sábado

Incra encaminha procedimentos para titulação de territórios

Na semana em que se comemora o Dia da Consciência Negra, festejado hoje, 20, a Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) no Rio Grande do Norte dá mais um passo para titular os territórios remanescentes de quilombos no Estado, conforme informações da Assessoria de Comunicação do Incra.
São sete comunidades - Jatobá (Patu), Acauã (Poço Branco), Boa Vista dos Negros (Parelhas), Capoeiras (Macaíba), Macambira (Lagoa Nova), Sibaúma (Tibau do Sul) e Aroeiras (Pedro Avelino) - cujas famílias estão materializando o sonho de ganhar a titularidade definitiva das terras oriundas de quilombos.
Na próxima semana, um grupo de servidores da entidade irá à comunidade de Jatobá para fazer o georreferenciamento e a colocação dos marcos que delimitam a área. Paralelo a isso, serão pagas as indenização de áreas desapropriadas de particulares, a chamada "desintrusão de ocupantes não quilombolas". A colocação dos marcos e o pagamento das indenizações são os últimos passos para a entrega, em definitivo, dos títulos de posse e uso da terra às mais de 40 famílias que moram no local.
No Rio Grande do Norte, o processo de titulação da comunidade Jatobá é o que está mais avançado. A comunidade conta com o recebimento do Decreto Presidencial, que declarou o interesse social para fins de desapropriação. O documento foi entregue à comunidade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em novembro passado, numa cerimônia realizada em Salvador (BA).
Ainda de acordo com as informações da Assessoria de Comunicação, o superintendente do Incra/RN, Paulo Sidney Gomes Silva, acredita que a entrega dos títulos de Jatobá ocorrerá até o fim deste ano.
Outra comunidade com processo de regularização de área quilombola avançado é Acauã. Na próxima terça-feira, 22, a comunidade irá ser declarada como de interesse social, para fins de desapropriação, conforme ocorreu com Jatobá. A titulação deverá ocorrer até março do próximo ano, sendo, portanto, as duas primeiras comunidades a serem regularizadas no Rio Grande do Norte. Um estudo preliminar mostra que existem no Estado cerca de 30 comunidades remanescentes de quilombos, com uma população de aproximadamente seis mil famílias.
Fonte: Jornal Gazeta do Oeste.

sexta-feira

Falta de ação do governo provoca mobilização de agricultores.

A falta de chuva em 2010 deixou os pequenos agricultores em situação precária. Estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a produção caiu mais de 80%, comprometendo o fornecimento de alimentos e provocando o aumento de preços no mercado. Diante de tamanha crise, até agora o Estado não depositou sua contrapartida para garantir aos agricultores o Programa Garantia-Safra, que paga parcela em dinheiro para os prejudicados.
No município de Caraúbas, sem resposta governamental, a alternativa que as entidades acharam para pressionar as autoridades foi mobilizar os trabalhadores, no que eles chamaram de 1ª Marcha do Campo. Pelo menos 400 agricultores e agriculturas saíram às ruas na quarta-feira, 17, em protesto contra a falta de recursos e ação do poder público estadual frente à grave situação da seca.
A marcha percorreu a cidade, com paradas estratégicas em frente à sede da Prefeitura, onde foi recebida pelo vice-prefeito Alcivan Viana, que integrou o movimento, e em frente ao Banco do Brasil.
A terceira tesoureira do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caraúbas, Antônia Neta, disse que entre as reivindicações apresentadas estavam: a construção de barragens no Umari, abastecimento da água nas comunidades que teve 60% do serviço interrompido, participação do Estado no Garantia-Safra, reabertura da Secretaria de Agricultura, melhor atendimento no Banco do Brasil para a terceira idade, além da renegociação das dívidas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), na agência, que ainda não disponibilizou o serviço. "A situação dos agricultores é complicada com a seca, sem água fica difícil sustentar o rebanho, além de que tem muita comunidade que não tem água sequer para o consumo", disse a tesoureira.
O presidente do STR, José Maria Júnior, disse esperar que o ato público de ontem surta algum efeito positivo para o homem do campo. "A zona rural de nosso município é extremamente grande, diversificada e cada comunidade tem sua realidade, mas se igualam quando o assunto é o descaso dos governantes para esse segmento", acrescentou.
A 1ª Marcha do Campo foi realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Caraúbas, Associações Rurais (Focampo), da Marcha das Mulheres, Associação de Pescadores, ATOS e trabalhadores em geral.
Fonte: Jornal de Fato

terça-feira

O pasto acabou e agora?

O abastecimento na zona rural das cidades da região do Alto Oeste está comprometido em decorrência do inverno fraco. Os açudes de pequeno porte estão secos e os de médio porte, em sua maioria, estão com o volume de água imprópria para consumo humano. Já os grandes reservatórios oscilam entre 40% e 60% de sua capacidade total de armazenamento. O rebanho está sendo alimentado com farelo de milho e as casas abastecidas com carro-pipa.
Na zona urbana, o abastecimento é feito pela Companhia de Água e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) em dias alternados. Não preocupa. Mas na zona rural, o cenário é preocupante. Se não chove, a safra não vinga e o alimento dos animais fica escasso. No caso da região Oeste do RN, água até existe (às vezes provenientes de poços), tanto para o abastecimento humano como animal. O que não existe mais é pasto. A vegetação secou.
Entre os pecuaristas, os prejuízos variam conforme o tamanho do rebanho. O fazendeiro Raimundo Lucas Moreira, conhecido na região de Apodi por Bebé de Luca Abreu, já viu reduzir o seu rebanho em 20%. Ele tinha mais de mil cabeças divididas em quatro fazendas, sendo que três em território de Apodi e uma na região do Vale do Jaguaribe. "Aqui só tem água de um poço e o gado se vira na mata procurando bagaço", diz Bebé de Luca Abreu.
O fazendeiro informou que por dia tem conhecimento de que morre cerca de 40 rezes na região. Atualmente, com rebanho de 800 cabeças, Bebé de Luca Abreu disse que abastece a fazendo do Mulungu com água de um poço, na região de Apodi e da várzea, tem cacimbões e pequenos reservatórios. O mesmo na região do Vale do Jaguaribe. "O que falta é pasto. O gado tá comendo areia", reclama o criador.
Entre os pequenos criadores, a reportagem do JORNAL DE FATO conversou com Sebastião Paulino de Carvalho, de 53 anos, residente no sítio Melancias, em Apodi. Ele disse que tinha 22 cabeças, mas já vendeu 14 para alimentar as outras e a família. Assim mesmo está com dificuldades para encontrar alimento para o seu pequeno rebanho. "Não existe milho no mercado pra gente comprar, fazer o farelo, misturar ao resíduo e ao capim seco para o gado", reclama.
Em situação parecida, está o pequeno criador Francisco Jorge dos Santos, de 62 anos, residente no sítio Baixa Fechada, em Apodi. O pecuarista diz que vendeu 7 animais e acredita que será preciso vender outros dois para conseguir os recursos que precisa para pagar as prestações do empréstimo no Banco do Nordeste e principalmente para comprar o milho e o resíduo para alimentar o rebanho restante. Cada animal ele vendeu em média por R$ 800,00, 40% a menos do valor de mercado.
O abastecimento humano é feito em todos os municípios da região Oeste por carros-pipas pelas prefeituras e o Exército. Em Apodi, por exemplo, são cinco caminhões distribuindo 400 pipas de água/mês em 114 comunidades. "Este trabalho de abastecimento é feito através de uma parceria entre a Secretaria de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente e o Ministério da Integração Nacional. Os recursos são liberados através do Exército", conta o secretário Eron Costa.
Entre as comunidades atendidas, está Mulungu, que fica entre Mossoró e Apodi, nas margens da BR-405. Os carros-pipas abastecem as cisternas e os moradores levam para suas casas em carroças e galões. "Este é meu caminho um dia e outro não. É para o consumo de casa. A água que o gado bebe é de um poço, que é salobra", conta o agricultor Renildo da Silva, 41, quando transportava 300 litros de água da cisterna para sua casa.

Cezar Alves
Da Redação
Fonte: Jornal de Fato.

sexta-feira

Um Pouco mais de Diversidade: A presença de mulheres e negros aumenta nas empresas.


O número de funcionários negros em cargos funcionais aumentou nas maiores empresas brasileiras, de 25,1% em 2007 para 31,1% neste ano, mas a desigualdade ainda é grande, se for levado em conta que 51% da população brasileira é de negros.
Os dados são da pesquisa Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 Maiores Empresas e Suas- Ações Afirmativas – 2010, divulgada quinta-feira 11 pelo Instituto Ethos e Ibope. Quando se trata de cargos de direção, o levantamento mostra que a presença de negros aumentou em 50%. São 5,3% atualmente no comando ante 3,5% do último levantamento feito em 2007. Já a presença de diretores brancos teve leve queda em relação à pesquisa de 2007, passando de 94% para 93,3%. O número de funcionários com algum tipo de deficiência física também apresentou queda e hoje eles são 1,5% do total de colaboradores, ante 1,9% de 2007. Para Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos, faltam políticas de diversidade nas empresas.
Não apenas os negros ganharam mais espaço nas maiores empresas brasileiras. O estudo aponta que a presença feminina na direção de companhias aumentou de 11,5% para 13,7%, apesar da queda no quadro funcional geral, que registrou 33,1% de mulheres na chefia em 2010 ante 35% há três anos. Quando se afunilam esses dados, a presença das mulheres negras em cargos executivos é acanhada: 0,5%.
FONTE: Site da Carta Capital.

II Kizomba de Cultura Afro-Brasileira


A Comunidade Negra de Cajazeiras em parceria com a Prefeitura Municipal de Cajazeiras, através das Secretaria de Cultura, Cidadania e Promoção Social e de Educação estará realizando nos dias 16 a 20 de novembro de 2010 a Semana da Consciência Negra.
A Semana da Consciência Negra é uma atividade de mobilização social que ocorre em todo o Brasil com o objetivo de discutir os diversos aspectos relacionados à presença negra no país. O destaque maior, em relação ao período do evento, é a celebração do dia 20 de novembro, referente à morte do líder negro Zumbi, que passou a ser símbolo da luta contra a escravidão e do combate ao racismo que resultou das sociedades escravocratas.
No ano de 2009, foi realizada I Kizomba de Cultura Afro-Brasileira, com palestras direcionadas aos educadores, estudantes e comunidade Cajazeirense em geral.
Na ocasião, a Secretaria de Cultura solicitou ao Poder Executivo a instituição da Semana Municipal da Consciência Negra no calendário oficial de eventos do município.
Este ano, a II Kizomba de Cultura Afro-Brasileira consistirá em um evento que contará com a participação de escolas públicas municipais, de grupos de cultura afro-brasileira e de toda a sociedade cajazeirense.
Em sua programação constam palestras e mesas-redondas. Paralelamente, visando a valorização das práticas e saberes afro-brasileiros, ocorrerão oficinas de dança, percussão e capoeira.

Os principais objetivos da II Kizomba de Cultura Afro-Brasileira são:

1. Promover a integração entre os movimentos sociais, praticantes de cultura afro-brasileira e comunidade em geral.
2. Realizar o combate ao racismo por meio de atividades teórico-práticas partilhadas entre a os representantes das manifestações afro-brasileiras e a sociedade.
3. Discutir a viabilidade de ações afirmativas para as populações negras no sertão paraibano.

quinta-feira

Futuramente Apodi contará com Unidade de Beneficiamento de Arroz da Agricultura Familiar






A Associação do Produtores de Arroz do Vale do Apodi (APAVA) celebra o bom andamento das atividades de Construção da Unidade de Beneficiamento de Arroz no nosso município. Esta obra é fruto de um sonho bastante antigo dos plantadores de Arroz de nosso município que por muitos anos sofreram com a figura do atravessador que comercializava o grão. Segundo Bébé Gama (Presidente da APAVA) a concretização desta obra possibilitará o fortalecimento da cadeia produtiva do Arroz em nosso município que durante muito tempo foi sacrificada pela figura do atravessador. Além da APAVA várias organizações estão contribuindo para a concretização deste projeto, tais como, SEAPAC, STR de Apodi através do Projeto de Desenvolvimento Solidário.

segunda-feira

Eleição de Dilma é a maior vitória do lulismo no Brasil

Paulo Cezar da Rosa

Dilma venceu. Lula venceu. Depois do primeiro trabalhador, temos a primeira mulher na presidência do Brasil. Não foi uma vitória fácil
Fazer um balanço de uma campanha eleitoral ainda no calor dos acontecimentos é tarefa arriscada. Mas vamos ao desafio proposto por nosso editor.
Nova hegemonia – Estamos vivendo os primeiros dias de uma nova hegemonia no Brasil. Como dizia aquela música do Roberto e do Erasmo, “daqui pra frente, tudo vai ser diferente”. Agora, o Brasil tem um novo projeto de nação, capaz de ofertar oportunidades a todos os brasileiros. Daqui pra frente, crescimento econômico e justiça social não serão mais antagônicos, assim como sustentabilidade e desenvolvimento. O Brasil se lança no mundo moderno como um país capaz de enfrentar os desafios do mundo globalizado. Não é pouca coisa!
Tenho lido e ouvido muitas críticas ao nível dos debates nesta eleição. Posso concordar com algumas, mas em geral estou em desacordo. Penso que esta eleição teve o melhor e mais transparente debate político de todos. Acompanho eleições desde 1982. Esta foi a primeira em que os projetos foram explicitados. O argumento de que os debates não trataram das questões importantes, em geral é daqueles que não conseguiram pautar os rumos da campanha. Agora tentam desqualificar a decisão do eleitor, dizer que o voto foi no marketing e não na política.
Penso que ocorreu justamente o contrário. Pode não ter sido um debate muito aprofundado, mas foi o mais elevado possível dentro da nossa realidade. O eleitor, em 2010, votou consciente.
A direita no Brasil, em campanha eleitoral, sempre apresentou um discurso de centro-esquerda. Quando isso é possível, os debates eleitorais sempre são “muito bons”. Atendem, formalmente, os anseios do eleitor, que deseja uma política séria, comprometida com a justiça social, com o desenvolvimento e a democracia. O último debate na rede Globo é o maior exemplo disso. As diferenças entre Dilma e Serra se diluíram. Os dois apareceram como políticos esforçados, candidatos a fazer o melhor pelo Brasil e pelos brasileiros.
Entretanto, a marca desta campanha não foi esta. Tivemos um franco combate entre o lulismo e a direita brasileira. Uma guerra. Pela primeira vez, desde 1989, a direita apresentou-se aos eleitores brasileiros com sua própria cara, com seus preconceitos e propostas obscurantistas. E o lulismo, ao inverso, pôde se apresentar como realizador, como um sujeito político capaz de “seguir mudando”.
A guerra eleitoral – Uma campanha eleitoral é sempre uma guerra. O campo de batalha é a mente do eleitor. Até estas eleições, o discurso de “centro-esquerda” da direita obedecia à máxima do conservadorismo brasileiro: o poder se toma com a mão esquerda (frágil), e se exerce com a mão direita (forte). Em campanha, a direita sempre se apresentou com preocupação social, ao lado dos mais pobres, defensora de suas demandas mais importantes. Em 2010, Serra bem que tentou, fazendo propostas mirabolantes para o salário mínimo, a previdência, o Bolsa Família. Tentou, mas não conseguiu.
Nesta eleição, ao bancar a lógica plebiscitária, Lula conseguiu inverter a mão. O discurso de centro esquerda, que sempre foi ferramenta da direita em campanha, tornou-se instrumento do lulismo. Temendo ser invadida em seus espaços de atuação e apoio eleitoral (o que já vinha ocorrendo com os mais de 80% de aprovação de Lula), a direita se viu obrigada a, pela primeira vez, defender-se em seu próprio terreno. O terreno do preconceito. Do conservadorismo. Da “ética”. Da religiosidade e da hipocrisia na questão do aborto.
O posicionamento multipolar de Serra tem origem nesta mudança estrutural na correlação de forças no Brasil. Serra amanhecia Opus Dei e dormia apoiando o que o “Lula tem de bom”. Iniciava o dia com um discurso do DEM e terminava a noite com “Serra é do bem”. Ao longo do dia apresentava “mil caras” entre a extrema-direita e a centro-esquerda.
A campanha Dilma – Não tenho ideia de quem foi a condução da campanha no dia a dia. Gerenciar uma campanha presidencial é sempre uma tarefa muito complexa. Mas se foi João Santana o condutor do marketing, parabéns!
Na passagem para o segundo turno tecemos algumas considerações sobre a necessidade de introduzir mudanças na campanha. Grosso modo, todas as medidas que conseguimos vislumbrar naquele momento foram implementadas. E o ataque reacionário usando a Igreja -até o Papa foi mobilizado- foi contornado com maestria pelo marketing de Dilma.
Foi uma campanha conduzida com firmeza e tranquilidade. O eleitor votou sabendo o que pode esperar de Dilma. E isso, numa eleição, é sempre o mais importante. Quando o candidato estabelece uma conexão sólida com o eleitor, baseada na verdade, não há desconstrução de imagem que funcione. Dilma, há cerca de dois anos, não era ninguém do ponto de vista eleitoral. Hoje, é tudo.
O papel da velha mídia – Tratando das eleições gaúchas há cerca de um ano, afirmei que estas seriam as eleições mais livres que já tivemos porque a mídia estava perdendo o controle da opinião pública e, principalmente, já não controla os setores emergentes na sociedade brasileira.
De fato, foi isso o que ocorreu. O episódio da bolinha de papel, que a campanha Serra tentou utilizar para inverter a tendência de derrota que já se apresentava, foi exemplar nesse sentido. Fossem outros os tempos, a versão apresentada pela rede Globo se afirmaria como verdadeira. E os rumos do processo poderiam ter sido alterados.
A mídia velha acabou por fazer um triste papel nestas eleições, o de dar guarida para o terrorismo midiático-ideológico que a campanha Serra desencadeou ao ver suas cidadelas ameaçadas. Mas seu papel acabou por ser menor. A tal ponto que agora, passadas as eleições, chega a ser ridículo assistir os comentaristas políticos da Globo News acusando Lula de ter feito campanha.
Quando ficou evidente a ineficácia da velha mídia, a direita foi obrigada a apelar para outras ferramentas. Foi por não conseguir reverter as tendências com o “simples” apoio dos jornalões e da Globo que a campanha Serra apelou para o telemarketing, a panfletaria apócrifa, os vídeos terroristas na internet.
A internet e o futuro – Sou de uma geração que apostou na luta política e na disputa do poder através do voto. A geração anterior a minha pensava a luta com outros métodos, adequados (ou não) para seu momento histórico. Herdeiros desta experiência, apostamos no convencimento, no argumento, na solidariedade, no voto, na democracia.
No início desta eleição, o efeito que a vitória de Obama trouxe sobre o potencial eleitoral da internet criou muitas ilusões a respeito deste meio de comunicação. Embalados pelo exemplo americano, feito “happy monkeys”, os candidatos gastaram muito dinheiro para, no final das contas, produzir spam.
A internet cumpriu um grande papel, mas não da forma que se pensava. Tudo por um motivo muito simples. Uma mensagem, para ser aceita, precisa ter credibilidade. Foram as publicações, os blogs e as pessoas com credibilidade, através do twitter e das redes sociais, que tiveram importância e influíram no curso dos acontecimentos.
Iniciativas como a do professor que gravou as imagens da Globo e as analisou, mostrando a manipulação, de um lado, e desta publicação, posicionando-se abertamente em favor de Dilma, desde o início do processo, fizeram a diferença nestas eleições.
A vitória deste domingo é a primeira grande vitória política do lulismo no Brasil. É pedra fundamental de uma nova hegemonia. Assim como o jornal e o rádio foram as ferramentas de comunicação da política de substituição das importações em meados do século passado e a televisão foi o instrumento de modernização autoritária da Ditadura Militar no final do século, hoje, a comunicação digital, a comunicação em rede, pode ajudar a construir o novo Brasil e consolidar essa nova hegemonia que está nascendo.
Fonte: Carta Capital

quinta-feira

Assentamento São Manoel realiza hoje inauguração da Reforma das Residências

A Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) no Rio Grande do Norte fará a inauguração da reforma de 26 casas no Projeto de Assentamento São Manoel, em Apodi, no Território da Cidadania do Sertão do Apodi, na região Oeste do Estado.
A festa está agendada para esta quinta-feira (28), às 15h30, na agrovila do assentamento, contando com a participação do superintendente do Incra/RN, Paulo Sidney Gomes, e dos moradores do PA São Manoel.
O sonho da casa própria reformada, com piso novo, quarto para os filhos, sala de TV, cozinha arejada e varanda ao redor da residência tornou-se realidade em 173 assentamentos rurais do Rio Grande do Norte. De 2008 até agora, o Incra está investindo R$ 58.532.000,00 para reformar 11.539 residências em todas as regiões do Estado.
Das 11.539, até o início de outubro, foram concluídas reformas em 7.388 habitações. Outras 1.367 estão sendo reformadas e 2.784 com recursos na conta das associações dos assentamentos para iniciar a recuperação ainda neste ano. São recursos na ordem de R$ 5 mil para cada família que tem transformado as agrovilas dos assentamentos em verdadeiros canteiros de obra, além de aquecer as vendas no comércio de material de construção no interior do Rio Grande do Norte.
Fonte: Jornal de Fato

terça-feira

Você quer voltar para a lama tucana?

O blog Seja Dita a Verdade teve a boa idéia de recordar o tempo dos tucanos – FHC e seus amigos José Serra, Ricardo Sérgio, Eduardo Jorge, Sérgio (Serjão) Motta, irmãos Mendonça de Barros e tanta gente mais – através das capas de Veja, a mais tucana das revistas. A sessão nostalgia valeu o esforço, até porque o candidato Serra, no atual papel de vítima inocente de adversários malvados que o atacam na rua com bolinhas de papel, refugia-se nos santinhos para apagar o passado.
Desde o início da campanha o atual candidato do PSDB, cujo sonho de consumo na fase pre-eleitoral era formar chapa com José Roberto Arruda (“vote num careca e leve dois”, lembram-se?), jura a todo momento que é “ficha limpa” e “ético”, sem mácula na carreira política, e que no seu partido não há “ficha suja”. Chegou mesmo a rotular de “blogs sujos” aqueles que ousam expor suas práticas habituais, passadas e presentes. Mas não é essa a história que as capas de Veja contam.
A particularidade sobre aquele amontoado de escândalos é que os tucanos perceberam, desde o primeiro momento, que para garantir a impunidade bastava impedir as investigações do Ministério Público (inventaram a figura do Engavetador-Geral da República), da Polícia Federal (só no governo Lula ela foi adequadamente equipada para levar avante as investigações de corrupção), do Congresso (impedido com compra de votos de formar CPIs) e da mídia (silenciada, em seguida às denúncias, pela propaganda oficial, compra de assinaturas e outras benesses).
Isso permite que tucanos circulem por aí hoje jurando que foram difamados e caluniados. Como observou o Seja Dita a Verdade e confirmam as capas da revista que hoje serve aos próprios tucanos mediante recompensa em anúncios e assinaturas milionários, de 1995 a 2002 os casos de corrupção, dossiês, caixa dois, propinas e maracutaias em geral enriqueciam capas de revistas e primeiras páginas de jornal, ainda que depois as denúncias desaparecessem subitamente.
Naquele tempo, distante do país e com a atenção desviada para outros escândalos (os casos de sexo e demais trapalhadas do presidente Bill Clinton, alvo permanente da fúria republicana), sobrava-me pouco tempo para acompanhar nossa mídia de forma sistemática. Mas ela própria tinha o cuidado, em tempo de eleição presidencial, de somar-se aos então donos do poder, num esforço conjunto para impedir que o inimigo comum, Lula, ganhasse e mudasse as regras do jogo. Pelo menos até 2002.

Aí vão, em ordem cronológica, algumas das mais sugestivas capas de Veja.

Primeiro mandato FHC – 1995-1998



17-02-1995

29-11-1995

05-11-1997

19-11-1997

06-05-1998

06-05-1998

18-11-1998

25-11-1998

 Segundo mandato FHC – 1999-2002


21-01-1999

10-03-1999 

21-04-1999

28-04-1999

06-06-1999

09-02-2000

05-04-2000

19-07-2000

11-04-2001

02-05-2001

06-06-2001

09-05-2002

29-05-2002

Fonte: Blog do Argemiro Ferreira

APAVA se reune Hoje para Discutir o DRS do Arroz


Hoje apartir das 15h00min da tarde a Associação dos Produtores de Arroz do Vale do Apodi (APAVA) estará se reunindo com Dirigentes do Banco do Brasil na Agência de Apodi pra discutir o DRS do Arroz. Na Oportunidade estarão presentes as seguintes entidades BB, STTR, SEAPAC e APAVA.   

segunda-feira

Chuva inesperada não muda período de forte seca em toda a região.


Já fazia mais de 200 dias seguidos que não chovia na região Oeste do Rio Grande do Norte, sobretudo em Mossoró. A seca que assola o Estado e a região foi destaque, inclusive, na última sexta, 22, no Jornal Nacional da TV Globo. Entretanto, um fato climático causou surpresa até mesmo para os meteorologistas. Uma chuva moderada por volta da zero hora de sábado, 23, trouxe alguma esperança, mesmo sabendo que os meses de outubro e novembro são considerados os mais secos do ano.
A Estação Pluviométrica da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) mostra que choveu em Mossoró entre 12,7 (estação da Ufersa) e 24 milímetros (Centro de Mossoró). Para este domingo, a previsão era ainda de mais chuvas, segundo informava a Gerência de Meteorologia da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN). No entanto, os técnicos da Emparn adiantam que o quadro de seca não deverá mudar na região.
Segundo Gilmar Bistrô, meteorologista da Emparn, a chuva que caiu em boa parte da noite de sexta e no sábado é decorrente de uma frente fria vinda da região Sudeste e que "raramente atinge o Nordeste". Para Gilmar, a chuva em Mossoró causou ainda mais espanto. "Já tínhamos a previsão de alguma pancada de chuva no Estado, mas não imaginávamos que chegaria até Mossoró. Acreditávamos que a frente no máximo chegasse ao Alto Oeste" explica o técnico. A volta de relâmpago do período chuvoso é decorrência direta do fenômeno climático "La Nina", que provoca um resfriamento nas águas do Oceano Pacífico e que atualmente está 2 graus a menos que o normal. "O fenômeno associado à umidade vinda do Atlântico está facilitando a formação de períodos chuvosos no país", diz Gilmar.

ESTRAGOS

Em Mossoró, a chuva da madrugada de sexta para o sábado não provocou maiores estragos. Na Rua Wenceslau Braz, bairro Bom Jardim (zona norte), fios de alta tensão caíram e equipes da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN) passaram toda a manhã de ontem resolvendo o problema. Em alguns pontos da cidade também houve registro de falta de energia, devido ao desligamento automático do sistema, provocado pela queda da fiação.

Fonte: Jornal de Fato.

quarta-feira

ASA já identificou 75% das escolas rurais que terão cisternas

Processo de seleção das escolas termina este mês. Até o momento, as instituições estão situadas em 130 municípios do Semiárido.

Verônica Pragana - ASACom

As organizações que fazem parte da ASA e estão responsáveis pela execução do Projeto Cisternas nas Escolas selecionou 630 escolas rurais de 130 municípios para receber os reservatórios de 52 mil litros. Este número equivale a 75% das cisternas previstas. As 213 escolas restantes serão identificadas até o final deste mês.
O projeto está na fase de mobilização dos atores sociais que responderão pela sustentabilidade futura do projeto - prefeitura, comunidade escolar, comunidades nas proximidades da escola, organizações da sociedade civil, comissões municipais da ASA, entre outros.
A seleção das escolas é feita a partir de um levantamento de 2007 do Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A pesquisa traçou um mapa das escolas a partir de seu acesso à água. As escolas sem nenhum tipo de abastecimento serão as primeiras atendidas pelo projeto Cisternas nas Escolas.
Pelo levantamento do MEC/Inep, em 1.416 municípios de 11 estados (do Espírito Santo ao Maranhão) existem mais de 37,6 mil escolas rurais, das quais mais de 75% (28,3 mil) não têm nenhum tipo de abastecimento de água.
“Reconhecemos que a cisterna na escola é um dos elementos que somarão para a busca de solução dos problemas referentes à educação no Semiárido. O desafio está em nossas mãos. E vamos colocar nosso conhecimento, nossa capacidade de mobilização, técnica e política a serviço das crianças e adolescentes nas escolas da região”, assegura um trecho do documento “Subsídios para trabalho cisternas nas escolas/ASA”, elaborado para as organizações da Articulação empenhadas na ação.
As organizações da ASA contam a seu favor a experiência na execução do Programa Um Milhão de Cisternas, que tem construídos reservatórios de 16 mil litros em casas de famílias agricultoras. Já foram construídas mais de 294 mil cisternas, beneficiando cerca de 1,5 milhão de pessoas.
O projeto Cisternas nas Escolas é realizado pela ASA, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a Cooperação Espanhola, e apoio do Unicef.
FONTE: Site da ASA

ASA divulga carta de apoio à Dilma

A Articulação no Semiárido (ASA Brasil), formada por mais de mil organizações da sociedade civil que atuam na região, divulga à sociedade uma carta de apoio à candidata Dilma Rousseff.
Destacando que um dos resultados da ação da rede é a “ruptura com a indústria da seca e com uma tradicional política coronelista, atrasada e cruel, liderada pelas oligarquias locais, que encontram hoje, nos partidos de direita, uma nova roupagem para as mesmas velhas práticas de manutenção do poder”, a ASA reconhece no Governo Lula um espaço de diálogo com os movimentos sociais que permitiu a ampliação da ação da rede e o fortalecimento da luta pela dignidade das famílias do Semiárido. Através do trabalho da ASA, mais de um milhão e meio de pessoas têm garantido o acesso à água de qualidade.
“Não podemos permitir que este segundo turno se torne numa ameaça de retrocesso no campo do diálogo entre governo e sociedade, no controle social das políticas públicas e especialmente no que se refere às políticas de convivência com o Semiárido”, relata a carta. Mais à frente, o documento grifa: “A ASA acredita que estas condições serão continuadas e ampliadas a partir da eleição de Dilma Rousseff para a Presidência do Brasil”


FONTE: Site da ASA


Aluno interessado em entrar no IFRN tem até hoje para pedir isenção de taxa

Os interessados em concorrer a uma das vagas do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia (IFRN) em Macau só tem até hoje para requerer a isenção do pagamento da taxa de inscrição ao processo seletivo às vagas disponibilizadas nos cursos de Recursos Pesqueiros e Química. O calendário para o recebimento dos pedidos de isenção foi aberto na segunda-feira, 18.
Segundo o órgão federal, o processo seletivo se voltará para os cursos técnicos de nível médio na forma integrada e compreenderá o primeiro semestre letivo de 2011. Dentre os que podem requerer a isenção do pagamento da taxa constam quem estiver inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais do Governo Federal e for membro de família de baixa renda.
A solicitação deverá ser oficializada até às 17h de hoje, diretamente no Campus do IFRN em Macau. O requerimento deverá estar acompanhado da comprovação de inscrição no CadÚnico e de declaração assinada pelo candidato e seu responsável legal, caso seja menor de 18 anos de idade. No preenchimento do requerimento, será obrigatória a informação do número do CPF do candidato que solicitar a isenção da taxa de inscrição.
O resultado do requerimento será fornecido ao candidato até cinco dias úteis após o término do período previsto para requerer a isenção, de modo a possibilitar, no caso de indeferimento, a inscrição do candidato por meio do recolhimento da taxa de inscrição. A inscrição do candidato dispensado do pagamento da taxa será efetuada no mesmo período dos demais candidatos e seguirá os mesmos procedimentos, exceto o pagamento da citada taxa de inscrição.

VAGAS

São oferecidas 20 vagas no curso de Recursos Pesqueiros e outras 20 no curso de Química na unidade do IFRN em Macau. O órgão destacou que o calendário de atividades do processo seletivo ficou assim estabelecido: solicitação de isenção da taxa de inscrição, de 18 a 20 de outubro; inscrição, de 26 de outubro a 5 de novembro; pagamento da inscrição, de 26 de outubro a 8 de novembro; entrega dos cartões de inscrição, de 29 de novembro a 12 de dezembro; prova, 12 de dezembro; resultado da prova objetiva, 22 de dezembro; resultado da prova discursiva, 11 de janeiro de 2011; resultado final, 18 de janeiro de 2011.

Fonte: Jornal de Fato