e Apodi, nas margens da BR-405. Os carros-pipas abastecem as cisternas e os moradores levam para suas casas em carroças e galões. "Este é meu caminho um dia e outro não. É para o consumo de casa. A água que o gado bebe é de um poço, que é salobra", conta o agricultor Renildo da Silva, 41, quando transportava 300 litros de água da cisterna para sua casa.

Cezar Alves
Da Redação
Fonte: Jornal de Fato.

sexta-feira

Um Pouco mais de Diversidade: A presença de mulheres e negros aumenta nas empresas.


O número de funcionários negros em cargos funcionais aumentou nas maiores empresas brasileiras, de 25,1% em 2007 para 31,1% neste ano, mas a desigualdade ainda é grande, se for levado em conta que 51% da população brasileira é de negros.
Os dados são da pesquisa Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas e Suas- Ações Afirmativas – 2010, divulgada quinta-feira 11 pelo Instituto Ethos e Ibope. Quando se trata de cargos de direção, o levantamento mostra que a presença de negros aumentou em 50%. São 5,3% atualmente no comando ante 3,5% do último levantamento feito em 2007. Já a presença de diretores brancos teve leve queda em relação à pesquisa de 2007, passando de 94% para 93,3%. O número de funcionários com algum tipo de deficiência física também apresentou queda e hoje eles são 1,5% do total de colaboradores, ante 1,9% de 2007. Para Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos, faltam políticas de diversidade nas empresas.
Não apenas os negros ganharam mais espaço nas maiores empresas brasileiras. O estudo aponta que a presença feminina na direção de companhias aumentou de 11,5% para 13,7%, apesar da queda no quadro funcional geral, que registrou 33,1% de mulheres na chefia em 2010 ante 35% há três anos. Quando se afunilam esses dados, a presença das mulheres negras em cargos executivos é acanhada: 0,5%.
FONTE: Site da Carta Capital.

II Kizomba de Cultura Afro-Brasileira


A Comunidade Negra de Cajazeiras em parceria com a Prefeitura Municipal de Cajazeiras, através das Secretaria de Cultura, Cidadania e Promoção Social e de Educação estará realizando nos dias 16 a 20 de novembro de 2010 a Semana da Consciência Negra.
A Semana da Consciência Negra é uma atividade de mobilização social que ocorre em todo o Brasil com o objetivo de discutir os diversos aspectos relacionados à presença negra no país. O destaque maior, em relação ao período do evento, é a celebração do dia 20 de novembro, referente à morte do líder negro Zumbi, que passou a ser símbolo da luta contra a escravidão e do combate ao racismo que resultou das sociedades escravocratas.
No ano de 2009, foi realizada I Kizomba de Cultura Afro-Brasileira, com palestras direcionadas aos educadores, estudantes e comunidade Cajazeirense em geral.
Na ocasião, a Secretaria de Cultura solicitou ao Poder Executivo a instituição da Semana Municipal da Consciência Negra no calendário oficial de eventos do município.
Este ano, a II Kizomba de Cultura Afro-Brasileira consistirá em um evento que contará com a participação de escolas públicas municipais, de grupos de cultura afro-brasileira e de toda a sociedade cajazeirense.
Em sua programação constam palestras e mesas-redondas. Paralelamente, visando a valorização das práticas e saberes afro-brasileiros, ocorrerão oficinas de dança, percussão e capoeira.

Os principais objetivos da II Kizomba de Cultura Afro-Brasileira são:

1. Promover a integração entre os movimentos sociais, praticantes de cultura afro-brasileira e comunidade em geral.
2. Realizar o combate ao racismo por meio de atividades teórico-práticas partilhadas entre a os representantes das manifestações afro-brasileiras e a sociedade.
3. Discutir a viabilidade de ações afirmativas para as populações negras no sertão paraibano.

quinta-feira

Futuramente Apodi contará com Unidade de Beneficiamento de Arroz da Agricultura Familiar






A Associação do Produtores de Arroz do Vale do Apodi (APAVA) celebra o bom andamento das atividades de Construção da Unidade de Beneficiamento de Arroz no nosso município. Esta obra é fruto de um sonho bastante antigo dos plantadores de Arroz de nosso município que por muitos anos sofreram com a figura do atravessador que comercializava o grão. Segundo Bébé Gama (Presidente da APAVA) a concretização desta obra possibilitará o fortalecimento da cadeia produtiva do Arroz em nosso município que durante muito tempo foi sacrificada pela figura do atravessador. Além da APAVA várias organizações estão contribuindo para a concretização deste projeto, tais como, SEAPAC, STR de Apodi através do Projeto de Desenvolvimento Solidário.

segunda-feira

Eleição de Dilma é a maior vitória do lulismo no Brasil

Paulo Cezar da Rosa

Dilma venceu. Lula venceu. Depois do primeiro trabalhador, temos a primeira mulher na presidência do Brasil. Não foi uma vitória fácil
Fazer um balanço de uma campanha eleitoral ainda no calor dos acontecimentos é tarefa arriscada. Mas vamos ao desafio proposto por nosso editor.
Nova hegemonia – Estamos vivendo os primeiros dias de uma nova hegemonia no Brasil. Como dizia aquela música do Roberto e do Erasmo, “daqui pra frente, tudo vai ser diferente”. Agora, o Brasil tem um novo projeto de nação, capaz de ofertar oportunidades a todos os brasileiros. Daqui pra frente, crescimento econômico e justiça social não serão mais antagônicos, assim como sustentabilidade e desenvolvimento. O Brasil se lança no mundo moderno como um país capaz de enfrentar os desafios do mundo globalizado. Não é pouca coisa!
Tenho lido e ouvido muitas críticas ao nível dos debates nesta eleição. Posso concordar com algumas, mas em geral estou em desacordo. Penso que esta eleição teve o melhor e mais transparente debate político de todos. Acompanho eleições desde 1982. Esta foi a primeira em que os projetos foram explicitados. O argumento de que os debates não trataram das questões importantes, em geral é daqueles que não conseguiram pautar os rumos da campanha. Agora tentam desqualificar a decisão do eleitor, dizer que o voto foi no marketing e não na política.
Penso que ocorreu justamente o contrário. Pode não ter sido um debate muito aprofundado, mas foi o mais elevado possível dentro da nossa realidade. O eleitor, em 2010, votou consciente.
A direita no Brasil, em campanha eleitoral, sempre apresentou um discurso de centro-esquerda. Quando isso é possível, os debates eleitorais sempre são “muito bons”. Atendem, formalmente, os anseios do eleitor, que deseja uma política séria, comprometida com a justiça social, com o desenvolvimento e a democracia. O último debate na rede Globo é o maior exemplo disso. As diferenças entre Dilma e Serra se diluíram. Os dois apareceram como políticos esforçados, candidatos a fazer o melhor pelo Brasil e pelos brasileiros.
Entretanto, a marca desta campanha não foi esta. Tivemos um franco combate entre o lulismo e a direita brasileira. Uma guerra. Pela primeira vez, desde 1989, a direita apresentou-se aos eleitores brasileiros com sua própria cara, com seus preconceitos e propostas obscurantistas. E o lulismo, ao inverso, pôde se apresentar como realizador, como um sujeito político capaz de “seguir mudando”.
A guerra eleitoral – Uma campanha eleitoral é sempre uma guerra. O campo de batalha é a mente do eleitor. Até estas eleições, o discurso de “centro-esquerda” da direita obedecia à máxima do conservadorismo brasileiro: o poder se toma com a mão esquerda (frágil), e se exerce com a mão direita (forte). Em campanha, a direita sempre se apresentou com preocupação social, ao lado dos mais pobres, defensora de suas demandas mais importantes. Em 2010, Serra bem que tentou, fazendo propostas mirabolantes para o salário mínimo, a previdência, o Bolsa Família. Tentou, mas não conseguiu.
Nesta eleição, ao bancar a lógica plebiscitária, Lula conseguiu inverter a mão. O discurso de centro esquerda, que sempre foi ferramenta da direita em campanha, tornou-se instrumento do lulismo. Temendo ser invadida em seus espaços de atuação e apoio eleitoral (o que já vinha ocorrendo com os mais de 80% de aprovação de Lula), a direita se viu obrigada a, pela primeira vez, defender-se em seu próprio terreno. O terreno do preconceito. Do conservadorismo. Da “ética”. Da religiosidade e da hipocrisia na questão do aborto.
O posicionamento multipolar de Serra tem origem nesta mudança estrutural na correlação de forças no Brasil. Serra amanhecia Opus Dei e dormia apoiando o que o “Lula tem de bom”. Iniciava o dia com um discurso do DEM e terminava a noite com “Serra é do bem”. Ao longo do dia apresentava “mil caras” entre a extrema-direita e a centro-esquerda.
A campanha Dilma – Não tenho ideia de quem foi a condução da campanha no dia a dia. Gerenciar uma campanha presidencial é sempre uma tarefa muito complexa. Mas se foi João Santana o condutor do marketing, parabéns!
Na passagem para o segundo turno tecemos algumas considerações sobre a necessidade de introduzir mudanças na campanha. Grosso modo, todas as medidas que conseguimos vislumbrar naquele momento foram implementadas. E o ataque reacionário usando a Igreja -até o Papa foi mobilizado- foi contornado com maestria pelo marketing de Dilma.
Foi uma campanha conduzida com firmeza e tranquilidade. O eleitor votou sabendo o que pode esperar de Dilma. E isso, numa eleição, é sempre o mais importante. Quando o candidato estabelece uma conexão sólida com o eleitor, baseada na verdade, não há desconstrução de imagem que funcione. Dilma, há cerca de dois anos, não era ninguém do ponto de vista eleitoral. Hoje, é tudo.
O papel da velha mídia – Tratando das eleições gaúchas há cerca de um ano, afirmei que estas seriam as eleições mais livres que já tivemos porque a mídia estava perdendo o controle da opinião pública e, principalmente, já não controla os setores emergentes na sociedade brasileira.
De fato, foi isso o que ocorreu. O episódio da bolinha de papel, que a campanha Serra tentou utilizar para inverter a tendência de derrota que já se apresentava, foi exemplar nesse sentido. Fossem outros os tempos, a versão apresentada pela rede Globo se afirmaria como verdadeira. E os rumos do processo poderiam ter sido alterados.
A mídia velha acabou por fazer um triste papel nestas eleições, o de dar guarida para o terrorismo midiático-ideológico que a campanha Serra desencadeou ao ver suas cidadelas ameaçadas. Mas seu papel acabou por ser menor. A tal ponto que agora, passadas as eleições, chega a ser ridículo assistir os comentaristas políticos da Globo News acusando Lula de ter feito campanha.
Quando ficou evidente a ineficácia da velha mídia, a direita foi obrigada a apelar para outras ferramentas. Foi por não conseguir reverter as tendências com o “simples” apoio dos jornalões e da Globo que a campanha Serra apelou para o telemarketing, a panfletaria apócrifa, os vídeos terroristas na internet.
A internet e o futuro – Sou de uma geração que apostou na luta política e na disputa do poder através do voto. A geração anterior a minha pensava a luta com outros métodos, adequados (ou não) para seu momento histórico. Herdeiros desta experiência, apostamos no convencimento, no argumento, na solidariedade, no voto, na democracia.
No início desta eleição, o efeito que a vitória de Obama trouxe sobre o potencial eleitoral da internet criou muitas ilusões a respeito deste meio de comunicação. Embalados pelo exemplo americano, feito “happy monkeys”, os candidatos gastaram muito dinheiro para, no final das contas, produzir spam.
A internet cumpriu um grande papel, mas não da forma que se pensava. Tudo por um motivo muito simples. Uma mensagem, para ser aceita, precisa ter credibilidade. Foram as publicações, os blogs e as pessoas com credibilidade, através do twitter e das redes sociais, que tiveram importância e influíram no curso dos acontecimentos.
Iniciativas como a do professor que gravou as imagens da Globo e as analisou, mostrando a manipulação, de um lado, e desta publicação, posicionando-se abertamente em favor de Dilma, desde o início do processo, fizeram a diferença nestas eleições.
A vitória deste domingo é a primeira grande vitória política do lulismo no Brasil. É pedra fundamental de uma nova hegemonia. Assim como o jornal e o rádio foram as ferramentas de comunicação da política de substituição das importações em meados do século passado e a televisão foi o instrumento de modernização autoritária da Ditadura Militar no final do século, hoje, a comunicação digital, a comunicação em rede, pode ajudar a construir o novo Brasil e consolidar essa nova hegemonia que está nascendo.
Fonte: Carta Capital

quinta-feira

Assentamento São Manoel realiza hoje inauguração da Reforma das Residências

A Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) no Rio Grande do Norte fará a inauguração da reforma de 26 casas no Projeto de Assentamento São Manoel, em Apodi, no Território da Cidadania do Sertão do Apodi, na região Oeste do Estado.
A festa está agendada para esta quinta-feira (28), às 15h30, na agrovila do assentamento, contando com a participação do superintendente do Incra/RN, Paulo Sidney Gomes, e dos moradores do PA São Manoel.
O sonho da casa própria reformada, com piso novo, quarto para os filhos, sala de TV, cozinha arejada e varanda ao redor da residência tornou-se realidade em 173 assentamentos rurais do Rio Grande do Norte. De 2008 até agora, o Incra está investindo R$ 58.532.000,00 para reformar 11.539 residências em todas as regiões do Estado.
Das 11.539, até o início de outubro, foram concluídas reformas em 7.388 habitações. Outras 1.367 estão sendo reformadas e 2.784 com recursos na conta das associações dos assentamentos para iniciar a recuperação ainda neste ano. São recursos na ordem de R$ 5 mil para cada família que tem transformado as agrovilas dos assentamentos em verdadeiros canteiros de obra, além de aquecer as vendas no comércio de material de construção no interior do Rio Grande do Norte.
Fonte: Jornal de Fato

terça-feira

Você quer voltar para a lama tucana?

O blog Seja Dita a Verdade teve a boa idéia de recordar o tempo dos tucanos – FHC e seus amigos José Serra, Ricardo Sérgio, Eduardo Jorge, Sérgio (Serjão) Motta, irmãos Mendonça de Barros e tanta gente mais – através das capas de Veja, a mais tucana das revistas. A sessão nostalgia valeu o esforço, até porque o candidato Serra, no atual papel de vítima inocente de adversários malvados que o atacam na rua com bolinhas de papel, refugia-se nos santinhos para apagar o passado.
Desde o início da campanha o atual candidato do PSDB, cujo sonho de consumo na fase pre-eleitoral era formar chapa com José Roberto Arruda (“vote num careca e leve dois”, lembram-se?), jura a todo momento que é “ficha limpa” e “ético”, sem mácula na carreira política, e que no seu partido não há “ficha suja”. Chegou mesmo a rotular de “blogs sujos” aqueles que ousam expor suas práticas habituais, passadas e presentes. Mas não é essa a história que as capas de Veja contam.
A particularidade sobre aquele amontoado de escândalos é que os tucanos perceberam, desde o primeiro momento, que para garantir a impunidade bastava impedir as investigações do Ministério Público (inventaram a figura do Engavetador-Geral da República), da Polícia Federal (só no governo Lula ela foi adequadamente equipada para levar avante as investigações de corrupção), do Congresso (impedido com compra de votos de formar CPIs) e da mídia (silenciada, em seguida às denúncias, pela propaganda oficial, compra de assinaturas e outras benesses).
Isso permite que tucanos circulem por aí hoje jurando que foram difamados e caluniados. Como observou o Seja Dita a Verdade e confirmam as capas da revista que hoje serve aos próprios tucanos mediante recompensa em anúncios e assinaturas milionários, de 1995 a 2002 os casos de corrupção, dossiês, caixa dois, propinas e maracutaias em geral enriqueciam capas de revistas e primeiras páginas de jornal, ainda que depois as denúncias desaparecessem subitamente.
Naquele tempo, distante do país e com a atenção desviada para outros escândalos (os casos de sexo e demais trapalhadas do presidente Bill Clinton, alvo permanente da fúria republicana), sobrava-me pouco tempo para acompanhar nossa mídia de forma sistemática. Mas ela própria tinha o cuidado, em tempo de eleição presidencial, de somar-se aos então donos do poder, num esforço conjunto para impedir que o inimigo comum, Lula, ganhasse e mudasse as regras do jogo. Pelo menos até 2002.

Aí vão, em ordem cronológica, algumas das mais sugestivas capas de Veja.

Primeiro mandato FHC – 1995-1998



17-02-1995

29-11-1995

05-11-1997

19-11-1997

06-05-1998

06-05-1998

18-11-1998

25-11-1998

 Segundo mandato FHC – 1999-2002


21-01-1999

10-03-1999 

21-04-1999

28-04-1999

06-06-1999

09-02-2000

05-04-2000

19-07-2000

11-04-2001

02-05-2001

06-06-2001

09-05-2002

29-05-2002

Fonte: Blog do Argemiro Ferreira